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Categoria: Religiões

5 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Terrorismo islâmico

Os muçulmanos de Bombaim também foram vítimas dos recentes atentados, cometidos em nome do islão, mas são obrigados a repudiar os ataques, receosos de que os partidos hindus explorem a situação nas ruas e nas urnas.

O aparecimento de células terroristas formadas por hindus é o trágico sinal do contágio que os monoteísmos levaram ao país onde o exemplo de Gandi deveria ser o paradigma.

Seria criminoso responsabilizar todos os muçulmanos pela carnificina provocada pelos terroristas, mas seria ingénuo absolver a mais ignóbil das religiões monoteístas que, a partir de um texto bárbaro da Idade do Bronze, deu origem às religiões do livro.

A triste ideia do arcanjo Gabriel a ditar o Corão, entre Medina e Meca, durante 20 anos, a um pastor analfabeto e violento, deu origem à arrojada ideologia terrorista.

O Islão é um monoteísmo intransigente a que Maomé juntou uma poderosa ideologia militar para a sua propagação. As pessoas politicamente correctas ignoram a Guerra dos Trinta Anos e a paz de Westfália, que deixaram a Europa libertar-se da tirania da Igreja católica, e envergonham-se de afirmar que o Islão é uma cópia grosseira do cristianismo que ignora a cultura grega e o direito romano.

É preciso defender os islamitas de si próprios e de uma religião imprópria, incapaz de reformar-se, inapta para aceitar a modernidade, a paz e a democracia. Não estão em causa os milhões de muçulmanos que respeitam a vida humana e são pacíficos, mas é urgente perder o preconceito de denunciar a violência criminosa que escorre das páginas do Corão e da literatura dos hadiths.

A jhiad é um «dever de todos os muçulmanos, sob qualquer governante, seja ele ímpio ou devoto». E a defesa dos direitos humanos é um imperativo ético contra qualquer ideologia, religiosa ou secular.

4 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Catolicismo – Crise da fé

Com o aproximar da Semana dos Seminários (9 a 16 de Novembro), D. Manuel Felício, bispo da Guarda, escreveu uma carta à diocese onde pede: “Temos de continuar a semear com generosidade para termos os padres necessários à nossa Igreja Diocesana”.

Os seminários esvaziam-se onde a liberdade e o secularismo avançam. O seminário da Guarda foi um alfobre de padres até meados da década de sessenta do século passado, hoje é um cemitério de recordações pias com fotos antigas de bandos tonsurados. Então albergava largas centenas de aspirantes ao sacerdócio, hoje é uma escola reduzida a 20 alunos que as hormonas e a vergonha compelem à desistência.

Os bispos pedem orações a favor das vocações mas o céu, farto de preces, há muito que deixou de ouvir apelos beatos e as angústias dos bispos. Deus é um mito cada vez mais desacreditado e os padres uma relíquia que a tradição mantém ocupados com baptizados e funerais.

A religião criada por Paulo de Tarso – o catolicismo –, facção do judaísmo, menos ferozmente monoteísta e menos fechada, tornou-se instrumento do Império Romano com Constantino. Este déspota sanguinário, que se proclamou o 13.º apóstolo, incumbiu Eusébio de Cesareia de criar um corpo homogéneo entre 27 versões dos evangelhos, na primeira metade do séc. IV. Tal literatura serviu de base à crença que Teodósio declarou religião do Estado em 380, interditando os cultos pagãos.

A repressão contra outros cultos atingiu o auge com Justiniano que aprovou a legislação cristã contra a heterodoxia. Os cristãos tornaram-se opressores e, em 529, foi interdita a liberdade de consciência.

É a manutenção dessa intolerância que está hoje confiada aos padres, intolerância que as outras religiões monoteístas cultivam com acrescida crueldade, em especial o Islão, que continua imune à laicidade, tendo passado ao lado da cultura grega e do direito romano.

É auspicioso que os homens, já que as mulheres estão afastadas do poder nas religiões patriarcais, em vez de se sentirem felizes nos seus vestidinhos de seda e rendas, optem por viver de pé e recusem passar a vida de joelhos. Assim, os padres católicos são uma espécie em vias de extinção. Neste caso não há que defender a biodiversidade.

2 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Vaticano – A tolerância mora longe

Roma, 1 dez (EFE) – O Vaticano condenou a proposta da França para exigir a descriminalização universal do homossexualismo às Nações Unidas, apresentada pelo país como atual ocupante da presidência rotativa da União Européia (UE).

30 de Novembro, 2008 Carlos Esperança

B16 não tem emenda

ROMA – O papa Bento 16 fez uma homenagem no domingo ao pontífice da época do nazismo Pio 12, que está no centro de uma controvérsia com grupos judeus que o acusam de dar as costas ao Holocausto.

