“As Nações Unidas exigiram esta quarta-feira que o Vaticano “remova imediatamente” todos os padres que tenham abusado sexualmente de menores ou que sejam suspeitos disso, e que os entreguem às autoridades judiciais. Um relatório sem precedentes do Comité para os Direitos da Criança, apresentado em Genebra, concluiu que os abusos foram “sistemáticos” e pede à Igreja Católica que entregue os seus arquivos sobre abusos sexuais para que todos os casos sejam conhecidos, “até os escondidos”.”
Mais vale tarde que nunca.
Em 1975 o arcebispo de Braga, D. Francisco, ameaçava com «a heresia e as penas do inferno» quem não votasse no CDS.
Um juiz federal encontrou uma lei inconstitucional que permite que os membros do clero evitar o pagamento de imposto de renda sobre a compensação que é parte designada de um subsídio de alojamento.
A decisão de sexta-feira pelo Juiz Distrital dos EUA Barbara Crabb poderia ter amplas implicações financeiras para os pastores, que atualmente pode usar a renda não tributada para pagar os custos da habitação de aluguer ou os custos de aquisição de casa própria, incluindo pagamentos de hipotecas e impostos sobre a propriedade.
Diário de uns Ateus – Portugal precisa de uma jurisprudência assim.

Pedem-me para respeitar as tradições. Vão para o raio que os parta.
Em Espanha, 17 mil meninas estão em risco de ser vítimas da excisão do clitóris. Este crime pratica-se sempre em contexto muçulmano. Não me peçam consensos, não exijam a minha compreensão, não defendam a tradição.
http://ccaa.elpais.com/ccaa/2014/01/31/catalunya/1391167593_685782.html
Em 2005, um juiz italiano pretendeu julgar Oriana Fallaci, notável jornalista, que vivia então em Nona York, por difamação do Islão, para gáudio dos islamitas, em geral, e dos mullahs, em particular.
O juiz acusou o seu livro «A força da razão», de 2004, de incitamento ao ódio religioso pois a autora escreveu que o islão «semeia o ódio no lugar do amor e escravidão no lugar da liberdade».
O juiz António Grasso, de Bérgamo, considerou que algumas palavras da jornalista eram «sem dúvida ofensivas para o islão e para os que praticam essa fé».
O juiz tinha razão. Eu, que li o livro, apurei que Oriana Fallaci ofendeu o Islão. Conta a forma demente como a mulher é tratada nos países islâmicos, fala do ódio que o Corão prega, reproduz os abjetos preceitos e corrobora tudo o que sabemos sobre o desprezo do islão pelas liberdades essenciais e pelos direitos sagrados da democracia.
Porventura o islão não ofende a razão e a liberdade? Os clérigos muçulmanos aceitam renunciar à pena de morte em relação à apostasia, à blasfémia e ao adultério? Admite o islão o direito à liberdade e à democracia? Não é, por acaso, o Corão o instrumento do ódio aos infiéis, da repressão das mulheres e da alienação dos crentes?
A simples tentativa de julgar quem denuncia a iniquidade de forma vigorosa foi um atentado à liberdade, a perversão da democracia e um atentado contra a civilização.
O multiculturalismo, desejável e louvável, tem de terminar onde começam os direitos consagrados na Declaração Universal dos Direitos do Homem. Proceder de outra forma é regressar à barbárie, expor a democracia à demência teocrática, substituir o sistema representativo, saído de eleições livres, pelas determinações dos livros sagrados. É, em suma, substituir os defeitos dos homens pela loucura de Deus.
Infelizmente, Oriana Fallaci viria a falecer em setembro de 2006, antes de ser julgada. Poupou ao juiz uma iniquidade e à Europa a urgência de escrutinar as leis religiosas com a mesma severidade com que aprecia os programas partidários.
Cinco igrejas cristãs assinam documento de reconhecimento mútuo de baptismo
Católicos, anglicanos, metodistas, presbiterianos e ortodoxos passam a aceitar, de forma oficial e a partir deste sábado, pessoas baptizadas por qualquer uma destas igrejas.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.