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14 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

Sarney ensandeceu

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticou nesta terça-feira o pedido do Ministério Público de retirar das cédulas de Real a frase “Deus seja louvado”. Em 1986, quando foi presidente da República, Sarney determinou a inclusão da frase nas cédulas brasileiras.

“Eu acho que é uma falta do que fazer porque na realidade precisamos cada vez mais ter a consciência da nossa gratidão a Deus por tudo o que fez por todos nós humanos e criação do universo, de maneira que não podemos jamais perder o dado espiritual. Tenho pena do homem que na face da Terra não acredita em Deus”, afirmou.

14 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

A “BONDADE” DE CRISTO E DO CRISTIANISMO…

Por

JOÃO PEDRO MOURA

A “BONDADE” DE CRISTO E DO CRISTIANISMO…

…OU ALGUNS ASPETOS FUNDAMENTAIS DA “ÉTICA CRIST”
1- Os religionários de Cristo pretendem que o seu modelo religioso é exemplar em matéria de bondade e de ética, citando um ou outro caso e arvorando-o em modelos de atitudes e de comportamentos.

2- Numa ética religiosa ou no que quer que seja de modelo virtuoso, político, social, cívico, ou a pessoa ou instituição se porta em coerência prática e teórica, ou, se se contradiz ou apresenta ideias ou atitudes desconformes com o suposto modelo de virtudes, deixa de ter valor e as suas contradições anulam-lhe a lógica concetual.

3- Vejamos estas citações bíblicas (Novo Testamento), proferidas pela sua personagem fundamental, Jesus Cristo:

a) Marcos 16, 15-16: “E disse-lhes: “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura: aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado.””

b) João 15, 6: “Se alguém não permanecer em mim é lançado fora, como o ramo, e seca; tais ramos são recolhidos, lançados ao fogo e se queimam.”

c) Mateus, 25, 31-34: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória (…) então se assentará no trono da sua glória. E serão reunidas em sua presença todas as nações e ele separará os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos bodes e porá as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. Então dirá o rei aos que estiverem à sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo.” (…)

…41: “Em seguida, dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e para os seus anjos.”

…46: “E irão estes para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna.”

4- Isto de condenar à morte (é o que decorre do “salvo”, o que viverá, do “condenado”, o que morrerá) uma pessoa, quero dizer, biliões de pessoas, só por não terem crido nem terem sido batizadas na palhaçada cristã, é dum totalitarismo atroz e crudelíssimo, sem paralelo na História!!!

5- Ameaçar e matar pessoas, aos biliões, queimá-las, como “ramos secos” só por não permanecerem no Cristo balofo, fútil e inútil, que se propagandeia na Bíblia, é duma patifaria, duma hediondez, sem correspondência na História…

6- Chegar ao chamado Juízo Final, e sentenciar vida eterna para “os justos” e pena infernal para os descrentes e religionários doutras igrejas, é duma maldade imane e inimaginável, sem precedentes na História, a não ser, quiçá, em instituições medievalescas e inquisitoriais de antanho, inspiradas precisamente nestes versículos bíblicos neotestamentários… provenientes da boca cruenta da personagem “bondosa” de Jesus…

7- Reparai na sentença: não se trata, apenas, de pegar nos seus religionários e levá-los para o jardim da celeste corte, onde o pasto seria farto e não haveria nada para fazer, deixando em paz os incréus e os outros religionários terrestres, à mercê das contingências económicas e da esporádica turbulência do clima ou das placas tectónicas.
Não!
Trata-se de aplicar uma pena infernal e eterna a quem não seguiu o Jesus, mesmo que não tivesse feito mal a ninguém!!!

8- Haverá coisa mais cruel, totalitária e injusta do que o cristianismo e seus congéneres monoteístas???

13 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

ICAR em luta contra o casamento gay

O jornal L’Osservatore Romano, principal publicação do Vaticano, publicou como matéria de capa os esforços que serão adotados pela Santa Sé para lutar, mesmo que sozinha, contra as iniciativas de conceder o reconhecimento legal de casais do mesmo sexo.

O ensinamento católico é que os homossexuais devem ser respeitados e tratados com dignidade, mas que seus atos são “intrinsecamente desordenados”. “Pode-se dizer que a igreja, pelo menos nesta frente de batalha, foi derrotada”, diz o L’Osservatore.

Diário de uns Ateus –  O respeito e o tratamento com dignidade para com os homossexuais é uma atitude recente por falta de poder para os queimar.

