21 de Maio, 2013 Carlos Esperança
A ICAR a caminho da jihad
A Igreja não restaura a Inquisição porque lhe falta força
A Igreja não restaura a Inquisição porque lhe falta força
João César das Neves (JCN), quiçá por ausência prolongada de pecados, andou arredado das homilias pias com que agride a inteligência dos crentes e hilaria os incréus.
Na prédica de hoje, neste ano da Graça de 2013, começa por advertir os paroquianos de como procede quem pretende destruir a sociedade: acusar vários réus «do Governo aos bancos, do euro aos corruptos», para advertir que essa forma é ineficaz.
Quando julgávamos que no bem-aventurado brilhava um módico de bom-senso, quis o predicante esclarecer-nos sobre «A verdadeira conspiração», a forma mais eficiente de «conseguir a aniquilação de Portugal». Engana-se quem pensa que a crise económica, ainda que fosse muito mais severa, ou os métodos políticos e militares eram capazes de nos destruir. É muito difícil destruir Portugal – diz JCN.
Mas… «Há uma maneira, e é simples». E está a acontecer-nos. Basta uma conceção que «degrade o conceito de casamento» a que se juntam «as brutais consequências humanas, psicológicas, educativas, culturais e sociais que nascem de famílias em desagregação». Censura a conflitualidade conjugal, explosão de divórcios, desequilíbrio emocional e precarização de relações», mas ignora que tudo acontece por vontade do seu Deus.
JCN adverte que «tudo nasce de uma ideologia lasciva que impõe o postulado de que no sexo todos os prazeres são equivalentes e devem ser excitados». E deplora «este tempo que promove divórcio, aborto, promiscuidade e depravação».
JCN espanta-se que «a população tenha apatia perante a podridão e se assuste com questões económicas, secundárias e passageiras». O que lhe dói é «a incompreensível, boçal e brutal dissolução familiar», referência indireta à lei que prevê a capacidade de co-adoção por casais ou unidos de facto do mesmo sexo, aprovada na generalidade, no Parlamento.
Sem nunca a referir expressamente é a esta lei que chama «A verdadeira conspiração».
Ateo gratias.
Como demonstram as linhas que se seguem, fui obrigado a tomar consciência da extrema dificuldade em definir o que é um infiel.
Escolher entre Alá ou o Cristo, até porque o Islamismo é de longe a religião que progride mais depressa no nosso país. O mês passado, participava no estágio anual de atualização, necessária à renovação da minha habilitação de segurança nas prisões.
Havia nesse curso uma apresentação por quatro intervenientes representando prospectivamente as religiões Católica, Protestante, Judaica e Muçulmana, explicando os fundamentos das suas doutrinas despectivas. Foi com um grande interesse que esperei a exposição do Imã. A prestação deste ultimo foi notável, acompanhada por uma projeção vídeo.
Terminadas as intervenções, chegou-se ao tempo de perguntas e respostas, e quando chegou a minha vez, perguntei: “Agradeço que me corrija se estou enganado, mas creio ter compreendido que a maioria dos Imãs e autoridades religiosas decretaram o “Jihad” (guerra santa), contra os infiéis do mundo inteiro, e que matando um infiel (o que é uma obrigação feita a todos os muçulmanos), estes teriam assegurado o seu lugar no Paraíso. Neste caso poderá dar-me a definição do que é um infiel?”
Sem nada objetar à minha interpretação e sem a menor hesitação, o Imã respondeu: “um não muçulmano”.
Eu respondi : “Então permita de me assegurar que compreendi bem : O conjunto de adoradores de Alá devem obedecer às ordens de matar qualquer pessoa não pertencendo à vossa religião, a fim de ganhar o seu lugar no Paraíso, não é verdade ?
A sua cara que até agora tinha tido uma expressão cheia de segurança e autoridade transformou-se subitamente na de “um puto” apanhado em flagrante com a mão dentro do açucareiro!!!
É exato, respondeu ele num murmúrio.
Eu retorqui : “Então, eu tenho bastante dificuldade em imaginar o Papa Bento XVI dizendo a todos os católicos para massacrar todos os vossos correligionários, ou o Pastor Stanley dizendo o mesmo para garantir a todos os protestantes um lugar no Paraíso.”
