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15 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

Defendendo o laicismo

CITAÇÕES

«O Estado também não pode ser ateu, deísta, livre-pensador; e não pode ser, pelo mesmo motivo porque não tem o direito de ser católico, protestante, budista. O Estado tem de ser céptico, ou melhor dizendo indiferentista» Sampaio Bruno, in «A Questão religiosa» (1907).

«O Estado nada tem com o que cada um pensa acerca da religião. O Estado não pode ofender a liberdade de cada qual, violentando-o a pensar desta ou daquela maneira em matéria religiosa». Afonso Costa, in «A Igreja e a Questão Social» (1895) R & L

 

14 de Janeiro, 2013 Luís Grave Rodrigues

Imagine

13 de Janeiro, 2013 José Moreira

Deus e deuses (III)

Parece não haver dúvidas de que Deus foi criado pelo Homem, à sua, do Homem, claro, imagem e semelhança: rancoroso, misógino, homófobo, vingativo, assassino, impiedoso, pulha, trafulha, irascível, xenófobo,violento, carregado de ódio, basta abrir um jornal, ligar a televisão ou ouvir a rádio para concluir que, sim senhores, “Deus está em toda a parte”.

Acontece que o Homem, ao criar Deus, entendeu conceder-lhe alguns atributos que o tornassem “superior” ao criador, leia-se “Homem”. Aliás, só assim se justificaria a sua criação, porque para ser igual ao que já existia, já bastava o que bastava. Vai daí, decidiu, juntamente com o “sopro da vida”, atribuir-lhe toda uma parafernália de tudo quanto é omni: omnisciente, omnipotente, omnipresente, omnitudo o que queiramos imaginar. Duas cerejas em cima do bolo: “Justo” e “Misericordioso”. Ao pé desta trapalhada, até o governo do Passos parece competente.

Vejamos: como é que se pode ser, a um tempo, justo e misericordioso? Ou se aplica a lei e pune-se o infractor, ou se é misericordioso e perdoam-se todas as infracções. Podemos remeter-nos, em termos, comparativos, para a Justiça terrena, onde um juiz tem uma escala de valores que lhe permite graduar a pena de acordo com vários factores. Incluindo a misericórdia. Mas isso é no campo do Direito, e a Justiça não tem nada a ver com o Direito. Além disso, um juiz não é Deus. Felizmente, acrescento eu. Então quanto  a “justiça divina”, nem pensar: ou Céu, ou Inferno. Aliás, continuo a não entender as missas “por intenção de” Fulano ou Sicrano: se está no Céu, não precisa de missas para nada; se está no Inferno, não tem salvação possível, pelo que a missa só adiantará alguma coisa… para os cofres da Igreja.

Mas as contradições de construção, digamos assim, não se ficam por aí: Deus é, dizem eles, omnisciente e omnipotente. Como se os dois predicados tivessem conciliação possível… Se Deus sabe que vai acontecer algo, não pode evitar que esse algo aconteça. Porque se o evitar, esse acto vai entrar em contradição com o que ele sabe que vai acontecer. Omnisciência e omnipotência são irremediavelmente inconciliáveis.

Eu sei que os ateus não precisam de deuses para nada; mas, para os que precisam: não acham que está na hora de fazer um “upgrade”?

13 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

O Mali, as crenças e a guerra

O Antigo Testamento, elaborado na Idade do Bronze, está na origem das três religiões do livro. Não podemos surpreender-nos com a violência, crueldade, espírito vingativo e misoginia divinas se refletirmos sobre a época e os homens que criaram Deus à imagem e semelhança deles próprios. A xenofobia, a homofobia e o espírito patriarcal eram as marcas tribais da época.

Os judeus responderam aos seus medos e inquietudes com a criação de um hipotético ser que explicava, por defeito, todas as dúvidas e era a esperança dos seus anseios.

Paulo de Tarso provocou uma cisão do judaísmo, bem sucedida, com a ideia luminosa de que o Deus de Israel era afinal para todos os homens, com a perigosa fantasia de que era a verdade única e de que todos deviam submeter-se à vontade do deus cristão. Foi útil para a consolidação do Império Romano e trágico para as outras crenças, sabendo-se como é difícil renunciar à crença incutida na infância. O proselitismo foi e é uma prática de que não abdicam os sacerdotes cristãos e muçulmanos.

Mais tarde havia de nascer o mais implacável dos monoteísmos, graças a um guerreiro analfabeto a quem o arcanjo Gabriel, de avançada idade, havia de ditar um livro que é a cópia grosseira do cristianismo, exonerada da cultura grega e do direito romano, este de natureza civilista e aquela de vocação humanista.

