13 de Março, 2012 José Moreira
A fé é que salva!
Felizmente, que ainda vai havendo gente com fé, seja isso o que for. Como este jovem, por exemplo: o facto de ter tido fé, rendeu-lhe cem euros.
Felizmente, que ainda vai havendo gente com fé, seja isso o que for. Como este jovem, por exemplo: o facto de ter tido fé, rendeu-lhe cem euros.
Fez ontem 12 anos que João Paulo II (JP2), num gesto inédito, pediu perdão, em nome da Igreja católica, pelas atrocidades cometidas através dos anos contra judeus, mulheres e minorias.
Comentário: Não sei se os índios sul-americanos, decapitados depois do batismo, para terem garantido o Paraíso, seriam uma minoria.
O bispo de Beja lamentou hoje a aparente falta de orações dos crentes para pedir chuva a Deus, devido à seca, referindo que «a maioria» da população só acredita «na previdência de Bruxelas».
Nota: Não há ensaios duplo-cegos comparativos sobre a eficácia das fogueiras dos índios e as orações dos católicos.
Uma excelente série de vídeos no youtube partilha a experiência de desconversão do seu autor. A série de vídeos começa por uma introdução, pela explicação de como era a vida de cristão no início, para então explicar detalhadamente porque é que é tão difícil abandonar a crença em Deus apesar de tantos indícios fortes («evidences», daí o pseudónimo do autor) que apontam para a sua existência. A série não termina com a desconversão do autor: a partir daí continua a seguir diferentes descobertas e elaborações até uma sistematização final e epistemologicamente coerente de como apreender a realidade.
Nota-se um enorme esforço na elaboração dos vídeos, que estão muito bem conseguidos, e conseguem transmitir ideias bem articuladas e razoáveis de forma profunda, mas fácil.
Muito apropriadamente, parece-me que o melhor vídeo da série é precisamente aquele que relata o momento da desconversão. Este vídeo é melhor compreendido se for visto depois de todos os que o precedem na lista, mas também pode ser visto isoladamente, e continua a ser muito bom. Aconselho-o vivamente a crentes e descrentes, e a qualquer pessoa interessada por estes assuntos:
Ao que parece, a Igreja Católica está a intensificar a campanha contra o casamento homossexual, no Reino Unido.
E eu pergunto: o que é que a Igreja tem a ver com isso? Só casa quem quer e, no meu entender, a Igreja podia, se quisesse, dar instruções aos seus clientes homossexuais para não casarem. Só isso e, mesmo assim, não é linear. Ou a liberdade de cada um é para desprezar?
Depois, lá aparece o miserável argumento: o casamento é para procriação e educação das crianças. Ai é? Então, quem se casa tem de procriar? E se houver infertilidade? Descasam-se? E se forem dois velhotes? Não podem casar-se? E se um casal decidir, pura e simplesmente, não ter filhos? Anula-se o casamento?
Que tal um pouco mais de pudor?
Em simultâneo no “À Moda do Porto”.
O porta-voz do Vaticano desvalorizou a inclusão do Estado na lista de países vulneráveis à lavagem de dinheiro, segundo um relatório anual do Governo norte-americano, algo que aconteceu pela primeira vez.
O Vaticano está a analisar um alegado segundo milagre atribuído a João Paulo II. A confirmação poderá levar à canonização do Papa.
Sem adiantar pormenores, a imprensa italiana avança que o segundo milagre foi escolhido de um conjunto de quatro relatos e documentado pelo promotor da canonização de João Paulo II.
Nota: O primeiro milagre foi no ramo do Parkinson, doença que em vida não soube tratar e que, depois de morto, aprendeu. Desconhece-se o ramo em que vai fazer o milagre que lhe falta para a tese da santidade.
Pela primeira vez, o governo norte-americano, por meio do Departamento de Estado, coloca o pequeno Estado do Vaticano na lista dos 67 países potencialmente suscetíveis à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.
O elenco, na categoria de “ Estados preocupantes”, acaba de ser publicado no relatório anual da International Narcotics Control Strategy, que será encaminhado ao Congresso dos EUA na próxima semana.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.