Loading
24 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

A LEI FÍSICA DO DEUS DE ABRAÃO

Por

DAVID FERREIRA

À medida que o universo se expande continuamente após a grande explosão inicial, o Deus de Abraão vai sendo empurrado para além da sua fronteira, despersonalizando-se à velocidade da luz, até não ser mais que uma ideia.

Tal como o universo, quando a libido da curiosidade do homem se tornou demasiado densa e compacta para ser contida nessa pequena bolha constritora e opressiva da crença e da superstição, explodiu com o fulgor de uma supernova, algo ignoto até então, e abriu-se em flor irradiando um clarão tão forte que cegou demónios e desasou anjos, desintegrou medos e mortalizou anseios de imortalidade. Então, lentamente, como um ofídio que rasga a casca do ovo ansiando lamber um ar mais fresco, a vontade de conhecer intrínseca e ancestral rompeu grilhões, desvirginou lascivamente a inanidade do pensamento e fez-se dilatar naturalmente ao sabor da liberdade.

Mas a crença e a superstição já tinham gerado o mito, um desmesurado sonho narcísico projectado no interior espelhado das pálpebras dos seus criadores, que o tinham alimentado em demasia até à obesidade mórbida, sempre faminta. E esse mito, demasiado pesado para se expandir, permanece ainda hoje enclausurado no mesmo local insignificante e remoto onde nasceu e floresceu, agora uma miragem falaz descarnada pelo Sol abrasador e psicadélico do deserto, retraindo-se proporcionalmente à medida que o seu âmago imaterial se afasta, até à implosão.

Ou até não ser mais que uma ideia.

 

23 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

A “LUZ” DA BÍBLIA…

Por

JOÃO PEDRO MOURA

Génesis 1:1-19

“1- No princípio criou Deus os céus e a terra.

2- E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

3- E disse Deus: Haja luz; e houve luz.

4- E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.

5- E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.

6- E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.

7- E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi.

8- E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo.

9- E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi.

10- E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares; e viu Deus que era bom.

11- E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi.

12- E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.

13- E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.

14- E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.

15- E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi.

16- E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.

17- E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra,

18- E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom.

19- E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.”

Compare-se a contradição antinómica e, por isso, fatal, entre os versículos 3-5, o “primeiro dia da criação”, e os 14-19, “quarto dia da criação”…
… No primeiro dia da obra divinal, “deus” criou a “luz”, com que separou o “dia” da “noite”, mas essa “luz”, que deveria ser o sol, era abstrata… pois o sol só foi criado, segundo o Génesis, ao quarto dia…

Deste despautério insanável, emerge um duplo quesito:

1- Se o dia, período de 24 horas, exprime a alternância entre a luz diurna e as trevas noturnas, isto é, entre o sol estar e não estar acima da linha do horizonte, como é possível que o deus infalível tenha criado a “luz” e a consequente alternância entre dia e noite, sem ter criado previamente o sol???!!!

2- Se o movimento aparente do sol é que marca a sucessão dos dias, então o que foram os 3 primeiros dias da criação… sem sol???!!!

Eu explico: é que os néscios que fizeram a Bíblia, neste caso, o Génesis, não sabiam da ligação da aurora ao sol. Pensavam que a primeira luz diurna, a aurora, era uma luz abstrata, desligada do sol.
Daí que esses néscios tenham posto o seu deus a criar luzes sem nexo com a realidade, no primeiro dia, e a verdadeira luz solar, no quarto dia…
Ainda bem que os copistas monásticos medievais, que copiaram e recopiaram o despautério bíblico, não repararam e, portanto, não corrigiram este e outros dislates …
… Assim, podemos ter este registo fóssil para nos divertirmos… e para mostrarmos a inanidade da obra…

Donde emerge um duplo silogismo, mas em que só um é verdadeiro:

1- Deus é perfeito;
a Bíblia é inspirada por deus;
Logo, a Bíblia é perfeita.

Ou…

2- A Bíblia é imperfeita;
a Bíblia é inspirada por deus;
logo, deus é imperfeito.

