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Carlos Esperança

29 de Maio, 2006 Carlos Esperança

Bem-vindos ao Diário Ateísta

Os cristãos que visitam o Diário Ateísta dão público testemunho da fé a que se encontram avençados, como lhes recomenda o proselitismo a que são obrigados.

Não podendo impedir o livre-pensamento e a liberdade de expressão, hábitos que Pio IX santamente excomungou, apresentam-se como testemunhas abonatórias das verdades evangélicas e do bom comportamento dos seus padres.

Acontece que a investigação histórica arrasou os livros sagrados e as hormonas puseram de rastos a virtude dos seus padres.

Os católicos insistem nos milagres com que o Vaticano substituiu a criação artesanal de santos e beatos pela produção em série.

Os outros cristãos insistem nas mentiras bíblicas e na vontade de Deus como os mullahs na exegese pouco criativa do Corão e na sagrada demência do profeta Maomé.

O Diário Ateísta não visa especialmente os crentes cuja felicidade preza, a menos que a deriva sádica os acometa como soe aos fanáticos que vêem na guerra santa uma forma de criar o Inferno, receosos de que não exista.

O objectivo da nossa vigilância são as pias mentiras sobre o Crucificado, a virgindade da mãe do mesmo e os hábitos nómadas desta alcoviteira do divino e intermediária do Céu, que poisa em azinheiras e se mostra na obscuridade das grutas.

O interesse do D.A é mostrar às pessoas que não há anjos da guarda, espécie de polícias privativos que perseguem as pessoas em permanência, na intimidade ou nas procissões.

Empenhamo-nos em afirmar que a água benta é igual à outra, que o pão ázimo tem igual valor nutritivo e paladar antes e depois de consagrado.

Sabemos que bênçãos e indulgências traficadas pelo Sapatinhos Vermelhos são meros placebos que alucinam multidões mas não têm o mais leve resquício de alcalóides.

Os ateus apenas previnem os incautos de que Fátima nunca foi anjódromo (não há pista de aterragem de anjos) e de que o prazo de validade da aldrabice está a ser alargado com o artifício do anjo e com os mórbidos comícios junto ao túmulo dos pastorinhos.

28 de Maio, 2006 Carlos Esperança

Rätzinger na Polónia


O Papa Ratzinger foi à Polónia – a última reserva do catolicismo jurássico, na Europa -, dizer missas e apanhar um banho de multidão. Apanhou uma molha que encharcou 300 mil fiéis, quando se esperava um milhão.

A Varsóvia de hoje já não é a de 1979 nem B16 é JP2, um artista consumado na arte de encantar multidões que, nessa data, levou o público ao rubro.

Enquanto Deus zurzia os crentes e os curiosos e os fustigava com bátegas, os figurantes protegiam-se do céu com guarda?chuvas.

B16 lá pediu aos polacos que não deixassem que a prosperidade lhes corroesse a fé, sabendo como a miséria e a ignorância são aliados poderosos da crença no divino.

Na última missa, mais concorrida, no Parque Blonie de Cracóvia, ajudado por cerca de 1900 padres, dos quais 20 cardeais, 28 arcebispos e 120 bispos de um total de 16 países, afirmou que sentia «profunda comoção» ao recordar JP2.

JP2 vai ser canonizado brevemente. É do interesse da ICAR, da Polónia, e, em especial, do vice-primeiro-ministro e ministro da Educação, Jedrzej Giertych, «católico integrista, militante contra a homossexualidade e o aborto», tradicionalista radical, antiliberal e anti-europeu, como convém ao filho e neto de dois ideólogos da direita nacionalista polaca.

O passado de B16 na juventude nazi (mesmo que involuntário) criou embaraço na passagem por um campo de extermínio nazi da Polónia, um país que se distinguiu pelo anti-semitismo militante.

27 de Maio, 2006 Carlos Esperança

Mais uma beata no zoo da santidade

Ora aqui está uma impossibilidade absoluta, falsificar o que não existe, deturpar o que nunca foi dito, atribuir segundo sentido ao que não tem qualquer sentido.

