16 de Maio, 2007 Carlos Esperança
B16 fracassou no Brasil (2)
«O papa Bento 16 ignorou a realidade brasileira nos cinco dias de visita ao país, na avaliação de especialistas em Vaticano ouvidos pela BBC Brasil».
«O papa Bento 16 ignorou a realidade brasileira nos cinco dias de visita ao país, na avaliação de especialistas em Vaticano ouvidos pela BBC Brasil».
O professor Rätzinger não é historiador, é um mitómano que pretende falsear a História, rato de sacristia capaz de subverter a verdade para vender mais hóstias e disseminar a fé.
No último Domingo, no santuário de Aparecida, um centro de negócios do catolicismo romano, B16 teve o desplante de afirmar que a evangelização católica não se fez à custa da destruição da cultura indígena da América Latina.
Os jesuítas, quando a varíola os atingia, iam para o meio dos índios a disseminar a fé e a doença. O proselitismo é a tara dos avençados do divino. O Sapatinhos Vermelhos diz, ainda hoje, que não devemos relativizar a verdade, isto é, a única verdade é a mentira de Roma com cheiro a incenso, aspergida de água benta.
Da escravatura à imposição da fé, a Igreja católica cometeu os despautérios do costume para maior glória divina. A Companhia de Jesus foi então o que é hoje o Opus Dei, um instrumento de domínio ao serviço da ICAR, sem olhar a meios ou hesitar na violência.
Nizia Maldonado, que pertence a uma etnia amazónica, acusou a ICAR do genocídio dos povos indígenas e acrescentou que o objectivo de impor uma religião alheia à sua cultura, como é o caso da católica, se mantém ainda.
O ditador do Vaticano e arauto da castidade não foi muito bem sucedido nesta viagem de negócios ao Brasil. Quinhentos anos de má conduta não deixam grande margem de manobra. E, sem Inquisição, não há medo do Inferno que convença os autóctones.

Como pai e como alguém que adora crianças, lamento profundamente os acontecimentos à volta do desaparecimento da pequena Madeleine McCann. Como lamento o desaparecimento de todas as crianças portuguesas que, todas juntas, nunca fizeram gastar tanta tinta e tanta concentração de meios para a resolução dos seus casos. Sinceramente, ainda bem para a pequena Madeleine que esses meios estejam disponíveis para ela. Esperemos que este seja um novo padrão a que a nossa policia nos venha a habituar. O ideal seria que tais meios nunca voltassem a ser necessários; mas isso só aconteceria se o mundo, de repente, passasse a ser perfeito.
O que eu não suporto mesmo é a ignorância mascarada de fé saloia. Então, não é que em Fátima, nas celebrações dos 90 anos do embuste-mor nacional, proliferavam as imagens da pequena Maddie com preces para que a pequena fosse encontrada sã e salva!?!
Mas, afinal, onde estava o deus desta gente quando a pequenita desapareceu? Porque é que não se viram cartazes a perguntar ao tal deus ou à sua virgem concubina porque deixaram que a pequena e inocente Maddie desaparecesse, assim, sem mais nem menos? Não é suposto esse tal omni-tudo olhar pelas criancinhas e pelos inocentes? Afinal, ou esse ser que gosta de ser bajulado não sabia o que estava a acontecer e não é omnisciente ou sabia e não fez nada. Pergunto eu: não fez porque não quis ou porque não pôde? Se foi porque não pôde, não é omnipotente. Se foi porque não quis, de facto, não me surpreende; é o que se pode esperar de quem condena um filho à morte por pura vaidade e necessidade de afirmação, num autêntico frenesim de egocentrismo!
(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)
A I.U.R.D. é uma das maiores aberrações intelectuais da Humanidade, baseada em conceitos medievais devidamente encaixados nas tecnologias de informação mais avançadas. Exercem medicina, advocacia, psicologia, psiquiatria, até vendem a tia e dão a avó como brinde se dai conseguirem dízimos para enviar para a conta bancária de deus, ele não precisa de dinheiro, já roubou o necessário, para os pastores fica. Fatiotas janotas e passeios de iate, deus não lhes pediu nada mas eles fazem na mesma.
Entre as infindáveis intrujices mirabolantes que fazem circular por jornais, televisão, internet, boca a boca até, sem enroscamento de línguas ao que parece, exemplificarei uma delas, aleatoriamente escolhida claro está, tal qual aleatoriamente eles escolhem uma crente de um ajuntamento e lhe perguntam: “Então senhora Lucinda (este personagem é fictício, e aleatório!), que a traz por cá?”, o quebranto.
O quebranto, segundo os pastores da seita, “é uma paralisia da vida de uma pessoa, cujos sintomas são o desanimo, a apatia, a falta de forças, a insónia e a incapacidade de decisão.”. Todos estes factores são o quê? Segundo eles “fortes feitiços de magia negra, pagos a peso de ouro para destruir uma pessoa ou uma família.”. A cura nem é necessário perguntar, eles sabem, nós não, dinheirinho na mão e está tudo curado. Psicólogos coitados, juntam-se aos magotes no centro de emprego, tão enganadinhos andavam. Vagas de emprego nestes campos, só se for a segurar velinhas no Templo Maior.
