9 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança
O atoleiro da ICAR…
1.975 vítimas de abusos sexuais praticados pela Igreja Católica na Holanda…
1.975 vítimas de abusos sexuais praticados pela Igreja Católica na Holanda…
Apesar da difundida crença em Jesus, permanece o facto de que não existe um Jesus histórico. Para se perceber o que se quer dizer com o “Jesus histórico”, considere o Rei Midas da Mitologia Grega. A história em que o Rei Midas transformava tudo o que tocava em ouro é claramente absurda, mas apesar disto sabemos que houve um verdadeiro Rei Midas. Arqueólogos escavaram o seu túmulo e encontraram os seus restos esqueléticos. Os Gregos que contaram a história de Midas e o seu toque dourado pretendiam claramente que o relacionassem com o Midas real. Por isso, apesar da história do toque dourado ser ficcional, a história é acerca de alguém cuja existência é dada como um facto – o “Midas histórico”. No caso de Jesus, no entanto, não há uma única pessoa cuja existência seja um facto e que seja também objecto das histórias de Jesus, isto é, não há nenhum Jesus histórico.
Quando dizemos isto a um crente, ele argumenta, apelando mais às emoções do que para à razão, e tenta que fiquemos embaraçados respondendo qualquer coisa do género: “Negar a existência de Jesus não é tão tolo como negar a existência de Júlio César ou da Rainha Isabel?”. Uma variação popular desta é: “Negar a existência de Jesus não é como negar o Holocausto?”. Há amplas fontes históricas a confirmar a existência de Júlio César ou da Rainha Isabel, enquanto que para Jesus não. Embora a existência de Júlio César ou da Rainha Isabel, seja universalmente aceite, o mesmo não acontece com Jesus.
No Extremo Oriente, Jesus é considerado um personagem da mitologia religiosa ocidental, a par com Thor, Zeus e Osíris. A maioria dos Hindus não acredita em Jesus, mas os que acreditam consideram que ele é uma das muitas encarnações do deus Hindu Vishnu. Os muçulmanos certamente acreditam em Jesus, mas rejeitam a história do Novo Testamento e consideram que ele foi um profeta que anunciou a vinda de Maomé, e negam explicitamente que tenha sido crucificado.
Ou seja, não há uma história de Jesus que seja aceite pelo mundo inteiro. É este facto que põe Jesus num nível diferente, relativamente às personalidades históricas estabelecidas. Milhões de pessoas honestas na Ásia, que fazem a maioria da população mundial, não conseguiram ser convencidas pela história Cristã de Jesus, uma vez que não há nenhuma evidência da sua autenticidade.
Mas se Jesus não foi um personagem histórico, de onde veio toda a história do Novo Testamento?
– O nome Hebreu para os Cristãos, sempre foi Notzrim. Este nome é derivado da palavra hebraica neitzer, que significa broto ou rebento – um claro símbolo Messiânico. Já havia pessoas chamadas Notzrim no tempo do Rabbi Yehoshua ben Perachyah (100 a.N.E.) Apesar de os modernos Cristãos afirmarem que o Cristianismo só começou no primeiro século depois de Cristo, é claro que os Cristãos do primeiro século em Israel se consideravam a continuação do movimento Notzri, que existia há cerca de 150 anos. Um dos mais notáveis Notzrim foi Yeishu ben Pandeira, também conhecido como Yeishu ha-Notzri. Os estudiosos do Talmude sempre disseram que a história de Jesus começou com Yeishu. O nome Hebreu para Jesus sempre foi Yeishu, e o Hebreu para “Jesus de Nazaré” sempre foi “Yeishu ha-Notzri”. É importante notar que Yeishu ha-Notzri não é um Jesus histórico, uma vez que o Cristianismo moderno nega qualquer conexão entre Jesus e Yeishu.
Sabemos pouco sobre Yeishu ha-Notzri. Todos os trabalhos modernos que o mencionam são baseados em informação retirada do Tosefta e do Baraitas – escritos feitos ao mesmo tempo do Mishna mas não contidos neste. Como a informação histórica respeitante a Yeishu é tão danosa para o Cristianismo, muitos autores Cristãos tentaram desacreditar esta informação e inventaram muitos argumentos engenhosos para a explicar. A informação no Talmude (que contém o Baraitas e o Gemara) acerca de Yeishu e ben Stada é nefasta, os Cristãos tomaram medidas drásticas contra ela. Quando os primeiros Cristãos descobriram a informação, tentaram apagá-la imediatamente, censurando o Talmude. A edição de Basileia do Talmude ( 1578 – 1580) tinha todas as passagens relacionadas com Yeishu e ben Stada apagadas pelos Cristãos. Ainda hoje, as edições do Talmude usadas pelos escolares Cristãos não têm estas passagens!