30 de Novembro, 2008 Carlos Esperança

Sacerdote ortodoxo estalinista

Por

Kavkaz

Um sacerdote da Igreja Ortodoxa russa, 67 anos, resolveu pendurar na sua igreja, nos arredores de St. Peterburgo, um ícone com a imagem de Estaline a ser abençoado por santa Matrona de Moscovo.

A notícia soou como um escândalo. Foi falado na televisão em todo o país. Chamaram-lhe de satanista, sectante e ameaçado de ser expulso da Igreja Ortodoxa (as ameaças já conhecidas das igrejas).

O sacerdote ao conhecer as reacções sentiu-se mal, perdeu os sentidos e foi hospitalizado. Ficou em estado de coma. Os médicos lutam para lhe salvar a vida.

Uma história de perseguição religiosa com mais uma vítima da religião!

29 de Novembro, 2008 Carlos Esperança

Centralismo democrático

CIDADE DO VATICANO – As leituras não bíblicas ou não autorizadas pelo Papa devem ser evitadas nas missas, afirmou nesta sexta-feira o cardeal Francis Arinze, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

29 de Novembro, 2008 Carlos Esperança

A PROPÓSITO DO DEBATE “CIÊNCIA E RELIGIÃO”

Por

Onofre Varela

Óscar Wilde disse: “Os homens da Igreja não pensam. Continuam a dizer aos 81 anos o mesmo que diziam aos 18”.

Lembrei-me desta frase bem humorada e plena de verdade irrefutável, ao ter conhecimento da organização de um debate subordinado ao tema “Ciência e Religião: uma relação (im)possível?”, organizada pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, a ter lugar na próxima 4ª feira (3 de Dezembro), pelas 21 horas, nas instalações da Faculdade, ao Campo Alegre.

A mesa redonda terá como moderadora a jornalista Sandra Inês Cruz, e como oradores os Professores Catedráticos Alexandre Quintanilha e António Amorim, o sacerdote Jesuíta Alfredo Dinis e o vice-presidente da Associação de Médicos Católicos António Sarmento.

É sempre de louvar e aplaudir a realização de iniciativas como esta, para que seja mais aberta a discussão e se possa, até, a partir dela, tirar o ateísmo (que está, inequivocamente, ao lado da Ciência) da sarjeta para onde as sociedades teístas o empurraram.

Devo dizer, no entanto, que o tema proposto para debate é recorrente e, em regra, o resultado final é um empate. O que não quer dizer que há 50% de razão para cada lado! É impossível dizer-se que Ciência e Mito estão ao mesmo nível! Mas o discurso académico dos religiosos é demasiado elástico e moldável e, no limite, o Homem criou Deus porque teve necessidade de um objecto deífico, e a própria religiosidade é alvo de estudo por várias disciplinas científicas. Esta verdadeira ligação da Religião à Ciência (e o facto de o Homem ser um animal religioso) pode ser a responsável pelo empate.

Tive conhecimento deste debate através da Associação Ateísta Portuguesa que foi contactada pelos organizadores no sentido de conseguirem a indicação de uma personalidade religiosa para participar nele. A minha primeira reacção a tal pedido foi anedótica porque considerei ser o mesmo que pedir à claque dos Dragões que indique um bom benfiquista!… Depois de me despojar do tom anedótico e encarar o caso com mais seriedade (não é que o humor não seja sério…) fiquei a pensar que, se em vez do título “Ciência e Religião” para o debate, a proposta fosse “Ateísmo e Religião”, os organizadores não iam conseguir sacerdotes que se sentassem junto de ateus e o debate não se realizava. Primeiro porque a frase de Óscar Wilde está cheia de actualidade. E depois porque (por isso mesmo), a Igreja não aceita participar numa mesa redonda com ateus, porque isso seria encarar a ideia da inexistência de Deus, o que, está bom de ver, nenhum bispo aceitará nem autoriza um sacerdote a fazê-lo.

E devo dizer que têm toda a razão! Se eu fosse frade franciscano faria o mesmo! A Igreja não pretende alimentar tal discussão porque o discurso dos ateus intervenientes podia acordar as mentes de alguns religiosos, e a Igreja pretende conservar essas mentes assim mesmo… adormecidas.

Esta minha ideia tem razão de ser e enquadro-a nestes dois exemplos:

1º – O programa “Herman Zap!” (que Herman José apresentou na RTP em 1996) fez comédia com a última ceia de Cristo, pelo que foi repudiado pela Igreja, e a Rádio Renascença promoveu uma petição no sentido de reivindicar a supressão do programa. Numa mesa redonda televisiva moderada pelo jornalista José Manuel Barata Feyo para debater aquele caso mediático, a Igreja recusou o convite, embora fosse ela (ou a sua rádio) que se manifestou contra Herman. O único padre presente no programa foi Frei Bento Domingues que teve o cuidado de referir estar ali particularmente e não em representação da Igreja.

(Ver desenvolvimento deste caso no meu livro “O Peter Pan Não Existe – Reflexões de um Ateu” editado pela Caminho em Janeiro de 2007.

