Loading

Categoria: Religiões

16 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Ignóbil teocracia

TEERÃO – Uma iraniana que acabou cega em um ataque com ácido feito por um homem que ela rejeitara, conseguiu persuadir um tribunal a dar ao agressor uma punição segundo as leis islâmicas: ele dever também perder a visão.

16 de Dezembro, 2008 Ricardo Alves

O burquini

Recuo civilizacional

Recuo civilizacional

Sem qualquer dúvida (mas talvez com uma ponta de machismo), considero que o burquini representa um tremendo recuo civilizacional.

15 de Dezembro, 2008 palmirafsilva

Presunção e Água Benta – II


Há quase dois anos, Bento XVI referiu que o uso da razão sem mediação pela fé causa uma esquizofrenia terrível, ou mais concretamente:

«Deve admitir-se que a tendência para se considerar verdade apenas aquilo que pode ser experienciado constitui uma limitação à razão humana e produz uma esquizofrenia terrível, causa da existência do racionalismo, materialismo e hipertecnologia».

Na altura, tive uma certa dificuldade em perceber o que fosse a hipertecnologia denunciada como um mal por Bento XVI assim como tive muitas dúvidas sobre se o uso da razão nos descrentes origina uma acumulação excessiva de dopamina nas fendas sinápticas e como tal produz alucinações, delírios e percepções irreais sortidas. Mas percebi, dadas as prioridades anunciadas do seu papado, proeminentes entre elas a bioética, o apelo aos cientistas católicos para que «exprimissem o carácter razoável da sua fé».

(mais…)

14 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Vaticano contra a ciência

O Vaticano, que até hoje não se conforma que a Terra gire em torno do Sol e não o contrário, continua inimigo da ciência e sonha com o retorno ao obscurantismo da Idade Média, em que o ser humano só tinha duas opções: ser cristão ou arder na fogueira. Leia mais…

13 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

O Vaticano e a vida

Longe de mim insinuar que o Papa acredita na bondade da sua religião, ou, sequer, na existência do seu deus, mas seria ingénuo não ver no rol de pecados que anuncia a mão de um velho censor que abomina a ciência com a ferocidade de um talibã.

Se adivinhasse, Constantino – o imperador que converteu a heresia judaica de Paulo de Tarso em religião do Império romano e encomendou a Eusébio de Cesareia um corpo uniforme de doutrina a partir das vinte e sete versões dos Evangelhos –, certamente teria mandado acrescentar as proibições canónicas com que B16 envergonha os crentes e irrita a comunidade científica internacional.

«O Vaticano condena a fertilização in vitro, a investigação com células estaminais embrionárias, pílulas do dia seguinte, clonagem reprodutiva ou com fins terapêuticos, diagnóstico genético pré-implantatório para evitar defeitos genéticos, criopreservação de embriões ou ovócitos para fertilização artificial, interferência no número de embriões implantados para prevenir gravidezes múltiplas, recurso à injecção intracitoplásmica de espermatozóides para ultrapassar problemas de fertilidade masculina, manipulação genética para qualquer forma que não seja tratamento médico» – lê-se hoje no Público.

Se Bento 16 se limitasse a impor os seus preconceitos aos crentes, e deixasse em paz os que lutam para aliviar o sofrimento humano, nada haveria a opor, mas o sumo pontífice, que tem a santidade como profissão, não desiste de convocar o seu poderoso exército de bispos, padres e beatos contra a ciência.

Nos países onde a laicidade ainda não chegou as leis reflectem os preconceitos clericais e a saúde e a própria vida estão sujeitas à sua vontade. Por isso, em nome da vida e da felicidade, é preciso lutar contra a vontade dos padres atribuída a um deus de cuja existência não apresentam provas.

12 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Vaticano – Estado pouco recomendável

CIDADE DO VATICANO, 11 DEZ (ANSA) – O porta-voz da Santa Sé, padre Frederico Lombardi, afirmou ontem que a Igreja Católica não “está conduzindo nenhuma batalha contra a Organização das Nações Unidas (ONU)”, em resposta a alguns órgãos da imprensa italiana que haviam publicado matérias referentes aos direitos humanos e à relação do Vaticano com a organização.

11 de Dezembro, 2008 Ricardo Alves

Crente perde bilhete para o paraíso

A polícia belga deteve 14 islamistas suspeitos de ligações à Al-Qaeda, dos quais pelo menos um já se despedira da família por tencionar entrar em breve «no paraíso».

Os suspeitos tinham feito a habitual peregrinação aos santuários ex-mujahedin, ex-talibã, ex-anticaxemira da fronteira noroeste do Paquistão.

8 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Danados para a pedrada

MINA, Arábia Saudita (AFP) — Milhões de peregrinos  dirigiram-se nesta segunda-feira ao Vale de Mina, perto de Meca, para celebrar o tradicional rito da lapidação de Satã, após a festa do sacrifício.

8 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Momento zen de segunda

João César das Neves (JCN) começa a homilia de hoje, no DN, intitulada «Primavera da vida cristã», afirmando que «no dia da Imaculada Conceição, rainha de Portugal, é bom considerar a situação da Igreja Católica».

JCN é um indefectível prosélito do catolicismo medieval cujo paradigma é a monarquia absoluta com a mãe do seu deus promovida a rainha e virgem como todas as mulheres, maculadas pelo pecado original, deviam ser.

Não admira, pois, que o catecúmeno veja «um dos melhores períodos dos 2000 anos de vida cristã» quando «mesmo entre fiéis mantém-se consensual a sensação de decadência da Fé face aos séculos passados».

Nas, no optimismo que partilha com ateus, agnósticos, cépticos e os livres-pensadores, que Pio IX excomungou, JCN fica-se pela mera afirmação para logo se queixar das malfeitorias de que a sua Igreja foi vítima esquecendo as que praticou.

Parece apreciar a «paz de Constantino» esquecendo que o imperador foi responsável por autos de fé, exílios forçados, assassinatos, destruições de edifícios pagãos, profanação e objectos de culto, incêndios de bibliotecas e outras monstruosas tropelias. Rejubila com a evangelização e lamenta a Reforma que acusa de ser a responsável por duzentos anos de guerras.

JCN reescreve assim a história: «Por fim, quando a Igreja se globalizava nas caravelas, a suprema ruptura da reforma protestante gerou 200 anos de guerras religiosas. Os 200 anos seguintes de ataques maçons e perseguição ateia conduziram ao nosso tempo».

Como é possível esta amargura com o «nosso tempo» depois de o considerar «um dos melhores períodos dos 2000 anos de vida cristã»? A coerência não parece ser um dom do Espírito Santo!

Antes deste despautério, acusa a sua Igreja de ser responsável pela modernidade. É uma acusação injusta e uma ingratidão para a Contra-Reforma, o tribunal do Santo Ofício e a piedade de numerosos papas.

O melhor é ler a homilia.