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Categoria: Religiões

23 de Maio, 2008 Carlos Esperança

Espanha – Ingerência clerical no ensino público

Uma nova polémica surgiu entre a Igreja Católica e o governo da Espanha, após a aprovação no país de “leis éticas” que prevêem a “educação à cidadania” obrigatória nas escolas.

Após a divulgação da medida, a Conferência Episcopal espanhola fez um apelo aos pais que declarem “objeção de consciência” e peçam que seus filhos sejam libertados das aulas.

Adenda: A ofensiva clerical contra o Governo de Zapatero não parou com a derrota eleitoral da Conferência Episcopal que se colocou pública e abertamente ao lado do PP.

Carlos Esperança

14 de Maio, 2008 Carlos Esperança

Israel – 60 anos de história

Os horrores sofridos pelos judeus ao longo dos séculos, o cheiro a gás dos campos de concentração nazi e a orgia genocida do anti-semitismo levaram a ONU a conceder uma pátria a um povo martirizado pela persistência em manter a identidade.

A má consciência mundial, três anos após a libertação de Auschwitz, esteve na origem da decisão.

Os fantasmas religiosos nunca deixaram de estar presentes e atiçar ódios a um país que foi outorgado aos judeus e de que os palestinianos nunca abdicaram.

Seis décadas deviam chegar para erradicar o imperialismo sionista e para persuadir os palestinianos a tolerarem a existência de Israel. Este país, apesar das críticas que suscita, não obstante o fundamentalismo beato e agressivo dos judeus das trancinhas, é um estado próspero e rege-se por normas democráticas.

Os palestinianos islamizados até ao absurdo, pobres e abandonados, tornaram-se a carne para canhão das ambiciosas teocracias que emergem como potências regionais e o álibi para alterar o mapa geopolítico.

Os judeus acreditam que são o povo escolhido por Deus, os palestinianos têm a certeza de que Deus os ajudará a destruir Israel e os cristãos evangélicos dos EUA anseiam pelo regresso dos judeus à Palestina para anteciparem o regresso de Cristo à Terra.

Entre a demência mística, os interesses estratégicos, a maldição do petróleo e os negócios internacionais, o barril de pólvora está cada vez mais próximo do rastilho que ameaça explodir o Médio Oriente e alastrar a outras regiões do globo.

De pouco valem posições equilibradas de quem se opõe simultaneamente à destruição de Israel e ao expansionismo sionista.

Sem paz entre os judeus e os palestinianos não há futuro para nenhum deles e sobram ameaças para o resto do mundo.

Só a secularização das populações e o desprezo pela Tora e pelo Corão os poderia congregar mas as mesquitas e as sinagogas são espaços de intolerância e o húmus onde germina o ódio e cresce a violência.

14 de Maio, 2008 Carlos Esperança

Fim do mito da religiosidade de Einstein

Einstein era de opinião que a religião é «produto da debilidade humana» e que se baseia em lendas bastante infantis. 

Numa carta quase desconhecida, enviada ao filósofo Eric Gutkind e publicada ontem no diário inglês «The Guardian», Einstein afirma: «A palavra Deus, para mim, não é mais do que a expressão e o produto da debilidade humana: a Bíblia é uma colecção respeitável, mas primitiva, de lendas não obstante demasiado infantis. Nenhuma interpretação, por subtil que seja, pode (para mim) mudar isso.

Fonte: El País, hoje. Pg. 42

14 de Maio, 2008 Ricardo Alves

Fátima é uma arma (mas ferrugenta)

Fátima sempre serviu à ICAR como arma política. É ali, perante as multidões de peregrinos, que se lançam as grandes campanhas clericais. Este ano, parece que o problema é a perspectiva de o Estado legislar no sentido de reconhecer os casamentos entre homossexuais.

Não há razão para temer o que se vai passar. A ICAR pode fazer a campanha do costume, com a deusa de Fátima a chorar sangue, os padres histéricos e os movimentos de «leigos». Já perderam com o aborto e perderão outra vez no novo regime do casamento. Os tempos mudaram e a ICAR manda cada vez menos.

13 de Maio, 2008 Carlos Esperança

Fátima – Encontro anual de peões

 

Produziu enorme tristeza a negação, pelo Vaticano, do milagre inventado para canonizar os pastorinhos, como se este fosse mais falso do que o da D. Emília;

O cardeal Saraiva Martins fez um comício político contra a legislação portuguesa sobre o aborto e o divórcio, atacando a legislação de um país soberano e democrático;

As esmolas continuam a ser uma excelente fonte de rendimento;

FÁTIMA tem a quarta maior área coberta para actos litúrgicos católicos em todo o mundo. Dá pelo nome de Igreja da Santíssima Trindade e é um dos maiores e mais rentáveis santuários do Vaticano, S.A.

