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Categoria: Religiões

16 de Agosto, 2011 Carlos Esperança

Oração (2) – Comentário oportuno de um leitor

Por

João Pedro Moura

Orar é pedir uma benesse ao seu deus, é pedir um favor, é pedir algo feliz, que contrarie uma infelicidade vigente.

Mas, então, o tal deus não sabe o que se passa, não vê a desventura, não difunde a ventura?! Pelos vistos, tem que se pedir… É como um médico ou outra qualquer pessoa ver um acidentado, em premência de socorro, e esperar que a vítima peça ajuda…

Enfim, quem vira as costas a uma vítima cai na alçada do código civil de qualquer país……Mas tem que se impetrar a deus por ajuda…As secas, as chuvas torrenciais, os acidentes de viação e aviação, os terramotos e maremotos são consequência da estrutura da matéria biológica, geológica e climatológica, matérias essas criadas por deus, segundo os crédulos.

Logicamente, é deus o responsável por tudo, pois tudo antevê… há biliões de séculos…Pelo que, pedir a deus qualquer coisa é sumamente ridículo e estúpido!Imaginemos a cena burlesca do pedido: – Meus Deus, estamos a passar uma seca enorme… já chega… manda-nos uma chuva!Ou…Meu Deus, manda-nos uma seca, porque já estamos há muito tempo com chuva!Ou…Deus meu, rei dos reis, salvador da Humanidade, faz-me regenerar a minha perna (ou o meu braço…), que foi amputada! Ora, será que deus não sabe o que a pessoa precisa?! Então, para que é preciso pedir?!Pedir a deus é a mesma coisa que lhe pedir que modifique as condições que ele criou. Mas, então, se ele é deus, faz algum sentido pedir-lhe que modifique coisas?!É a mesma coisa que esperar de deus uma resposta do género: – Ah, está bem, eu não tinha reparado. Já vos mando uma chuvada (ou uma seca…)Ou…- Ah, certo, não tinha reparado, já te vou regenerar a perna (ou o braço…) amputada… Donde se infere que a oração não serve para nada e é tratar deus como um ignorante, que não sabe o que faz e precisa de pedidos para conhecer o que se passa e que contrariem o que ele provocou… Bem digo eu, que a religião é a coisa mais estúpida do mundo e …arredores!…

13 de Agosto, 2011 Carlos Esperança

Fátima – A peregrinação dos emigrantes

Enquanto Madrid espera o Papa e a vasta clientela que dará animação aos restaurantes, albergues e casas de diversão, a ICAR recebe hoje, em Fátima, emigrantes, em número mais reduzido e com esmolas mais contidas.

Fátima tem a maior área coberta da religião, em Portugal. Foi um centro de propaganda da ditadura depois de ter sido um instrumento de luta contra a República. A guerra fria deu-lhe uma enorme importância e converteu o local num centro de recolha de esmolas onde o dinheiro e o ouro abundaram. Hoje, a crise da fé e da economia tornam o sítio menos rentável, apesar das campanhas papais de marketing.

Também é verdade que os pastorinhos nunca conseguiram fazer um milagre de jeito. São mais os peregrinos que morrem na estrada do que os estropiados que se curam. Os joelhos dos devotos sangram nas maratonas beatas à volta da capelinha das «aparições» e as orações aliviam os crentes mas não produzem efeitos.

Não sei como os laboratórios farmacêuticos não usam a ave-maria como placebo nos ensaios duplo-cegos com que testam os medicamentos.

O paganismo é hoje um detonador da fé que se cultiva na Cova da Iria. Ninguém quer saber de deus, apenas a virgem é a mascote que recebe oferendas, obriga a sacrifícios e a quem se pagam promessas.

Ainda se vêem velhos combatentes com a farda da guerra colonial a agradecer o retorno à Pátria. Se foi a virgem Maria que os protegeu deve haver 13 mil defuntos a sofrer em silêncio a desatenção da dita senhora que aparece em locais improváveis para alimentar a superstição e manter o negócio da fé.

11 de Agosto, 2011 Carlos Esperança

Mutilação genital feminina

Os países democráticos e civilizados mantém uma estranha condescendência para com os crimes cometidos em contextos étnicos ou religiosos. A violência contra as mulheres faz parte de uma velha tradição misógina de que as religiões são herdeiras. Entre as barbaridades de que as mulheres são vítimas conta-se, em algumas comunidades, a mutilação genital feminina, um atentado contra a autodeterminação sexual que, com um sofrimento atroz, lhes rouba a satisfação sexual e, não raro, a vida.

Pode dizer-se que a mutilação genital feminina não é uma aberração do Corão nem um crime de natureza africana mas é em comunidades negras e sempre em contexto familiar islâmico que o crime tem lugar no seio da família.

A tradição é a mais abjecta desculpa para a complacência com a perpetuação de crimes que deviam ser perseguidos com o empenhamento das forças policiais, a vigilância cívica dos cidadãos e o rigor do código penal.