É fácil encontrar no terrorismo suicida e assassino do belicismo muçulmano a mesma sanha boçal dos católicos espanhóis que evangelizaram a América do Sul. As páginas do Corão apelam constantemente à destruição dos infiéis, da sua cultura e civilização, bem como dos judeus e cristãos (por esta ordem) em nome do Deus misericordioso que alimenta a imensa legião de clérigos e as hordas de terroristas.

Hoje, o proselitismo islâmico, fascista, busca manter o espírito demencial das cruzadas, impor cinco orações diárias, submeter as leis ao espírito da sharia e dominar o mundo.

A tensão que ora se vive no Mali é fruto dessa demência pia, da intoxicação diária nas mesquitas e madraças, do manual terrorista – dito livro sagrado –, o Corão. É por isso que, apesar das duas faces que tem cada moeda e da cobardia de quem se conforma com o proselitismo, apoio sem reservas a ajuda militar da França ao Mali, contra o avanço islâmico.

12 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

DE NATURA DEORUM (3 de 3)

Por

João Pedro Moura

O TOTALITARISMO

As religiões monoteístas são altamente totalitárias.

Remontam a uma época em que a unidade do género humano, para tais religionários, estava dividida em duas espécies de gente: os que estão do nosso lado e os que não estão; os que seguem a doutrina oficial e os outros…

Vejamos 3 conceções paradigmáticas, no Novo Testamento, acerca do destino reservado aos outros… 

1- Marcos 16:16:

“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.“

São as palavras finais do Cristo “ressurreto”, aos seus apóstolos. A mensagem definitiva e escatológica.

Será condenado porquê???!!! Alguém fez um mal, ao não crer na doutrina oficial???!!!

Objetivamente, não há mal nenhum, em não crer, mas, para deus e seu ectoplasma filial, Jesus Cristo, pejado de misericórdia e amor infinitos à humanidade, haverá condenação infernal aos que, simplesmente, não creram na treta divina, porque deus não os predispôs para tal…

2- João 15:5, 6:

“Eu sou a videira e vós os ramos; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer.

Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como o ramo, e secará; tais ramos são recolhidos, lançados ao fogo, e ardem.”

Ora aqui estão, também, as razões do aparecimento da Inquisição e da sua pena suprema – o braseiro purificador dos malditos…

Novamente, o Cristo, esse paradigma do “amor”, da “bondade” e da “misericórdia”, a afirmar o que acontecerá a quem não estiver “nele”…

… A morte na brasa

3- Mateus 25:31-46

“31- E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
32- E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
33- E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
34- Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
(…)

41- “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
42- Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
43- Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
(…)

46- E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.”

E, para terminar o desiderato escatológico do amor pela humanidade, temos o “Dia do Juízo Final”, a “Dies Irae”: os “maus”, quero dizer, todos aqueles que não seguiram o Cristo, tais como ateus, indiferentes, religionários de religião errada, etc. seguirão para o “fogo eterno”; os virtuosos da adoração divina seguirão para o jardim da celeste corte…

4- É preciso um alto grau de totalitarismo, um inimaginável ódio pela humanidade, um maníaco pendor discriminatório, para não só não aceitar todos aqueles que não seguiram “o guia”, como também ordenar a sua condenação ao “fogo eterno”!

5- As religiões monoteístas, a judio-cristã e a islâmica, constituem o maior totalitarismo da História!!!

Patenteiam uma tamanha conceção de unicidade individual e social, que as leva a reprimir, brutalmente, qualquer dito ou feito, considerado dissonante com a doutrina.

Não há paralelo, na História da Humanidade, de semelhante totalitarismo!

Uma atrocidade! Uma crueldade! Um enorme ódio pelo outro e pelo diferente!

6- O que vale é que a “Dies Irae” já passou, com toda a sua infalibilidade:

a) Mateus 24:34:

“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. “

b) Lucas 21:32

“Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça.“

CONCLUSÃO

            Deus é uma projeção mental dos explorados, oprimidos, ignorantes, os desejosos de saber depressa a causa das coisas, os medrosos, os inquietos…

            Seria difícil, nos tempos primitivos, ver-se o faiscar dos relâmpagos, o trovão ribombante, as tempestades, os sismos e demais manifestações naturais, sem ficar apreensivo com a causa e sem idealizar uma entidade medonha, que estaria a supervisar a vida…

Depois, veio o clero, erigido em autoridade suprema e indistinguível do poder político, a debitar o preceituário doutrinário da redenção salvífica e a preconizar a mansuetude ovelhum, para manter a paz dos poderosos e o pasto fácil dos mesmos…

Depois, edificou-se a aliança entre o trono e o altar, para melhor garantir as tutelas dum e doutro e continuar a preservar a pacatez asinina do rebanho, em ordem para a melhor condução ao aprisco divino…

… Até um dia…

11 de Janeiro, 2013 Ludwig Krippahl

Tertúlia em Alvalade, parte 2.

