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Categoria: Religiões

30 de Agosto, 2014 Carlos Esperança

O Islão misericordioso e o terrorista

Corre por aí que há um Islão benevolente e outro terrorista. O primeiro é o que se baba de gozo nas madraças e aparece compungido em público em cada ato de violência pia, a reiterar a benevolência do Corão, a execrar o terrorismo e a reclamar a paz. O outro é o que ulula, crocita e uiva na rua islâmica por cada infiel decapitado ou adúltera lapidada.

O Islão, o benevolente, oprime as mulheres, evita a modernidade e recusa a democracia. Ignora direitos humanos que o coíbam de cumprir a vontade de Alá e do Profeta, exulta com lapidações, folga com chibatadas e excita-se com decapitações. Não precisamos de olhar para o Islão terrorista, basta-nos o benévolo, aquele que há vários séculos impede, onde conquista o poder, que alguém despreze a religião ou tenha qualquer outra.

Os povos não são dementes, é o Islão que, à semelhança de outras religiões, contém em si o germe do crime. O terrorismo é a aplicação dos preceitos do livro sagrado contra os infiéis e a crueldade o método prescrito.

Seria trágico que se abrisse a caça ao muçulmano numa explosão de xenofobia baseada em sentimentos religiosos rivais, o desejo perverso do Islão que põe o terror ao serviço do proselitismo. O racismo é o sentimento piedoso do crente, a tolerância é a atitude de quem se libertou da religião. É por isso que o combate não deve ser dirigido aos crentes mas contra o proselitismo troglodita dos seus próceres e o carácter retrógrado do Corão.

As armas nas mãos dos homens são um perigo, nas de Deus uma catástrofe. O clero não deseja a felicidade humana, aspira apenas satisfazer a crueldade de Deus. Não podemos condescender com quem despreza os direitos humanos. Há um combate cultural a travar em defesa da liberdade que não pode deter-se nos véus, nas mesquitas e madraças.

O Corão não é apenas o baluarte inexpugnável dos preconceitos islâmicos, é a fonte que legitima toda a iniquidade. No mundo islâmico, os mullahs procuram ocupar os devotos, nos intervalos das cinco rezas diárias, com o sofrimento dos infiéis. É preciso travá-los.

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29 de Agosto, 2014 Carlos Esperança

Evangelização espanhola

Em 26 de agosto de 1533 foi estrangulado o último rei Inca do Peru, por ordem do conquistador católico Francisco Pizarro.

29 de Agosto, 2014 Carlos Esperança

Espanha – Movimento eclesiástico

Enquanto o arcebispo de Valência vai para Madrid, onde substituirá o cardeal franquista Rouco Varela, de 78 anos, Antonio Cañizares (na foto) regressa de Roma onde tem sido prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, desde 2008, para presidir à diocese de Valência.

 

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27 de Agosto, 2014 Carlos Esperança

Fascismo islâmico alastra

“Estado Islâmico” fortalece suas posições com tomada de aeroporto na Síria

Assad deixa de ser principal ameaça na Síria

Conquista da base militar é vitória estratégica e de grande valor simbólico sobre o regime de Assad, abrindo caminho para avanço sobre grandes cidades sírias. Armas e munições também caíram nas mãos dos radicais.

O Exército da Síria lutou com todas as forças sem ser bem-sucedido. Ao final, o grupo radical “Estado Islâmico” (EI) assumiu o comando do estratégico aeroporto militar de Tabqa, no leste da Síria, ampliando seu poder no país. Com a conquista, aquele que era o último bastião das tropas do presidente Bashar al-Assad na província de Raqqa caiu nas mãos dos terroristas.

22 de Agosto, 2014 Carlos Esperança

Os tortuosos caminhos da fé

Quando alguém se converte, na política ou na religião, é um herói. Se deserta, é traidor. É deste maniqueísmo que se alimenta o poder e se forjam os juízos morais.

Há quem morra por um mito e mate por uma utopia, quem se imole na apoteose da fé ou assassine na esperança de uma vida melhor de cuja existência não há o menor indício ou a mais leve suspeita.

Se um pobre, embrutecido pelo álcool e com o raciocínio embotado pela fome, mata ou rouba, é um criminoso. Se um indivíduo é impelido para a barbárie pela demência da fé e a crença na eternidade, é um mártir. É demasiado ténue a diferença entre a abnegação e a estupidez, a linha que separa o herói do pusilânime, e subtil o motivo que provoca a raiva ou o afeto.

A moral é a ciência dos costumes e não a vontade de um ser imaginário. Os homens de hoje são mais humanos do que os seus antepassados e repugna-lhes executar a vontade de um ente irreal em cuja crença foram fanatizados desde crianças. Essa evolução feita com o sangue dos livres-pensadores, com o sacrifício dos visionários e a abnegação de quem, tendo convicções profundas, respeita as alheias, não parece globalizar-se.

Permanecem escravos de constrangimentos sociais, vítimas de discriminação de género e embrutecidos por pregadores, milhões de indivíduos que se ajoelham a horas certas e rezam cinco vezes por dia, num ritual que tolda a inteligência e embota a sensibilidade.