Yeishu tinha cinco discípulos: Mattai, Naqai, Neitzer, Buni e Todah. A relação entre Yeishu e Jesus é corroborada pelo facto de que Mattai e Todah, os nomes de dois dos discípulos de Yeishu, serem as formas originais hebraicas de Mateus e Tadeu, nomes de dois dos discípulos de Jesus na mitologia Cristã.
Durante as primeiras décadas deste século, ferozes batalhas académicas irromperam entre escolares Cristãos e Não-Cristãos acerca das verdadeiras origens do Cristianismo. Os Cristãos foram forçados a enfrentar a evidência Talmúdica. Não podiam ignorar mais isso, por isso, decidiram atacá-lo. Afirmaram que o Yeishu Talmúdico era uma distorção do “Jesus histórico”.
É de notar que muitas das datas para Jesus citadas pelos Cristãos são completamente absurdas. Jesus foi em parte baseado em Yeishu e ben Stada, que provavelmente viveram com mais de um século de diferença. Ele foi também baseado nos três falsos Messias, Yehuda, Theudas e Benjamim, que foram crucificados pelos Romanos em várias épocas diferentes.
A história do Novo Testamento confunde tantos períodos históricos que não há maneira de a reconciliar com a História:
O ano tradicional do nascimento de Jesus é 1 N.E. Era suposto Jesus não ter mais de dois anos de idade quando Herodes ordenou a matança dos inocentes. No entanto, Herodes morreu antes de 12 de Abril do ano 4 a.N.E. Isto levou alguns Cristãos a redatarem o nascimento de Jesus entre 6 – 4 a.N.E. No entanto, Jesus era também suposto ter nascido durante o censos de Quirinius. Este censos teve lugar depois de Arquelau ter sido deposto em 6 N.E., dez anos depois da morte de Herodes. Era suposto Jesus ter sido baptizado por João logo depois deste ter começado a baptizar e a pregar, no décimo quinto ano do reinado de Tibério, i.e., 28 – 29 N.E., quando Pôncio Pilatos foi governador da Judeia, i.e., 26 – 36 N.E. De acordo com o Novo Testamento, isto também aconteceu quando Lysanias foi tetrarca de Abilene e Anás e Caifás eram sumos sacerdotes. Mas Lysanias governou Abilene, 40 a.N.E. até ser executado em 36 A.C. por Marco António, cerca de 60 anos antes da data para Tibério, e cerca de 30 anos antes do suposto nascimento de Jesus!
O “Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia” foi colocado no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie na semana passada, antes das agressões contra de caráter homofóbico ocorridas em São Paulo e outro no Rio– e já foi tirado do ar. Nele, o chanceler, cargo máximo da universidade, recomenda à comunidade acadêmica a se orientar pelo que pensa a Igreja Presbiteriana do Brasil, associada vitalícia da instituição de ensino.
No manifesto da igreja, endossado pelo chanceler, a instituição diz que é contra à aprovação da lei PL 122, que criminaliza a homofobia no Brasil, “por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia”.
Hoje, ao som de Cazuza, cerca de 500 pessoas iniciaram um “apitaço“. Membros de organizações LGBT e alunos do Mackenzie –contrários ao posicionamento da instituição–, pediam a demissão do chanceler da universidade, Augustus Nicodemus.
O nazismo, sendo um fenómeno de natureza secular, não teria levado tão longe a sua loucura genocida se o cristianismo (católicos e protestantes) não tivesse envenenado os crentes com as concepções anti-semitas que os moldaram.
Quando o Terceiro Reich iniciou a vasta e metódica aniquilação dos judeus logo surgiram progroms anti-semitas na Polónia, Roménia, Hungria, Áustria, Checoslováquia, Croácia e outros países. Mas já em 1919, por exemplo, tinham sido mortos 60 mil judeus só na Ucrânia e o nazismo estava longe de ser a religião oficial do Terceiro Reich. Isto para não recordar o carácter anti-semita do concílio de Trento e da Inquisição.
De algum modo os nazis foram agentes da teologia cristã para a qual os judeus são ainda piores do que simples hereges; são hereges que repudiam explicitamente a divindade de Jesus e foram autores do deicídio. O próprio Hitler, ao usar a expressão «ninho de víboras», para os judeus, tanto a pode ter ido buscar directamente ao Evangelho de Mateus (3:7) ou a Lutero, que decerto a bebeu aí, mas o anti-semitismo não pode ser alheio à educação católica que recebeu.
(…)
Os quatro Evangelhos (Marcos, Lucas, Mateus e João) e os Actos dos Apóstolos têm, na contabilidade de Daniel Jonah Goldhagen (in A Igreja católica e o Holocausto) cerca de 450 versículos explicitamente anti-semitas, «mais de dois por cada página da edição oficial católica da Bíblia».
in Conferência sobre o ateísmo, do autor do post.
