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13 de Setembro, 2012 Carlos Esperança

O Islão é pacífico. Citações de Rui Campos Devenish

“O Senhor ouviu o clamor de Israel entregou-lhes os cananeus, que ele matou, destruiu suas cidades e pôs aquele lugar o nome de Horma, isto é, maldito” (Nm 21:3).

“Mas feriu o Senhor os homens de Bete-Semes, porque olharam para dentro da arca do Senhor; feriu do povo setenta homens. O povo se entristeceu, porque o Senhor fizera tão grande morticínio entre eles” (1 Sm. 6:19;).

“Assim diz o Senhor dos exércitos: Castigue a Amaleque pelo que fez a Israel quando se lhe opôs no caminho, quando este subia do Egito. Vai agora e fere a Amaleque e destrói totalmente a tudo o que tiver. Nada lhe poupes; matarás a homens e mulheres, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos” (I Sm 15:2,3;).

“Portanto, toda a congregação o levou para fora do acampamento e o apedrejaram até que morreu como o Senhor ordenara a Moisés” (Nm 15:36;).

“Eu também enviarei as bestas entre vós que matarão suas crianças” (Lv 26:22;).

“O que fazia era mau aos olhos do Senhor pelo que o matou” (Gn 38:9;).

“Aconteceu, pois que à meia-noite, o Senhor feriu todos os primogênitos da terra do Egito” (Ex 12:29;).

“Então o Espírito do Senhor se apossou dele (Sansão), de modo que desceu a Asquelom e matou trinta dos seus homens” (Jz 14:19;).

“Ora, Er, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, pelo que o Senhor o matou” (Gn 38:7;).

“E o que ele fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que o matou também a ele” (Gn 38;10;).

“[…] Uzzah colocou sua mão na arca e a pegou; pois o boi havia tropeçado. E a ira do Senhor se voltou contra Uzzah; e Deus o matou pelo seu erro e lá ele morreu próximo a arca do Senhor” (I Sm 6:6,7;).

Deus castigou:

“Também eu convosco andarei contrariamente em furor e vos castigarei sete vezes mais por causa dos vossos pecados. Porque comereis a carne de vossos filhos e a carne de vossas filhas comereis” (Lv 26:28-29;).

“E lhes farei comer a carne de seus filhos e a carne de suas filhas e comerá cada um a carne do seu próximo, no cerco e no aperto em que os apertarão os seus inimigos” (Jr 19:9;).

“E farei em ti o que nunca fiz e o que jamais farei, por causa de todas as suas abominações. Portanto os pais comerão a seus filhos no meio de ti e os filhos comerão a seus pais e executarei em ti juízos, espalharei todo remanescente a todos os ventos” (Ez 5:8-10;).

“Quando a carne estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, se acendeu a ira do Senhor contra o povo com uma praga muito grande” (Nm 11:33;).

“Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão sacerdote, se levantou do meio da congregação e tomou uma lança em sua mão; e foi ao encontro do israelita e os atravessou, o israelita e a mulher, pela sua barriga. Então cessou a praga sobre os filhos de Israel. Assim o Senhor falou a Moisés, dizendo: Finéias […] desviou a minha ira dos filhos de Israel, pois foi tomado de zelo por mim no meio deles” (Nm 25:8-13;).

Deus aprovou o assassinato de homens, mulheres, recém nascidos, crianças, jovens e velhos:
“Agora, pois, matai de entre as crianças todas as do sexo masculino; e matai toda a mulher que coabitou com algum homem, deitando-se com ele. Porém todas as jovens que não coabitaram com algum homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós” (Nm 31: 17-18;).
“O Senhor nosso Deus os entregou e nós os derrotamos, seus filhos e todo o seu povo, no combate em Jaza. Naquele tempo tomamos todas as suas cidades e condenamos ao extermínio todos os seus habitantes, homens, mulheres e crianças sem deixar um só sobrevivente” (Dt 2:33-34;).