Acrescento, apenas, que os deuses imperfeitos não existem, por contradição antitética…

Mas eu ainda poria estoutro silogismo:

A Bíblia foi criada por pessoas crédulas;
As pessoas crédulas são mais falíveis;
Logo, a Bíblia … não foi inspirada por deus…

E eis que a Bíblia, através do Génesis, “chumba” logo no exame inicial, isto é, no exame divino da “criação”.
Basta uma única contradição, para reprovar uma obra “inspirada” por “deus”, o infalível…
… Mas há mais…

P.S. – Genesis só há (houve) um: o de Peter Gabriel (o melhor vocalista do mundo), Phil Collins (um dos dois melhores bateristas do mundo), Mike Rutherford, Steve Hackett e Tony Banks, mais umas contribuições avulsas doutros.
Genesis foi a maior banda de “rock sinfónico” (o melhor tipo de música de sempre) do mundo, pontificando, sobretudo, na década de 70.
O Genesis de “Trespass”, “Nursery Cryme”, “Foxtrot”, “The Lamb Lies Down on Broadway”, “Selling England by the Pound” e os registos espantosos de “Supper`s Ready”, a melhor faixa musical de todos os tempos, 24 minutos de portento, do primeiro ao último minuto, faixa essa superiormente tocada no duplo álbum, ao vivo, “Seconds Out”. E o melhor álbum ao vivo desde a “criação” bíblica do mundo: “Genesis Live”, um portento de 5 faixas… a saber, por ordem crescente de portento: “Get`em Out by Friday”, “Watcher of the Skies”, “The Return of the Giant Hogweed”, “Musical Box” e “The Knife”…
Isto sim, é que era o Genesis!…
Agora, o da Bíblia!…

23 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

Dízimo, logo há dinheiro

Por

Kavkaz

Entregar o dízimo é uma expressão utilizada para convencer os crentes a financiarem, manterem e enriquecerem as organizações religiosas. O dízimo corresponderá ao valor de 10 % do produto ou receita obtida pelos fiéis e tem a sua origem teórica ou teológica no Antigo Testamento, no Gênesis: “E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gên 14, 20). Já no livro Deuteronómio o dízimo aparece como uma ordem a cumprir pelos crentes. Em De 14, 22-29 e De 26, 12 o dízimo é um imposto a ser pago para os fiéis beneficiarem da boa disposição dos “pastores”.

No Novo Testamento a ideia do dízimo já é o da criação de um fundo colectivo de modo comunista: os crentes vendiam tudo o que possuíam (100 %) e entregavam a receita aos pés (veja-se a deferência) dos apóstolos (At 2, 44-45 e At 4, 34-35). Quem não entregasse aos apóstolos 100 % de tudo o que tinha vendido era admoestado publicamente e perseguido até morrer de vergonha (At 5, 3-10).

As religiões cobram sempre dinheiro ou produtos e serviços aos seus fiéis para a manutenção e enriquecimento dos grupos religiosos. Tentam transmitir a ideia de que o pagamento dos dízimo será uma vontade expressa dos deuses. Conseguirão, assim, a multiplicação dos imóveis e terrenos que as organizações religiosas possuem, o pagamento dos salários e reformas aos funcionários, formação, despesas de habitação, água, luz e telefone, etc. Há muitos interesses onde podem gastar e aplicar o dinheiro dos crentes. Por vezes utilizam parte desse dinheiro para ajudar pessoas com dificuldades económicas e fazem disso publicidade para obterem respeito e aceitação da comunidade envolvente.

O dízimo não é sempre o valor fixo sobre os rendimentos dos crentes. Há grupos religiosos que aplicam o imposto de 10 %. Há outros que, tendo em conta as dificuldades dos crentes em pagar tal valor elevado, acabam por ser mais flexíveis e pedem aos crentes para serem eles próprios tão generosos quanto possam nas sua dádivas aos pastores. O crente tem a ideia de que em troca do dízimo receberá a vida eterna. O dízimo é pagamento adiantado. A contrapartida feliz será recebida depois dele morrer. Entretanto, ficará mais pobre!

Quem recebe o dízimo dos crentes é que já pode ter uma vida feliz e rica ainda antes de morrer. As organizações religiosas possuem ao seu dispor grandes riquezas sem muito esforço, nem grandes canseiras ou sobressaltos. São terrenos, imóveis, obras de arte, ouro, jóias, valores enormíssimos de dinheiro. Subtraem-se, sempre que podem, ao pagamento de impostos ao Estado sobre as fortunas que possuem.

Os crentes já têm de pagar impostos ao Estado e que podem ser bem superiores aos 10 % dos seus rendimentos. Mas têm contrapartidas que usufruem. Obtêm serviços de educação, saúde, constroem-lhes estradas, pontes, têm empresas públicas diversas para os servir. Já as religiões constroem-lhe ilusões e prometem aos crentes o céu depois deles serem enterrados.

