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Categoria: Religiões

20 de Outubro, 2011 Carlos Esperança

Anti-semitismo católico – oração das sextas-feiras

“Oremus et pro perfidis Judaeis”
(oremos pelos pérfidos judeus): “Eterno e onipotente Deus, que não vos afastais nem mesmo da perfídia judaica, escutai a nossa prece, a qual elevamos pela cegueira daquele povo, para que ele conheça a luz –que o Cristo existe– e se afaste das trevas”.

Oração citada nos comentários por Stefano, oração que as catequistas me ensinaram em pequeno. Foi a maldade da Igreja que me alertou para a mentira de deus.

18 de Outubro, 2011 Carlos Esperança

Comportamento genético da ICAR

Up to 300,000 Spanish babies were stolen from their parents and sold for adoption over a period of five decades, a new investigation reveals.

The children were trafficked by a secret network of doctors, nurses, priests and nuns in a widespread practice that began during General Franco’s dictatorship and continued until the early Nineties.
Read more: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2049647/BBC-documentary-exposes-50-year-scandal-baby-trafficking-Catholic-church-Spain.html#ixzz1b5H6Je2H

Nota: Assim compreende-se melhor a raiva dos crentes que frequentam o DA.

18 de Outubro, 2011 Carlos Esperança

Os britânicos sabem como são as religiões

Uma recente pesquisa mostrou que 79% dos britânicos acreditam ser a religião a origem de muita miséria e conflitos no mundo. Do total, 11% discordaram dessa avaliação.

A pesquisa foi realizada pelo YouGov em parceria com o Departamento de Política e Estudos Internacionais da Universidade de Cambridge. Foram ouvidos 64.303 adultos (maiores de 18 anos).

15 de Outubro, 2011 Carlos Esperança

Fátima perde clientela

São os próprios empresários que reconhecem que a procissão do Adeus, no Santuário de Fátima, contou anteontem com a presença de 85 mil fiéis, menos 15 mil do que na peregrinação de Outubro de 2010. Uma quebra de 15%.

A burla de Fátima, tentada noutras localidades, teve êxito na Cova da Iria onde três crianças analfabetas, aterrorizadas com o Inferno, viram a Senhora de Fátima a saltitar pelas azinheiras e um anjo a aterrar no anjódromo onde as cabras pastavam.

As cambalhotas do Sol e os conselhos da virgem nómada foram a coreografia de um número contra a República que, depois da ditadura nacional-católica de Salazar, foi reciclado na luta contra o comunismo.

A conversão da Rússia foi o desejo pio de quem pensava que a Igreja ortodoxa deixava a católica entrar na sua coutada. O Inferno que Cristo mostrou à Irmã Lúcia numa bolsa de estudo que o crucificado lhe ofereceu, quando a infeliz estava enclausurada em Tuy, foi posteriormente abolido por falta de combustível ou medo do ridículo mas não impediu a vidente de ver o Administrador do Concelho de Ourém que ali passava a defunção por não frequentar a missa nem rezar o terço.

Em tempos de crise, o negócio da fé costuma prosperar mas o ridículo também mata e Fátima, apesar de ter a maior área coberta para a oração, tem cada vez menos clientes.

Enquanto a IURD e outras concorrentes fazem milagres todas as semanas, a Igreja católica vê-se aflita para fabricar um milagre de jeito para o Papa JP2, talvez o último que, na sua superstição, acreditou em deus.

Depois de os não crentes se terem tornado maioritários na república Checa e em França, a secularização avança e, em Portugal, já se importam padres em sistema leasing.

7 de Outubro, 2011 Carlos Esperança

A crise e a virulência dos monoteísmos

O regresso identitário religioso e o fanatismo que daí resulta estão na origem do forte aumento do ateísmo, contrariando a tendência de refúgio que, em períodos de crise, as religiões representam.

A rejeição dos monoteísmos não se deve apenas à fragilidade dos seus argumentos e aos milagres pueris com que pretendem convencer e converter os crentes da concorrência e os incréus, mas, sobretudo, ao fanatismo e ao ódio que semeiam.