“Quando o Senhor a entregar nas tuas mãos, passarás todos os homens ao fio da espada. Quanto às mulheres, às crianças, aos animais e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti. E comerás o despojo dos teus inimigos, que o Senhor teu Deus te dá” (Dt 20:13-14;).

“Assim o Senhor diz: agora vá e assassine amaleque, e destrua tudo que eles possuem; mate tanto homens como mulheres e crianças recém nascidas, boi e ovelhas, camelo e asno […] e Saul destruiu todas as pessoas com fio da espada” (I Sm 15:3,7-8;)

“E disse-lhes o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela. E aos outros disse, ouvindo eu: Passai pela cidade […] e feri; não sejam compassivos os vossos olhos, não tenhais compaixão. Matai velhos, jovens,e virgens, meninos e mulheres, até exterminá-los” (Ez 9:5-7;).

“E suas crianças serão despedaçadas perante os seus olhos; as suas casas serão saqueadas, e as suas mulheres violadas. Eis que suscitarei contra eles os medos, que não farão caso da prata, nem tampouco no ouro terão prazer. E os seus arcos despedaçarão aos mancebos; e não se compadecerão do fruto do ventre; os seus olhos não pouparão as crianças” (Is 13:16-18;).
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Rui Campos Devenish “Porém os filhos dos assassinos não matou, segundo o que está escrito no livro da lei de Moisés, conforme o Senhor deu ordem, dizendo: Não serão mortos os pais por causa dos filhos, nem os filhos por causa dos pais; mas cada um será morto pelo seu próprio pecado” (II Rs 14:6;).

Nota: Depois de tantas citações bíblicas lamentáveis e horrendas que falam do assassinato de crianças, jovens, mulheres e velhos; finaliza-se com uma citação enfatizando que pela Lei de Moisés, por ordem de Deus, crianças não seriam mortas pelos pecados dos pais e vice-versa. Mas porque o próprio Moisés e Josué não davam mínima para esta lei? Que coisa hein!

Deus mandou matar quem estivesse pela frente:

“Quando o Senhor a entregar nas tuas mãos, passarás todos os homens ao fio da espada. Quanto às mulheres, às crianças, aos animais e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti. E comerás o despojo dos teus inimigos, que o Senhor teu Deus te dá” (Dt 20:13-14;).

“Porém, das cidades destas nações, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida, antes destrui-las-ás totalmente” (Dt 20:16-17;).

“Pois o Senhor endurecia seus corações para que eles saíssem contra Israel em batalha para que fossem destruídos totalmente, e que não recebessem nenhuma piedade, mas que ele pudesse destruí-los, como o Senhor ordenara á Moisés” (Js 11:20;).

“Assim diz o Senhor Deus de Israel, coloque cada um a espada do seu lado. Passai e tornai pelo arraial de porta em porta e mate cada um a seu irmão e cada um a seu amigo e cada um a seu vizinho” (Ex 32:27;).

“Vinga os filhos de Israel dos midianistas” (Nm 31:2;).

“Assim feriu toda aquela terra […] nada deixou de resto; mas tudo que tinha fôlego destruiu, como ordenara o Senhor Deus de Israel” (Js 10:40;).

“Perseguireis os vossos inimigos, que cairão á espada diante de vós” (Lv 26:7-8;).

Deus ordenou que os israelitas matassem Ogue, o rei de Basã, filhos e todo seu povo:

“O Senhor disse a Moisés: não tenhas medo dele, porque em tua mão o entreguei, todo seu povo e seu país […] feriram, pois, também a este com seus filhos e todo seu povo até ao extermínio e conquistaram o seu país” (Nm 21:34-35;).

Deus ordenou a Moisés o enforcamento de todos os cabeças do povo:

“Então, irado o Senhor, disse a Moisés: Toma todos os príncipes do povo e pendura-os em forcas diante do sol, para que o meu furor se afaste de Israel” (Nm 25:4;).