13 de Novembro, 2012 Luís Grave Rodrigues

Amargura

13 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

Eça conhecia a caridadezinha pia

 

Excerto – Capítulo VII de “O Crime do Padre Amaro”

«Um pobre então viera à porta rosnar lamentosamente Padre-Nossos; e enquanto Gertrudes lhe metia no alforge metade duma broa, os padres falaram dos bandos de mendigos que agora percorriam as freguesias.

– Muita pobreza por aqui, muita pobreza! dizia o bom abade. Ó Dias, mais este bocadinho da asa!

– Muita pobreza, mas muita preguiça, considerou duramente o padre Natário. – Em muitas fazendas sabia ele que havia falta de jornaleiros, e viam-se marmanjos, rijos como pinheiros, a choramingar Padre-Nossos pelas portas. – Súcia de mariolas, resumiu.

– Deixe lá, padre Natário, deixe lá! disse o abade. Olhe que há pobreza deveras. Por aqui há famílias, homem, mulher e cinco filhos, que dormem no chão como porcos e não comem senão ervas.

– Então que diabo querias tu que eles comessem? exclamou o cónego Dias lambendo os dedos depois de ter esburgado a asa do capão. Querias que comessem peru? Cada um como quem é!

O bom abade puxou, repoltreando-se, o guardanapo para o estômago, e disse com afeto:

– A pobreza agrada a Deus Nosso Senhor.

– Ai filhos! acudiu o Libaninho num tom choroso, se houvesse só pobrezinhos isto era o reininho dos Céus!»

(Enviado pelo estudioso de Eça, M. P. Maça)

12 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

– PODE UM CRISTÃO RENEGAR O VELHO TESTAMENTO?

Por      Nota: Por lamentável lapso omiti o nome do autor. Peço a ele e aos leitores as minhas desculpas.

JOÃO PEDRO MOURA

JESUS E A BÍBLIA

– PODE UM CRISTÃO RENEGAR O VELHO TESTAMENTO?

1- Isto de se reclamar do cristianismo, renegando o Velho Testamento… tem que se lhe diga…
É como reivindicar a obra do filho, ectoplasma, repudiando a obra do pai que o gerou… e que determina essa obra…

2- Há alguma igreja no mundo que se reivindique de Cristo e renegue o Velho Testamento? Não! É possível? Bem, teoricamente, basta fazer um passe de mágica ideológica e retórica sofística e enaltecer o Novo Testamento, denegando o velho…

3- … Mas será que o Jesus Cristo bíblico renegou o Velho Testamento?! Não!
Vejamos, Mateus 5, 17-19:
“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento, porque em verdade vos digo que, até que passem o céu a e a terra, não será omitido nem um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado. Aquele, portanto, que violar um só desses menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo, será chamado o menor no Reino dos Céus. Aquele, porém, que os praticar e os ensinar, esse será chamado grande no reino dos Céus.”

Então, a que “Lei” e “Profetas” se estaria a referir esse tal JC?! À lei hebraica e aos profetas da Bíblia hebraica, evidentemente…
Isto é, ao deus do Velho Testamento…

4- E será que JC renegaria os Salmos?! Também não!
Vejamos esta comparação:
Mateus 27, 46: “Por volta da hora nona, Jesus deu um grande grito: Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste?”…

… Idêntico ao Salmo 22, 2: “Meu deus, meu deus, porque me abandonaste, descuidado de me salvar, apesar das palavras de meu rugir?”…

Ou, então, em Lucas 23, 46: “E Jesus deu um forte grito: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Dizendo isso. Expirou.”…

…Idêntico ao Salmo 31, 6: “em tuas mãos entrego meu espírito, és tu que me resgatas, Iavé…”

… O que comprova a assunção dos Salmos, pelo dito Jesus Cristo, de resto, uma assunção conforme a educação típica dos jovens judeus de antanho…
Donde se regista o nexo ideológico entre o Novo e o Velho Testamento, inextricáveis, para só referir estes exemplos cruciais…
… O que comprova, também, por extensão, a assunção do versículo 137, 8-9, dos mesmos Salmos:
“E quanto a ti, Babilónia destruidora, feliz o homem que te retribuir pelo que nos fizeste!
Feliz o que pegar nas tuas crianças e as esmagar contra as rochas.”…
… Como manifestação hedionda e crudelíssima contra os “inimigos” e os, duma maneira geral, desafetos à causa judaica/cristã…
É… os religionários da Bíblia, nas suas diversas variantes, têm destas coisas “amigáveis”… por mais amigos e solidários dos povos, que aparentem ser…