O Imã ficou sem voz !
Continuei : “Tenho igualmente dificuldades em me considerar vosso amigo, pois que o senhor mesmo e os vossos confrades incitam os vossos fiéis a cortarem-me a garganta !”
Somente um outra questão : “O senhor escolheria seguir Alá que vos ordena matar-me a fim de obter o Paraíso, ou o Cristo que me incita a amar-vos a fim de que eu aceda também ao Paraíso, porque Ele quer que eu esteja na vossa companhia ?” Poder-se-ia ouvir uma mosca voar, enquanto que o Imã continuava silencioso.
Será inútil precisar que os organizadores e promotores do Seminário de Formação não apreciaram particularmente esta maneira de tratar o Ministro do culto Islâmico e de expor algumas verdades a propósito dos dogmas desta religião. No decurso dos próximos trinta anos, haverá suficientes eleitores muçulmanos no nosso país para
instalar um governo de sua escolha, com a aplicação da “Sharia” como lei.
Parece-me que todos os cidadãos deste país deveriam poder tomar conhecimento destas linhas, mas como o sistema de justiça e dos “media” liberais combinados á moda doentia do politicamente correto, não há forma nenhuma de que este texto seja publicado. É por isto que eu vos peço para enviar a todos os contactos via Internet.
Diário de uns Ateus – O presente texto, onde há um explícito proselitismo cristão, não invalida as preocupações que o Islão levanta nem absolve os crimes que o cristianismo cometeu e comete.
O Inverno recusa a hibernação e vai ressuscitando sem convite, como se chamado a assear as bermas das estradas onde se amontoaram resquícios de sofrimento e faturas de promessas por pagar que um extenso carreiro de luzicus intermitentes transportou lastimosamente para reduzir a cinzas nas chamas de um mar de velas devotas, chorosas e ignaras.
Em Fátima, o 13 de Maio é sempre 1 de Abril, um dia de mentiras a alardear-se fora de tempo. Como este Inverno que teima.
Casos da semana:
I
Dom José Policarpo presidiu à bênção das pastas que decorreu no Terreiro do Paço. O cardeal patriarca fez questão de dizer aos jovens que estes são tempos difíceis e recomendou-lhes o recurso à fé e à criatividade em tempos difíceis e ensombrados pela perspetiva do desemprego.
Há que dar um desconto à senilidade provocada por demasiados anos de penitência autoinfligida e de abstinência racional. A fé encontra-se nos antípodas da criatividade e muitas vezes lhe subtrai o potencial.
II
O líder da República de um país laico, eleito por uma minoria mas eleito em todo o caso, sublinhou, num acesso incontinente de beato em fim de prazo, a importância do fim da sétima avaliação da ‘troika’, falando de uma “inspiração” da Nossa Senhora de Fátima, após chamada de atenção da sua Primeira-Dama, não eleita pela mesma minoria mas impingida à maioria.
Dizem que por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher. O contrário também se pode inferir.
III
A reforma da Educação aprovada pelo Governo espanhol do Partido Popular prevê que a nota na disciplina de Religião no ensino secundário volte a contar para a média.
As seitas católicas que conjuram no subsolo do obscurantismo, financiadas pelo dinheiro provindo do crime organizado que o IOR se encarrega de lavar, reforçam as suas penitentes atividades e exultam com o regresso ambicionado da Santa Inquisição.
Miranda do Corvo, 18 de maio de 2013
Sob o lema “diálogo inter-religioso” realizou-se ontem em Miranda do Corvo, sob o patrocínio da Câmara Municipal, jornal Mirante e ADFP um ciclo de conferências.
O programa teve início às 10H00 com a abertura solene pela Presidente da Câmara e encerrou, depois das 18 H00, com a habitual sessão de encerramento com o Diretor do Mirante, Eng.º Carlos Ferreira, um vereador e o Professor Amadeu Carvalho Homem.
