9 de Julho, 2013 Carlos Esperança
A ICAR e o aborto
http://www.elmundo.es/america/2013/07/06/noticias/1373086303.html
http://www.elmundo.es/america/2013/07/06/noticias/1373086303.html
Por
João Pedro Moura
1- O problema do Egito, e dos países árabes em processo revolucionário, é o seguinte:
quando conseguem liberdades políticas e vão para eleições, ganham os partidos islamitas…
… E ganham porque a mentalidade arabesca é intrinsecamente reacionária e avessa a mudanças. Só uma minoria, mais intelectualizada, mais ocidentalizada, mais rica e desfasada do islamismo é que não vota nos partidos islamitas.
A civilização árabe, chamemos-lhes assim, é a única do mundo em que nos processos revolucionários políticos e modernos, a massa popular vota em políticos afetos à hedionda escumalha islâmica, quero dizer, em liberticidas…
Obviamente, é um atavismo genético qualquer. Senão, votariam em partidos democráticos e liberais, como acontece nas outras regiões e grupos civilizacionais normais…
… E não há nenhuma maneira de alterar isto!…
… Porque há povos que serão sempre atrasados e um atraso de vida!…
… Enquanto há outros povos progressistas, que trabalham, que estudam, que desenvolvem os seus países…
2- O Morsi egípcio só não entrou a “matar” porque ele sabe que afugentaria os turistas, grande pilar da economia egípcia. Então, entrou suavemente, com boas relações internacionais e omitindo Israel, por ora…
… Mas, até agora, esteve a montar uma complexa arquitetura política e administrativa, favorável à hedionda escumalha islâmica…
… Mas teve duas oposições: uma grande, popular, mas minoritária, composta pelos afetados pelo esboroamento turístico e demais modernizados do sistema; outra pequena em número populacional, mas de influência determinante, as Forças Armadas, completamente desafetas à “hedionda”, FA essas compostas por dirigentes militares, formados em escolas militares ocidentais e adeptos do “life style” moderno e desligado do islamismo.
E, nas manifestações, temos 2 tipos, os anti-Morsi, compostos por uma imensidão masculina e muito poucas mulheres, sistematicamente de cabeça destapada e vestes ocidentalizadas. Estes manifestantes representam o Egito minoritário e derrotado politicamente, mas buliçoso pelo desejo de melhorias económicas e (algumas…) liberais; e o outro tipo de manifestações, composto pela imensidão islâmica, frequentemente de barbudos e (re)vestidos de roupa tradicionalista, mais um contingente notório de mulheres sistematicamente (re)vestidas com as suas vedações têxteis, da cabeça aos pés, orgulhosas da sua condição subserviente, marcando o seu apego ao islamismo e seus façanhudos políticos…
3- Enquanto na Turquia há uma maior congruência entre a massa maioritária islâmica e o seu poder político, por um lado, que são moderados, e os modernizados do sistema, completamente ocidentalizados, mas que são uma minoria muito influente duns 30%, por outro, mas que, mesmo assim, ainda provocam tricas entre eles, no mundo árabe vigora a abjeção social de costumes conservadores e reacionários, que abrangem a grande massa do povo, ávido de figuras carismáticas e tutelares que os conduzam ao aprisco terráqueo, mas com pão, coisa cada vez mais difícil de ocorrer, a partir do momento em que se introduz a liberdade no sistema… e não há petróleo suficiente para sustentar tanta gente…
Os berberes já habitavam o território da atual Argélia dez mil anos antes da era vulgar e, quando a lepra islâmica alastrou como mancha de óleo, no século VIII, ainda resistiram, mas acabaram por converter-se ao mais primário e belicista dos monoteísmos.
A sedução dos cinco pilares islâmicos é ajudada pelo assanhado proselitismo e profundo constrangimento social. O monopólio da educação, assistência médica e distribuição de alimentos, em sociedades saídas do colonialismo, ajudam à difusão do manual terrorista que dá pelo nome de Corão.
