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Categoria: Religiões

16 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

Sindicato da oração com sede em Faro

Bispo apela a reza pelos desempregados da Groundforce

O bispo do Algarve, D. Manuel Quintas,pediu aos cristãos algarvios que rezassem pelos 366 trabalhadores da ‘Groundforce’, afirmando que a igreja está próxima das suas lutas e reivindicações

No encerramento do Lausperence Diocesano, na noite desta sexta-feira, o bispo pediu aos cristãos para incluirem na sua oração os trabalhadores despedidos esta quarta-feira.
(…)
Os algarvios estavam reunidos na oração ao Santíssimo Sacramento que decorreu nos últimos quinze dias para pedir vocações para o Algarve.

Nota: Os dramas sociais servem para estimular as maratonas de ave-marias.

15 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

O LIVRE-ARBÍTRIO

Por

José Moreira

Quando acontece uma catástrofe natural – um violento e mortífero terramoto, por exemplo – é vulgar que alguns ateus, algumas vezes em jeito de provocação, perguntem aos crentes: “onde está o seu Deus?” tentando, dessa forma, argumentar que se Deus existisse e amasse os chamados “seus filhos”, certamente não permitiria que eles morressem daquela forma. As contra-argumentações dos crentes podem variar de estilo, mas a ideia permanece: Deus não interfere com o que se passa na Terra, pois deu-nos o “livre-arbítrio”, embora não se consiga perceber o que tem o “livre-arbítrio” a ver com os terramotos.

Alguns crentes, mais evoluídos e mais cultos, asseguram que os terramotos são causados pela extracção de petróleo, o que é aceitável, porque esta coisa de mexer nas entranhas da terra há-de ter os seus custos. O que me leva a ter inveja de quem viveu até 1846, data em que foi instalado o primeiro poço de petróleo moderno. Mas também me leva a suspeitar de que em 1755 já alguém andava a escarafunchar o planeta… Mas não vamos por aí…

A maioria dos crentes entende que o “livre-arbítrio” é a faculdade de escolhermos entre o Bem e o Mal. É uma visão convenientemente redutora, mas não é verdadeira. O livre-arbítrio é, segundo o Dicionário da Porto-Editora, “o poder de escolher ou não escolher um acto ou uma atitude, quando não temos razão para nos inclinarmos mais para um lado do que para o outro.” Por outras palavras, é o poder de decidirmos o que nos der na real gana.
Se perguntarmos a um ateu e a um crente aonde é que vão passar férias no próximo ano, as respostas, diferentes e prováveis, serão: Ateu – “ainda não decidi”; “estou a hesitar entre as Seychelles e a Costa da Caparica”; “depende das «massas» ”. Crente – “Deus sabe se lá chegarei”; “sei lá, Deus é que sabe”; “olhe, vou para onde Deus quiser”. Ou seja: quem, verdadeiramente, tem o “livre-arbítrio” é o ateu, e não o crente. Porque o crente pensará, sempre, que a sua decisão dependerá, inevitavelmente, da vontade de Deus; enquanto o ateu estará, quando muito, dependente do dinheiro, da concordância da sogra, ou de outros percalços perfeitamente terrenos e, quase sempre resolúveis. Mas sempre com hipóteses alternativas, que o ateu pode escolher a seu bel-prazer.

De acordo com as crenças religiosas, Deus sabe tudo. Ou seja, também sabe aonde o crente vai passar as férias no próximo ano. O crente ainda não sabe, mas “Deus é que sabe”. Ou seja: o crente pode correr e saltar, que tudo o que fizer para passar as férias – pedir dinheiro emprestado, consultar mapas, escolher a roupa para levar – vai conduzi-lo, inevitavelmente… ao lugar que “Deus é que sabe”. Porque é para aí que vai, queira ou não, e por muito que pense que planeou sozinho. Ele apenas se limitou a cumprir os “desígnios de Deus”.

Livre-arbítrio, isto?

14 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

A religião como veículo do ódio (2)

O antijudaísmo cristão lançou os alicerces do anti-semitismo racial e genocida ao estigmatizar não só o judaísmo, mas também os próprios judeus como alvo do opróbrio e do desprezo. Assim, as teorias nazis encontraram um solo fértil para plantar o horror de uma tentativa de genocídio sem precedentes.