23 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

O S. Roque (Crónica)

Ficou-me de criança a impressão de que a ermida do S. Roque, na margem esquerda do Côa, estava alcandorada num monte enorme e que ao sacrifício da subida se deveria a recompensa dos milagres.

Hoje, ao passar na A25, sobre a ponte rodoviária, surpreende-me lá em baixo uma capela exígua abandonada num pequeno cabeço, com a vegetação a apropriar-se da área da devoção e dos negócios. Onde está um chaparro negociava burros um cigano, onde a Lurdes começava às dez a aviar copos de meio quartilho, para terminar às 3 da tarde com o pipo e a paciência devastados, medram giestas e tojos e o abandono tomou conta do espaço onde estava sediada a feira e se realizava a festa.

Onde os solípedes e as pessoas alcançavam não sobem ainda hoje os automóveis.

Eu gostei, ainda gosto, de romarias. Mesmo com milagres cada vez mais raros, a acontecerem na razão inversa dos louvores, encontramos sempre caras que atraem afectos e nos devolvem memórias. Às vezes não são quem pensámos, os anos passam, são filhos, mas vale a pena, falam-nos do que nós sabíamos, são da terra que julgámos.

Há quase sessenta anos, o Rasga foi ao S. Roque com a mulher, ela cheia de fé, ele com muita sede, como sempre, até a cirrose o consumir. A feira e a romaria partilhavam a data e o espaço. Não sei das promessas dela, as mulheres lá tinham contratos com os santos, não era costume explicitá-los, ele tinha as mãos cheias de cravos, coisa de rapaz, julgava que era feitio. A mulher dissera-lhe que havia de ir ao S. Roque, o Maravilhas curou-se, o Ti Velho também, pelas outras aldeias ia a mesma devoção, os resultados eram de monta.

O Rasga até tinha pensado no ferrador, não para ferrar o macho, ele queimava os cravos, mas eram grandes as dores, ficavam as mãos com marcas piores que a cara do Medo com as bexigas, e a febre, às vezes, levava a gente. Já se acostumara, não valia a pena ralar-se, o pior era a mulher a azucrinar-lhe os ouvidos, tens de ir ao S. Roque, se trabalhasses em vez de beberes havias de ver o incómodo, eu faço-te companhia, és um herege, uma oração, uma pequena esmola, dois cruzados, um quartinho no máximo, o S. Roque não é interesseiro, vens de lá bom, levas a burra que já mal pega em erva, enjeita os nabos, não temos feno, há-de morrer-nos em casa, além do prejuízo vais ser tu a enterrá-la, podias vendê-la.

E lá foram os três, que a burra também contava, partiram quando a Lurdes e a Purificação já levavam uma légua de avanço, tinham bestas lestas e levantavam-se cedo, era mister que se antecipassem aos homens que quando chegavam logo queriam matar o bicho e os negócios não podiam fazer-se sem haver onde pagar o alboroque.

O Rasga, mal chegou, pediu três notas pela burra a um da Parada que lhe ofereceu duas, a mulher do da Parada ainda o puxou, homem para que queres a burra, o rachador do Monte meteu-se logo, isto não é assunto de mulheres, tinham que fazer negócio, tem que tirar alguma coisa, não tiro, dou-lhe mais uma nota de vinte, tiro-lhe essa nota, nem mais um tostão, e o do Monte a dizer racha-se, vários a apoiar, fica por duas notas e meia, o rachador a agarrar-lhes as mãos, estranha união, e a fazer com a sua um corte simbólico, deram as mãos estava feito o negócio, um tirou cinquenta o outro deu mais cinquenta, consumada a liturgia logo assomou meia nota de sinal, faltavam duas que apareceriam quando lhe entregasse o rabeiro, vai uma rodada, paga o vendedor que recebeu o dinheiro, primeiro um copo para o comprador, o rachador a seguir, depois para todas as testemunhas, outra rodada paga o comprador, outra ainda, esta pago eu, diz um da Cerdeira, não quero mais diz o de Pailobo, morra quem se negue, praguejou um da Mesquitela, olha vem ali o Proença da Malta, grande negociante, como está, disseram todos, uma rodada, pago eu, diz o Proença, mas a minha primeiro, exigiu o da Cerdeira com agrado geral, e ali ficaram a seguir os negócios, os foguetes e a festa, e a tirar o chapéu e a agradecer ao Proença quando este foi dar a volta pelo sítio do gado onde já se encontrava o Serafim dos Gagos a disputar-lhe o vivo e a pôr a fasquia aos preços.