Junte-se a fanatização, que começa na infância, nas madraças e mesquitas em países que não conheceram o Iluminismo e vivem numa civilização falhada – a civilização árabe –, e temos a perversão que teimamos em julgar paradigma de grupos isolados, sem darmos conta das ambições prosélitas prosseguidas à bomba por voluntários que esperam ter 72 virgens a aguardá-los no Paraíso.
Foi assim que, em dezembro de 1991, a Frente Islâmica de Salvação (FIS) teve uma vitória estrondosa na 1.ª volta das eleições e, perante o terror da sharia, a Frente de Salvação Nacional (FSN) cancelou a 2.ª volta. Perante a ditadura, a Europa sossegou e desinteressou-se dos 150 a 200 mil mortos da guerra civil que se seguiu.
Recordo aos mais desatentos o que está a suceder no Egito e ao que acontecerá, a prazo, na Turquia, os dois maiores e mais influentes países de maioria islâmica, que a vontade de Maomé pretende submeter à vontade de Alá, tendo a sharia como horizonte.
No Cairo, cristãos, democratas e diversos grupos sem consistência ou até antagónicos, motivados pela crise económica, uns, e pelo medo da sharia, quase todos, expuseram-se à repressão numa corajosa resistência à liturgia das 5 orações diárias e à imposição de se virarem para Meca.
Uma vez mais triunfou a ditadura que estava escrita nos astros. Um golpe militar nunca garante a democracia, mas adia a consolidação da teocracia. Muitas vidas se perderão na guerra civil que se adivinha e os muçulmanos não são piores do que os cristãos ou ateus. O que é efetivamente pior é o Islão, na sua obstinada demência, comum ao cristianismo, de tentar impor aos outros o Deus que deviam guardar para si.
Os países democráticos, mais interessados no mercado de matérias primas, sobretudo do petróleo, descuram a exigência do respeito pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. E a laicidade continua a ser adiada onde se erguem mesquitas e almenaras.
João Vale e Azevedo, que se encontra no estabelecimento prisional da Carregueira a cumprir mais cinco anos e meio de prisão, ingressou pela vida religiosa e foi nomeado ajudante do padre, escreve o Correio da Manhã. Além disso, assume pela primeira vez os seus crimes e mostra-se arrependido.
A Igreja católica protegeu os seus fundos das condenações por abusos sexuais.
Este artigo do NYT é a prova cabal de que a preocupação da igreja católica, não foi e não é, com as vitimas da pedofilia. A sua real preocupação é salvar o dinheiro, fugindo com ele, com a “bênção” do Vaticano. A acrescentar a má fé do desvio de dinheiro e encobrimento dos padres pedófilos, o Vaticano, elevou o Bispo Dolan a Cardeal.
Se o encobrimento e crime, a fuga as responsabilidades e igual senão maior. UMA PULHICE. E chama-se a si mesma a Igreja de….Cristo. (L. Carvalho)
Menina que foi acusada de blafémia por queimar Corão muda-se para o Canadá
Rimsha Masih, de 14 anos, ficou detida numa prisão de segurança máxima no Paquistão, em Agosto de 2012. A acusação era falsa. Mas depois de ameaças de morte, ela e a família tiveram de abandonar o país.
O Governo irlandês concordou em conceder uma compensação entre 11.500 e 100.000 euros para algumas mulheres que foram enlausuradas nos anos sessenta e setenta, nas lavandarias Madalena, em Dublin.
Algumas passaram vários meses e anos enclausuradas em instituições quase sempre dirigidas pela Igreja Católica. A grande maioria nem sabia porquê ou por quanto tempo estariam presas. As causas podem ser muito diferentes: a pobreza de famílias, abusos sexuais, terem um filho fora do casamento, a morte da mãe, um defeito físico …
Ler mais em El País…
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.