Deus ordenou que não tivessem piedade das nações vizinhas da época:
“Não farás aliança com elas, nem terás piedade delas” (Dt 7:2;).

Deus manda matar os que desobedeceram Josué:

“Todo homem que for rebelde à tua boca, e não ouvir as tuas palavras em tudo o que lhe ordenares, será morto” (Js 1:1-9,18;).

Deus permitiu que Satã ferisse o seu servo:

“Satanás, pois tendo saído da presença do Senhor, feriu Jó com uma praga horrível” (Jó 2:7;).

Deus também causou doença mortal ao povo:

“Ainda as carnes estavam em seus dentes e ainda não haviam acabado de comer, quando a ira do Senhor se acendeu contra o povo e o feriu com uma grande praga” (Nm 11:33;).

Deus enviou pragas aos egípcios pelas seguintes razões:

(Ex 7:1; 9:14-16;10:1-2; 11:7;)

1- Mostrar que ele era o Senhor.
2- Mostrar que não há outro como Ele na Terra.
3- Mostrar seu grande poder.
4- Para que o seu nome fosse declarado em toda Terra.
5- Para dar aos israelitas motivos para falarem aos seus descendentes.
6-Mostrar que Ele faz distinção entre Israel e o Egito.

“Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés e a Arão e a toda congregação. Então disse o Senhor a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial […] e ele morreu como o Senhor ordenara a Moisés” (Nm 15:33,35-36b;).

Deus faz Miriam ficar leprosa só por ter falado contra Moisés (Nm 12:1-10;).

Deus faz com que a terra se abra para engolir homens e suas famílias por terem causado rebelião (Nm 16:27-33;).

Fogo vindo do Senhor consumiu 250 homens (Nm 16:35;).

Uma praga vinda do Senhor mata 14 mil e setecentas pessoas (Nm 16:49;).

Deus enviou serpentes para matar os israelitas (Nm 21:6;).

24 mil pessoas morreram devido á uma praga vinda do Senhor (Nm 25:9;).

 

13 de Setembro, 2012 Carlos Esperança

As orações não se perdem, perde-se o tempo

O Papa explicou ontem no Vaticano alguns dos símbolos do livro bíblico do Apocalipse, tendo vincado que não há preces desnecessárias e que os católicos devem evitar o derrotismo e não faltar à missa de domingo.

Os fiéis devem estar certos de que “não há orações supérfluas, inúteis” e que “nenhuma se perde”, apesar dos seus “limites, cansaço, pobreza, aridez” e “imperfeições”, sublinhou Bento XVI na catequese a que a Agência ECCLESIA teve acesso.

12 de Setembro, 2012 José Moreira

Humor de Verão – “In memoriam”

Há dias, um companheiro de tertúlia convidava-me a assistir a uma missa em memória dos colegas de trabalho falecidos. Como é óbvio, a minha primeira reacção ia ser a de recusar mas, depois, acabei por aceitar, já que assistir não é o mesmo que participar e, por outro lado, sempre quis ver se tinha havido alguma evolução desde os longínquos tempos em que era obrigado ao ajoelha-levanta-senta.

Como a missa era em memória de companheiros, pensei tratar-se de uma missa encomendada por esse companheiro, muito dado às coisas pias, mas logo me desiludi: tratava-se, afinal, de uma missa corriqueira, diária, isto a julgar pelo horário afixado à entrada. Só que o companheiro em questão, pagou por ela como se fosse missa de encomenda. Como se não bastasse, entrou ali tudo quanto era gente, o que quer dizer que a missa não era privada. Fez-me lembrar a situação em que se dá boleia a um amigo e, no fim, pede-se a esse amigo o dinheiro da gasolina. Ou seja, fez-se uma missa normal, e cobrou-se como se fosse privada. O padre limitou-se a dizer que era em memória dos falecidos. Na minha terra, chama-se fraude…

