Detectados pela primeira vez sinais do nascimento do Universo
Pela primeira vez, foram detectados sinais que sugerem que o «nascimento» do Universo terá decorrido através de um processo de expansão ultra rápida nos primeiros momentos, fenómeno descrito pela «Teoria do Big Bang», anunciaram os especialistas esta segunda-feira.
O servo de Deus monsenhor Escrivá de Balaguer, depois de percorrer os degraus de Venerável e Beato chegou a Santo em 6 de Outubro de 2002 graças a dois milagres aprovados – o primeiro no campo da oncologia e o segundo do foro da dermatologia.
O apoio a Franco e a obsessão por dinheiro, poder e honrarias podem ter arredado o taumaturgo da bem-aventurança eterna mas não lhe tolheram a canonização.
O virtuoso bispo do Funchal, D. Teodoro de Faria e o impoluto ministro de Estado e da Defesa, de então, Dr. Paulo Portas, destacaram-se entre os portugueses bem formados, convidados a deslocar-se a Roma para a cerimónia. Não terão deixado de rezar para que se esqueçam as ligações da Prelatura ao mundo da alta finança e os inúmeros escândalos financeiros em que se viu atingida no passado (Rumasa, Matesa, Banco Ambrosiano, etc.).
A tentativa de criar o governo teocrático universal sonhado por Paulo, a sua aliança com a Mafia internacional e a pseudo maçonaria financeira, ou o abuso indiscriminado do negócio milagreiro, documentados por Juan G. Atienza (Los Pecados de La Iglesia), são acusações prescritas.
Aspetos negativos da personalidade de Escrivá, referidos pela colaboradora e secretária de muitos anos, Maria Tapia, no livro “Uma vida na Opus Dei”, e as acusações de Robert Hutchison em “O Mundo Secreto do Opus Dei” prescreveram também.
Regozijemo-nos, pois, por ter sido Monsenhor Escrivá “o justo entre os justos mais rapidamente elevado aos altares em toda a história da Igreja”, 17 anos exatos após a sua morte ( Ob. citada de J. Atienza, Pág. 342).
1750 sacerdotes e 80 mil fiéis – um exército de prosélitos sob a omnímoda autoridade de um prelado que dispõe de amplos recursos financeiros e sólidos apoios políticos em todo o mundo – não deixarão de proclamar a santidade do “Pai”.
Menos de 12 anos depois da canonização de monsenhor Escrivá, Jardim Gonçalves é o exemplo vivo da graça divina, por intercessão do santo predileto de João Paulo II, ao ver prescrever a elevada multa a que os tribunais terrenos tinham condenado o bem-aventurado, dedicado à Opus Dei.
Santo Escrivá, no sossego da sua defunção, vela pelos seus.
As polícias de Marrocos e Espanha desmantelaram a rede de um espanhol, Amaya, um dos dementes convertidos ao Islão e ao crime. A rede recrutava jihadistas europeus que iam lutar para a Síria, Mali e Líbia, locais excelentes para o treino militar que devolvem os sobreviventes, mais prosélitos e ansiosos do Paraíso.
Na Síria encontram-se mais de 2 mil jihadistas europeus cujo regresso extasiará Maomé e não deixará de causar fortes preocupações à Europa que parece esquecida de violentas guerras religiosas que a dilaceraram.
Continuo sem perceber o que leva países democráticos a aceitar a pregação do ódio e a fanatização religiosa que proíbe a uma associação ou partido político. As religiões não são mais do que associações de crentes, submetidas ao código penal dos países onde se organizam. O direito à crença é incompatível com o direito ao crime.
A Europa continua a considerar moderado o Irmão Muçulmano que na Turquia transpira fé e corrupção. O PM Recep Erdogan, pode antever na instabilidade política ucraniana a oportunidade para desviar a pressão a que está submetido e se intrometer no conflito que divide a União Europeia e a Rússia.
A Europa que se ajoelha perante as religiões e os seus próceres está a deixar-se infiltrar por uma onda de demência mística virada para Meca. Mas quem ontem viu os políticos portugueses a transformarem o funeral do ex-patriarca de Lisboa numa reunião política, não se admirará da falta de coluna vertebral de quem anda de rastos e viaja de joelhos.
Assim, falta autoridade para respeitar a laicidade.