Voltando ao mundo real, os sintomas anteriormente analisados derivam de quê? Na maioria dos casos de depressão nervosa, não é necessário ser psicólogo para perceber destas andanças, ficando os pastores com a palavra “mentirosos” associada aos seus nomes. Intrujões também se adequa. Impostores idem. Também trapaceiros. Ou então charlatães. Quem sabe o melhor termo não seja mesmo embusteiros? Pantomineiros também se coaduna.
A depressão nervosa é um problema médico, e não espiritual, acarretando uma percentagem sexual extremamente curiosa, mulheres em dobro, mulheres aos montes são vistas pelos hospícios IURDianos, estranhamente lá se trocam as coisas, dementes a médicos. A depressão deriva de problemas neurológicos, frequentemente associados a problemas de emissões de serotonina, um neurotransmissor que em níveis baixos acarreta problemas no sistema nervoso central, daí podem surgir variadas manifestações, desde alienação social até obsessões compulsivas, onde são catalogadas, entre outras, as rezas.
O tema é complexo e relativo, cada um é diferente do outro, assim não existem depressões iguais, semelhantes talvez. Algumas resolvidas com inibidores da recaptação da serotonina, tão simples quanto isso, resta às vitimas das depressões chegarem aos medicamentos, trajectória à qual as sociedades deveriam ter o bom senso de ajudar, de encaminhar. Bom senso deveria ter cada um de nós, integrante de uma sociedade Humana, de uma espécie, em ajudar quem necessita, e deles afastar as carraças e as sanguessugas. Parasitismo de desinformados é reles e vil, desinformados e doentes é cruel e nauseabundo.
Em favor das libertinagens religiosas se abrem portas aos dementes IURDianos, abutres dos desafortunados, dos embrutecidos, dos envelhecidos e adoentados. Quem de Humano se identifica, de apoio mútuo se acerca, de moral se apruma, se manifeste inequivocamente contra o parasitismo de pessoas debilitadas. Tais carraças passam pelas leis como faca quente em manteiga, não passam pelos Humanismos. Leis às resmas e inúteis, bom senso e apoio mútuo coisa rara. Raridades valem mais.
Também publicado em LiVerdades e Ateismos.net
O desaparecimento da menina inglesa, no Algarve, deu origem à doentia exploração da comunicação social.
Os telejornais abrem com meia hora sem notícias na demente perseguição do mórbido e na devassa da vida íntima do casal que perdeu a filha. Não há sentido de proporções, a ética foi exonerada e os sentimentos são explorados de forma vil e degradante.
O drama da menina de quatro anos, Madeleine McCann, merece a contenção e pudor que a conquista de audiências não justifica. Claro que o genocídio do Darfur é longe, as vítimas são feias e pobres e a morte por inanição ou lapidação já faz parte do dia-a-dia.
Há dez dias que os virtuosos pais são acompanhados na praia, na piscina e nas devoções pias: orações e missas com homilias preparadas. Em Fátima, os peregrinos esqueceram os pedidos próprios e levaram fotos da criança à Virgem. O massacre informativo é uma desmedida manifestação de mau gosto.
Há nesta febre demente um masoquismo malsão, uma mistura de atrofia mental com a coscuvilhice rural, um sofrimento colectivo que parece uma fuga à realidade quotidiana e às responsabilidades de cada um.
Transformar os pais, que por incúria ou fleuma deixaram sozinhos os três filhos de tenra idade, em modelos é o início de uma nova devassa que transformará em vilões os heróis fabricados pelos noticiários e exaltados pelas convicções religiosas.
A juntar à tragédia da criança e à dor da família vem aí a decepção dos espectadores.
Ontem, no Brasil, o Papa expressou a sua preocupação pelo aparecimento de formas autoritárias de Governo na América latina.
B16 é um modelo de tolerância e o Vaticano um exemplo de Estado democrático.
Das sarjetas católicas brota um rato de esgoto psicopático, orientador das arquitecturas e canalizações, deseja desaguar nos boeiros propícios e assim o faz. Os gatos andam nos telhados a apanhar sol, e cios para aqui e para acolá desviam sexualmente, ratos de esgoto que se empecilhem entre si, até porque caem mal no estômago e sabe-se lá por andaram com a boca.
Big Brother enlouqueceu o chefe dos ratos, Orwell não interessa, mídia e bisbilhotice rende mais e mais canalizações produz. Todos os que não cumpram as regras sexuais dos ratos de esgoto são sujos, disse Ratzinger, aludindo à limpeza de não ter relações sexuais, mais limpo só com toalhetes de cheiro a rosas e humidificados, um ou outro incenso a queimar e algodões não enganam.