Bom, quanto ao resto, pouco ou nada modificou, a não ser aquela cena ridícula do “saudai-vos, irmãos”, que é uma coisa cuja finalidade não consegui perceber, a princípio. Isto porque nós saudamos os que estão ali à mão se semear, os que estão mais afastados não têm direito à nossa saudação. E fiquei com pena, por causa de uma boazona que estava mais à frente, e a quem eu não tive o ensejo de saudar, como desejava. Depois, debrucei-me sobre o assunto, e compreendi: Jesus disse para amarmos o próximo como a nós mesmos. Ora, naquele caso, próximo é entendido de forma literal: nós saudamos o próximo que está próximo, e não o próximo que está afastado, já que estando afastado não está próximo, por isso já não somos obrigados s amar nem, logicamente, a saudar.

Entendido.

Mas depois, já fora da igreja, ainda fiz uma proposta ao meu companheiro: e se em vez de gastar dinheiro na missa em memória, ele organizasse uns almoços em memória? Era mais proveitoso, e a gente lembrava-se dos falecidos, bastava fazer o habitual minuto de silêncio, que até podiam ser dois, que eu não me importava. Depois, atacávamos o que estivesse sobre a mesa, e não se falava mais no assunto.

O meu companheiro rosnou qualquer coisa que eu não compreendi, mas pareceu-me não ter gostado da ideia.

É um ingrato, é o que é.

12 de Setembro, 2012 Carlos Esperança

ANÁLISE LAICISTA DA CONCORDATA (3 de 5)

Por

JOÃO PEDRO MOURA

(Continuação)

Artigo 13

1. O Estado português reconhece efeitos civis aos  casamentos celebrados em conformidade com as leis
canónicas, desde que o respectivo assento de casamento  seja transcrito para os competentes livros do registo  civil.

O Estado não tem nada que reconhecer casamentos religiosos  nem receber transcrições de assento nupcial, oriundo duma associação  religiosa, como se o Estado fosse uma extensão civil de tal gente. Isso é  assunto da Igreja.    Quem quiser casar-se via registo civil… é que tem efeitos civis.    O Estado é a expressão política da vida em comunidade e é a instituição  que deve garantir o cumprimento dos contratos.     Do Estado é que dimana a autoridade contratual. Não é da Igreja que tal  autoridade dimana para o Estado, como se este fosse um receptáculo de  “assentos” e se limitasse a confirmar.

2. As publicações do casamento fazem-se, não só nas  respectivas igrejas paroquiais, mas também nas
competentes repartições do registo civil.

Separado, separado! Uma coisa não tem nada que ver com a  outra!

3. Os casamentos in articulo mortis, em iminência de  parto, ou cuja imediata celebração seja expressamente
autorizada pelo ordinário próprio por grave motivo de  ordem moral, podem ser contraídos independentemente do processo preliminar das publicações.

Isso é problema da IC… em separado do Estado!

4. O pároco envia dentro de três dias cópia integral do assento do casamento à repartição competente do  registo civil para ser aí transcrita; a transcrição  deve ser feita no prazo de dois dias e comunicada pelo  funcionário respectivo ao pároco até ao dia imediato  àquele em que foi feita, com indicação da data.

Sim, sim! O Estado transformado em criado da IC… a trocarem assentos de casório em espúrio conúbio entre ambos…

5. Sem prejuízo das obrigações referidas no nº 4, cujo  incumprimento sujeita o respectivo responsável à
efectivação das formas de responsabilidade previstas  no direito português e no direito canónico, as partes
podem solicitar a referida transcrição, mediante a  apresentação da cópia integral da acta do casamento.

As “partes” podem e devem separar-se para tratar dos  casamentos ou doutros quaisquer assuntos!

Artigo 14

1. O casamento produz todos os efeitos civis desde a data da celebração, se a transcrição for feita no prazo de sete dias. Não o sendo, só produz efeitos, relativamente a terceiros, a contar da data da  transcrição.

