10 de Abril, 2015 Carlos Esperança
A demência da fé



“Ele não se casou porque, tal como o sacerdote na sua paróquia, queria estar só para o povo alemão”, argumentou o padre austríaco.
Um padre católico austríaco afirmou hoje que os sacerdotes devem obedecer ao celibato para servir os seus paroquianos, da mesma forma que Hitler não se casou para servir o povo alemão, informaram meios locais.
“Hitler tomou o celibato como modelo em ‘A Minha Luta'”, assegurou num jornal paroquial o sacerdote Eberhard Amann, referindo-se ao livro que o dirigente nazi explicou a sua ideologia e cuja venda está proibida na Áustria.
“Ele não se casou porque, tal como o sacerdote na sua paróquia, queria estar só para o povo alemão”, argumentou o padre.
Amann, responsável da paróquia de Sankt Gallenkircher, na região de Vorarlberg, incluiu este comentário no número de abril da publicação paroquial, informou o portal Vorarlberg Online.
Segundo a radiotelevisão pública austríaca, ORF, o pároco lamentou que se tenha voltado a publicar um comentário que estava incluído num artigo sobre o celibato que escreveu há 20 anos.
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Abril era mês e 19 dia, de um domingo do ano 1506 da era vulgar. Reinava el- rei D. Manuel I e no convento de S. Domingos, em Lisboa, rezava-se com fervor pelo fim da seca, da fome e da peste. Um crente, embrutecido pela fé e, certamente, pelo clero, viu no altar o rosto iluminado de Cristo, milagre que os devotos julgaram de bom augúrio.
Um cristão-novo, a quem a astenia da fé não estiolara a razão, tentou explicar o prodígio com o reflexo da luz mas, calado pela multidão, foi espancado até a morte. Em Portugal, nove anos depois da conversão forçada, os judeus ainda eram os suspeitos habituais da heresia que incitava a vingança divina, aplacada com a morte dos hereges, acusados de deicídio e de todos os males.
Com a corte em Abrantes, para fugir à peste, a populaça, instigada por dominicanos que prometiam a absolvição, a quem matasse hereges, fez a «Matança da Páscoa». Homens, mulheres e crianças foram chacinados e queimados em fogueiras improvisadas, junto ao largo de São Domingos. No alvoroço, o escudeiro do rei, João Rodrigues Mascarenhas, um cristão-novo, foi morto por engano por crentes exaltados, entre milhares de pessoas que Deus se encarregaria de descobrir quais eram judias.
A barbaridade de há meio milénio é uma nódoa indelével cujo enforcamento, por ordem do rei, dos frades beneditinos que incitaram ao crime, não apagou. A Inquisição viria depois para prolongar até à náusea a infâmia da demência cristã.
Hoje, depois do Renascimento, do Iluminismo e da Revolução Francesa, o cristianismo comemora o mito da ressurreição pacificamente e em festa, enquanto a cegueira da fé e do Corão espalham o medo e a morte. No Iémen, a Cruz Vermelha Internacional pediu uma trégua de 24 horas para prestar cuidados de saúde a 1700 feridos que sobreviveram a 519 mortos. Numa universidade do Quénia, mais de 800 estudantes foram atacados por jihadistas da Al-Shabab que indagavam se eram cristãos ou muçulmanos. Mataram 148 que não sabiam ler em árabe os preceitos muçulmanos. Na Nigéria, continuam os raptos e um ex-ditador islamita ganhou as eleições. Prometeu eliminar o terrorismo mas é adepto da ‘sharia’. Naturalmente. Os Estados norte serão submetidos à lei islâmica e o sul, cristão, ficará também dominado por um muçulmano democraticamente eleito.
Al-Qaeda, Boko Haram ou Estado Islâmico são metástases do mesmo cancro. Não se fala em matanças da Páscoa porque os facínoras não têm Páscoa nem fazem tréguas às matanças e infundem o terror e a violência de que são portadores lembrando os tempos mais sombrios do passado cristão das Cruzadas e da evangelização.
