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11 de Junho, 2008 Carlos Esperança

Se calhar, era…

Homem nu preso diz que é Jesus Cristo e Bush

Um americano foi preso nu em uma rodovia do Estado de Alabama. Após ser detido, o homem afirmou que poderia quebrar as algemas se quisesse, afinal era Jesus Cristo e George Bush, informaram as autoridades nesta terça-feira.

Um motorista viu o homem de 30 anos nu no meio da rodovia Alabama 79 na última sexta-feira e chamou a polícia. Os agentes tiveram que usar uma arma de choque quatro vezes para conseguir detê-lo.

Após algemá-lo nos pulsos e nas pernas, ele afirmou que poderia quebrá-las e se soltar porque era Jesus Cristo e George Bush.

Segundo a polícia, o homem parecia intoxicado e foi detido sob as acusações de desordem e resistência à prisão. Ele não quebrou as algemas e continua preso. (AP)

CE

10 de Junho, 2008 Mariana de Oliveira

Direita suíça contra minaretes

Uma campanha contra a construção de minaretes na Suíça reuniu 103 mil assinaturas, superando o mínimo necessário para o pedido de realizaçã de um referendo nacional.

As assinaturas devem ser encaminhadas para a Procuradoria Geral no início de Julho, a fim de serem examinadas.

A campanha, lançada há um ano pela direita suíça, tenta incluir na Constituição a proibição de construir novos minaretes (as torres de mesquita onde se chamam os fiéis para as orações) e já causou polémica no país e no estrangeiro, em particular por parte de alguns muçulmanos.

De acordo com os que votam a favor da proibição, onde se encontram diversos políticos do primeiro partido suíço, o minarete como edifício não tem caractér religioso, sendo na verdade um símbolo de reivindicação de poder.

Com a proibição, alegam, vai se conseguir «negar qualquer tentativa de construir ambientes islâmicos» de introduzir na Suíça um «sistema legal orientado para sharia» [lei corânica].

No território suíço só duas mesquitas dispõem de minarete, em Genebra e Zurique.

Fonte: Sol, 09 de Junho de 2008.

10 de Junho, 2008 Mariana de Oliveira

Bispos irlandeses apelam ao respeito pelo voto livre

Os bispos irlandeses apelaram ao respeito pelo voto livre de todos os cidadãos, no referendo sobre o Tratado de Lisboa a 12 de Junho.

Numa Carta Pastoral intitulada «Nutrir uma comunidade com valores», os bispos pedem ainda a todos os eleitores que dediquem tempo e esforços para estudar e reflectir sobre o conteúdo do Tratado, a fim de que esse voto seja exercido com responsabilidade.

A Carta recorda que «o Tratado deve ser construído em volta de valores».

«Uma comunidade fundada somente no aspecto económico pessoal não vai durar. A Europa é uma comunidade e é importante que promova uma ética de solidariedade global», lê-se na Carta.

Embora reconheçam a existência de valores humanistas de tipo cristão no Tratado de Lisboa, os bispos lamentam que nele não esteja explícito o reconhecimento do património cristão da Europa.

Fonte: Sol, 09 de Junho de 2008.

10 de Junho, 2008 Carlos Esperança

Associação Ateísta Portuguesa

 

Exmo. Senhor

Professor Dr. José Policarpo

Cardeal-patriarca em Lisboa

[email protected]

Mosteiro de S. Vicente de Fora, Campo de Sta. Clara

1100-472 LISBOA

  

Excelência,

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) tomou conhecimento do telegrama da Lusa em que V. Ex.ª comenta a sua recente criação e responde à carta escrita ao presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) que, até ao momento, manteve o mais prudente silêncio. V. Ex.ª afirmou aos jornalistas: “Para mim o que é novo é que o ateísmo, que se afirma como uma filosofia de vida de negação, se transforme em comunidade, ateia, mas parecida com as comunidades crentes.”

O movimento ateísta internacional não é novo e, para a AAP, o ateísmo não é uma filosofia de vida de negação. O ónus da prova da existência de Deus pertence aos que o proclamam e, sobretudo, aos que vivem dele. Mas sem o menor indício da sua existência nem, da parte dele, um esforço para fazer prova de vida, o ateísmo torna-se uma filosofia de vida de afirmação: da superioridade dos factos sobre os mitos, da ciência sobre a crença, do evolucionismo sobre o criacionismo, da felicidade sobre a penitência. O ateísmo não é a negação dos deuses que, ausentes, é desnecessário negar. O ateísmo é a afirmação de alternativas racionais e fundamentadas às alegações de quem afirma saber que existe Deus.

Vinda de V. Ex.ª, poderia considerar-se lisonjeira a descoberta de «parecenças com a comunidade de crentes», pois certamente as terá em boa conta, mas é exactamente o contrário. Ao contrário das organizações de crentes, a AAP não pretende ditar orientação espiritual, rituais ou dogmas. Cada associado é um livre-pensador capaz de se responsabilizar pelos seus valores e por uma existência ética plena sem se apoiar em seres hipotéticos ou dogmas impostos.

 De algum modo todos somos ateus. V. Ex.ª nega todos os deuses, excepto o seu. Nós, ateus, apenas negamos mais um. Partilhamos com qualquer religião a descrença nas afirmações de todas as outras.