Será difícil erradicar, a curto prazo, a ignóbil tradição nas zonas africanas onde perdura, mas é inaceitável que meninas de famílias oriundas dessas zonas sejam sacrificadas em Vale da Amoreira, na Moita, em Portugal.

Apesar de considerada internacionalmente como grave violação dos direitos humanos, a OMS estima em mais de 140 milhões as vítimas submetidas a tal barbaridade e que cerca de três milhões se encontram todos os anos em risco, como recentemente revelou o Diário de Notícias.

Que tais crimes possam ter lugar em Portugal, que a impunidade os possa perpetuar e as autoridades os ignorem, é uma infâmia que envergonha Portugal e o torna cúmplice, também neste caso, da grosseira violação dos direitos humanos.

8 de Agosto, 2011 Carlos Esperança

Espanha seculariza-se

A velha Espanha dos Reis Católicos, Fernando e Isabel, alérgicos ao banho e entusiastas das missas, hóstias e fogueiras, perdeu 10% de católicos nos últimos 10 anos.

São menos de 10% os espanhóis que suportam a missa dominical e o PDG do Vaticano desdobra-se em visitas de propaganda sem conseguir o entusiasmo com que nos séculos XV e XVI assavam e deportavam judeus ou nos tempos recentes, de Francisco Franco, perseguiam os não crentes.

O número de casamentos civis ultrapassou o dos religiosos, quase metade dos jovens não confia na Igreja católica e o número de baptizados diminui rapidamente.

A maior instrução do povo, a consciência da cumplicidade do clero com o impiedoso assassino Franco, as canonizações de bem-aventurados pouco recomendáveis e o reaccionarismo dos dois últimos pontífices devem ter concorrido para o alheamento da religião.

A mais devota nação católica está a caminho de uma secularização firme e irreversível. A laicidade é já hoje um paradigma da sociedade urbana da velha Espanha cheia de sotainas e com as igrejas abarrotar de crentes.

3 de Agosto, 2011 Carlos Esperança

O Islão envenena a Turquia

Há muito que desconfio do comportamento beato do primeiro-ministro turco Recep T. Erdogan que a Europa e os EUA apelidam de islamita moderado.

Tenho dificuldade em compreender o que é um crente moderado de qualquer religião, em saber se é aquele que acredita em deus três dias por semana e descrê nos restantes, se é o que reduz as orações a metade das recomendadas ou se há quem, sendo crente, respeite e defenda os que acreditam numa religião diferente e os que duvidam de todas.

No caso de Erdogan duvido que a moderação o leve a aligeirar o jejum sem se abster de comer, beber ou ter relações sexuais do nascer ao pôr do Sol durante todo o Ramadão. Quem tenha lido o Antigo Testamento é obrigado a desconfiar de quem leva a sério a alegada vontade de deus: a violência, o racismo, a xenofobia, a crueldade e o espírito misógino. E o Corão é o mais implacável manual de violência e desumanidade das religiões do livro.

A Turquia tem vivido entre a vigilância da defesa da laicidade pelas Forças Armadas e o poder judicial e a tentativa de destruição da sociedade laica pelo partido confessional de Erdogan. Não há governo democrático sob a tutela militar e judicial mas o seu acesso ao poder pela via democrática não garante o respeito pelos direitos, liberdades e garantias que os Estados modernos  consagram.

A detenção de mais de 170 oficiais no activo e de 77 na reserva reforça o poder de Erdogan, eleito democraticamente, mas não garante a laicidade que tem vigorado na Turquia. Um dos mais poderosos exércitos da NATO pode transformar-se na guarda pretoriana do islamismo com a força das armas a abandonar Washington e a virar-se para Meca.

29 de Julho, 2011 Eduardo Patriota

55% dos brasileiros são contra união civil gay

 

Não… religiosos não querem que as pessoas se amem. Eles se sentem ofendidos. Amar, para eles, é pecado.

Brasileiros que se declaram protestantes ou evangélicos são o setor mais resistente na sociedade à união de casais do mesmo sexo, aponta pesquisa inédita divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Ibope Inteligência. O segmento apresentou o maior percentual de pessoas contrárias à união –77% contra 23% de favoráveis –, que, em junho, foi aprovada pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

A pesquisa nacional, realizada entre os dias 14 e 18 de julho, apontou que 55% dos brasileiros são contrários ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A pesquisa ainda mostra a incoerência de (autodeclarados) ateus da pesquisa. Como se não soubessem que o preconceito aos homossexuais tem raízes quase que exclusivamente religiosas, 50% dos que se declararam ateus disseram ser contra a união homoafetiva.

E, por fim, a pesquisa mostra a contradição e incoerência de quase todos os entrevistados. Ela revela que a rejeição da população é sensivelmente menor em relação à possibilidade de um(a) amigo(a) se revelar homossexual. Para 73% dos brasileiros, por exemplo, essa hipótese não os afastaria de suas amizades. Outros 24% disseram que afastariam muito ou pouco e 2% não souberam responder.

Vai entender…

28 de Julho, 2011 Carlos Esperança

Um devoto assassino

Fotos enviadas por Stéphanos Barbosa