Págs.188 a 191).

2º – Quando o Papa João Paulo II agonizava, fui convidado para participar numa conversa televisiva na RTPN, com os padres Mário Oliveira e Rui Osório, onde se discutia se o Papa deveria, ou não, renunciar ao cargo (tema perfeitamente desinteressante para um ateu!).

Na circunstância abordei a inexistência de Deus e Rui Osório quase que teve um colapso. Protestou pela minha intervenção e, numa atitude inédita, preparava-se para abandonar o programa. Sou amigo dele, ele foi meu chefe de redacção no Jornal de Notícias, e nunca o vi assim, tão alterado! Fiquei a pensar que a hierarquia lhe ía bater por ter aceitado participar numa discussão onde se negou Deus!… Ao contrário, o padre Mário Oliveira concordou comigo e acabou por dizer que os religiosos têm muito a aprender com os ateus. Talvez o dissesse porque já não tem nada a perder… a Igreja já o expulsou da instituição há muito tempo…

Salvo melhor análise, parece-me que estas atitudes provam a fuga da Igreja ao debate. Fuga que não pode ser mantida eternamente, e estou para ver as diferenças do discurso quando ela tiver, por força das circunstâncias, de sentar o cu fantasiosamente religioso, ao lado de outro cu realisticamente ateu.

28 de Novembro, 2008 Carlos Esperança

Islão – Religião de paz

Terror

Os ataques coordenados dos terroristas islâmicos à capital económica e tecnológica da Índia causaram a morte a pelo menos 125 pessoas e deixaram mais de 300 feridos.

27 de Novembro, 2008 Raul Pereira

Xenu com nova pista de aterragem…

Bem, está visto! Aqui neste blog temos a vida facilitada: é que, como alguns dos nossos leitores já devem saber, a Igreja da Cientologia reforçou a sua base de operações no nosso país e inaugurou a sua nova pista de aterragem para Xenu, o guerreiro galáctico que dominava a Via Láctea há 75 milhões de anos.
Devo confessar que, na minha opinião de ateu, de entre todas as religi(invenç)ões actualmente existentes, a dos cordeirinhos de Hubbard é a que tem mais “panache“. Os métodos de reza e introspecção de índole pseudo-científica, as estórias de ficção do Império Helatrobus no espaço sideral há biliões de anos, as centenas de livros publicados – e não apenas UM -, tudo isso me faz respeitar a Cientologia. Alto! Não interpretem já as minhas palavras no sentido que não quero! Que raio! O meu respeito é tão somente pela incrível imaginação dos seus ensinamentos, pela forma como manipularam o discurso científico, por serem realmente contemporâneos na abordagem aos cérebros alucinados do Mundo e, claro está, pela gestão da fortuna absolutamente colossal que conseguiram amealhar em apenas 55 anos de História.
Eu percebi a jogada do Hubbard, ele não foi parvo nenhum, mas para inventar era mesmo um choné dos antigos. De facto, pelos anos 50, numa época pós-guerra em que a Ciência respondia a grandes questões em ritmo orgásmico e construía gadgets que levariam ao iPhone 3G de 2008, ele tentou criar uma religião dos novos tempos, procurando aquele grupo, que ficava cada vez maior, de sempiternos “indecisos”, como os políticos gostam de lhes chamar. Era algo novo, acompanhava o zeitgeist, não foi difícil: organizado um bom esquema de extorsão, reunindo um monte de gajos com muita massa, umas orgias “místicas” com drogas daquelas boas à mistura e um ambiente Beverly Hills a condizer, a coisa compôs-se em pouco tempo e o vírus espalhou-se lesto por muitos bípedes mamíferos, um pouco por todo o mundo. Não é à toa que é também conhecida por muitos como uma “religião de bilionários”, pois os seus elementos de alta patente são cuidadosamente escolhidos por métodos de selecção que têm pouco a ver com fé e mais a ver com a posse de um “American Express Gold Unlimited” e de uns Óscares ou Emmy’s por cima da lareira.
Ah! E nem vou aqui falar do caso que se arrasta na Alemanha, aquele país desenvolvido que está rodeado pela União Europeia, e do processo que moveu para ver se dava para acabar de vez com a Igreja da Cientologia no seu território. Isso é para outro post.
Com este reforço da base em Portugal (ainda nos faltava mais esta!), estou até a pensar especializar-me na luta anti-cientologia, mas disseram-me que esses maganos são mais perigosos do que a Opus Dei versão Dan Brown e que tenho de tomar cuidado. Há quem fale que eles enviam, por via telepática, monstros ciclopes verdes e cheios de gosma em naves high-tech-punk-trash para nos atormentar os sonos! Bem, para mim que sou novo, sempre são pesadelos com muito mais piada do que se me aparecesse pela frente um gajo severamente mutilado por pregos numa cruz de madeira…

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