A conversa foi moderada pelo João Passeiro, a quem aproveito para agradecer o convite, e contou também com o Joaquim Carreira das Neves, sacerdote franciscano e professor jubilado da Universidade Católica, e o Paulo Borges, budista e professor de filosofia na Universidade de Lisboa. Mas, depois da apresentação que cada um de nós fez, o motor principal foi a assistência. A sala era pequena, o que propiciou uma conversa mais interactiva do que tenho encontrado nestas coisas. Foi agradável ter podido rematar quase todas as pontas; normalmente os limites de tempo obrigam a seleccionar só algumas questões e passar as outras ao lado ou por alto, mas desta vez foi mais calmo. Apenas duas questões, que se prolongaram um pouco além do final da tertúlia, me pareceu terem ficado a meio.

A Maria Maia, poetisa e escritora, disse que a ciência é muito humilde e, por isso, não afirma nada acerca de Deus. Pode parecer humilde se a compararmos com a arrogância com que as religiões afirmam certezas acerca do que nada sabem, mas parece-me melhor deixar de lado a dúbia virtude da humildade e dizer apenas que a ciência é realista. Como somos falíveis e temos informação incompleta, qualquer ideia acerca da realidade pode não lhe corresponder. Tanto na ciência como nas religiões. Por isso é preciso avaliar hipóteses por critérios que tendam a minimizar os erros e a maximizar as probabilidades de os detectar e corrigir. Por exemplo, consistência com os dados e com outras hipóteses fundamentadas, capacidade de explicar e fazer previsões testáveis e dependência do menor número de premissas por testar. Isto não tem nada que ver com humildade, não depende da natureza das entidades acerca das quais se formula hipóteses – é uma avaliação das hipóteses e não um juízo acerca das entidades – e exige sempre a comparação de hipóteses alternativas. Uma hipótese não é seleccionada por ser “A Verdade”, em absoluto, mas por ser a que melhor preenche aqueles critérios.

A ciência tem mesmo de dizer muito acerca de Deus, e restantes deuses, porque sempre que a ciência propõe uma hipótese como verdadeira está necessariamente a declarar falsas todas as que com esta não sejam compatíveis. Por exemplo, quando descreve a órbita de um satélite está também a afirmar que são falsas as hipóteses de um milagre levar o satélite para Júpiter, Deus roubar o satélite, Deus comer o satélite, Deus transformar o satélite num molho de brócolos e assim por diante. A epidemiologia exclui a hipótese de curas milagrosas. As leis da termodinâmica põem de parte qualquer intervenção divina. A teoria da evolução implica que nenhum deus interveio na origem das espécies. Esta posição não é arrogante porque a ciência escolhe a hipótese com mais fundamento objectivo e está sempre aberta a mudar de ideias se as evidências o justificarem. Não invoca revelação divina nem alega infalibilidade. Mas quando dizemos que uma hipótese é verdadeira também negamos como falsas todas as hipóteses incompatíveis. Não o fazer seria inconsistente.

Isto estende-se mesmo à hipótese de existir Deus ou qualquer outro deus. A ciência diz que algo não existe sempre que as hipóteses que não o incluam sejam mais plausíveis do que aquelas que o incluem, segundo os critérios da ciência. É o que faz acerca do monstro de Loch Ness, dos marcianos e até de seres alegadamente sobrenaturais que alguns insistem estar fora do alcance da ciência, como fadas, duendes e deuses criadores do universo. Com a informação de que dispomos, pelos critérios da ciência, é pouco plausível que o universo tenha sido criado por um deus que é pai, filho e espírito santo, que esperou quase dez mil milhões de anos até criar a Terra e depois mais quatro mil milhões de anos para engravidar Maria e vir cá salvar-nos sabe-se lá de quê. Cientificamente mais plausível é a alternativa de que este relato é apenas uma de muitas ficções semelhantes que a humanidade tem inventado. É claro que qualquer crente pode rejeitar os critérios da ciência e guiar-se pela sua fé. Está no seu direito. Mas é falso afirmar que a ciência “não diz nada acerca de Deus”. O crente é que não a quer ouvir*.

A outra questão que ficou pouco resolvida foi-me posta pelo Miguel Guimarães, que se tinha apresentado como médico e católico. Pelos critérios que descrevi, apontou o Miguel, eu em 1633 teria também condenado Galileu por não ter dado provas conclusivas do seu modelo heliocêntrico. Se Galileu não tinha mesmo provas adequadas para o heliocentrismo, então, admito, competia à ciência encarar o seu modelo como especulativo e aceitá-lo para publicação apenas como um position paper ou algo do género. Mas nunca seria admissível condenar Galileu a prisão domiciliária para o resto da vida ou ameaçá-lo com tortura para o obrigar a abjurar a sua tese. Esta diferença entre rejeitar hipóteses e condenar pessoas a prisão ou tortura parece-me bastante clara mas, a julgar pelas vezes que já a discuti com o Bernardo Mota, temo que também não tive muito sucesso a explicar isto ao Miguel Guimarães.

