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Mês: Julho 2011

31 de Julho, 2011 Abraão Loureiro

Ainda fresquinha

 

 

Investigadores em Arqueologia da Universidade Nova de Lisboa descobriram em escavações do antigo Convento de Santana, em Lisboa, uma peça única no mundo, com motivos raros para a época, imagens com cenas pornográficas numa taça chinesa do século XVII.

A continuação da notícia está aqui em Sapo Notícias

29 de Julho, 2011 Ricardo Alves

O terrorista de Oslo (2)

(continuação)Na terceira parte do «compêndio» de Anders Breivik surge a solução global para as suas angústias: a «revolução conservadora». Ele define cuidadosamente «traidores de categoria A, B ou C». Que incluem todos os «marxistas da linha dura», «marxistas culturais», «humanistas suicidários» e «capitalistas globalistas». Os traidores «A e B» estão condenados à morte pelo «Tribunal Criminal» neo-templário por auxiliarem o «genocídio cultural» da Europa (são os líderes de partidos, mediocratas, conferencistas, deputados, etc). E é a obsessão recorrente com os «traidores multiculturalistas» que explica que Breivik não tenha atacado uma mesquita, mas sim um acampamento de jovens trabalhistas. Apenas após executar os «traidores» se iniciaria a «Cruzada» anti-islâmica que era o seu objectivo derradeiro. (Apocalíptico como qualquer al-qaedista, o senhor Breivik…)

Muitos bytes têm sido escritos sobre se Breivik deve ser considerado, ou não, um «fundamentalista cristão». É verdade que não será, a acreditar no seu texto, uma pessoa profundamente religiosa (apesar de rezar numa ocasião, e escrever que, numa situação como aquela em que se encontrou em  Utoya, pensaria em «Deus»). Mas os seus objectivos eram religiosos, no sentido «cultural» e «identitário». A viragem na vida de Anders Breivik, de militante de partido populista e anti-imigração para terrorista, parece ter sido o apoio da UE aos muçulmanos do Cosovo, que entendeu como uma traição à «cristandade» (que lhe interessa mais do que o cristianismo). A sua obsessão com as cruzadas sublinha a importância que a «Igreja» (pré-reforma) tem para ele como bandeira, muito mais do que como doutrina. Aliás, as suas opiniões em matéria de doutrina são guiadas pelas suas obsessões geoestratégicas: defende que os protestantes sejam mais como os católicos porque vê a ICAR como mais próxima da tradição, e mais centrada na autoridade (papal) do que nos textos (bíblicos). Chega a recuperar, num exercício (voluntariamente?) semelhante ao dos al-qaedistas, as justificações dos papas medievais para as Cruzadas (pag. 1325), e as da Bíblia para a violência (pp 1329-1335).

Na página 1112 do seu «compêndio», explica o que dirá em tribunal depois da sua condenação. Que o «multiculturalismo» é uma «ideologia de ódio», «concebida para exterminar a cultura, as tradições e a nossa identidade europeias». Que só executou «traidores A e B», e que eles «facilitam a islamização e a guerra demográfica islâmica». E mais: que agiu «em autodefesa através de um ataque preventivo», com a autoridade maior da Europa: o «Tribunal Militar e Criminal – Cavaleiros Templários». O seu objectivo, explica a seguir, é matar «traidores» para depois expulsar muçulmanos. Nas páginas seguintes, fala várias vezes em proteger a Europa do Islão. O uso que faz da religião é instrumental (ou oportunista). Interessam-lhe a cristandade e os cruzados enquanto bandeiras guerreiras, e não enquanto espiritualidade. Do mesmo modo que alguns conservadores, mesmo que agnósticos (ou ateus) defendem a ICAR porque ela garante a ordem social e cultural que desejam manter. Breivik é um «cristão identitário» mas não um cristão (profundamente) espiritual.

Em resumo: um fanático e não um louco; um conservador e não um fascista; e um homem que actuou não movido pela religião, mas por objectivos religiosos. Nesse sentido (o sentido identitário e político), pode ser considerado um «terrorista cristão».

[Esquerda Republicana/Diário Ateísta]
29 de Julho, 2011 Eduardo Patriota

55% dos brasileiros são contra união civil gay

 

Não… religiosos não querem que as pessoas se amem. Eles se sentem ofendidos. Amar, para eles, é pecado.

Brasileiros que se declaram protestantes ou evangélicos são o setor mais resistente na sociedade à união de casais do mesmo sexo, aponta pesquisa inédita divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Ibope Inteligência. O segmento apresentou o maior percentual de pessoas contrárias à união –77% contra 23% de favoráveis –, que, em junho, foi aprovada pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

A pesquisa nacional, realizada entre os dias 14 e 18 de julho, apontou que 55% dos brasileiros são contrários ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A pesquisa ainda mostra a incoerência de (autodeclarados) ateus da pesquisa. Como se não soubessem que o preconceito aos homossexuais tem raízes quase que exclusivamente religiosas, 50% dos que se declararam ateus disseram ser contra a união homoafetiva.

E, por fim, a pesquisa mostra a contradição e incoerência de quase todos os entrevistados. Ela revela que a rejeição da população é sensivelmente menor em relação à possibilidade de um(a) amigo(a) se revelar homossexual. Para 73% dos brasileiros, por exemplo, essa hipótese não os afastaria de suas amizades. Outros 24% disseram que afastariam muito ou pouco e 2% não souberam responder.