Alguém me contou que Carvalhão Duarte, o corajoso jornalista que foi diretor do jornal República e empenhado antifascista, foi um dia recebido por Salazar na qualidade de presidente do organismo de classe dos professores primários, profissão de que viria a ser demitido por motivos políticos.
Carvalhão Duarte queixou-se de que os vencimentos dos professores não correspondiam à categoria profissional, ao que o ditador respondeu que, não podendo elevar os salários ao nível da categoria dos reivindicantes, faria com que a categoria viesse a corresponder aos vencimentos que auferiam.
Não surpreende que tal possa ter acontecido pois o encerramento das Escolas Normais e a criação dos Postos Escolares e respetivas Regentes, a quem bastavam quatro anos de escolaridade, correspondeu ao desprezo que a instrução lhe mereceu. Deve-se à ditadura o retrocesso escolar de quem temia a cultura e a julgava prejudicial à doutrina cristã e ao cuidado das almas de que Cerejeira se encarregou.
Os anos 30 do século XX foram de uma enorme regressão na formação dos professores e nas importantes inovações da I República, tragédia que só seria alterada na agonia do regime fascista, com Veiga Simão, no consulado marcelista.
O ensino obrigatório era, no meu tempo de escola, a 4.ª classe para rapazes e a 3.ª para meninas. Recordo a minha mãe a entrar nas casas das pessoas da aldeia, a dizer às mães que já lhe tinha matriculado a filha na 4.ª classe, senhora professora não me faça isso, faz-me falta para criar os irmãos, é uma boa aluna merece ir mais além, quem me fica com os outros filhos quando tenho de ir para a horta, a professora a submeter a mãe da menina que gostava da escola, a mãe a lamuriar-se, e a professora a conseguir mais um ano de escolaridade para a menina que não podia ser criança e para quem a 4.ª classe era considerada supérflua.
Em 1963, as regentes ganhavam 600$00 mensais, vencimento igual para as agregadas e as efetivas, tendo estas direito a 12 meses de vencimento anual e as outras a 9 meses e 12 dias. Para se fazer ideia da exploração e miséria a que eram condenadas, vale a pena recordar os salários miseráveis dos funcionários públicos, em geral, e os dos professores primários, em particular: 1.600$00, agregados; 1750$00, efetivos; e 2.000$00, 2200$00 e 2.400$00, após 10, 20 e 30 anos de serviço, respetivamente.
Em 1963, quando, por ser o único professor, fui nomeado Delegado Escolar, encontrei 16 regentes escolares no concelho, todas mulheres, em pequenas aldeias. Sem elas, muitas crianças ficariam desobrigadas da escola porque uma residência superior a 3 km da escola era motivo legal para isentar as crianças da frequência escolar.
Contrariamente às anedotas e humilhações a que a condição as submetia, devemos-lhes a alfabetização de muitas crianças que, doutro modo, não teriam oportunidade de, mais tarde, obter um passaporte e emigrarem, para fugirem à fome e à miséria a que estavam condenadas.
As regentes eram frequentemente ridicularizadas pela escassez de habilitações literárias e rudimentares conhecimentos, objeto de anedotas, tantas vezes injustas, quase sempre racistas, e da arrogância de professores que presidiam às provas de passagem dos seus alunos.
Era vulgar atribuir-lhes redações de ofícios onde a sintaxe e a ortografia abalavam os mais rudimentares alicerces da ortodoxia gramatical. Apareciam datilografados e eram divulgados para gáudio de quem tinha aprendido um pouco mais e subido na hierarquia rígida da função pública.
Havia muitas histórias atribuídas a regentes, que, com a miséria do vencimento, sofriam o sarcasmo de quem se julgava superior. É dessa indigência, do quotidiano repisado de «um país em “inho”» que aqui deixo a suposta afirmação de uma regente para o inspetor que a visitou: «os alunos já copeiam, já devedem, o pior são os ivões…», 3 vezes 8, 24, ‘e vão’ 2; 9 vezes 8, 72, ‘e vão’ 7», malditos ‘ivões’, a conjunção e a conjugação do presente do indicativo do verbo “ir”, a tornarem-se o plural de um absurdo substantivo.
Por
João Pedro Moura
A hedionda escumalha islâmica é a face mais horrenda do totalitarismo liberticida!
Não é fácil definir quem é esta gentalha nem como nos prevenirmos contra ela.
