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4 de Março, 2011 Carlos Esperança

Roma já tinha má fama

Um padre de Roma, condenado a 15 anos por abusar de sete meninos.

Ruggero Conti, pároco da Igreja da Natividade de Maria Santíssima, na periferia de Roma, foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão por ter abusado de sete meninos entre 1998 e 2008.

A sentença da VI Secção do Tribunal Penal de Roma aplica ainda várias penas acessórias, como a interdição perpétua para ocupar cargos públicos (o padre era também assessor para a família do autarca Gianni Alemanno), e condena Conti a indemnizar as vítimas com uma quantia total próxima dos 300.000 euros.

3 de Março, 2011 Eduardo Patriota

Jogador de basquete é suspenso por sexo antes do casamento

O pivô Brandon Davies foi punido pela universidade BYU por admitir que fez sexo com sua namorada antes do casamento. De acordo com um comunicado oficial da instituição, a atitude de Davies feriu os códigos de honra da BYU, uma universidade intimamente ligada à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Mórmons. Entre as estritas regras da universidade está a proibição do consumo de álcool, sexo antes do casamento ou o uso de barba.

Eis os homens praticando a “infinita bondade misericordiosa” que eles dizem que seus deuses possuem e defendem. Afinal, duas pessoas responsáveis fazem sexo quando bem entenderem. Difícil é ver alguém ser punido por atos de foro íntimo que não dizem respeito a ninguém. Mas a quem se sujeite a isto em nome de uma recompensa no pós-morte…

3 de Março, 2011 Carlos Esperança

Se fosse há 70 anos !!!

Papa iliba judeus da morte de Jesus em novo livro

Cidade do Vaticano, 02 mar (Lusa) — O papa Bento XVI iliba totalmente o povo judeu da morte de Jesus Cristo, um dos assuntos mais controversos do cristianismo, num novo livro de que foram hoje publicados os primeiros excertos.

Comentário: Há 70 anos teria evitado o Holocausto.

2 de Março, 2011 Carlos Esperança

Defesa da liberdade religiosa paga com a vida

Paquistão: Ministro que criticou «lei da blasfémia» assassinado em Islamabad

Vaticano lamenta a morte do político católico e fala em «urgência da defesa da liberdade religiosa»

Lisboa, 02 Mar (Ecclesia) – O ministro paquistanês para as Minorias Étnicas foi hoje assassinado na capital Islamabad, um evento que o Vaticano já classificou como mais um atentado à liberdade religiosa.

Comentário: A blasfémia é um mero direito à liberdade de expressão.

2 de Março, 2011 Carlos Esperança

Brincar aos Estados

Entra em vigor nesta terça-feira a nova lei sobre cidadania, residência e acesso ao Estado do Vaticano, promulgada pelo papa Bento 16 em 22 de Fevereiro.

Com a norma, a cidadania não é mais atribuída automaticamente a todos aqueles que residem no Vaticano, mas somente às pessoas que exercem cargos públicos ou prestam serviços ao Estado. Com isso, os familiares destas pessoas devem solicitar a cidadania.

Nota: O Vaticano é um bairro de 44 hectares de sotainas e o único Estado sem maternidade.

1 de Março, 2011 Fernandes

Douro Religioso

Vêm aí 1.132.548,85€  fresquinhos, para a Igreja esbanjar na recuperação dos seus mamarrachos. Imóveis que como é hábito o clero vota ao abandono na certeza de que o dinheiro dos contribuintes é inesgotável.

Idealizado pela Diocese de Lamego, o “Projecto Douro Religioso” no valor de mais de duzentos e vinte e seis mil contos, em moeda antiga, recupera o Santuário dos Remédios e a Igreja do Desterro em Lamego. Como não bastasse, a autarquia já deliberou a atribuição de um subsídio no valor de 30 mil euros, mediante a celebração de um protocolo a celebrar com a Paróquia da Sé, para auxiliar a execução do “volumoso” investimento na Igreja do Desterro.

Recorde-se que já em 2009, depois de muitos anos votada ao completo abandono e com o telhado em risco iminente de derrocada, este templo foi recuperado na sequência da realização de obras de reconstrução financiadas pela autarquia. D. Jacinto Botelho, Bispo da Diocese de Lamego, já enfatizou a importância do projecto “Douro Religioso”.

A recuperação destes espaços sagrados, a que se junta a requalificação da Igreja Matriz de Vila da Rua, no concelho de Moimenta da Beira, integra o “ambicioso projecto”, que tem como objectivo tornar estes monumentos «mais acolhedores», – dizem eles.

1 de Março, 2011 Luís Grave Rodrigues

Ateus

28 de Fevereiro, 2011 Carlos Esperança

Se Deus existisse_1

Se Deus existisse, há muito que estaria em prisão preventiva e os seus serventuários a garantir que nunca o tinham visto, uma verdade, talvez a única, que apresentariam no pelourinho da opinião pública.

Quem semeia ventos e tempestades, guerras e terramotos, epidemias e pragas, não pode esperar o mais leve gesto de consideração ou estima. Deus é filho do medo e pai dos que vivem à sua custa, uma criação bizarra que explica tudo e o seu contrário sem provas ou recurso à inteligência.

O Deus de cada crente é talvez um mito tolerável, mas o Deus da religião é sempre um ente cruel, vingativo e caprichoso. Quanto mais atrasados forem os crentes mais odioso é o Deus que trazem.

O Deus do Islão é um ser pusilânime e misógino que desata aos pulos quando assiste à decapitação de um infiel, à lapidação de uma adúltera ou à tortura dos ímpios. Porta-se, na presença do toucinho, pior do que um garoto à frente de um prato de sopa e odeia o álcool quase tanto como a liberdade.

O Deus cristão, um pouco mais civilizado graças à cultura helénica e ao direito romano, anda com um colete-de-forças desde a Revolução Francesa, refreado pela separação do Estado e debilitado pela secularização, a liberdade e a democracia.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi a gota de água que fez transbordar o copo do descrédito em relação às baboseiras que Deus proferiu no Monte Sinai ou que segredou a Maomé entre Medina e Meca.

Deus gosta de humilhar os homens e, especialmente, as mulheres. Gosta de os ver de joelhos e de rastos, sempre a caminho dos templos (espécie de casas de alterne para os ofícios religiosos), ocupados na oração e a meterem-lhe cunhas para fazer uns milagres cada vez mais idiotas e ridículos.

Deus está com a cotação em baixa no mercado da razão. É um mito que persiste preso aos interesses dos clérigos, um veneno que se serve na infância e que corrói a inteireza de carácter e a felicidade dos homens.