A palavra de Deus é uma espécie de placebo sem excipiente, o fato do rei que ia nu, um artifício de que se alimenta o clero e que explora os supersticiosos.

Enquanto o Papa Ratzinger prossegue na campanha de marketing e no esforço de fazer regredir a humanidade, a ICAR dá a conhecer a próxima beata portuguesa – Rita Amada de Jesus (1848-1913).

No próximo dia 28 de Maio terá lugar na Sé de Viseu – dia em que o fascismo celebra oitenta anos do golpe de Estado que deu origem à mais longa ditadura europeia -, uma missa presidida pelo cardeal fabricante de beatos e santos, para proclamar a nova beata.

A freira Rita Amada de Jesus (lindo nome) «desde criança, manifestou especial devoção a Jesus Sacramentado, a Nossa Senhora, e a S. José e ainda um carinho muito particular pelo Papa que, por essas alturas vivia vida atribulada, a ponto de se ver exilado e, poucos anos depois espoliado dos Estados Pontifícios».

Além disso pedia às Irmãs Beneditinas do Convento de Jesus e conseguiu delas alguns «instrumentos de mortificação», adereços preciosos de que os elementos do Opus Dei e outros sadomasoquistas não prescindem.

A propaganda da ICAR está a aproveitar mais esta beatificação para a manipulação da população rural de Viseu, para atacar a primeira República e reabilitar um Papa que foi um autêntico facínora (Pio IX).

Esta saudade do poder temporal manifesta-se na ânsia de poder do actual pontífice, nas exigências clericais ao poder político dos países democráticos e no desespero com que a ICAR combate a secularização e a laicidade.

Cuidado, eles estão de volta. São poucos mas raivosos. O clero medieval está aí de novo para impor regimes ditatoriais e regressar aos métodos de Pio IX, o «papa atribulado» que considerou a Igreja católica incompatível com a liberdade e excomungou a democracia e o livre-pensamento.

25 de Maio, 2006 Carlos Esperança

Causas da decadência ética em Portugal

A mãe que reza o rosário para que o filho passe no exame está a meter uma cunha à santa para que influencie o júri que o há-de julgar.

O construtor civil que manda um cabaz de Natal a casa do engenheiro da Câmara agradece o último andar do empreendimento que tem em construção.

O funcionário que promete ir a Fátima, se for promovido, quer apenas que Deus se lembre dele para a vaga que por mérito pertenceria a um colega.

O cordão de ouro que a minhota deixou no andor do Senhor dos Passos para que o seu homem deixasse a galdéria que o transtornou e voltasse para ela, sabe bem que sem a renúncia ao ouro o Senhor não lhe levaria de volta o bandalho do marido.

Sempre que há promessas para obter do santo especializado em certo tipo de subornos, um qualquer benefício, é a confissão do carácter venal da Providência. É o cabrito que se manda ao chefe na véspera das actualizações salariais.

Ao santo pede-se que interceda junto de Deus para fazer ao mendicante o que não faz a outros. Ao chefe solicita-se que trame o parceiro em benefício próprio.

Portugal é um país venal, de pequenas e vis corrupções, país feito à imagem da religião que o marcou, uma espécie de ferro que indica a ganadaria e o distribui os portugueses por paróquias e dioceses como animais da respectiva quinta.

Mas que pode esperar-se da Igreja do Papa JP2 que acreditou que a Virgem lhe dirigiu a bala por sítios não vitais e o poupou a ele mas não nos poupou dele a nós?

A mentalidade beata cria pessoas que Vêem o empenho, o suborno e o compadrio como virtudes canónicas, que fazem na vida o que lhes ensinaram a fazer com Deus.

Felizmente ainda há gente séria. O mesmo não se pode dizer da fauna mística que povoa o Céu, um grupo de agiotas onde se chega através de agentes, à custa de missas, terços e oferendas e da renúncia aos prazeres da vida.

