21 de Março, 2015 Carlos Esperança
Basta, delinquentes da fé!!!…


As minorias religiosas sob o totalitarismo do Estado Islâmico
JOSÉ PEDRO TEIXEIRA FERNANDES 13/03/2015 – 06:53
Estado Islâmico
1. Não nos deixemos iludir. A fraseologia religiosa do Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS na transliteração de árabe para inglês, ou Daesh no acrónimo em árabe), esconde múltiplas semelhanças com as ideologias totalitárias seculares ocidentais, como o nazismo, o fascismo, ou o estalinismo.
Uma dessas semelhanças é a pretensão de criar um homem e uma sociedade perfeita, por diferentes vias. Os totalitarismos seculares são “futuristas”. São subprodutos do Iluminismo. O totalitarismo Islamista-jihadista é “passadista”. É um subproduto do Islão. A utopia da sociedade perfeita está no regresso aos primórdios da era islâmica.
10/3/2015 às 15h30
BAGDÁ (Reuters) – Militantes do Estado Islâmico disseram nesta terça-feira ter matado dois homens por homossexualismo e outro por blasfêmia no norte do Iraque.
O grupo controla um extenso califado auto-declarado em partes do Iraque e da vizinha Síria, onde impõe uma visão ultra-purista do islamismo que rejeita como distorcida qualquer interpretação diferente da lei islâmica sunita.
Em um relato publicado na Internet, o Estado Islâmico mostrou um velho barbudo lendo diante de uma aglomeração de pessoas uma sentença de morte para dois homens acusados de homossexualismo e um terceiro acusado de amaldiçoar Deus.
Os acusados foram exibidos em três fotos separadas ajoelhados, vendados e com os braços atados nas costas, e um homem vestido de preto com uma grande espada sobre suas cabeças. Legendas nas fotos diziam que elas mostravam as execuções sendo realizadas.
Não havia fotos das decapitações propriamente ditas, mas na segunda e terceira imagens a espada parecia ensanguentada.
Outra imagem trazia dois jornais do dia 8 de março de um tribunal do Estado Islâmico em Nínive, província do norte iraquiano. Um jornal condenada um m à morte pela espada por blasfêmia, e o outro dizia que os dois homens acusados de homossexualismo devem enfrentar “o julgamento de Deus”.
Os militantes do Estado Islâmico também já atacaram muçulmanos xiitas, cristãos, yazidis e curdos em sua campanha de conversão nas áreas que controlam, matando centenas de adversários.
(Por Saif Hameed)
Estado Islâmico definitivamente implicado na destruição de monumentos.

Por meio de sua conta no Twitter, o Boko Haram enviou ao mundo uma mensagem que parece confirmar uma temida aliança com o mais poderoso grupo terrorista no mundo. De acordo com o jornal “Huffington Post”, o grupo, que reivindica a fundação de um califado (Estado gerido pelas leis islâmicas) no norte da Nigéria, prometeu lealdade ao Estado Islâmico, responsável por espalhar o terror em uma vasta área que abrange partes dos territórios do Iraque e da Síria.
O juramento foi postado em forma de áudio na página do grupo no Twitter. Nela, um homem que se identifica como o líder do Boko Haram, Abu Bakr Shekau, oferece apoio ao Estado Islâmico e diz que os rebeldes que lidera os “ouvirão e obedecerão tanto nos tempos de dificuldades quanto nos de prosperidade”.
À agência de notícias Reuters, o porta-voz do governo nigeriano, Mike Omeri, afirmou que o áudio confirma uma preocupação antiga em relação aos laços do Boko Haram no exterior. “É por isso que apelamos para a comunidade internacional. Esperamos que o mundo acorde para o desastre que está se desenrolando aqui”, ressaltou ele.
As ações do Boko Haram na Nigéria vêm ocorrendo desde 2009, mas nos últimos meses foram se intensificando, chegando a ultrapassar as fronteiras do país, principalmente em direção a Camarões.
Especialistas afirmam que a propaganda do grupo passa a se assemelhar cada vez mais à do Estado Islâmico, grupo extremamente mediático que faz super-produções nas quais ameaça países ocidentais e exibe assassinatos de reféns por meio de decapitações e incêndios.
«Cada degola, cada estátua destruída e cada burka deveriam mostrar à Europa quem é o inimigo, o radicalismo islâmico».
(Ferreira Fernandes, in DN, hoje)
A Turquia reafirmou nesta quinta-feira (5) que não vai participar diretamente dos combates contra o grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria. O país dará apenas apoio ao governo iraquiano em sua ofensiva contra os jihadistas. Já a participação do Irã na ofensiva contra o movimento islâmico ultrarradical preocupa a comunidade sunita no Iraque.
Soldados iraquianos nos arredores de Tikrit, na semana passada. / ALI MOHAMMED (EFE)
As forças governamentais iraquianas iniciaram uma ofensiva para recuperar a localidade de Tikrit das mãos do Estado Islâmico (EI), segundo anúncio da TV estatal Al Iraqiya nesta segunda-feira. A operação tem forte peso simbólico, já que se trata da cidade natal do falecido ditador Saddam Hussein. Além disso, seu desenrolar serve como teste para um eventual avanço sobre Mossul, a terceira maior cidade do país, 200 quilômetros ao norte.
Armado com grandes martelos e brocas, um punhado de seguidores do Estado Islâmico (EI) em Mosul destrói com fúria várias estátuas que descrevem como “ídolos” e que arqueólogos de todo o mundo temem que sejam peças assírias e acádias. O vídeo, cujo conteúdo foi confirmado nesta quinta-feira pela UNESCO, é a mais recente provocação desse grupo extremista sunita que aspira a governar todos os muçulmanos do mundo, mesmo que tenha de suprimir a história e exterminar todos os que se opuserem a seu projeto. Na semana passada o EI destruiu a biblioteca central dessa cidade, situada no norte do Iraque.
“É um ataque deliberado contra a história e a cultura milenares do Iraque e uma incitação à violência e ao ódio”, declarou a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, antes de pedir uma reunião urgente do Conselho de Segurança.
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