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Categoria: Religiões

16 de Setembro, 2011 Carlos Esperança

A fé, a tirania e a violência

Quando o solípede Abraão quis sacrificar o filho para fazer a vontade ao seu deus criou um axioma que perdura: os tiranos têm sempre quem lhes obedeça.

Que outra forma há para explicar as casmurrices papais que encontram sempre legiões de câmaras de eco que as propagandeiam urbi et orbi?

Que justifica a existência de carrascos para darem cumprimento à sharia ? Quem criou os frades que rezavam alegremente enquanto as bruxas e os hereges eram grelhados nas santas fogueiras da Inquisição ?

Faltam, acaso, médicos que atestem a veracidade das burlas dos milagres obrados por um sistema de cunhas que envolve uma virgem, um defunto e a associação de intrujões?

As religiões são as multinacionais que mais tempo se mantêm no mercado sem renovar o stock dos produtos e os métodos da cautela premiada. Prometem o paraíso sem terem uma escritura válida nem o número de registo na conservatória do registo predial celeste e ameaçam com o Inferno, sem o localizarem no mapa imaginário da fé.

O clero é uma classe de vendedores de ilusões que obedece cegamente a uma hierarquia pouco recomendável. Do budismo ao cristianismo, do judaísmo ao islamismo, da bruxaria à quiromancia, a superstição e o medo são os motivos que levam os clientes a alimentar as mentiras pias e o fausto dos patrões da fé.

13 de Setembro, 2011 Raul Pereira

Ensinar a magia da realidade

O novo livro para crianças de Richard Dawkins, The Magic of Reality: How We Know What’s Really True, fala sobre os Pastorinhos de Fátima.
Faço um apelo à Casa das Letras para que o disponibilize rapidamente na nossa língua, pois vou querer oferecê-lo a todos os infantes que me são próximos.

(se tiver problemas em ver o vídeo, carregue aqui.)
11 de Setembro, 2011 Carlos Esperança

Efemérides pias

Faz hoje anos (38) que Pinochet derrubou o governo legal do Chile e estabeleceu uma ditadura com o apoio da Igreja católica e da CIA. Depois vieram as torturas, os assassinatos, os desaparecimentos de cidadãos e o roubo de crianças a quem matavam os pais.

Faz hoje 10 anos que o fascismo islâmico destruiu as Torres Gémeas de Manhattan, a mais selvagem crueldade a que o fascismo islâmico se atreveu levando uma explosão de alegria à rua islâmica.

10 de Setembro, 2011 José Moreira

Deus está em toda a parte

Eu costumo dizer que é mais fácil fundar uma “igreja” (leia-se religião) do que abrir um hospital. Ou uma escola. Ao que parece, tenho razão. Aliás, há escolas a fechar, hospitais a abrir falência, mas as igrejas resistem sempre.

Ora, em complemento das igrejas de vão-de-escada surgem, agora, as igrejas de sob-as-árvores. Pelos vistos, porém, os deuses é que nem sempre estão de acordo, daí que vão mandando sinais a manifestar isso mesmo. Por exemplo, em Janeiro mandaram um raio que fulminou oito fiéis.

Não haveria hipótese de instalarem um pára-raios num dos ramos mais altos da árvore? Assim como se faz nas igrejas de pedra-e-cal?

9 de Setembro, 2011 Carlos Esperança

Os crentes voltaram de férias

Reprimidos pela castidade a que a sua religião os obriga, voltaram azedos e malcriados, o que não é exclusivo desses seres com os joelhos calejados nas missas e o pensamento obnubilado pelas orações.

Eles sabem que o ateísmo é anterior à inseminação de uma judia por uma pomba e que sem Paulo de Tarso, que fez a cisão com o judaísmo, e o pouco estimável Constantino, que transformou uma seita perseguida em religião oficial, não haveria cristianismo.

Convém recordar que o logótipo do cristianismo foi, nos primeiros séculos, o peixe e, só depois, o sinal mais o substituiu. Para quem sabe que foram os homens que criaram os deuses, e não o contrário, é curioso observar como os crentes ainda vêem no Pentateuco a palavra do deus abrâmico, não sendo honroso que tal manual sirva de orientação espiritual com a sua crueldade, própria da época em que foi criado, habitual nos seis séculos em que a tradição oral foi sendo adaptada.

Eram tempos em que a vida tinha pouco valor e a violência era apanágio das tribos que se submetiam a um rígido poder patriarcal. É por isso, por razões morais, que um ateu civilizado e que preze a vida não pode ver no Deuteronómio ou no Levítico, v.g., a orientação para uma conduta digna.

Ultimamente, o judeu que divinizaram e se tornou a mascote do cristianismo, está a ser substituído pela alegada mãe que aparece a dar recados, em países católicos, a pessoas de parca sabedoria e forte superstição. Da trindade cristã, o Espírito Santo há muito que foi deixado cair no olvido e é hoje residual o culto de que goza. Em breve restará apenas a virgem Maria para meter cunhas ao divino filho a troco das orações e do óbolo.

9 de Setembro, 2011 Carlos Esperança

As orações podem matar

Em Veneza os muçulmanos correm risco de vida para rezarem.