“Hedionda escumalha” caracteriza não só uma mentalidade, altamente perigosa, como um conjunto vago e mal definido de muçulmanos, todavia, donde se destacam todos aqueles militantes e populaça, não só pregadores do ódio ao estilo de vida ocidental e instigadores e praticantes da opressão religiosa e político-social daí decorrente, mas também votantes em partidos liberticidas, ufanos de “pureza islâmica”.
Politicamente, então, exprimem-se em partidos, tendencialmente liberticidas e totalitários, que tendem a ser maioritários, pois maioritária é a vontade da população votante, liberticida e totalitária, característica, sobretudo, das etnias árabe e outras médio-orientais.
Historicamente e, por maioria de razão, na sequência da chamada “primavera árabe”, efémero período de liberdade, sempre que se concede liberdade política a tais massas desvairadas, elas aproveitam para votar em partidos totalitários, que se aprestam para liquidar ou cercear a liberdade…
Em qualquer país normal, no decurso histórico da modernidade, o povo aproveita a liberdade política para instaurar um sistema tendencialmente democrático e liberal, porque democrática e liberal é, tendencialmente, a personalidade das pessoas normais.
Mas nas etnias árabe e outras médio-orientais, tal não acontece, redundando, concomitantemente, em gentalha anormal, perigosamente anormal, porque tendem a acometer os outros, os normais.
Tunísia, Líbia, Egito, Faixa de Gaza, Iraque, Irão, Argélia (1991), Somália (1992), enfim, em todos os países onde vigorou a liberdade num período revolucionário qualquer, as massas arabescas e médio-orientais votaram na boçalidade islâmica, liberticida e totalitária.
O perigo é tão grande que esta caterva viral propaga-se pelos sítios mais inesperados e são capazes de rebentar com um país.
As últimas investidas da gentalha islâmica foram no Mali, há 1 ano e na República Centro-Africana, há meses.
Em ambos os países, se não fossem as tropas francesas, enviadas para a zona de operações, com o apoio discreto americano e do consenso europeu, a turbamulta muçulmana já tinha conquistado o poder nesses países frágeis, preparando-se para espalhar a peste islâmica aos países vizinhos, também frágeis.
Estava-se a montar um cenário atroz, pela hedionda escumalha islâmica!
As tropas francesas massacraram centenas de combatentes islâmicos, no Mali, reduzindo a pó aquela repulsiva horda de malucos de Alá.
Na RCA, os bandidos muçulmanos da coligação Seleka, espécie de representantes da minoria muçulmana do país, tomaram o poder há um ano e começaram a impor a sua ordem pestífera, contra a maioria da população. A reação das tropas francesas e da força panafricana da MISCA pôs em fuga a horda maometana, levando a massacres, atualmente, do povo muçulmano e à debandada deste para as florestas, por ação do povo “cristão” ou não-muçulmano.
O desespero perante as investidas e da tirania do tresloucamento islâmico leva a que a reação só possa ser, tendencialmente, uma: combater a hedionda escumalha islâmica a ferro e fogo! E toda aquela população muçulmana que os suporta…
Onde nunca vigorou essa liberdade, temos, por exemplo, o sexteto petrolífero do Golfo Pérsico, onde uma camarilha de plutocratas, com maiores ou menores laços de parentesco com a família dominante, exercem um impressionante domínio político-social, totalitário e sumptuário, que faz lembrar as resplandecentes cortes absolutistas europeias de antanho.
Comparável com tais cortes centenárias, eis o imobilismo arabesco contemporâneo das cliques cleptocráticas do Golfo, capazes de coadunarem um fulgurante desenvolvimento económico, com arrojos arquitetónicos fantásticos, urbanismos de ponta, ostentações de riqueza, sem paralelo, em automobilismo caro e ourivesarias e joalharias áureas, tudo isso ao lado de esquemas autoritários e totalitários de dominação familiar e política, como já não se vê há mais de 100 anos nos países modernos…
Como estes anormais perseveram no desvario islâmico, mesmo vivendo como emigrantes em países ocidentais, democráticos e liberais, resulta que o problema deles só pode ser genético e não tratável em modo de pedagogia social.
E se é genético, não há nada a fazer. Enfim, é coisa dentro do evolucionismo biológico, a decorrer e a alterar muito lentamente pela História fora…
O tempo passou e a tensão diluiu-se entre os crentes que usavam uma linguagem cada vez mais crispada e intolerante para com o escritor que deu a Portugal um Nobel e à literatura portuguesa enorme prestígio. Ainda há trogloditas que não digerem o fascínio do escritor, lhe dirigem insultos e acalentam rancores.
Os bispos, padres e outros avençados do divino usam uma linguagem mais dissimulada e sonsa mas é igual o ódio que os devora e o ressentimento que manifestam.
Seria interessante, se não fosse perigosa, esta inquietação dos católicos em torno de Saramago. Este cumpriu o dever de dizer tudo o que disse, e o que mais lhe aprouve, e aqueles gozam de igual direito em relação a Saramago e ao ateísmo. Não assustando já as penas do Inferno, uma lucrativa invenção pia que rendeu grossos cabedais, deliram alguns com a situação de Salman Rushdie, vítima da demência de um aiatola que o condenou à morte por ter criticado o Islão. O que está em causa é a intolerância que em certas latitudes foi contida pelas democracias e em outras anda ainda à solta.
A ICAR abomina o riso e a felicidade mas é uma fonte de um e de outra. Torna felizes os que acreditam e diverte quem não a leva a sério.
Entre as fogueiras índias e as novenas católicas não há dados que indiciem a supremacia de umas sobre as outras quanto à eficácia na pluviosidade. As penas do chefe índio e o camauro do papa só diferem sob o ponto de vista estético. Os vestidinhos de seda do pontífice não se distinguem das vestes dos feiticeiros pelo ridículo, apenas pelo luxo e o conforto.
A cigana que lê a sina não é menos eficaz a espantar os maus olhados do que um padre a esconjurar os espíritos malignos e a garantir o Paraíso. Às vezes a clientela é a mesma e procura na água benta o sinergismo das mezinhas e rezas ciganas.
Um feiticeiro que em África receita uma poção de corno de rinoceronte moído só é mais antipático do que o padre que celebra a missa de ação de graças e ministra a comunhão porque põe em perigo a extinção de uma espécie animal, mas não é diferente a eficácia sobre a convalescença de um doente ilustre.
O batismo com água benta é mais inócuo do que uma circuncisão, que deixa marcas, ou uma excisão, que põe em risco a vida e destrói de forma irreversível a felicidade sexual.
Mas não há motivo para não nos rirmos dos rituais religiosos. Poucas encenações são tão hilariantes.
O 1.º aniversário do pontificado do papa Francisco é o pretexto para acelerar a máquina de propaganda que, há um ano, ganhou novo fôlego, quando Bento XVI preferiu manter a cabeça e abdicar da tiara, do anel e do alvará pontifícios.
Hoje, um ano depois de lhe ter sido conferido o diploma para criação de cardeais, beatos e santos, a comunicação social portuguesa atesta que os autóctones o querem em Fátima no 1.º centenário das aparições que, em 1917, ajudaram a combater a República e, mais tarde, o comunismo, como se não houvesse portugueses indiferentes à agenda católica e às celebrações litúrgicas.
Francisco era o Papa de que a Igreja de Roma precisava para o transformar numa estrela pop, à semelhança do que havia feito com João Paulo II. Adoram-no, porque se chama Francisco, como o venerariam se tivesse escolhido o nome de Roberto; exultam quando diz a palavra ‘homossexual’, como sucederia de dissesse ‘valha-me deus’, em calão, à semelhança do soldador a quem cai um pingo de solda num olho; arfam beatos, quando fala, como palpitariam se ficasse calado.
Cria cardeais e não interrompeu a indústria da santidade. Defuntos antigos continuam a fazer milagres prodigiosos e a ser elevados aos altares. Pecadores endemoninhados são curados por imposição das mãos papais. Os exorcismos continuam a ser uma terapêutica pia, para os males da alma, como o chá de cidreira para as moléstias do corpo, em meios rurais, onde minguam drogas mais elaboradas.
O obscurantismo e a superstição permanecem, embalados em sorrisos, divulgados pela máquina de propaganda, enquanto os crentes veem, nas vestes talares, o sinal divino dos negócios pios.
Pouco há a esperar de um mundo misógino onde os celibatários se julgam guardiões da moral e juízes dos valores sociais. A igualdade entre homens e mulheres terá de esperar neste estranho mundo onde são femininas as vestes, masculinos os atores e coloridas as vaidades.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.