E nós, livres-pensadores, cristãos, ateus, ou crentes de qualquer outra religião menos violenta e implacável, esperamos que a ‘verdadeira interpretação’ do Corão, o manual terrorista, o torne humanista e defensor da laicidade.
A demência católica nas Filipinas
Vaticano é informado sobre sagração irregular ocorrida em Nova Friburgo-RJ
A Nunciatura Apostólica no Brasil enviou ao Vaticano o comunicado da Diocese de Nova Friburgo, na região serrana do Rio informando sobre a sagração irregular promovida no município no último dia 19 de março pelo bispo britânico d. Richard Williamson, de 75 anos. No Mosteiro de Santa Cruz, o adepto da corrente de católicos tradicionalistas nomeou bispo o padre francês Jean-Michel Faure, de 73 anos.
Uma preocupação sublinhada em entrevista à Rádio Vaticano pelo bispo de Beja e responsável da Mobilidade Humana na Conferência Episcopal Portuguesa, na sequência do acidente aéreo quer vitimou na ultima semana, nos Alpes franceses, 150 pessoas.
Em Portugal, na Europa, no século XXI !!!
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Agora percebo porque razão há políticos a receber a … côngrua !!!
Só que, neste caso, se não pagas … fazem-te o funeral !!!

Há muito que se exige um postulador da causa do bem-aventurado Aníbal, que preenche os requisitos para a beatificação e posterior canonização, exceto a defunção que, embora simulada, não aconteceu ainda.
É injusto que a subida aos altares se atrase por incúria do bispo de Lisboa a quem cabe, segundo a Constituição Divinus perfectionis Magister e a instrução Sanctorum Mater, por iniciativa própria ou a pedido de fiéis, a competência de investigar sobre a vida, virtudes ou martírio e fama de santidade e milagres atribuídos. O bispo do Algarve está arredado porque o ditoso é mártir e obra milagres longe de Boliqueime, noutra diocese, tal como Fernando de Bulhões, de Lisboa, que acabou a obrar em Pádua.
Dado que o senhor bispo da Guarda se recusa a libertar-me do batismo, encontro-me na condição de «fiel», apto a solicitar a inquirição do bem-aventurado que, há muito, devia ser considerado Servo de Deus pela Congregação para a Causa dos Santos. As virtudes em grau heroico, que o exornam, já deviam tê-lo elevado a Servo de Deus “Venerável”.
Não é preciso alegar o longo e piedoso casamento, nem a bondade com que carrega este Governo para reconhecer nele um mártir que a Igreja convidou para presidir à Comissão de Honra para a canonização do então beato Nun’Álvares Pereira. O milagre de ter sido reeleito PR era bastante para ser declarado santo por aclamação popular.
E obrou outros para os quais não são precisos médicos para assinarem curas pífias como a cura do olho esquerdo de D. Guilhermina de Jesus, salpicado de óleo fervente de fritar peixe, graças à intercessão do Beato Nuno. Os milagres do beato Aníbal, ainda omissos na Congregação para a Causa dos Santos, são públicos e nem os ateus os contestam.
1.º milagre obrado pelo bem-aventurado Aníbal – Empossou a ministra das Finanças em um Governo inexistente, com o CDS ausente e o líder irrevogavelmente demissionário. Foi um ato heroico e o milagre, que nunca tinha sido obrado na História do cristianismo romano, estupefez os créus e a todos maravilhou.
2.º milagre obrado – A transubstanciação de uma fraude fiscal do primeiro-ministro em odor pré-eleitoral, transformação evidente da substância de um delito noutra substância, o reclame ao PSD, com núcleo benzénico ou odorífero.
3.º milagre obrado, embora desnecessário, à guisa de IVA canónico – É o único Servo de Deus com a graça concedida de um sorriso das vacas açorianas.
Com estes milagres, que nem um pétreo ateu pode contestar, o bem-aventurado Aníbal torna-se digno de ser levada aos altares e receber a mesma veneração em todo o mundo, concluindo assim o processo de Canonização.
A Pátria anseia ver o beato Aníbal criado santo e a exornar o Calendário hagiológico romano.
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