5-… E o JC bíblico, na senda veterotestamentária, também preconiza coisas hediondas semelhantes contra os incréus ou os desafetos da sua palhaçada religiosa…

6- Pretender separar o Novo do Velho Testamento é amputar o corpo doutrinário da religião cristã, mesmo que haja distinções nítidas entre ambos…
Os religionários do Novo têm que se ater, assim, ao Velho, pois que o JC assim determinou. Nem num só momento, JC renegou a doutrina veterotestamentária, contrapondo-a a uma pretensa nova…
Quando muito, JC, biblicamente falando, seria um dissidente, isto é, um indivíduo proclamando algumas coisas diferentes da prática consuetudinária dos seus congéneres hebraicos, mas nunca renegando a “Lei”e seus “Profetas”…

7- A Bíblia é considerada a “palavra de deus”, pelos seus religionários. Pretender que se aceitam umas coisas e se denegam outras, dos textos bíblicos, é a mesma coisa que querer elevar-se à condição de “deus”, plenipotenciário, e transformar a Bíblia numa espécie de ementário, donde se saca o mais convinhável e se pretere tudo aquilo que se acha passadista, cruel, injusto, ou o que seja…
…Mas não pode ser! Sob pena de se estar a acusar o seu deus de certas injustiças ou crueldades ou demais atos nefandos…
Por isso, quem defende a Bíblia, tem de assumi-la toda, inteirinha!…
Se não quer, repense a obra e siga outro caminho… que não aquele do deus bíblico, do seu ectoplasma filial e das demais figurinhas e figurões do jardim da celeste corte…

12 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

A Igreja católica e os milagres

Há quem pense que o Vaticano só tem para vender água benta, bênçãos e indulgências, produtos que o mercado da fé absorve na razão inversa do bem-estar das populações.

A vendas de títulos eclesiásticos de cónego, bispo e cardeal, com as respetivas funções e proventos, foi o abominável pecado da simonia que os protestantes condenaram, depois de verem os papas medrar com o negócio. Hoje, o Papa é mais cuidadoso mas ainda nos tempos de Salazar e Franco eram os ditadores que tinham a última palavra nas escolhas episcopais que, aliás, as concordatas lhes concediam.

As Igrejas vivem do fausto e do poder. Abandonadas ao negócio por conta própria não prosperam. Os cargos eclesiásticos são negociados em segredo com os Estados que lhes são fiéis ou com as oposições dos Governos de que não gostam.

Acontece que os principais produtos de exportação da ICAR, que rendiam muito ouro, entraram em decadência por saturação do mercado ou desinteresse da clientela. Já não se compram relíquias. A água de Lourdes, o ramo de azinheira benzido em Fátima ou o terço comprado no Vaticano vendem-se com dificuldade, ao preço da uva mijona. Já lá vão os tempos dos relicários com pedacinhos do santo lenho, farrapos das fraldas do menino Jesus ou ossos de S. Francisco. O raio do carbono 14 estragou o negócio pio.

As bulas que autorizavam comer carne à sexta-feira, compradas por pessoas que não tinham dinheiro para a ementa, desapareceram por falta de fé e de interessados. As indulgências plenárias passaram a ser de borla e só a liturgia dos batizados, casamentos e funerais ainda se aguentam no mercado. As procissões, onde as notas pregadas com alfinetes nas vestes do santo de serviço servem para exibir a vaidade dos benfeitores e suprir as necessidades do clero, rendem cada vez menos.

O Purgatório, uma mina em atividade durante séculos, foi encerrado por falta de visão ou de transportes para o Paraíso, depois de fortunas gastas em missas para sufragar as almas dos que se finaram com pecados veniais.

Atualmente restam dois negócios à ICAR, as peregrinações e a indústria da santidade, dependentes as primeiras da produção da segunda. A indústria da santidade, pelos emolumentos que rende à Cúria romana e pelos óbolos que atrai aos santuários onde o canonizado se encontra esculpido numa peanha ou colado a um andor, é a última fonte de rendimento com produtos pios.

O resto, e é a grande fonte de receita, é o património que as devotas almas deixam em testamento nos países onde a promiscuidade com o clero exonera de impostos o esbulho feito aos moribundos. É altura de tributar os bens da ICAR e de averiguar como foram obtidos.