Hoje, o medo espalha-se, e o confronto, que julgávamos impossível entre a civilização e a barbárie, vem aí. A lapidação de adúlteras e a decapitação de infiéis é inflamada pelos pregadores do ódio e homens de virtude, num regresso agressivo a práticas medievais.

A laicidade foi uma conquista obtida contra fogueiras e excomunhões, contra clérigos e catequistas, contra papas e reis, na caminhada que levou a Europa à separação da Igreja e do Estado, com os clérigos proibidos de legislar e os governos de dizerem missa.

Não permitiremos, em nome do multiculturalismo, que a arquitetura jurídica da Europa seja ameaçada com fanáticos que se vingam da civilização falhada com a violência de uma fé anacrónica.

O Estado Islâmico é o poder absoluto de origem divina que ensanguentou a Europa, é a demência de um manual terrorista recitado e praticado com a loucura tribal, é a droga que se entranhou numa civilização falhada e que seduz uma juventude sem horizontes.

Temos de ser vigilantes para não sermos vigiados e degolados. Urge combater crenças e respeitar os crentes.

19 de Agosto, 2014 Carlos Esperança

A vaca que Deus quis

Por

Leopoldo Pereira

Seguindo a cronologia dos acontecimentos: Deus – Adão – Noé – Abraão – Moisés – Jesus – Maomé – E por aí adiante, até chegar a mim. Abraão foi um homem que morreu de muito velho e ao longo dos anos manteve várias conversas com Deus; infelizmente só algumas chegaram até nós. Sabe-se que Deus tardou a convencer-se de que o ancião abraçara a Sua causa, podia tratar-se de um infiltrado e testou-o, sugerindo que Lhe sacrificasse o filho. Abraão não O desiludiu, mas na hora H apareceu um anjo a safar a criança. Consta que o menino apanhou um monumental cagaço e nunca mais perdoou ao pai (não está provado), como nunca ficou provada a existência do próprio Abraão. Que importa…

Convém relembrar que tais práticas eram comuns a múltiplas religiões: Animais sem alma e com alma sacrificavam-se quotidianamente aos Ídolos, fossem estes quais fossem. Portanto não vamos levar a peito o premeditado assassínio do filho, um gesto assaz corajoso.
Certamente por ter sido um privilegiado da Divindade e ter dado provas extremas de fidelidade ao Supremo, as três religiões monoteístas veneram-no identicamente. Nalguma coisa haviam de estar de acordo! E bem, se a minha opinião conta.

Voltando às oferendas aos Deuses, os humanos passaram a fazê-lo em dinheiro, artigos de prata e ouro, também em géneros, deixando morrer a tradição dos sacrifícios de vidas humanas (excetuando a jihad) e a vida de outros animais (para o fim visado).

No tempo em que Abraão por cá andou, as mentalidades estavam longe de atingir o grau de cultura dos nossos dias; não havia touradas de morte, assaltos à mão armada, pirataria, raptos de crianças, enforcamentos e assassínios por atacado (em nome de Deus), enfim, uma tristeza.
Para compensar mantinham a fogueira acesa 24 horas por dia, junto aos principais templos, onde os mais pobres assavam uma pomba (em louvor do Senhor) e os mais ricos uma vaca, de preferência animais vivos e saudáveis.
A propósito e evitando possíveis comentários menos corretos, especialmente oriundos de infiéis que não leem os Livros Sagrados, decidi copiar na íntegra uma passagem do Alcorão:

“67 – Recordai-vos de quando Moisés disse ao seu povo: Deus manda-vos que sacrifiqueis uma vaca. Perguntaram: Estás a zombar de nós? Respondeu: Procuro refúgio em Deus para não estar entre os ignorantes! Disseram: Suplica por nós ao teu Senhor, para que nos indique qual há-de ser a sua cor. Respondeu: Ele diz que deve ser uma vaca amarelo-puro, de maneira que com o seu aspeto alegre os que a vejam. Disseram: Suplica por nós ao teu Senhor para que nos mostre como deve ser ela. Para nós, as vacas são todas iguais. Por certo que nós, se Deus quiser, seremos esclarecidos. Respondeu: Ele diz que deve ser uma vaca não humilhada pelo trabalho da terra nem pela rega do campo; deve estar sã, sem estigmas. Disseram: Vieste agora com a verdade. Sacrificaram-na, mas estiveram a ponto de não o fazer.”

O texto, como geralmente sucede, é de uma eloquência inigualável, deixando a milhas de distância qualquer Nobel da Literatura, pelo que seria ousadia sequer tentar um comentário à narrativa, que inclui (atenção) citações de Deus.
Espero que as interpretações não degenerem, pois os maldizentes bem podem especular com os termos “vaca” e “loira”. Demais o Povo parece estar numa de gozo para com o velhote…
Só estou a avisar.

L. Pereira, 17/08/2014

18 de Agosto, 2014 Carlos Esperança

A Al-qaeda católica usa a censura como arma

José Saramago, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Lídia Jorge, Vergílio Ferreira são alguns dos escritores censurados na lista de livros da Opus Dei.

A organização da Igreja Católica tem uma listagem de 33 573 livros proibidos, com diferentes níveis de gravidade, sendo que nos três níveis mais elevados encontram-se 79 obras de escritores portugueses, revela o Diário de Notícias. José Saramago e Eça de Queirós são os mais castigados pela “lista negra”.