A conversa com os outros dois oradores foi menos problemática porque o Joaquim Carreira das Neves propôs que o que importava de facto era a pessoa, um valor fundamental transversal às várias religiões e até ao ateísmo, e não os detalhes em que divergem, proposta essa logo apoiada pelo Paulo Borges e por mim. Estabelecido esse consenso restou pouca motivação para discordarmos. Mas isto permitiu-me rematar a conversa apontando que essa ideia implica que podemos livrar-nos dos dogmas e das crenças religiosas mantendo o mais importante, que é ser pessoa, e que isso, no fundo, é ateísmo.

* É verdade que muitos cientistas preferem afirmar que a ciência não diz nada acerca de Deus, que são coisas separadas, como se fosse possível à ciência ignorar um ser omnipotente se ele existisse.

PS: está aqui a minha apresentação. O tema que o João me propôs foi “Líderes espirituais”, mas acabou por me sair isto:

Em simultâneo no Que Treta!

11 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

Vaticano – Estado ou Offshore?

Guerra entre o Banco de Itália e o Vaticano acaba com retirada de máquinas ATM

As máquinas ATM (vulgo multibanco) estão a ser retiradas da cidade-estado do Vaticano, por ordem do Banco de Itália, que teme que não estejam a ser ali aplicadas as regras da União Europeia que previnem a lavagem de dinheiro.

Todos os bancos italianos estão a retirar-se da cidade, onde foram também bloqueados todos os pagamentos eletrónicos, inclusive com cartão de crédito.

11 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

MALALA YOUSAFZAI

Por

António Horta Pinto

Esta menina paquistanesa, hoje com 15 anos de idade, é uma autêntica heroína pela sua luta contra a opressão do extremismo islâmico.

Com apenas 11 anos, e numa zona do Paquistão dominada pelos terroristas talibãs, que nessa zona proibiram a frequência de escolas por crianças e jovens do sexo feminino, iniciou uma campanha pelo direito das mulheres à educação e continuou a frequentar a escola secretamente.

A retaliação não se fez esperar: em 9 de outubro de 2012, militantes talibãs tentaram assassiná-la a tiro, causando-lhe lesões no crânio, de que ainda não recuperou completamente. Apesar disso, promete continuar a sua luta, em que arrisca a própria vida.

Nestes tempos de generalizada indiferença e cobardia, esta adolescente é um exemplo de coragem para jovens e adultos de todo o mundo, inclusivamente de regiões onde vigoram condições muito menos adversas e perigosas. Mesmo na Europa e até em Portugal, onde existe liberdade de expressão e de manifestação, custa ver grande parte da juventude, que atualmente tantas razões tem para lutar pelos seus direitos e pelo seu futuro, mergulhada num incompreensível amorfismo e até – é triste dizê-lo, mas infelizmente é verdade – conivência com o Poder que oprime toda a sociedade.

Como vão longe os tempos, cronologicamente não muito longínquos, em que os jovens de todo o mundo dito “ocidental”, fraternalmente unidos, lutavam pela liberdade, contra o conservadorismo reinante, pela emancipação das mulheres, contra as ditaduras vigentes em países como Portugal, Espanha e Grécia, contra o racismo nos E.U.A. e na África do Sul, contra a guerra do Vietnam e as guerras coloniais portuguesas, pela democratização do ensino e por outras causas justas. E a verdade é que essas lutas vieram a tornar-se vitoriosas.

Só pelo seu exemplo de lutadora, esta jovem merecia mais do que ninguém um Prémio Nobel. Muito mais certamente do que a decrépita União Europeia que, hoje dominada por agiotas e pervertida por interesseiros egoísmos nacionalistas, rendida ao “vil metal” e destituída de quaisquer ideais, de União já não tem nada.

10 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

A ICAR e o antissemitismo

O porta-voz do Vaticano demarcou-se esta terça-feira das declarações sobre os judeus proferidas pelo responsável máximo da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX), um movimento tradicionalista fundado pelo falecido arcebispo Marcel Lefèbvre. (…)

A polémica surgiu após uma conferência do bispo Bernard Fellay, superior geral da FSSPX, que apresentou maçons, modernistas e judeus como “inimigos da Igreja” ao longo dos séculos.

Diário de uns Ateus – A ICAR começa a ter vergonha do seu passado e dos Evangelhos.