24 de Maio, 2006 Carlos Esperança

Quo Vadis Ratzinger?

Em tempos de JP2, um clérigo ilustrado mas rural, poliglota e crente em Deus, a ICAR tornou-se ainda mais conservadora, adoptou a teologia do preservativo e mostrou-se insensível à SIDA e a outras doenças sexualmente transmissíveis.

JP2 era um provinciano habituado a viver em ditadura, um crente que julgava de origem divina a Bíblia e acreditava na Senhora de Fátima. Se fosse cientista era uma alimária, sendo Papa foi um místico.

A intolerância era apanágio do múnus e da formação, a postura misógina uma exigência do Evangelho e a moral sexual um misto da repressão própria e dos desvarios dos santos doutores da Igreja católica.

Recalcitraram alguns teólogos e outros clérigos que não tinham o espírito embotado da atrasada Polónia. Com a ajuda do cardeal Ratzinger a todos calou. Afastaram-se uns, submeteram-se outros e foi a mais reaccionária e política das seitas católicas – o Opus Dei -, que marcou ideologicamente o pontificado de JP2.

Após a deprimente exploração da decrepitude do autocrata, falhado o último suspiro em directo para as televisões, a Cúria encenou o espectáculo fúnebre com pompa e propaganda. Fizeram-lhe um lindo enterro, como soe dizer-se.

O inquisidor de serviço fez-se Papa e o Opus Dei reforçou o poder. O conservadorismo e a luta política contra as decisões democráticas dos povos ganhou novo fervor e uma conjura internacional está a ser preparada contra a laicidade e o secularismo.

Bento 16 é um Torquemada actualizado. A SSPX do excomungado bispo Lefebvre dá-se com o inquisidor Ratzinger como Deus com os anjos, como se diz em jargão pio.

Não é estranho que não haja dissidentes? Ou a ICAR já não representa ninguém ou o controlo ideológico e a repressão impedem a discordância teológica.

Roma está cada vez mais parecida com Meca. Os prosélitos da Bíblia são clones dos suicidas islâmicos e o clero de um e outro antro é cada vez mais parecido no desvario, na intolerância e na ânsia de poder.

A fé é um veneno perigoso.

22 de Maio, 2006 Carlos Esperança

O Cardeal Patriarca de Lisboa e a cadeira

Anda o clero português numa dobadoira sem saber onde sentar o idolatrado rabo de Sua Eminência e os de mais 18 Excelências Reverendíssimas nas cerimónias oficiais.

Não interessa ao clero se os pecados mortais são sete ou passaram a dez com o ódio de Ratzinger à televisão, Internet e jornais. É-lhe indiferente que a água benta se encha de bactérias e que as hóstias percam o prazo de validade à míngua de devoção eucarística.

O que o clero quer é uma cadeira proeminente nas inaugurações, um lugar visível nas tomadas de posse dos políticos, uma foto nos jornais, tempo de emissão no telejornal e um talher à mesa dos poderosos.

Pode o consumo de hóstias estar em crise, as igrejas abandonadas, as homilias desertas, mas é preciso uma cadeira onde o clero exiba a importância, o anel e as vestes luzidias.

Um bispo fica sempre bem numa cerimónia, tal como um porteiro fardado a rigor e os motoristas à saída para, de boné na mão, abrirem as portas dos carros aos senhores.

O rabo de um bispo é uma relíquia que urge cuidar com sentido de Estado, um objecto de culto a que é preciso reservar poiso, uma protuberância que os fiéis apreciem de joelhos no chão e de mãos postas.

O rabo de cardeal vale mais do que o do ministro ou deputado? Se a guerra dos rabos e das cadeiras prosseguir, havemos de encontrar presidentes da junta de fita métrica em punho a discutir com o pároco a precedência dos respectivos rabos.

Quando o clero perde a cabeça só lhe resta a cauda mas, tal como nos lacraus, não deixa de morder.