É difícil imaginar numa vila, inserida na sub-região do Pinhal Interior Norte, tão grande atividade cultural e uma soberba IPSS, a ADFP, uma Fundação cujo presidente, além da notável ação solidária exercida, nos brindou com a mais extraordinária conferência, na forma e no conteúdo, de todas as que foram proferidas. Foi breve a dizer o que fez e faz e convincente a transmitir os projetos que tem em marcha. Jaime Ramos, benemérito, ex-político, médico e intelectual, é uma das raras personalidades que poderia e deveria ser o ministro da Segurança Social de um qualquer Governo. Espero, no próximo ano, destinar 0,5% do meu IRS à sua ADFP.
As conferências de carácter religioso refletiram o pensamento de cada crente tal como a subordinada ao «Ateísmo», que me coube, exprimiu a posição ateísta e a desconfiança sobre a bondade das crenças.
E é sobre este aspeto que quero deixar aqui a reflexão pessoal de quem considera más todas as crenças e bons todos os crentes; de quem entende que se devem respeitar todos os crédulos e desmascarar todas as religiões; de quem defende a liberdade dos crentes mas entende que, à semelhança de qualquer outra associação, todas as religiões devem estar sob a vigilância cívica e sujeitas ao direito penal.
Falei com um judeu, um padre e um frade católicos, e outros crentes mais ou menos ortodoxos mas foi o representante islâmico que num tom carregado de ódio disse que não compreendia que pudesse haver um ateu. Mahomed Abed não percebe o que é a liberdade ou a democracia porque o fascismo islâmico, um subproduto da falência da civilização árabe, só compreende a alegada vontade de Alá sem qualquer respeito pelas liberdades, direitos e garantias dos cidadãos.
Não esperava ter a solidariedade dos crentes mas não imaginava a raiva do islamita, que contrastava com o judeu e os católicos intervenientes com quem foi possível conversar, amistosamente, durante o almoço.
O projeto de lei de um grupo de deputados do PS, que prevê a capacidade de co-adoção por casais ou unidos de facto do mesmo sexo, foi hoje aprovado na generalidade, no Parlamento, com 99 votos a favor, 94 contra e nove abstenções.
A decisão é, de facto, um problema de consciência mas não se percebia que um cidadão solteiro e homossexual pudesse adotar uma criança e um casal de indivíduos do mesmo sexo o não pudesse fazer. Acresce que o facto de ninguém poder ser discriminado em função da sua orientação sexual, legitima a decisão da AR.
Esperei sempre a ajuda dos psicólogos para a formação da minha própria opinião, mas não tenho dúvidas de que o afeto de que todos precisamos e, em especial, as crianças, não depende da orientação sexual de quem o dedica. Já a oposição parece ter origem em razões de natureza religiosa ou radicada num preconceito.
Surpreende-me, sim, que o CDS, perdida a votação sobre uma matéria que dividiu o seu próprio partido pondere pedir a fiscalização da constitucionalidade. Parece mais uma manobra política eleitoralista do que uma dúvida jurídica legítima. De qualquer modo é um assunto típico da AR e não dos Tribunais.
À luz da minha sensibilidade, saúdo a Assembleia da República pela decisão tomada e felicito todos os deputados que tomaram uma decisão que se me afigura sensata. E saúdo também os que, por razões de consciência e firme convicção de que a sua posição defendia melhor as crianças, votaram em sentido contrário.
Não há verdades únicas nem definitivas. Hoje, está de parabéns a A.R..
Quem vai espumar de raiva é a Igreja católica que cada vez conta menos nas decisões dos portugueses.
Por
O Cardeal Keith O’Brien, antigo chefe da Igreja Católica na Escócia, foi acusado de ter abusado sexualmente de quatro sacerdotes, há trinta e três anos.
Estas acusações eram conhecidas do Papa Bento XVI. O cardeal garanhão de sacerdotes foi agora castigado pelo Vaticano, passados tantos anos e depois de se tornar pública a notícia. A pena aplicada ao abusador é de um “retiro espiritual”, “com o propósito de renovação espiritual, de oração e penitência”.
O cardeal da Igreja Católica não é levado à Justiça nem aos Tribunais para ser julgado pelos crimes cometidos. O Vaticano dá-lhe umas férias pagas prolongadas para descanso e tratamento da saúde mental.
Não há Justiça que ponha as mãos em cima deste abusador sexual da Igreja Católica! Ele está protegido e será tratado divinalmente com férias prolongadas.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.