Vai entender…

29 de Julho, 2011 João Vasco Gama

A moralidade e o cristianismo

Sou da opinião que as crenças religiosas cristãs têm uma influência perniciosa na moralidade.
Este vídeo explica de forma muito clara e adequada algumas das principais razões pelas quais isso acontece:

28 de Julho, 2011 Carlos Esperança

Fé e superstição

Por

C. S. F.

LIGIÃO PROTESTANTE NAS MONTANHAS DOS APALACHES, NOS EUA

CULTO DAS COBRAS

A origem do uso de cobras na igreja vem de George Went Hensley, 1880 1955, Cleveland, Tennessee, um pregador da Igreja protestante Pentecostal de Deus, no Tennessee.

Por volta de 1909, quando pregava, um grupo de homens no púlpito soltou de uma caixa cobras vennenosas, tendo Hensley pegado numa sem ser mordido.

George Went Hensley foi expulso da sua igreja quando esta se deu conta que se dedicava a manipular cobras nas celebrações e estabeleceu regras rigorosas para excluir tais práticas.

Igrejas semelhantes multiplicaram-se pela região das Montanhas Apalache.

Muitos dos seguidores mais tardios foram convertidos no final do século XIX por pregadores viajantes que diziam fazer milagres e outras maravilhas.

Nos anos vinte Hensley criou uma nova igreja dedicada a esta manipulação. É hoje seguido em todo o norte dos Apalaches.

James Miller, alguns anos depois de 1909, afirmando não conhecer a actividade de Hensley, anunciou ter recebido a revelação para manipular serpentes e baptizar segundo a fórmula referida na Bíblia do rei Jaime.

No início do século XX, o uso de cobras nas igrejas espalhou-se para o Canadá.

A manipulação de cobras (sem olhar se são vennenosas ou não) baseia-se em citações bíblicas (Paulo mordido, etc.). Afirmam que esconjura o diabo. Também impõem as mãos aos doentes, testemunham milagres e tomam ocasionalmente venenos, como estricnina

Os seguidores reúnem-se em casas e edifícios adaptados ao culto e aderem a normas estritas de vestuário, como não cortar o cabelo e não usar produtos de beleza para as mulheres e o cabelo curto para os homens. Também não consomem tabaco e álcool.

Muitos dos manipuladores são mordidos numerosas vezes e ficam com as extremidades deformadas.

O fundador do movimento morreu duma mordedura em 1955. Muitos outros assim continuam a morrer. Se a manipulação junto do altar provocar uma mordedura é considerado que a pessoa atacada não está a ter suficiente fé. É afirmado que é vontade de deus e que os mordidos têm a prova de que a salvação está assegurada. Geralmente não recorrem a cuidados médicos, o que pode levar à morte ou a sofrimentos e deformações físicas evitáveis.

Os estados americanos emitiram leis contra estes rituais, mas a lei é contornada sendo realizados em casas, fora das igrejas. A manipulação de cobras passou a ser ilegal na Georgia no ano de 1941, a seguir à morte de uma menina de sete anos de idade. A severidade da condenação foi tal que nunca foi aplicada e a lei foi revogada em 1968.

Os agentes do Estado ignoram estes rituais, a não ser que provoquem mortes.

Em Julho de 2008 10 pessoas foram presas e 126 cobras foram confiscadas. O pastor Gregory James Coots do Full Gospel Tabernacle in Jesus Name foi preso e 74 cobras foram retiradas da sua casa. Uma mulher de Tenesse morreu mordida por uma cobra durante a missa.

Nos Estados de Virginia Ocidental e do Sul a prática é hoje legal.

Ainda hoje se encontram manipuladores de cobras nas Montanhas de Apalache e noutras partes do sul dos EUA como Alabama, Georgia, Kentucky, Tennessee, Virginia do Oeste e Ohio.

Em 2001 existiam cerca de 40 pequenas igrejas com esta prática.

Têm grande audiência em meios de comunicação social norte-americanos.

Impressiona o baixo nível cultural das populações que abraçaram estas crendices. Vivem em regiões de antiga colonização (não se trata do Oeste selvagem…).

Sendo os EUA um país muito rico, ainda sofre por ter sido até há pouco tempo uma região abandonada e em regime colonial.

As elites concentram-se nas grandes cidades, sobrevivendo na província um conservadorismo inculto, radical e sem sentido.

Em certas localidades basta ser-se negro ou homossexual para ser perseguido e violentado fisicamente.

Esta “maioria silenciosa” acaba por ter uma influência política importante. São eles os apoiantes do antigo presidente Bush-filho que decidiu baixar os impostos a tal ponto que hoje o Estado está quase insolvente, em parte por essa medida!

Já é tempo das autoridades civis e religiosas erradicarem estes comportamentos bárbaros, através da educação e da divulgação da cultura!

(informações extraídas dosmeios norte-americanos de comunicação e da Internet)

28 de Julho, 2011 Carlos Esperança

Um devoto assassino

Fotos enviadas por Stéphanos Barbosa

27 de Julho, 2011 João Vasco Gama

Infinita misericórdia

Uma sátira perspicaz ás crenças associadas ao Mistério Pascal: