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27 de Fevereiro, 2014 Carlos Esperança

Pedidos de desbatização (AAP) – email de um ateu

Olá.

Depois de ler essa notícia [pedido de desbatização, SOL], talvez valha a pena relatar o meu caso: há um par de anos mandei a declaração de apostasia que estava no site a AAP e tudo correu lindamente: recebi pouco tempo depois a confirmação do pároco, tudo em termos cordiais. Foi na paróquia de Loures, para que conste.

Um abraço do Luís M.

27 de Fevereiro, 2014 Carlos Esperança

Falta de pudor

O Ministro do Interior de Espanha, Jorge Fernández Díaz, concedeu a mais alta condecoração policial à Virgem María, concretamente a Nuestra Señora María Santísima del Amor, possivelmente pelo seu silêncio em relação aos escândalos do Governo.

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/120967-policia-espanola-medalla-virgen

El Ministerio del Interior de España concede una medalla a la Virgen
actualidad.rt.com
El ministro del Interior de España, Jorge Fernández Díaz, concedió la más alta condecoración policial a la Virgen María, concretamente a Nuestra Señora María Santísima del Amor.
27 de Fevereiro, 2014 Carlos Esperança

Liberdade religiosa

Tertúlia Direito à Liberdade Religiosa

Promovida pela Secção de Defesa dos Direitos Humanos da Associação Académica de Coimbra (SDDH/AAC), teve a participação de Paulo Sérgio (departamento da Liberdade Religiosa da Igreja Adventista em Portugal), de Fernando Catroga (catedrático de História da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) e do presidente da Associação Ateísta Portuguesa.

À sessão, em que participaram cerca de 40 pessoas, seguiu-se um animado debate onde a categoria académica do Prof. Catroga e o espírito aberto do representante da Igreja Adventista foram pontos salientes.

Inicialmente foi passado um vídeo onde se perguntava a alunos da U.C. o que pensavam das religiões.

A unanimidade registou-se quanto à necessidade da laicidade do Estado para evitar a conflitualidade das religiões na disputa do mercado da fé, bem como nos privilégios injustificados da Igreja católica.

26 de Fevereiro, 2014 Carlos Esperança

Com tantas missas!

O Vaticano é o país do mundo onde se consome mais vinho, concluiu um estudo do Wine Institute, avança o jornal britânico «The Independent».

Em média, cada habitante do Estado do Vaticano bebe 74 litros de vinho por ano, o que corresponde a cerca de 105 garrafas. Este número é o dobro da quantidade que se consome em França e Itália. E o triplo do consumido no Reino Unido.

25 de Fevereiro, 2014 Carlos Esperança

A Ucrânia, a anarquia e o futuro

Não me sinto capaz de tomar partido na rebelião popular, atiçada do exterior, num país em ruínas. A pobreza extrema, uma agricultura destruída no que foi o celeiro da Europa, a divisão étnica e a tradição autoritária e antidemocrática estão na origem de confrontos, que ameaçam continuar, para vingar o sangue já derramado.

Não vale a pena, agora, recordar as matanças e as migrações forçadas por Estaline que alteraram a matriz étnica e cultural do segundo maior país da Europa.

O que não entendo é a explosão do nazismo em apoio aos partidos que anseiam a união à Europa, como se a Rússia fosse um país africano e os nazis indefetíveis partidários da União Europeia. Também não entendo o apoio de alguma esquerda às forças pró-russas como se Moscovo fosse um soviete dirigido pelo comunista Ieltsin.

A disputa entre potências capitalistas, com a Rússia a ser alvo do apetite da Nato, pode provocar uma hecatombe e debilitar o poder russo. De certeza, altera-se a correlação de forças, com a NATO contida nos limites atuais, uma derrota para a Europa que serve de ponta de lança aos EUA, ou expandida até à fronteira russa, com a derrota de Moscovo.

É curioso ver comunistas a defenderem o poder sufragado em eleições e os reacionários a apoiarem histericamente a insurreição e atos de justiça popular, posições corajosas de quem está longe do conflito.

Debilitar a Rússia é acender o rastilho das antigas repúblicas soviéticas onde o fascismo islâmico pretende a desforra e a sharia, enquanto a Turquia se orienta, a recitar o Corão, em direção a Meca e as primaveras árabes mergulham na anarquia e nas cinco orações.

Com os erros da meteorologia euro/americana a anunciar primaveras árabes, temo que a Rússia fique à mercê de irrefreáveis hordas islâmicas que, no ocaso da civilização árabe, exacerbam a devoção e a demência.

E não haverá inocentes.

24 de Fevereiro, 2014 Carlos Esperança

Momento zen de segunda_24-02-2014

João César das Neves (JCN) intitula a homilia de hoje, no DN, “Liberdade, igualdade e amor” numa síntese constrangida entre a Revolução Francesa e a sacristia. Depois de debitar umas trivialidades sobre as revoluções “ britânica de 1688, americana de 1776, francesa de 1789 e seguintes”, sem dizer, talvez por pudor pio, quais foram as seguintes, demorou a chegar à sua obsessão, antes de afirmar que “a luta cultural deslocou-se para questões de sexo e limites da vida”.

Este homem é um escravo do sexo obcecado com a castidade e um defensor da vida que começa nos óvulos ou nos espermatozoides, julgando que a ejaculação, durante o sono, é um genocídio involuntário. Acordado, é um pecado.

A êxtase religioso atinge-o quando afirma que “Vêem-se os conceitos, as lógicas e os métodos que os antigos aplicavam à nobreza, escravatura, pena de morte, proletariado ou racismo, utilizados em assuntos eróticos e hospitalares».

Só quem esteja acostumado ao devoto percebe a linguagem exotérica e a piedade que o devora antes de continuar a leitura: “ O direito ao aborto e à eutanásia tomam o lugar do direito ao voto; a emancipação de mulheres ou jovens vem na vez dos escravos; o doente terminal ou o homossexual surge na posição do operário ou negro. Casamento é contrato; adopção, sociedade”.

JCN lamenta que ao direito ao voto seja acrescentado o direito ao aborto e à eutanásia; que após a abolição da escravatura se emancipem as mulheres; que o casamento seja um contrato e não um sacramento; enfim, é um fóssil do Concílio de Trento.

Há pérolas de que não quero privar os leitores. Ei-las: “Dentro da fraternidade familiar, liberdade e igualdade tomam sentidos estranhos. Por isso, divórcio, aborto ou eutanásia só retoricamente libertam; de facto, matam. Fora da metáfora não existe igualdade entre jovem e velho, homem e mulher, casamento e união de facto, pais e filhos, amor conjugal e promiscuidade, sexo e perversão».

A obsessão do sexo é, em JCN, síndrome de privação. E termina com uma frase banal: “A família é o que sempre foi e será. Ela constitui o verdadeiro mundo sempre novo.”

«Bem aventurados os pobres de espírito…», como diz a Igreja de JCN.