E continuam, os eclesiásticos, a “legislarem” sobre o seu  casamento, ante a complacência do Estado português…

2. Não obsta à transcrição a morte de um ou de ambos  os cônjuges.

Faltava este pormenor importante…

Artigo 15

1. Celebrando o casamento canónico os cônjuges assumem  por esse mesmo facto, perante a Igreja, a obrigação de  se aterem às normas canónicas que o regulam e, em  particular, de respeitarem as suas propriedades essenciais.

O que é que o Estado tem que ver com essas “propriedades  essenciais” das normas canónicas?!

2. A Santa Sé, reafirmando a doutrina da Igreja  Católica sobre a indissolubilidade do vínculo matrimonial, recorda aos cônjuges que contraírem o  matrimónio canónico o grave dever que lhes incumbe de se não valerem da faculdade civil de requerer o divórcio.

Mas o que é que o Estado tem que ver com isto???!!!     É, apenas, problema dos cônjuges, casar dentro duma Igreja que não admite a dissolução do “vínculo matrimonial”, quando este, às vezes, se dissolve em álcool e pancadas conjugais!…     Enfim, talvez seja a maneira peculiar de a IC tratar da promoção da “dignidade da pessoa humana, da justiça e da paz”, tal como preconiza no artigo 1, ponto 1…

Artigo 16

1. As decisões relativas à nulidade e à dispensa pontifícia do casamento rato e não consumado pelas autoridades eclesiásticas competentes, verificadas  pelo órgão eclesiástico de controlo superior, produzem
efeitos civis, a requerimento de qualquer das partes, após revisão e confirmação, nos termos do direito
português, pelo competente tribunal do Estado.

Claro! Suas eminências reverendíssimas, afinal, até se  contradizem, ao admitirem a dissolução do casamento “rato e não consumado”, desde que sejam essas eminências a anularem e dispensarem, pontificiamente, tal himeneu…     Cá estará o tribunal do Estado para ratificar o “assento” que vier da  IC…

2. Para o efeito, o tribunal competente verifica:
a) Se são autênticas;
b) Se dimanam do tribunal competente;
c) Se foram respeitados os princípios do contraditório e da igualdade; e
d) Se nos resultados não ofendem os princípios da ordem pública internacional do Estado Português.

Estamos a tratar do tribunal eclesiástico… do tribunal civil… daquele a solicitar este, deste a solicitar aquele?!…     Já estou a ficar um bocado baralhado…
Ficavam tão bem os dois separadinhos!…

Artigo 17

1. A República Portuguesa garante o livre exercício da  liberdade religiosa através da assistência religiosa
católica aos membros das forças armadas e de segurança  que a solicitarem, e bem assim através da prática dos respectivos actos de culto.

  Forças armadas e de segurança porquê???!!! Que predilecção é esta da IC por tais forças?!…     É que podia ser também “assistência religiosa” aos funcionários  públicos, dos organismos centrais, das autarquias, etc…     Estranha esta “assistência” aos portadores de armas, por parte duma Igreja que defende a “paz”, estrenuamente, e tem um mandamento” contra o acto de matar, seja com que justificação for…

2. A Igreja Católica assegura, nos termos do direito  canónico e através da jurisdição eclesiástica de um  ordinário castrense, a assistência religiosa aos membros das forças armadas e de segurança que a solicitarem.
“Assistência” paga por quem… por quem???!!!…
… É isso mesmo! Adivinhastes!…

3. O órgão competente do Estado e a autoridade  eclesiástica competente podem estabelecer, mediante
acordo, as formas de exercício e organização da  assistência religiosa nos casos referidos nos números
anteriores.

“Mediante acordo”, subentenda-se: o tarifário da  “assistência”…

4. Os eclesiásticos podem cumprir as suas obrigações militares sob a forma de assistência religiosa católica às forças armadas e de segurança, sem  prejuízo do direito de objecção de consciência.