Conferência Católica dos Estados Unidos, Catholic Teaching
on the Shoah
: Implementing the Holy See’s «We Remember» (2001)

14 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

A religião como veículo do ódio

Algumas pérolas do Alcorão:

Sura 9:29-33:
“Os judeus dizem: “O Messias é filho de Deus”; os cristãos dizem: “Jesus é filho de Deus”. Tais são as palavras de suas bocas; repetem, com isso, as de seus antepassados incrédulos. Que Allah os destrua! (…)

Sura 47:2-4:
“Quando você encontrar incrédulos, CORTE-LHES AS GARGANTAS E ESPALHE O SANGUE DELES (…) E CONTINUE CAUSANDO UM BANHO DE SANGUE ATÉ QUE DOMINE A TODOS. MATAI-OS ONDE QUER QUE OS ENCONTREIS.”

Sura 9:122-123:
“Ó fiéis, combatei os vossos vizinhos incrédulos para que sintam severidade em vós; e sabei que Deus está com os tementes.”

Sura 4:56:
Aqueles que negam os nossos sinais, “DEVEMOS QUEIMÁ-LOS NO FOGO. SEMPRE QUE SUAS PELES ESTIVEREM TOSTADAS (…)”

12 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

Cruedade religiosa e demência islâmica

Um tribunal paquistanês condenou à morte uma mulher cristã, mãe de cinco filhos, por blasfêmia, provocando a revolta de grupos de defesa dos direitos humanos nesta quinta-feira.

Asia Bibi, de 45 anos, recebeu sua sentença na segunda-feira em uma corte do distrito de Nankana, na província central de Punjab, a 75 quilómetros de Punjab.

Comentário: O racismo, a xenofobia e o espírito misógino no seu máximo esplendor. A blasfémia é um delito medieval incompatível com a democracia e o livre-pensamento.

11 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

O Islão e o Alcorão

Por

C.  S.  F.

Desconhecemos quase totalmente a História e a doutrina da religião islâmica.
Sendo das principais religiões do mundo e abarcando povos que pertencem à imigração recente europeia e às potências emergentes, como a Indonésia, Irão, Índia, China, está à nossa porta e convém conhecê-la, até para evitar conflitos inúteis com os seus seguidores.

RELIGIÃO ISLÂMICA  E O SEU LIVRO, O ALCORÃO

A religião islâmica está edificada sobretudo a partir do judaísmo e cristianismo,

A sua doutrina é composta de fragmentos das doutrinas daquelas duas religiões.

Como a coerência e perfeição de argumentação destas já apresenta algumas fragilidades, neste caso, uma análise crítica, mesmo superficial, encontra argumentos que fazem desmoronar partes levando rapidamente ao desmoronamento de todo o edifício.

Os acontecimentos narrados e que constituem o motivo da fundação desta religião tem uma dimensão local e vêm quase sempre da tradição oral em língua árabe que tem inúmeras variações idiomáticas e regionais e de muito difícil tradução para outras línguas.

Por isso todos os muçulmanos, por imposição do poder religioso, recitam em árabe o Alcorão, mesmo que falem línguas muito diferentes e pouco entendam dessa língua, deixando aos sacerdotes e eruditos a capacidade de compreenderem realmente os textos (do mesmo modo que os católicos eram privados até há pouco tempo do mesmo entendimento do seu livro sagrado, a Bíblia, em latim, aqui uma situação mais grave, por ser uma língua morta…).

11 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

A ICAR e a escravatura

BANDIDO CRUEL

Por
Abraão Loureiro

Lucas nasceu escravo – de propriedade do padre José Alves Franco – em Belém, perto de Cachoeira, contígua a São Félix, na fazenda Saco do Limão. Segundo as descrições da época era “alto, espadaúdo, tinha rosto comprido, barba e olhos grandes”. O historiador Melo Moraes Filho creditava a ele as qualidades da gratidão e da caridade, porém, que ninguém se engane com esse perfil. Lucas de Feira era um homem que muitas vezes tratava suas vítimas com requintes de perversidade. Chegou a pregar o lábio de um capturado a uma árvore, prometendo se vingar caso ainda o encontrasse ali em seu retorno. Numa ocasião, atacou uma família, ferindo o filho, matando o pai, seviciando a filha. Chegou a crucificar num pé de mandacaru uma virgem que se recusou a submeter-se ao estupro.

O artigo completo pode ser lido aqui:

Obs: Para que conste que a religião cumpria a bíblia tendo o padre escravos de sua propriedade.