O seu nome repetia-se nos testemunhos de muitas mães que denunciavam o roubo de seus filhos nas clínicas São Ramón e Santa Cristina de Madrid. O Tribunal de Madrid chamou-a recentemente a declarar como acusada. Soror María Gómez Valbuena, compareceu mas negou-se a falar, segundo fontes do Ministério Público, que agora a arguiu por detenção ilegal junto do tribunal de instrução número 43 de Madrid.
A República e as «leis religiosas»
Vale a pena recordar as três leis religiosas emanadas do Governo Provisório da República que mais polémica geraram e profunda efervescência causaram: a da Separação entre o Estado e as Igrejas; a que permitiu o divórcio; e a que estabeleceu o Registo Civil».
A Igreja Católica Apostólica Romana ( ICAR) moveu-lhes uma luta obstinada. Fomentou o ódio, instigou arruaças e conjuras militares, denegriu, caluniou e combateu ferozmente o que hoje aceita. Negou os sacramentos e funerais religiosos a quem apoiasse a República, armas que à época aterrorizavam as pessoas, receosas do castigo de Deus, da chantagem dos padres e da reprovação social.
Convém não esquecer que algum clero foi perseguido, algumas vezes de forma violenta, por condenável retaliação. Mas é interessante ver como leis tão justas foram combatidas com tanta brutalidade, só possível porque o catolicismo é um cristianismo rural que vingou nas aldeias, por entre regos de couves e leiras de feijão de estaca, adubado pelo espírito retrógrado de padres fiéis ao concílio de Trento. Como religião a ICAR é monoteísta, reacionária e um proclamado veículo para a salvação da alma.
O Portugal beato, rural e analfabeto é hoje um pesadelo do passado, graças à progressiva secularização, mas, durante a 1.ª República, foi o caldo de cultura onde germinou Salazar, esse génio da mediocridade que, para castigo do Povo, abandonou o seminário e transformou o País em sacristia.
A ICAR tem ainda um enorme poder que se exerce à sombra das sacristias, nos meandros da conferência episcopal, disfarçado em obras de assistência ou infiltrado no aparelho de Estado mas as leis da Separação entre o Estado e as Igrejas; a que permitiu o divórcio; e a que estabeleceu o Registo Civil aí estão, desde 1911, como símbolo da modernidade de que a República Portuguesa foi pioneira.
Viva a República.
Portugal mantém, desde o 25 de Abril, um paradoxo.
Após cinco dias a página do Vaticano foi novamente atacada pelo grupo hacker denominado Anonymous. O grupo ainda foi irônico com a situação e disse que esperava ser excomungado em “praça pública”.
O grupo divulgou sua nova investida no seu próprio blog italiano e ainda mencionou a falta de segurança no sistema do Vaticano e assim, podendo acessar o seu banco de dados.
Um imã, autoridade religiosa do islamismo, morreu e outra pessoa ficou ferida depois de um homem atear fogo, segunda-feira, numa mesquita de Anderlecht, na região de Bruxelas, informou a polícia local.
Comentário: Um crime sectário que está ao nível do fascismo islâmico das teocracias do Golfo.
Felizmente, que ainda vai havendo gente com fé, seja isso o que for. Como este jovem, por exemplo: o facto de ter tido fé, rendeu-lhe cem euros.
Fez ontem 12 anos que João Paulo II (JP2), num gesto inédito, pediu perdão, em nome da Igreja católica, pelas atrocidades cometidas através dos anos contra judeus, mulheres e minorias.
Comentário: Não sei se os índios sul-americanos, decapitados depois do batismo, para terem garantido o Paraíso, seriam uma minoria.
O bispo de Beja lamentou hoje a aparente falta de orações dos crentes para pedir chuva a Deus, devido à seca, referindo que «a maioria» da população só acredita «na previdência de Bruxelas».
Nota: Não há ensaios duplo-cegos comparativos sobre a eficácia das fogueiras dos índios e as orações dos católicos.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.