Todos os que pratiquem sexo antes das cerimónias de acasalamento carimbadas por deus e pombas são sujos, também o são se o sexo for desta ou de outra maneira, Kamasutra é melhor não ver e não praticar. Manias de saber quem vai ou não, que se faz ou deixa de fazer na casa do vizinho é sinal de pouca vida e muito tédio.
Se Ratzinger e ratos da espécie não conseguem arranjar temas de conversa das suas vidas, que se deliciem nos esgotos e siga a caravana, antes caravela que estamos em terrenos lusófonos. Tal não lhes apetece, apetites são vastos, mais ainda os que não próprios, os dos outros. Dizer que este ou aquele é desviado sexualmente é revista cor-de-rosa a mais e vida própria a menos. Tenho o meu desvio, claro está. Para a esquerda, testicularmente não sei se lhe interessa, melhor enviar a correspondência pelo espírito santo, rezando às Fadas e Duendes de Saturno que não me manche excessivamente a carta com carimbos verdes de dejecto.
Todos prestamos contas a deus, claro está, um deles pelo menos, se quisermos a vários, insurrectos não faltam. Melhor encaminhar a correspondência rapidamente para prevenir engarrafamento do sistema. Prestem contas do que fazem na cama, o que fazem, se é para a esquerda ou direita, se por cima ou por baixo, se demora muito ou pouco, se mete pelo meio algemas e chicotes, espancamentos pode ser mas tem de deixar pisadura, assim dita a lei de deus nas bíblias, apedrejamentos era o mais normal, mas vulgo espancamento não está mal. Deuteronómio recomenda a pedra. Carimbo verde do espírito santo, esfregadela do rabo para melhor lacrar, e presa na pata lá vai. Contas feitas, depois se decide o desvio sexual. Acentuado vai para a fogueira, mas caso seja leve vai para a fogueira. Queimar para a eternidade que estas coisas de pénis desviado são infernais.
Limpinhos os clericais com toalhetes de odor a rosas, sobem aos céus, desvio não houve, pedofilia não conta, muito menos violações, santos são eles e nas nuvens passam a eternidade, a masturbarem-se porque os anjos não possuem sexo.
Também publicado em LiVerdades e Ateismos.net
Com cem mil milhões de neurónios dedicados a identificar quem e para quê não é de admirar que esta espécie seja tão religiosa. Tudo julgamos ser obra de Alguém. E, é claro, o Grande Chefe tem que ter mulher, filhos, ajudantes e subordinados. Religião é projectar no universo a estrutura social que construímos aqui à nossa escala microscópica. E o nosso cérebro especializou-se nestas hierarquias
[…]Ajudas o meu filho e eu ando cinquenta quilómetros a pé, ou coisa do género. Se Maria tem esses poderes e se é em Fátima que os manifesta, vale a pena tentar. Deus é demasiado vago e distante para estas coisas.
Hoje celebra-se um exemplo da maior treta na religião. […] As pessoas relacionam-se com o universo como se relacionam entre si. Pedindo, oferecendo, bajulando, sacrificando-se, ajudando, trocando favores e amizades. É o que fazemos melhor. Quem não disse já uns palavrões ao computador ou nunca pediu desculpa ao cão se o pisou? A verdadeira religião, a religião dos crentes, é ligar-se dessa forma a tudo o que os rodeia.[…]
É triste que milhões de pessoas levem tanto a sério as fantasias de uma criança. Mas o relato que bispos e papas teceram à volta deste acidente sociológicoo é que é uma Treta de se lhe tirar o chapéu.»(«Treta da semana: Nossa Senhora de Fátima.», no Que Treta!)
A Turquia resiste. Sitiada pela Europa que a abandona às mãos dos seus fanáticos e dos fundamentalistas seus vizinhos, assediada pelo clero, cujas únicas leis que respeita são as do anacrónico Corão, a Turquia laica, civilizada e democrática sai à rua para defender os valores civilizacionais.
A Europa, medíocre e cobarde, que invadiu o Iraque e ignorou o genocídio de Darfur, insiste em invocar referências confessionais para si própria e abandona a Turquia, que a tem protegido do desvario dos mullahs e do proselitismo dos ayatolás.
Este mês, em Ankara um milhão de pessoas saiu à rua. Em Istambul foi ainda maior a multidão. Agora, em Esmirna, os turcos continuam a defender o laicismo e os princípios republicanos com gigantescas manifestações de massas. Têm consigo juízes, militares, a Constituição, a memória de Mustafa Kemal Atatürk e, sobretudo, o pavor da sharia.
A Europa, vítima de contradições internas, pusilânime e incapaz de enfrentar o populismo, condescende com os afloramentos xenófobos e abandona a Turquia que lhe serve para integrar a NATO mas despreza como parceiro digno de inclusão no espaço económico e civilizacional da Europa secular, multicultural e democrática.
A falta de grandeza e dimensão política dos actuais dirigentes europeus não vê para lá dos negócios e quem não vê mais além, nem os negócios será capaz de defender.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.