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5 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

O Vaticano lava tudo, da alma ao dinheiro

Os turistas do Vaticano estão impedidos desde o começo do ano de fazer pagamentos eletrónicos nos museus, lojas e restantes serviços do Estado que é sede da Igreja Católica devido a falhas no combate à lavagem de dinheiro.

De acordo com informações de hoje da agência AP, o Deutsche Bank Italia, que durante 15 anos assegurou os serviços referentes aos pagamentos eletrónicos com cartões multibanco e de crédito no Vaticano, viu o banco central italiano retirar a licença para as operações financeiras em resultado de um incumprimento das regras da União Europeia (UE) sobre lavagem de dinheiro.

Leia aqui, na Visão

 

4 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

DAS CHAGAS E DAS MENTIRAS

Por

David Ferreira

Ao longo da minha vida, sempre que a ocasião o propicia, tenho colocado o dedo na chaga permanentemente aberta e purulenta que debrua a bandeira de quase todas as religiões. É um acto consciente e muitas vezes solitário, que se manifesta inconscientemente, como quem anseia desaguar o excesso de águas inquinadas que a enxurrada sociocultural vai acumulando ao longo dos recantos pantanosos do subconsciente.

Por diversas vezes me questionei acerca do porquê de tal necessidade de alívio mental imediato perante o vislumbre de qualquer centelha mais perniciosa de religiosidade, mas sem necessidade, uma vez que, no fundo, sempre soube a resposta. Mas se o porquê já não me assiste, então para quê?

As religiões não são somente uma proposta ou uma visão filosófica daquilo que apreendemos como realidade, muito menos um simples e cosmológico retransmissor de entidades sobrenaturais indefinidas e indefiníveis que se apresentam, num perverso jogo multidimensional das escondidas, como últimos criadores incriados a necessitarem de constante atenção, como crianças que nunca tiveram pais, em apoplética e eterna carência afetiva.

As religiões são, sobretudo, a materialização e a implementação de uma outra forma de poder, alternativa e concorrente ao poder secular. Se o poder dos homens sobre os homens, assente tanto em pilares de bom senso como, por vezes, na falta dele, serve para regular a manutenção e a subsistência do nosso Eu físico, numa desejada e inevitável harmonia social, já o poder religioso, o de um ou vários deuses sobre os homens, conforme o delírio ou o grau de intoxicação alucinogénia, assenta nos maleáveis pilares evolucionários da moderação comportamental e da sobrevivência, como o medo do desconhecido, o sofrimento, a angústia, a necessidade de explicar fenómenos naturais poderosos para uma adaptação mais sincrética à realidade e, talvez o mais importante de todos, a percepção inequívoca da morte.

É neste limbo de percepções inefáveis e de sentimentos impetuosos, que o espectro da religiosidade estende os seus tentáculos, cheio de espiritualidade mas com muito pouca espirituosidade, com o objectivo de subjugar, regular e comandar o sempre volúvel Eu incorpóreo.

Seja com o Cristo que incessantemente se ressuscita, condenado a salvar os homens por intermédio da exibição morbígena e pornográfica da sua execução, seja com o profeta quezilento e rancoroso que não aceita um gracejo sem suar aziúme por todos os interstícios lendeosos das veneráveis barbas, os arautos do paraíso acotovelam-se diligentemente no resguardo dourado das suas bancas de feira e apregoam aos sete céus a originalidade misericordiosa que aduba os seus terrenos contrafeitos, numa competição desenfreada pela máxima acumulação de almas no mínimo de espaço-tempo possível. Vendem sonhos, compram almas. Contrabandeiam acções virtuosas, lucram indultos ansiados fervorosamente, analgésicos místicos que atenuam a dor auto-infligida que o transtorno dissociativo de personalidade provoca. Publicitam virtudes, mascaram imperfeições. Apelam à doçura, esquecem, ocultam e, por vezes, praticam a tortura. Criticam a idolatria, gerem multinacionais de arte sacra. Perfilham a ciência, praticam exorcismos. Exaltam a criação do Homem e conspurcam-na com pecados originais, vergonhosos e capitais. E tantos malabarismos que tais.

São vendedores de sonhos que reclamam o reino eterno, negociando a eternidade a troco de mentiras que se eternizam. Vendem o desejo de que a certeza, adquirida e multiplicada pelos outros voluntariamente e de uma forma viral, de reza em reza, lhes remova ilusoriamente a agonia da sua própria incerteza e lhes conceda o antídoto perfeito que domestique e tranquilize complacentemente o Mr. Hyde de sono leve que hiberna no seu convulso Dr. Jekyll.