Por mim… estão dispensados, mediante desacordo com as  interferências abusivas da IC nas corporações militares e policiais…
Aliás, a partir de Novembro de 2004 acabaram as “obrigações militares”  dos civis, pois que acabou a conscrição, em favor do voluntariado contratual.

Artigo 18

A República Portuguesa garante à Igreja Católica o livre exercício da assistência religiosa católica às pessoas que, por motivo de internamento em  estabelecimento de saúde, de assistência, de educação ou similar, ou detenção em estabelecimento prisional ou similar, estejam impedidas de exercer, em condições normais, o direito de liberdade religiosa e assim o solicitem.

Penetram… penetram!…

11 de Setembro, 2012 Carlos Esperança

Chile. Evocação de um crime

Faz hoje 39 anos, um obscuro general derrubou o Presidente eleito do Chile, Salvador Allende, e deu início a uma longa e sinistra ditadura que permanece como paradigma da crueldade, do arbítrio e da barbárie.

Em homenagem aos muitos milhares de desaparecidos, torturados, presos e assassinados o Diário de uns Ateus publica a foto do frio torcionário Augusto Pinochet e do chefe da Igreja que o apoiou.

Para que não se esqueçam os algozes.

Amigo do peito e da hóstia

11 de Setembro, 2012 Luís Grave Rodrigues

9/11

10 de Setembro, 2012 Carlos Esperança

João Paulo II, os serviços secretos e o Opus Dei

Aqueles que viram no rústico papa polaco um bom homem, talvez o último pontífice que acreditou em Deus, estão longe de avaliar a capacidade de intriga e a obsessão que o devorou na luta contra o comunismo.

Surpreenderam-se alguns que tenha manifestado publicamente a sua oposição à invasão do Iraque quando os seus mais fiéis seguidores forjaram as armas de destruição maciça. Esqueceram-se de que a duplicidade é apanágio da diplomacia do Vaticano. Dessa vez o Papa não recorreu à excomunhão dos agressores, limitou-se a anunciar que rezava pela paz com o ar característico de quem acredita na eficácia das orações.

Vale a pena recordar alguns factos históricos revelados pelo padre redentorista Antonio Hortelano que foi espião do Vaticano e da Mossad, reproduzidos pelo padre Anselmo Borges, no Diário de Notícias de 15 de Agosto de 2009.

“O Muro de Berlim caiu graças a João Paulo II, aliado com Reagan.” Mas censura Wojtyla pela troca de informações diárias com Reagan: “Todas as manhãs, Reagan mandava as suas informações ao Papa e este enviava-lhe a informação mais quente que recebia de todas as nunciaturas.” “Foi um grande erro.” Pior, porém, foi o escândalo do IOR, o Banco do Vaticano, e ter confiado as finanças da Igreja a monsenhor Marcinkus. “Foi o arcebispo de Baltimore que lho recomendou, mas já nos Estados Unidos Marcinkus estava relacionado com a Máfia. Por isso, quando se deu a queda do Banco Ambrosiano, que deixou um buraco no IOR de mais de mil milhões de dólares, Marcinkus quis tapá-lo negociando a dívida com a Máfia. No fim, depois de vários mortos, o Vaticano pediu aos religiosos que se encarregassem da dívida. Aceitaram, mas com a condição de ficarem com a gestão das finanças vaticanas. O Papa não quis e então apareceu o Opus Dei, que, através de Rumasa, tapou o buraco de Roma em troca da prelatura pessoal e da canonização do fundador da Obra.”

Desta vez o Vaticano preferiu o Opus Dei à Máfia. Ou optou por outra. Ou escolheu um intermediário. São insondáveis os segredos pios.

No que se refere à espionagem é impossível averiguar os crimes cometidos no ambiente opaco do Vaticano.

Os acordos de Latrão criaram um Estado totalitário, herança do fascismo, sem coragem para canonizar Benito Mussolini mas determinado a resistir à Justiça italiana.

 

10 de Setembro, 2012 Luís Grave Rodrigues

Pai