Findas a feira e a festa, esta terminou primeiro, um dos padres ainda tinha de levar o viático a um moribundo de Pínzio, o Rasga e a mulher vinham consolados, ela com a missa e a procissão, ele com duas notas e meia no bolso e o buxo cheio de vinho, ela a pensar na vida e ele a cambalear.

Algum tempo depois perguntei ao Rasga o que era feito dos cravos. Ficaram no S. Roque, menino, ficaram no S. Roque.

In Pedras Soltas (Esgotado)

22 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

Vaticano domina a Itália

O Vaticano controla transversalmente os partidos italianos’

Autor de livro com informações sobre o VatiLeaks diz que é impossível chegar ao poder na Itália sem o apoio da Igreja

O jornalista Gianluigi Nuzzi ocupa-se da política interna do Vaticano desde 2008 e foi o responsável pelas denúncias que desencadearam o escândalo que ficou conhecido como VatiLeaks, o vazamento de documentos secretos da Santa Sé.

22 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

O Islão é pacífico

Uma multidão queimou vivo neste sábado, no sul do Paquistão, um homem que supostamente tinha incinerado exemplares do Alcorão, o livro santo do islamismo, informou em sua versão digital o jornal Express.

O grupo o retirou de uma delegacia da cidade de Seeta, na província de Sindh, onde ele estava preso acusado de blasfêmia. Em seguida, a multidão ateou fogo no homem em frente ao local.

22 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

Papa teme que casamento gay seja obrigatório

Sem citar a palavra homossexual e sem fazer julgamento sobre a homossexualidade, ele atacou claramente a legalização do casamento gay

O papa Bento XVI se mostrou combativo nesta sexta-feira ao convocar os católicos para “lutar” contra o casamento gay, em um contexto de mobilização da Igreja em todos os grandes debates da sociedade. Em seu discurso de fim de ano à Cúria Romana, o Papa criticou duramente as novas concepções da família que não se baseiam na união entre um homem e uma mulher e afirmou que “na luta pela família está em jogo a essência do ser humano”.

21 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

A ICAR e o antissemitismo

A  tentativa patética de alguns católicos em quererem reescrever o Novo Testamento e branquear as perseguições aos judeus trouxe-me à memória a artimanha de um cardeal que, há anos, preferiu implicar Pio XII numa conspiração contra Hitler a suportar a verdade.
O cardeal de Colónia, Joachim Meisner faz ressuscitar o fantasma do nazismo.

Só quem nunca leu a Bíblia ignora o carácter racista, xenófobo e violento do livro cuja leitura é necessária para entender os atos mais cruéis dos cristãos, durante séculos.

Os quatro Evangelhos (Marcos, Lucas, Mateus e João) e os Actos dos Apóstolos têm, na contabilidade de Daniel Jonah Goldhagen (in A Igreja católica e o Holocausto) cerca de 450 versículos explicitamente anti-semitas, «mais de dois por cada página da edição oficial católica da Bíblia».

Não admira, pois, que o cardeal de Colónia ressuscite fantasmas nazis ou que, na febre de fazer santos, a ICAR prefira implicar Pio XII numa conspiração para matar Hitler do que suportar a sua cumplicidade histórica.

Para canonizar o Papa de Hitler o Vaticano não hesita em atribuir-lhe uma conspiração. É um crime bem menor do que o seu incitamento às autoridades italianas, em Agosto de 1943, para que mantivesse as leis raciais

Os maiores aliados do sionismo são cristãos fundamentalistas, mas por acreditarem que só o domínio final dos judeus sobre a Palestina levará à reconstrução do Templo de Salomão, condição sine qua non do Segundo Advento de Cristo e da destruição final dos judeus -, uma magnífica manifestação de cinismo, superstição e antissemitismo.

A teologia cristã é a mãe do Holocausto. Conscientes ou não, os nazis foram os agentes da religião que, com o seu antissemitismo, construíram pedra a pedra os crematórios que devoraram milhões de pérfidos judeus, adjectivo que ficou nas orações dos católicos até ao concílio Vaticano II, agora lenta e inexoravelmente abandonado por Bento XVI.

Só surpreende a franqueza do cardeal Joachim. Alemão.