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Categoria: Religiões

27 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Deus e a cultura

Deus não é certamente um entusiasta da cultura e, muito menos, do ensino obrigatório destinado também ao sexo feminino. É antiga a aversão à cultura daquele deus que, há seis mil e doze anos criou o mundo em seis dias e, ao sétimo, descansou, aversão que se agrava quando promove a igualdade dos sexos.

A comunicação social tem divulgado as ameaças de morte proferidas pelos talibãs, no Paquistão, contra as raparigas que, a partir de Janeiro, continuem a frequentar a escola.

Os talibãs paquistaneses não são muito diferentes dos que noutras religiões alimentam especial animosidade contra a cultura e, sobretudo, contra a liberdade. O Papa Pio IX dizia que o catolicismo era inconciliável mas, apesar da franqueza de quem amaldiçoou os livres-pensadores, foi possível assegurar a religião e a escolaridade.

Em 2008, haver quem, em nome da vontade divina, se oponha à escolarização feminina, é um acto de demência que, em nome da civilização, devemos combater.

No Portugal salazarista, a escolaridade que a República fizera obrigatória durante cinco anos, retrocedeu para quatro anos para rapazes e três para meninas, mas Salazar era um talibã benigno comparado com os facínoras que se regem por um livro hediondo, ditado pelo arcanjo Gabriel a um pastor analfabeto, entre Medina e Meca, durante vinte anos.

Comparados com os trogloditas paquistaneses, os papas católicos parecem combatentes da liberdade.

25 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Missas em saldo

CIDADE DO VATICANO, 24 DEZ (ANSA) – As missas e eventos natalícios do papa Bento XVI poderão ser transmitidos gratuitamente por qualquer emissora que solicitar a programação.


O Conselho Pontifício anunciou que as transmissões ao vivo da missa de Natal, da benção “Urbi et Orbi”, do “Te Deum” de fim de ano e da missa de 1º janeiro pela paz estarão disponíveis.

24 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Uma floresta de clérigos…

CIDADE DO VATICANOO Papa Bento XVI comparou nesta segunda-feira a proteção às florestas ao combate ao homossexualismo na sua saudação de fim de ano à Cúria Romana, o órgão administrativo da Santa Sé. Joseph Ratzinger pediu que o mundo escute a linguagem da criação, afirmando que seu desprezo “seria a destruição do homem e, portanto, a destruição da obra de Deus”.

24 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Perderam-lhe o respeito

“A Igreja é um escândalo, uma vergonha, uma nódoa! Não tem salvação”
Afirma o professor Armando Medeiros em exclusivo a este jornal. E pergunta: “A que propósito é que aquele sujeito, Bento não sei quantos, anda coberto de jóias e pratas? A que propósito é que o tesouro do Vaticano tem um valor incalculável?” (Leia mais…)
21 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Espanha – drama do fascismo católico

Trinta anos após a comemoração da Constituição, a Espanha descobre horrorizada que, durante a ditadura franquista, pelo menos dez mil crianças foram roubadas às mães e entregues à segurança social ou a centros religiosos.

As crianças eram retiradas à força às mães presas nas masmorras do franquismo. As autoridades facilitavam a mudança de identidade e faziam desaparecer as certidões de nascimento e de baptismo.

A coragem de Baltasar Garzón, o juiz que mandou deter Pinochet, pôs a nu a sórdida conduta do fascismo espanhol e do pio facínora Francisco Franco, embora tenha sido desautorizado pela Audiência Nacional cuja presidência lhe foi recusada.

Para horror das pessoas civilizadas, foi revelado pelo historiador Ricard Vinyes, num documentário da TVE, que «a normativa franquista exigia que quando uma presa política entrava no cárcere, aguardava-se que desse à luz. Logo a seguir, o filho era entregue a instituições ligadas ao regime ou à Igreja».

Não surpreende, pois, a revolta da juventude que pede a desbaptização perante a cumplicidade da Igreja católica com os crimes hediondos do franquismo. Não espanta a desolação dos que aguardam uma reparação moral e anseiam por conhecer a identidade antes da morte que se avizinha.

A onda de santidade que percorreu Espanha com a beatificação e canonização de quem, em vida, teve conduta duvidosa, por exemplo, santo Escrivà, foi a última ignomínia dos serventuários do fascismo.

Nota: Elementos retirados do DN, de ontem, «Visto de cá» (Francisco Barcia)

20 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Deus talvez não exista

Na sua homilia de Natal, em 2007, o patriarca Policarpo, bispo de Lisboa, afirmou que «o maior drama da humanidade é ser constituído por todas as formas de ateísmo, todas as formas existenciais da negação de Deus».

Quando tais afirmações são proferidas por um dos mais contidos e sensatos bispos da ICAR, imagine-se o que vai no interior das mitras de alguns outros.

A cegueira mística dos funcionários de deus leva-os a esquecer os milhões de mortos que as Igrejas provocaram e os atropelos feitos à vida e à liberdade pelas religiões do livro.

É verdade que as religiões não são os únicos sistemas totalitários da história mas só elas sobrevivem aos crimes de que foram responsáveis. Os regimes fascistas, comunistas, nazis e outros sucumbiram sob as tragédias que provocaram mas as religiões resistem às desgraças que fomentam.

É tempo de nos libertarmos da tutela de um tirano que domina os homens que o criaram, à sua imagem e semelhança, a partir de uma offshore donde os alicia com as delícias do Paraíso ou os aterroriza com os medos do Inferno.

«Deus talvez não exista. Então deixe de preocupar-se e desfrute a vida» – como aconselha a campanha publicitária a favor do ateísmo, promovida pela Associação Humanista Britânica, apoiada pelo eminente biólogo darwinista, Richard Dawkins.