Loading

Categoria: Religiões

19 de Julho, 2009 Carlos Esperança

Há-de-lhes valer de muito

O Papa Bento XVI exortou neste domingo (19) os fiéis a confiarem na Providência Divina se estiverem passando por dificuldades económicas decorrentes da crise.

Durante o Ângelus dominical, rezado num pequeno povoado ao norte de Turim, no norte da Itália, o pontífice falou do problema do desemprego e incentivou as famílias a participarem da Santa Missa e a manterem sua ligação com a fé cristã, a “verdadeira força ao longo dos séculos”.

E há quem acredite no Papa.

19 de Julho, 2009 Carlos Esperança

Irão – poder de origem divina

tres-tristes_religioes(…)
Para aquele clérigo[ayatollah Mohmmad Yazdi ], “a aprovação pelo povo só por si não confere legitimidade a um Governo [islâmico]. Rafsandjani ignorou este importante ponto e falou como se os governos apenas dependessem da vontade do povo”. Para o ayatollah Yazdi, “a legitimidade do Governo provém de Deus“.

18 de Julho, 2009 Carlos Esperança

Divórcios católicos

Nulidades famosas

A anulação de um casamento católico não se chama divórcio, diz-se anulação.

É a mesma coisa mas muito mais cara, acessível apenas aos poderosos e, em regra, com o recurso à mentira.

O pretexto da não consumação, sem provas, está para a anulação dos casamentos como as curas miraculosas para as canonizações. São os expedientes do costume.

17 de Julho, 2009 Carlos Esperança

Podia fundar uma religião

Bruxo condenado por burla queria ir viver para o Brasil

“Mestre Dami” apanhou três anos e dez meses de prisão efectiva e viu recusada libertação.

Em seis meses, ganhou mais de 300 mil euros em burlas com serviços de “bruxaria”. Confessou os crimes, compensou parcialmente as vítimas, mas acabou ontem condenado a três anos e dez meses de prisão efectiva.

17 de Julho, 2009 Carlos Esperança

LITÍGIOS PIOS NOS TRIBUNAIS COMUNS

Por

A. H. P.

Direcção Geral da Administração da Justiça
Pautas Públicas de Distribuição

Entrada:13-07-2009
Autor: Seminário Pio XII
Réu: Pia União das Escravas do Divino Coração de Jesus
Réu: Fundação do Divino Coração de Jesus
Réu:
Réu:
Vara Competência Mista-1ª Secção
915/09.0TBCBR
Valor:30.000,01 € Acção de Processo Ordinário

COMENTÁRIO: das acima parcialmente trancritas pautas públicas de distribuição de processos nos Tribunais de Coimbra do dia 14/7 qualquer cidadão pode constatar que o Seminário Pio XII instaurou um processo, no valor de €30.000,01, contra a “Pia União das Escravas do Divino Coração de Jesus”, a “Fundação do Divino Coração de Jesus” e mais dois cidadãos.

Que litígio tão grave será esse que nem com a inspiração do Divino Espírito Santo os litigantes conseguiram resolver amigavelmente, como bons cristãos?

16 de Julho, 2009 Carlos Esperança

Areosa – Festa à santa errada (Crónica)

igreja-s-vinha

A paróquia da Areosa, que se avista do alto de Santa Luzia, em Viana do Castelo, sofre com a notícia que o padre João Cardoso Oliveira tem a incumbência de comunicar aos fiéis e, num acto inédito, com a urgente necessidade de sacrificar a santidade por amor à verdade.

A arreliante troca de uma preposição, pela contracção da mesma com o artigo definido, pode pôr em causa a devoção, o entusiasmo e a felicidade de quem atribuía à santa as vindimas fartas e a qualidade do vinho.

A santa devia ser a Senhora de Vinha mas, vá lá saber-se porquê, obra do demo, quem sabe, por equívoco no nome acabou venerada uma santa que não era a autóctone – uma Senhora da Vinha – a quem os devotos passaram a confiar a vinicultura quando a santa da paróquia, a verdadeira, tinha por vocação a pecuária.

Os paroquianos reforçavam com ave-marias a eficácia dos herbicidas e procuravam a sinergia da fé para erradicar ervilhacas, malvas, saramagos, urtigas, gramas, escalrachos  e outras dicotiledóneas e gramíneas que retiram força à cepa e comprometem a vindima. A vera santa da Areosa tinha competência veterinária e especialização «ovínea», donde derivou o nome de vinha, que em latim se refere a ovelhas e originou o adjectivo ovino do português actual e, por lapso, rezaram a uma santa errada, padroeira da vinha, que, afinal, protege a pastorícia.

Durante muitas décadas os paroquianos fizeram a festa e a procissão a uma santa que tutelava a pastorícia e veneraram como protectora e padroeira da vinha. Quantos terços, novenas e missas foram rezados par a proteger do míldio as cepas, e a santa a pensar na sarna, nos parasitas, picadas de moscas, claudicações, mamites e outras moléstias que apoquentam o gado ovino!?

Que utilidade tiveram homilias, festas e orações, para fins agrícolas, dirigidas à santa que só tinha olhos para os rebanhos? E as oferendas de lavradores que não tinham ovelhas e pagaram promessas feitas para protecção das vinhas? Quem os vai ressarcir?

A Senhora da Vinha dá o nome à igreja da paróquia e a devoção levou os autóctones a homenageá-la com uma escultura em gesso que é, nem mais nem menos, uma videira, imune à filoxera mas não à provação do logro.

Quem sabe se a santa não continuaria a fazer milagres à altura da fé que se vai apagando lentamente sem provocar a comoção geral que o padre Oliveira, prior da Areosa, há 22 anos, terá de gerir!

Ainda hão-de maldizer o professor de História da Universidade do Porto, frequentador da festa, que se pôs a esgaravatar no Louvre, em Paris, e descobriu uma pintura do século XIV com a Senhora da Vinha, sem parecenças com a Senhora de Vinha, salvo na virtude que as há-de igualar e não se vislumbra a olho nu.

Maldito o respeito que a Universidade, o Louvre e os professores passaram a merecer e que ofusca o apreço que às imagens pias era devido, com manifesto prejuízo do maior bem que a gente simples possuía – a fé. Por ora, não se adivinha o efeito devastador da investigação histórica, confirmada pelo pároco, na desorientação de uma paróquia tão piedosa, temente a Deus e orgulhosa da santa que era de Vinha e os paroquianos julgaram ser da Vinha.

Notícia aqui.