O presidente da União das Comunidades Judaicas Italianas, Renzo Gattegna, pediu nesta terça-feira a anulação da oração pela conversão de judeus que existe na liturgia da Sexta-feira Santa, antecedendo a Páscoa, segundo entrevista concedida ao jornal do Vaticano Osservatore Romano.
Nota: O deus do papa lava mais branco. O anti-semitismo do Novo Testamento facilitou os horrores do nazismo e nenhum papa se distinguiu pelo combate ao nazismo, muito menos este.
A vitória de Dilma é, sobretudo, uma manifestação de apoio a Lula, em quem se revêem os brasileiros, e ao progresso económico e social registado durante os seus mandatos.
À partida não havia grande diferença programática entre os candidatos, sendo José Serra o mais experiente mas, para compensar o apoio de Lula a Dilma, ou por falta de pudor, cedo se deixou aliciar pelas poderosas forças religiosas que disputam o poder. A IURD e a Igreja católica, esta com a pujante e obstinada Opus Dei, trocaram a disputa política pela discussão sobre o aborto.
Bento 16, esquecido dos desastres da sua Igreja com a ingerência nos assuntos internos dos diversos países, sobretudo no apoio a ditaduras sul-americanas, regressou à habitual ingerência nos assuntos internos dos países que julga dominar, e pediu ao episcopado brasileiro para exortar os fiéis a não votarem em candidatos apoiantes do aborto, numa referência implícita a Dilma Rousseff, acusada de defender práticas abortivas.
Nunca as Igrejas investiram tanto nas eleições do Brasil, onde dominam a comunicação social e dispõem de imensos recursos. A própria candidata, Dilma Rousseff, tergiversou na sua posição sobre a descriminalização do aborto assustada com os bandos de beatos que lançavam a confusão entre a defesa do aborto e o direito à IVG em caso de risco de vida da mãe, malformações congénitas e violação.
Por isso a vitória de Dilma constituiu, para lá da gratidão para com Lula, a estrondosa derrota das forças obscurantistas que Serra acolheu na sua campanha. Mais do que uma vitória do PT foi uma estrondosa derrota para a Igreja católica e as várias evangélicas que se associaram contra Dilma numa campanha feroz e sem ética.
Com voto electrónico, o Brasil elegeu pela primeira vez uma mulher para a Presidência. Merece um lugar de vanguarda nas grandes democracias. Parabéns Brasil !
25 000 Finlandeses deixam a Igreja depois de um debate sobra a homossexualidade.
Por
Além de mais esta estupidez bíblica, para quem é ignorante e com pouca capacidade de raciocínio como eu, pergunto aos meus botões. Porque criou deus um casal humano em idade adulta? Nunca foi lido nada sobre a idade deles, poderiam ter nascido como bebés mas isso seria absurdo porque deste modo não veriam, não entenderiam nada nem teriam autonomia de locomoção. Esta parte está de lado pois deus não lhes poderia ter transmitido conselhos. Será que foram feitos com idade para estarem na menopausa e na andropausa? Assim não se reproduziriam.
Surgiram em idade adolescente cheios de vigor e capazes de se reproduzirem? Então aqui há que pensar e muito. Se o pai os fez como criação da raça humana o lógico é entender que foram feitos para cumprir a sua obrigação: povoar o planeta com esta nova raça. Sim, porque as outras raças imperfeitas, desprovidas de inteligência e sem vínculos de disciplina de adoração ao criador já deus tinha criado (nesses seis dias). Vai daí o invisível avisou que o casal não podia comer da fruta do paraíso porque seria pecado esquecendo-se de transmitir também o rol dos outros pecados que só uns tempos mais tarde (não sabemos quantos anos depois por não haver registo civil) resolveu escrever a Moisés.
Ora Moisés é finalmente escolhido por deus já depois de todo o planeta estar coberto de humanos pecadores. Este, por seu turno, teve dificuldade de comunicação para divulgar os mandamentos sagrados e o bicho homem continuou a pecar e a reproduzir cada vez mais pecadores (mais uma lacuna do deus-sabe-tudo).
Até que por fim teve uma ideia genial de alcance cósmico. Enviou ao planeta um filho feito com os seus próprios espermatozóides (há quem afirme que deus não é matéria mas isso fica para os biólogos explicarem). Como não havia deusa lá no céu, emprenhou uma mulher comprometida, corrompendo os nºs. 7 e 10 do seu código de honra (bonito exemplo para as gerações vindouras). Pensando e repensando, conclui-se haver falta de virgens sem dono. Quem sabe a pedofilia já era regra nessa era!
Enfim, o filho cresceu, abandonou a pobre família ao deus-dará, fez turismo por vários lugares, pregou e apregoou o que o paizinho mandou e acabou sendo pregado indo desta para melhor sem deixar vestígios de melhorias à raça humana.
Para vós que acreditais no regresso do salvador sigam o provérbio muito antigo quando estiverem à rasca: FIA-TE NA VIRGEM E NÃO CORRAS…
– Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo?(I Co 6:19 )
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.