Não é por acaso que, em França, os ateus duplicaram na última década e que são hoje maioritários os franceses que se assumem como ateus ou agnósticos, segundo afirma, em editorial, o último número da revista «Le Monde des Religions»* (Set./Out).

Os crentes abraâmicos não renunciam facilmente à violência divina da lei moisaica e do património comum do Levítico e do Deuteronómio que não são apenas partes do livro que Saramago chamou manual dos maus costumes, mas fascículos terroristas com que os clérigos envenenam os missionados e os prosélitos congeminam vinganças.

As três religiões do livro odeiam-se mutuamente. Os judeus não aceitam Cristo como Messias e os muçulmanos negam que seja filho de Deus. Estas divergências pueris, que deviam ser apenas diferenças de opinião, ainda que nenhuma seja falsa, levam dois mil anos de guerras e de ódios insanáveis. Os cristãos, nascidos de uma cisão do judaísmo, mataram judeus e, mais tarde, muçulmanos; estes, criados por uma cópia grosseira do cristianismo, matam cristãos e judeus; estes últimos, responsáveis pela criação do deus abraâmico, matam muçulmanos e roubam-lhes as terras. Enfim, ninguém faz o mal com tanto entusiasmo como os crentes.

* 34% declaram-se ateus, 30% agnósticos e 36% crentes.

7 de Outubro, 2011 Ricardo Alves

Cinco mil só nos sonhos dela

Esther Mucznick diz que há cinco mil judeus em Portugal. Ena tantos. Curiosamente, os censos de 2001 nem mil e oitocentos encontraram. E a senhora Mucznick e os seus amigos têm quatro locais de culto em Portugal, dois dos quais nem vinte pessoas devem albergar em dias de festa. Enfim: aldrabices grosseiras como esta passam por verdade num jornal de referência.

4 de Outubro, 2011 Carlos Esperança

Mão pesada da justiça para padre sem habilitações

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Salvo o devido respeito pelo Tribunal de Santo Tirso que condenou Agostinho Caridade a dois anos e meio de prisão, com pena suspensa, devo expressar a minha perplexidade pelo peso da pena. Nem o facto de a comarca ter um nome de santo e o arguido o apelido de uma das três virtudes teologais, lhe evitaram a condenação.
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Agostinho Caridade celebrou missas, casamentos, baptizados e funerais em todo o país, inclusive na Sé de Braga, durante quatro anos. Os paroquianos apreciavam as homilias e verificaram que os baptizados, casamentos e funerais foram realizados segundo o estado da arte. Em suma, preferiam-no aos colegas que arrastaram as sotainas pelos seminários e foram ungidos por um bispo.
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O Sr. Caridade não está isento de impostos, isso é privilégio dos colegas diplomados, e, por esse motivo, por evasão fiscal, falta de recibo verde e fuga ao IVA, devia ter sido condenado, mas ele apenas foi tão severamente castigado por exercer funções a que um estado laico é alheio. Não me consta que o alvará de pároco seja da competência dos órgãos do estado nem que este tenha capacidade para lhe retirar competências.
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Se, em vez de exercer o múnus espiritual, o Sr. Caridade se tivesse dedicado a consertar persianas ou a reparar canalizações, embora fosse muito menos competente, nunca seria julgado. Perdeu-o o facto de alguém o denunciar, não por inépcia, mas por ter exercido uma profissão num sector fortemente monopolista.
Tendo estagiado com o pároco de Santiago de Bougado, na Trofa, então já num estado de saúde muito debilitado, aprendeu a transformar a água vulgar em benta e a transubstanciar a hóstia. Faltou-lhe o diploma.
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É uma injustiça não lhe darem uma oportunidade para exercer legalmente a vocação e exonerarem-no do pagamento de 4.272 euros a três pessoas que burlou, pois o dinheiro recebido não teve pior destino do que o óbolo depositado no andor do Senhor dos Passos ou na caixa de esmolas de um santo de qualquer paróquia.