28 de Fevereiro, 2008 Carlos Esperança
Escusavam de usar a força…
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A conversão permite descobrir que Deus é amor, considera Bento XVI.
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A conversão permite descobrir que Deus é amor, considera Bento XVI.
Gostaria de acreditar que uma religião fosse capaz de prescindir das iniquidades que constituem o seu pecado original, que os dignitários que alimentam a fé dos crentes se decidissem, eles próprios, a combater a barbárie e que os beneficiários das superstições as denunciassem em nome dos valores da modernidade.
O que a história mostra é que foram sempre as forças laicas que destruíram as teocracias e estiveram na génese do progresso e do humanismo.
Se, ao arrepio da história e da crueldade mantida e aumentada através dos séculos, os clérigos da Turquia reformarem uma religião cuja perversidade encontrou nos talibãs os seus mais genuínos e devotados zeladores, estaremos perante uma auspiciosa excepção.
Até lá, manterei a dúvida e ninguém me peça para respeitar as crenças absurdas de quem quer que seja.
Mas gostava muito que a Turquia levasse a cabo a anunciada «reforma revolucionária e moderna do Islão». A religião não passaria a ser mais verdadeira, mas tornar-se-ia mais suportável. Averroes e Avicena teriam a sua vitória póstuma.
ROMA (Reuters) – Autoridades cubanas prometeram ao segundo homem mais importante do Vaticano que abrirão mais a mídia local para a Igreja, informou ontem a agência católica de notícias SIR.
O jornal vaticano, “L’Osservatore Romano“, publicou na sua edição desta segunda-feira uma crítica à noite do Oscar, em Hollywood, e a visão “decididamente pessimista que os Estados Unidos dão de si mesmos”.
Jovem padre suspeito de desviar cem mil euros
E Deus não se queixou! Quem sabe se não foi o Deus de Aguiar da Beira que disse ao padre: «eu não preciso de dinheiro, gasta-o tu com as samaritanas (neste caso, paroquianas) que encontrares».
Só Deus pode saciar sede espiritual do homem, adverte Papa
Nota: Fazem falta clínicas de desintoxicação.
Já sabíamos que é preciso ser doido para acreditar em santos. Só não sabíamos que a Igreja católica partilha da mesma convicção.
Ao anunciar uma exposição sobre a Inquisição, onde não são exibidos os instrumentos de tortura, como se compreende, a Agência Ecclesia – a voz do dono – afirma a certa altura: «É possível encontrar ainda o missal de um santo do século XVII que acreditava ser a reencarnação de Cristo, os primeiros mapas dos bairros judeus da Itália e os decretos com os quais a Igreja ordenava a censura de livros». Um santo que acreditava ser a incarnação de Cristo? Se o doido pensasse que era a incarnação da Virgem Maria levantava suspeitas mas se pensasse que era a incarnação de S. José só teria chegado a beato.
E há quem leve a Igreja a sério. Para transformar o Vaticano num manicómio seguro bastava erguer um muro à volta. Para ser santo talvez não seja obrigatório ser doido, mas ajuda. Outro caminho é o apoio aos ditadores sádicos. Veja-se o caso de S. Josemaria Escrivà.
A Itália é o país onde os crentes se queixam de viver longe de Deus e perto do Vaticano, embora dependa da fé a distância do mito e da geografia a que separa o antro papal.
É um facto histórico que o bairro de 44 hectares mal frequentados, onde se concentram os mais bizarros e garridos vestidinhos por metro quadrado, a acompanhar as barrigas de eminentes eclesiásticos, foi criado pelos acordos de Latrão, sob os auspícios de Benito Mussolini a quem o Papa de serviço definiu como enviado da Providência.
Não se duvidaria da maldade da Providência se, acaso, fosse provável a sua existência. Já o Papa, os cardeais, arcebispos, bispos, monsenhores e padres são uma realidade que infesta o Vaticano e polui numerosos países. Foi essa gente que apoiou o fascismo, na sua quase totalidade, que conseguiu a troco de umas indulgências e bênçãos especiais tornar o ensino católico obrigatório e plantar cruzes em todos os edifícios públicos, especialmente nas escolas e tribunais.
Acontece agora que um juiz, na defesa do laicismo, se recusa a proceder a julgamentos com o sinal mais dependurado na parede, com ou sem o atleta espetado com ar de ter sido crucificado por um bando rival da Camorra.
E o que sucede ao juiz por este acto de civismo, pela atitude pedagógica, pela dignidade do seu comportamento? É louvado? Promovido?
– Não, é simplesmente perseguido.
Um cirurgião não pode operar num bloco infectado, mas um juiz é obrigado a julgar numa sala onde se impõe o símbolo de uma religião particular que ainda beneficia do seu conluio com o fascismo. Está em causa a laicidade do Estado e a higiene pública.
Bento XVI recebeu ontem, 21, os jesuítas da Companhia de Jesus, acompanhados de seu novo superior, o espanhol Adolfo Nicolás, pedindo “obediência” ao papa e “fidelidade integral à doutrina católica”.
O secretário de Estado do Vaticano, Tarcísio Bertone, pediu hoje a que sua visita dê um “novo impulso” nas relações entre a Igreja Católica Romana e o governo cubano.
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