Presidente Ernst von Freyberg disse que site vai publicar relatório anual.
Instituto para Obras de Religião tem sido alvo de várias investigações.
O banco do Vaticano inaugurou nesta quarta-feira (31) uma página na internet, em mais uma tentativa de melhorar uma imagem manchada por uma sucessão de escândalos e críticas por falta de transparência.
León Ferrari, morreu quinta-feira aos 92 anos. Foi um dos artistas mais prestigiados da Argentina, mas também uma das figuras que mais irritou os católicos em seu país. Entre eles, o então cardeal Jorge Bergoglio, chamando um de seus exemplares como “uma vergonha” para Buenos Aires.
“Quem sou eu para julgar os gays?”, disse o Papa Francisco, na primeira conferência de imprensa na viagem de regresso ao Vaticano.
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Esta interrogação do Papa católico, ainda que fosse um gesto estudado para limpar a face da sua Igreja, destinado a atenuar a erosão moral causada por sucessivos escândalos, não deixa de marcar uma diferença abissal com a tradição romana e o seu antecessor.
Bento 16, ressentido da longa repressão sexual, nutria pela sexualidade a animosidade e o constrangimento que caracteriza a ICAR. Negar o sacerdócio a homens com «tendências homossexuais profundamente enraizadas» era espantoso em quem reclamava a castidade
Bento 16 não conhecia o desejo. Jamais percorreu um corpo, saboreou uma boca ávida ou sentiu o afago; não descobriu no seminário um púbere adolescente ou um diácono curioso; não contemplou, na paróquia, o cio de uma catequista; não sentiu, na diocese, o assédio de um presbítero ou a languidez da freira que lhe engomava os paramentos.
A raiva às mulheres e o desvario perante opções sexuais minoritárias remete para uma adolescência em que o pecado solitário é a única fonte de prazer e vergonha, o coito uma obsessão reprimida e a ejaculação noturna se tornou um remorso com sabor a genocídio.
Se, em vez de orações e jejuns, amassem, os vetustos inquisidores gostariam do amor.
A pergunta do Papa Francisco, “Quem sou eu para julgar os gays?”, traz uma mudança capaz de aliviar a infelicidade e dissimulação a que, durante séculos, a Igreja condenou parte da humanidade. Finalmente parece existir um pensamento humano sob uma tiara.
É justo saudar a leve brisa que parece percorrer os soturnos corredores do Vaticano.
absoluta. Que interessava a orientação sexual se era vedada a atividade?
Para Bento XVI o paradigma de sacerdote era um ‘homem com tendências heterossexuais profundamente enraizadas e nunca experimentadas’. Não admira. A ICAR nega à mãe do seu Deus o êxtase de um orgasmo e ao marido a consumação do matrimónio. Até o Deus mais velho da trilogia quis reduzir a reprodução a um trabalho de olaria.
O papa Francisco surpreendeu claramente ao defender o Estado secular: “a coexistência pacífica entre as diferentes religiões fica beneficiada pelo estado secular, que, sem assumir como própria, nenhuma posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade “.
Como se conciliam tais palavras, que admito sinceras, com o que se passa em Portugal:
– Isenções de impostos de que beneficia a Igreja católica Apostólica Romana (ICAR);
– Pagamento pelo Estado dos capelães militares, hospitalares e prisionais;
– Existência de uma disciplina de EMRC;
– Contratação de professores da EMRC, livremente nomeados e exonerados por bispos;
– Presença de cavalos, músicos e militares nas procissões e em outros espetáculos pios;
– Profusão da iconografia católica nas paredes dos edifícios públicos;
– Presença de sotainas em cerimónias do Estado;
– Designação pia de hospitais quando não há uma só Igreja com nome de políticos;
– Com restrições orçamentais, uma embaixada exclusiva para o bairro do Vaticano;
– Etc., etc., etc..
O pára-raios na Igreja
Serve para lembrar aos ateus
Que um cristão, por mais que o seja,
Não tem confiança em Deus!
António Aleixo
Deus é um produto da nossa mente. A nossa mente é um produto do nosso cérebro. O nosso cérebro é um produto da evolução. Como tal, Deus não pode ter existido antes de nós sermos. E sendo que só o que existe pode gerar, Deus é um produto do Homem e não este um produto de Deus.
AUTO DA BARCA DO HM*
Por
João Pedro Moura
– Ó da barca, para onde me levas?
– Para meu novo porto, mas de Senhor velho, viajante! Eu, H.M., ao leme… o porto é só meu!
– E que me ofereces nesta tua barca velha?
– Ora… isso mesmo… um vinho único e bom e bom petisco, de celeste aprisco!
– …
– …
– Chamas bom a este vinho, de sabor a pinho?! E petisco a este cisco?! De arisco e diabólico aprisco!…
– É tudo da minha capela, viajante! E só eu é que enfuno a vela!…
– H.M., que porto é aquele de que afinal me afastas?! Não lá pastas?!…
– Por ora derivo, viajante! Não tenho divo, que me oriente!…
– Mas não governas capela???!!! Não és tu que enfunas vela???!! ! Que testas no teu porto novo???!!!
– Ora, nem novo nem velho testamento!… Mingua-me o tento! Já não aguento!…
*H.M. – Heteronimista Metastático: apodo da mascote viscosa, deste Diário, em processo (abortivo…) de renascimento crédulo…
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.