Registamos que considera o ateísmo um direito, provavelmente em contradição com o direito canónico, e estamos de acordo que o ateísmo é conhecido desde tempos muito antigos, infelizmente, em alguns, com direito a incineração dedicada e, ainda hoje, em certas latitudes, com direito a decapitação. “Cá estaremos para dialogar e respeitar, esperando ser respeitados” – disse o senhor Cardeal – afirmando uma abertura rara na Igreja católica e inadmissível na islâmica. É respondendo a esse repto, que lhe escrevemos esta carta reiterando o nosso respeito pelos crentes, por todos os crentes de qualquer religião, apreço que não dispensamos às crenças.

 Esperando que todos nos possamos rever nos princípios enunciados pela Declaração Universal dos Direitos do Homem,

 Apresento a V. Ex.ª as minhas cordiais saudações.

 Odivelas, 07 de Junho de 2008

Pela Associação Ateísta Portuguesa

 a) Carlos Esperança

10 de Junho, 2008 Mariana de Oliveira

Vaticano defende reforma agrária

O Vaticano aponta a reforma agrária e o favorecimento das populações rurais como a solução para a crise alimentar.

A posição foi manifestada pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz, numa nota, por ocasião da cimeira sobre segurança alimentar da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma.

«A questão da reforma agrária nos países em vias de desenvolvimento não pode ser descurada, para que se confira a propriedade da terra aos cidadãos e se favoreça assim o uso de milhares de hectares de terra cultivável», refere a nota.

A Santa Sé considera que a escalada dos preços dos bens alimentares «poderia transformar-se numa oportunidade de crescimento para os países mais pobres do mundo», desde que as nações mais ricas se empenhem no seu «desenvolvimento agrícola»

O Conselho Pontifício Justiça e Paz revelou-se igualmente preocupado com a eventual redução da área de cultivo face à produção de biocombustíveis.

«Não se pode pensar em diminuir a quantidade de produtos agrícolas destinados ao mercado de alimentos, ou às reservas de emergência, a favor de outros fins que, mesmo se pertinentes, não satisfazem um direito fundamental como o da alimentação, assinala a nota.

O Vaticano lamenta ainda a especulação financeira sobre as matérias-primas, pedindo a «regulação» de preços.

Fonte: Sol, 05 de Junho de 2008.

9 de Junho, 2008 Carlos Esperança

Religião é paz – dz Bush

 O presidente norte-americano, George W. Bush, declarou neste domingo que “a religião é paz” e que ninguém melhor que o Papa para “interpretar essa mensagem, inclusive em relação ao Islão”.

Comentário: O Papa a interpretar o Islão lembra Bush a falar com Deus. Foi Deus que lhe pediu para invadir o Iraque para mostrar a paz que as religiões promovem.

CE

8 de Junho, 2008 Carlos Esperança

Vaticano – Forças Armadas de prevenção

A polícia do Vaticano, que junto à Guarda Suíça se encarrega da segurança do Papa, reforçou recentemente o seu dispositivo antiterrorista com a criação de dois serviços especiais, informou um oficial neste sábado. (AFP)

Comentário: O Papa não confia na protecção divina.

CE

8 de Junho, 2008 Carlos Esperança

Saudades do cárcere

Duas freiras italianas idosas acorrentaram-se a um poste de luz diante do Vaticano no domingo, afirmando terem sido injustamente expulsas de seu convento e pedindo ajuda ao papa Bento 16 para retornarem à clausura. (Reuters)

CE

7 de Junho, 2008 Carlos Esperança

Associação Ateísta Portuguesa

Na incubadora do tempo esteve em gestação, mais do que devia, a Associação Ateísta Portuguesa (AAA) nascida de um parto arrastado e da vontade de muitos.

Ela aí está, como farol aceso numa pátria que o Vaticano tinha por protectorado, como chama da liberdade na apagada e vil tristeza das sacristias, ponto de encontro de todos os que não tremem com medo do Inferno e preferem viver de pé a arrastar-se de joelhos.

A defesa da laicidade tem mais um parceiro empenhado e o fundamentalismo clerical mais um obstáculo no caminho. Por muitos santos e beatos que o Vaticano crie, por mais milagres que adjudique, não há prodígio pio que se compare à descodificação do genoma humano, não há maravilha que obscureça os avanços da ciência.

A comunicação rompeu fronteiras, chegou a lugares remotos e a religião sobrevive com a ameaça clerical, a violência da tradição e a necessidade de preservar relações arcaicas de produção em obscuras regiões tribais.

A demência dos avençados do divino ainda vai derramar muito sangue, em luta por uma assoalhada celeste, mas o processo de secularização em curso é irreversível, a laicidade uma exigência civilizacional e a liberdade uma aspiração universal.

Portugal deixou de ser a nação fidelíssima que custava o ouro do Brasil e é hoje um País que caminha para a modernidade. O aparecimento da AAP é apenas um sintoma dessa lenta e difícil caminhada do ateísmo num país cada vez mais liberto dos odores do incenso e da humidade da água benta. 

Carlos Esperança

7 de Junho, 2008 Carlos Esperança

Jesuítas capitulam perante o Papa

Jesuítas pedem perdão por desobediência aos Papas

 
A Companhia de Jesus pediu “perdão ao Senhor pelas vezes em que os seus membros lhe faltaram com amor, discrição ou fidelidade durante o serviço eclesiástico”. É isto que se lê nos “decretos” conclusivos da Congregação Geral dos Jesuítas, que decorreu no início deste ano, em Roma, e que foram agora publicados.

Carlos Esperança