Para quê, então, a necessidade de apalpar periodicamente essa ferida hemofílica que teima a sarar? Para estimular a produção de glóbulos brancos. E para que ela não se esqueça que não é mais que uma ferida que teima em evoluir até à imponência tranquila, natural e adulta de uma cicatriz. E, sobretudo, porque não gosto de mentiras, mesmo que o mitómano que as conceba seja um obsessivo e compulsivo portador de boa vontade.

4 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

O obsoleto bispo de Córdova

TOMA DE POSESIÓN DEL OBISPO DE LA DIÓCESIS CORDOBESA, DEMETRIO FERNÁNDEZ GONZÁLEZ

 

Bispo de Córdova, Demetrio Fernández

“A ideologia de género destroça as famílias

 O bispo de Córdova, Demetrio Fernández, atacou diretamente na sua carta semanal a “ideologia de género” porque, segundo escreveu, “destroça la família”.

“Herodes continua vivo, e não mata apenas inocentes no seio materno, como também tenta mentalizar os nossos meninos, adolescentes e jovens com esta ideologia, querendo fazer-lhes ver que há outros tipos de família”, afirma na missiva.

3 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

Vaticano – Estado offshore


Suspensos no Vaticano todos os pagamentos com cartão de crédito

Todos os pagamentos com cartão de crédito no Vaticano ficaram suspensos desde 1 de Janeiro porque a cidade-Estado não respeita as normas internacionais contra a lavagem de dinheiro, noticiou hoje a imprensa italiana.

3 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

Vaticano – O regresso ao Concílio de Trento

Os «pérfidos judeus» de uma oração da Sexta-feira Santa (abolida só em 1960) podem recuperar o adjetivo pela vontade de Bento 16 cujo ímpeto reacionário e proselitismo religioso só encontram paralelo nos mais histéricos mullahs.

Pedir a Deus que tenha piedade, «até dos judeus», inscreve-se no mais demente espírito persecutório do antissemitismo cristão cujas consequências estão vivas na memória do holocausto. Do Vaticano sopra o ódio vesgo, o racismo do N.T., a xenofobia romana, o horror à diferença e à liberdade.

B16 é a incarnação dos demónios totalitários, a verter latim por entre odores de incenso e borrifos de água benta, ao som do cantochão. O Pontífice conhece bem a história mas não aprendeu a democracia que viu florir à sua volta como obra do Demo.

Hitler aprendeu no cristianismo a odiar os judeus. Bento 16 bebeu na Bíblia, que sabe de cor, o ódio que lhe percorre a face, da tiara até às orelhas, e nas fogueiras do Santo Ofício que o seu Deus só se impõe à humanidade através da exterminação dos inimigos.

A face tolerante do cristianismo não é mais do que a máscara que cobre a raiva e o ódio que a Reforma, a Revolução Francesa e o secularismo o obrigaram a afivelar. Se, por um instante descurarmos a vigilância contra o asco que crepita envolto em sotainas não tarda que novas cruzadas e velha fogueiras defendam a pureza da fé católica e o ódio torpe dos clérigos romanos à democracia e à civilização numa orgia totalitária ao gosto do pastor alemão.

Do livro «A Igreja católica e o Holocausto – Uma dívida moral», Daniel Jonah Goldhagen, respigo os dados seguintes:

– O Evangelho segundo S. Marcos tem cerca de 40 versículos antissemitas;

– O Evangelho segundo São Lucas tem cerca de 60 versículos explicitamente antissemitas e apresenta João Baptista a chamar aos judeus «raça de víboras»;

– O Evangelho segundo São Mateus tem cerca de 80 versículos explicitamente antissemitas:

– Os Actos dos Apóstolos têm cerca de 140 versículos explicitamente antissemitas:

– O Evangelho segundo S. João contém cerca de 130 versículos antissemitas.

«Só estes cinco livros contêm versículos explicitamente antissemitas suficientes, num total de 450, para haver em média mais de dois por cada página da edição oficial católica da Bíblia» (pág. 316 e seguintes).

Será por acaso que  a Hungria lidera hoje o retorno ao nazismo, com o populismo e a demagogia a cevarem a extrema-direita? A Polónia e a Roménia seguem-lhe os passos. O Holocausto parece esquecido ou os povos não têm memória.

3 de Janeiro, 2013 Luís Grave Rodrigues

Universo