A oposição egípcia prepara novas manifestações para esta terça-feira contra o projeto de Constituição proposto pelos islamitas, texto que conseguiu apenas uma pequena maioria na primeira fase do referendo de sábado, de acordo com números não oficiais.
Por
Kavkaz
O Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, o bispo Manuel Lemos, afirma que as Misericórdias estão prontas para apoiar as pessoas carenciadas e que não haverá fome enquanto o Estado cumprir os seus compromissos financeiros.
“É preciso dizer às pessoas: ‘Vão buscar os alimentos! Vão buscar a comida!'”, sublinha o bispo Manuel Lemos.
O Estado português é, reconhecidamente, o garante do sustento das Misericórdias. Sem o Estado não haverá deuses a enviar maná do céu para os necessitados. Estes morrerão de fome. Deus não se preocupará. Mas também sabemos que os deuses não existem.
Historicamente, o Estado português tem delegado a instituições privadas muitos cuidados às pessoas desfavorecidas. Penso que o Estado poderia organizar-se e trabalhar mais. Com menos custos produziria mais e melhores tarefas que, por moleza e preguiça, descarta para organizações privadas. Estas gerem como entendem o dinheiro do Estado, de todos os contribuintes.
Já “Deus” não dá qualquer contributo para as contas das Misericórdias. Nem que os crentes rezem o ano inteiro! Enquanto houver Estado não há razão para fome, segundo se conclui das palavras do bispo. Se o Estado falhar não haverá “Deus” nem Misericórdias para salvar os pobres.
Naquele tempo, em Magdala, na antiga Palestina, uma multidão preparava-se para apedrejar Maria sobre quem recaía a acusação de pecadora. Fora um boato posto a correr, talvez por um corcunda da tribo de Manassé, ressentido por se ter visto recusado, que a sujeitara ao veredicto de que não cabia recurso.
O princípio do contraditório ainda não tinha sido criado, nem era hábito ouvir o acusado, jamais sendo mulher, nem a absolvição era previsível nos hábitos locais. A lapidação de Maria tinha transitado em julgado.
A lapidação era, aliás, um divertimento em voga, que deixava excitados os autóctones das margens do rio Jordão que atravessava o Lago Tiberíade a caminho do mar Morto. Diga-se, de passagem, que esse desporto ainda hoje é muito popular nos países islâmicos, para imenso gáudio das multidões, e satisfação de Maomé.
Aconteceu que andando o Senhor Jesus a predicar por aquelas bandas, depois de indagar o que se passava, aproveitou a multidão para se lhe dirigir, e disse:
– Aquele de vós que nunca errou que atire a primeira pedra.
Todos pareceram hesitar. Muitos deixaram cair as pedras com que chegaram municiados. Havia crispação nos que vieram de longe, com sacrifício, e um certo desapontamento de todos os que esperavam divertir-se. Só o Senhor Jesus continuava sereno, a medir o alcance das suas palavras. Mas, eis que da multidão se ergueu um braço e Maria de Magdala caiu derrubada por uma pedra certeira.
Enquanto algumas pessoas a reanimavam, na esperança de repor o espetáculo que tão breve se esgotara, o Senhor Jesus foi junto do atirador e disse-lhe:
– Então tu, meu filho, nunca erraste? *
– Senhor, a esta distância, nunca.
Naquele tempo…
Naquele tempo, Deus não era ainda o mito. Era apenas um mitómano a gabar-se de ter feito o Mundo em seis dias, há quatro mil anos, nem mais, nem menos, e descansado ao sétimo.
Era um celibatário inveterado que inadvertidamente criara Adão e Eva no Paraíso, onde vivia e tinha a oficina. Fez o homem à sua imagem e semelhança e a mulher a partir de uma costela do primeiro.
Preveniu-os de que não se aproximassem da árvore do conhecimento, advertência que a Eva logo desprezou, tentada por um demónio que por ali andava. O senhor Deus logo os expulsou do Paraíso, recriminando a malvada e condoído do tolo que se deixou tentar.
Entretanto, na Terra, local de exílio, o primeiro e único casal logo descobriu um novo e divertido método de reprodução que amofinou o Senhor e multiplicou a espécie.
Deus era bastante sedentário mas as queixas que lhe chegaram pelos anjos, um exército de vassalos hierarquizados, levaram-no a deslocar-se ao Monte Sinai onde ditou a Moisés as suas vontades. Ensandecido pelo isolamento e pela castidade veio ameaçar os homens e exigir-lhes obediência e submissão.
Após algum tempo, vieram profetas – vagabundos que prediziam o futuro – , lançando o boato de que o velho, tolhido pelo reumático, enviaria o filho para salvar o Mundo. Foi tal a ansiedade entre as tribos que alguns viram no filho da mulher de um carpinteiro de Nazaré o Messias anunciado.
Com a falta de emprego, algum pó e líquidos capitosos à mistura, inventaram a história do nascimento do pregador com jeito para milagres e parábolas.
Puseram a correr que Maria fora avisada pelo anjo Gabriel, um alcoviteiro de Deus, de que, sem ter fornicado, estava prenhe de uma pomba chamada Espírito Santo.
Nascido o puto, que nunca mijou, usou fraldas, fez birras ou fornicou, cedo se dedicou aos milagres e à pregação falando no pai e na obrigação de todos irem e ensinarem as sandices que debitava. Acabou mal e culparam os judeus, desde então os suspeitos do costume. Claro que JC também era judeu mas isso tem sido irrelevante.
Sabe-se que foi circuncidado, que era um monoglota exímio em aramaico, língua em que discutiu com Pôncio Pilatos, que só sabia latim, sem necessidade de intermediário.
Quando se lixou, crucificado, esteve três dias provisoriamente morto e, depois, subiu ao Céu levando o prepúcio que tantas discussões teológicas havia de gerar. Os judeus ainda hoje são odiados porque o mataram mas há quem diga que isso foi uma calúnia dos que se estabeleceram com a nova religião e queriam substituir a antiga.
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