13 de Maio, 2008 Mariana de Oliveira

Extraterrestres compatíveis com deus

A fé em Deus é compatível com a crença nos extraterrestres, segundo o director do Observatório do Vaticano, José Gabriel Funes, que admite poder haver um planeta habitado por seres que não cometeram o pecado original.

«Como astrónomo, continuo a acreditar que Deus foi o criador do Universo» , explicou o padre Funes, um padre jesuíta que dirige o Observatório do Vaticano.

No entanto, acrescenta, mesmo que «não tenhamos para já nenhuma prova», «não podemos excluir a hipótese» de haver outros planetas habitados.

«Tal como existe uma multiplicidade de criaturas na terra, poderia haver outros seres, igualmente inteligentes, criados por Deus» , afirma o astrónomo do Papa.

O padre Funes sugere que se fale então do «nosso irmão extraterrestre», tal como São Francisco de Assis falava de «irmão» ou de «irmã» para todas as criaturas terrestres.

Fonte: Sol, 13 de Maio de 2008.

13 de Maio, 2008 Mariana de Oliveira

Casamento não é negociável

O casamento estável entre um homem e uma mulher é um dos «princípios não negociáveis» para uma «correcta convivência civil e cristã», defendeu o cardeal Saraiva Martins no Santuário de Fátima.

Perante milhares de peregrinos, na celebração principal da peregrinação de Maio, D. Saraiva Martins apontou vários valores essenciais, tendo destacado o «matrimónio como união estável e fiel de um homem e de uma mulher e não de qualquer outro modo».

A vida, a família, a «caridade concreta, a dignidade pessoal, estendida a todos os momentos e a todas as suas dimensões da existência» foram outros dos «princípios não negociáveis», enumerados pelo cardeal, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, que hoje presidiu à peregrinação de Maio.

«Este é o fundo e o ambiente – humano e cristão – no qual se colocam a mensagem e os acontecimentos da Cova da Iria», afirmou o cardeal aos peregrinos, que encheram o Recinto do Santuário de Fátima.

Perante os peregrinos, D. Saraiva Martins recordou que o «homem de hoje, iludido e desiludido da vida, por vezes parece ter desistido de esperar» por um futuro melhor.

Até porque «caíram as consideradas certezas das ideologias, o bem-estar e o consumismo que aparentemente satisfazem as nossas necessidades e exigências», confirmando a «sua total inconsistência» e «radical incapacidade para fazer feliz o homem do nosso tempo», considerou o purpurado.

Perante a «apostasia (abandono público) da fé» e da «razão», D. Saraiva Martins contrapõe a mensagem de Fátima que veio marcar um «século ensanguentado pela loucura de duas Guerras Mundiais, marcado por nacionalismos exasperados, por ideologias ateias e materialistas».

Fonte: Sol, 13 de Maio de 2008.

13 de Maio, 2008 Ricardo Alves

Votar contra a estátua ao cónego Melo

Ainda é possível votar contra a estátua ao padre fascista Eduardo Melo, uma espécie de Bin Laden português que benzia as bombas que serviam para matar comunistas e ateus.
Vota-se aqui.

13 de Maio, 2008 Carlos Esperança

A morte de Rand Abdel-Qader e o fascismo islâmico

“A minha filha mereceu morrer por se apaixonar”

Um alarve xiita sufocou e esfaqueou a própria filha com o aplauso dos amigos e o entusiasmo dos irmãos que ajudaram a assassinar a irmã.

O mundo civilizado horroriza-se com a selvajaria do crime e a felicidade do troglodita que o cometeu. A polícia reconheceu-lhe lhe razão e os autóctones renderam-lhe a homenagem que merece um primata que defende a honra da família.

Uma muçulmana que não se envergonhava de amar um cristão, capaz de comer carne de porco e de beber álcool, uma islamita de nascimento que se esqueceu de que não pode amar quem quer, morreu como merecia, para lavar a afronta a Maomé.

A mãe da jovem, quando o marido a sufocava, ainda chamou os filhos para ajudarem a irmã, mas eram fortes os motivos do pai e justo o castigo. Os mancebos, de 21 e 23 anos, ajudaram a matar a irmã. A vítima não teve direito a funeral e os tios compareceram para cuspir sobre o cadáver quando foi lançado a uma vala.

Chamava-se Rand Abdel-Qader e apagaram-lhe o sorriso lindo aos 17 anos.

 Esta foi apenas uma das cinco mil mulheres que todos os anos são vítimas dos «crimes de honra» em todo o mundo. As milícias religiosas conhecem a obsessão divina com a roupa e os comportamentos femininos e sabem como Deus exulta com a morte das mulheres que o contrariam.

 Sempre foi assim.