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Categoria: Religiões

29 de Maio, 2015 Carlos Esperança

A cerimónia da bênção das pastas

Não há evidência estatística que prove que a bênção das pastas beneficie os benditos ou seja a carta de recomendação para o primeiro emprego.

Não há ensaios duplo-cegos que provem a correlação positiva entre a fé e a preparação académica, entre a hóstia e o conhecimento científico, entre as orações e o domínio das sebentas.

Tirando o colorido coreográfico de um bispo paramentado a rigor e estudantes vestidos a imitar padres, não há nos borrifos de água benzida, arremessados a golpes de hissope, a mais leve suspeita de que a benta humidade preserve o coiro da pasta ou do próprio.

Há, todavia, no circo da fé, genuína alegria, uma absoluta demissão do sentido crítico, a força poderosa da tradição que arrasta os estudantes para a missa, a suplicar a bênção da pasta e a prometer que vão espalhar a felicidade.

Começam no confessionário a confessar os «pecados» em que reincidirão, continuam na eucaristia, despacham umas ave-marias e acabam na cerveja, mergulhando na estúrdia da semana de todos os excessos.

Deus é o aperitivo que a tradição manda e a festa é o ritual que os corpos e os sentidos exigem. O bispo leva Deus para o Paço episcopal enquanto os estudantes vão fazer a digestão da hóstia em hectolitros de cerveja ou acabar no banco do Hospital, em coma, espécie de êxtase místico induzido por abuso alcoólico.

Até à data não se registaram intoxicações por excesso de hóstias. Talvez a eucaristia tenha lugar no início dos festejos porque, no fim, não há estômago que ainda aguente.

No final do curso, os alunos começam a festejar de joelhos e, com a falta de empregos, acabam de rastos.

23 de Maio, 2015 Carlos Esperança

Pesada derrota da ICAR no seu feudo

Líder da campanha pelo “Não” reconhece derrota no referendo ao casamento gay na Irlanda

Líder da campanha pelo "Não" reconhece derrota no referendo ao casamento gay na Irlanda

Fotografia © EPA/AIDAN CRAWLEY

Segundo uma contagem inicial, o ‘sim’ terá ganho por cerca de dois boletins em cada três: “É objetivamente uma impressionante vitória para o sim”, reconheceu David Quinn.

Um dos principais líderes da campanha do ‘não’ ao casamento homossexual na Irlanda admitiu já a derrota, após o referendo histórico realizado sexta-feira sobre a legalização dessas uniões naquele país.

“Esta é uma clara vitória para o lado do sim” ao casamento gay, disse em declarações à televisão irlandesa RTE David Quinn, diretor do Instituto Iona, um dos organismos que defendem os interesses da comunidade católica.

O mesmo responsável disse que, segundo uma contagem inicial, o ‘sim’ terá ganho por cerca de dois boletins em cada três: “É objetivamente uma impressionante vitória para o sim”.

Mais de 3,2 milhões de irlandeses foram chamados sexta-feira às urnas para se pronunciarem contra ou a favor do casamento homossexual num país onde a influência da Igreja Católica, embora em declínio, continua forte.

A questão colocada aos irlandeses propunha uma alteração à Constituição para autorizar “o casamento entre duas pessoas, sem distinção de sexo”.

22 de Maio, 2015 Carlos Esperança

Há negócios que correm mal

“A fiel contou que “por viver momento de fragilidade, foi em busca da igreja” e foi convencida pela instituição que seus problemas seriam solucionados se fizesse a maior oferta que pudesse”.

A Igreja Universal do Reino de Deus abriu queixa-crime contra um juiz do Rio de Janeiro, Mário Cunha Olinto Filho, por conta de uma determinação do magistrado…
BAHIANOTICIAS.COM.BR
21 de Maio, 2015 Carlos Esperança

#Religião, não. Islão, nunca

A meio caminho entre o rio Eufrates e o Mar Mediterrâneo, a cerca de 200 quilómetros de Damasco, a cidade de Palmira recorda as lutas de velhos impérios e o testemunho das suas ruínas é (era?) Património da Humanidade.

A história é rica no oásis onde jazem relíquias de pedras que falam do Império Romano, monumentos que documentam civilizações que a barbárie pretende apagar. Quando, na juventude, li o romance “As Ruínas de Palmira”, seduziu-me a soberba descrição de um império perdido nas areias do deserto por um filósofo iluminista francês do séc. XVIII – o conde de Volnay –, autor do livro, também filósofo e político. Discípulo de Voltaire, o santo laico da cidade de Ferney, que em sua homenagem passou a chamar-se Ferney-Voltaire, tomou para pseudónimo os seus nomes [Voltaire e Ferney = Volnay].

Volnay foi o primeiro a falar-me das ruínas de Palmira num livro delicioso que a pide ainda não apreendera na biblioteca do Dr. Garcia, médico e democrata da cidade da Guarda, que via com simpatia o empréstimo que o meu colega António Júlio, seu filho, me fazia dos seus livros.

Já não me recordava que Palmira ficasse no deserto Sírio quando o Exército Islâmico (EI) começou a ser o cancro cujas metástases ameaçavam a cidade.

Hoje, após a notícia de que os facínoras de Alá, no auge do fascismo islâmico, tomaram a cidade, senti que, à semelhança das gigantescas estátuas dos Budas de Bamiyan ou da biblioteca de Mossul, a demência da fé vai reduzindo a pó a memória da civilização.

Na sementeira do ódio é também o iluminismo de Voltaire e do Conde de Volnay, cuja herança é património da civilização, que está refém da esquizofrenia mística herdada de um beduíno analfabeto e amoral, como Atatürk designou Maomé, pelo bando do EI.

18 de Maio, 2015 Carlos Esperança

Israel

Israel – A entrada, no Governo, dos judeus ultraortodoxos, conhecidos pelas trancinhas à Dama das Camélias e cabeçadas no Muro das Lamentações, é uma vitória do sionismo radical e um estímulo à escalada da violência no conflito israelo-árabe.