Fonte: Correio da Manhã

21 de Maio, 2006 Carlos Esperança

Missa, dinheiro, mulheres e droga…

A arquidiocese de Braga, o baluarte do catolicismo mais jurássico, que se distinguiu pela fé explosiva do cónego Eduardo Melo, volta a ser notícia pelos pecados dos seus padres. E uma diocese que não comprova a virtude dos seus clérigos não convence os paroquianos da bondade do seu Deus.

Segundo o «Correio da Manhã» há sacerdotes afastados devido ao envolvimento com mulheres, um caso de dependência da droga e, agora, um jovem padre que se afundou em dívidas.

O P.e Nuno Melo, de 29 anos, gosta de carros de luxo, jantaradas e diversões nocturnas. A gula, a vaidade e a luxúria são três pecados capitais que qualquer confissão bem feita aliviaria mas o dinheiro esportulado pelos paroquianos não é dívida que se possa remir com padre-nossos e ave-marias.

O promissor apóstolo do Senhor está num retiro em Santo Tirso, aguardando o regresso ao múnus enquanto «algumas dívidas já começaram a ser pagas, por intermédio do arcipreste de Amares e também pelos conselhos económicos das paróquias».

20 de Maio, 2006 Carlos Esperança

O Código Da Vinci queimado em Itália (2)


A intolerância faz o seu caminho. Depois das caricaturas de Maomé que foram pretexto para desacatos da horda imensa de árabes ociosos, acicatados pela demência de mullahs, regressou à Europa o gosto pirómano contra a cultura.

As religiões monoteístas mobilizam crentes embrutecidos para protagonizarem cenas que julgávamos exclusivas da Idade Média. Na própria Europa, um romance e o filme que sobre ele foi realizado são alvos da ira eclesiástica e da fúria de crentes exaltados.

A queima em praça pública de exemplares de «O Código Da Vinci», uma iniciativa da extrema-direita italiana patrocinada por Stefano Gizzi, da Democracia Cristã, e Massimo Ruspandini, da Aliança Nacional, remete-nos para os totalitarismos do séc. XX que ensombraram a Europa.

As fogueiras são a dolorosa memória dos tempos do Santo Ofício e um perigoso indício do retrocesso civilizacional que dignitários de diversas religiões estimulam.

A ira beata contra um romance policial (bem interessante, por sinal) e respectivo filme, é uma ameaça às liberdades europeias, conquistadas através de um longo processo de secularização.

Se não formos vigilantes perante os detentores das verdades absolutas seremos vigiados de novo e a liberdade é um bem demasiado precioso para que a deixemos sacrificar no altar da intolerância e do fanatismo.

Quando se celebra o Ano Mundial do Livro há quem se excite com as fogueiras que queimam livros e incite à proibição de filmes.

Quando das caricaturas de Maomé, encontrei no PSD e no CDS aliados na defesa da liberdade de expressão. Espero achá-los de novo a execrar o comportamento violento dos díscolos que queimaram o romance de Dan Brown e querem proibir o filme.

Diário Ateísta/Ponte Europa

19 de Maio, 2006 Carlos Esperança

Um seminarista agora, outro logo, sem preservativo

Tal como a Palmira, também não quero deixar de me referir a um dos mais sórdidos episódios da ICAR.

O Vaticano comunicou ontem a decisão tomada pela Congregação para a Doutrina da Fé sobre o Padre Marcial Maciel Degollado, fundador da Congregação dos Legionários de Cristo. Tendo em conta a idade avançada do Padre Maciel, bem como a sua precária saúde, renuncia ao processo canónico e «convida o Padre a uma vida reservada de oração e penitência, renunciando a qualquer ministério público».

Nunca se diz nas duas notícias da Agência Ecclesia que foram os abusos sexuais contra seminaristas que perderam o santo homem. Ao Papa Ratzinger interessou salvar a honra da congregação (500 sacerdotes Legionários, 2.500 seminaristas, 65.000 membros e 12 universidades) e do Movimento Regnum Christi, fundados pelo Padre Marcial Maciel.

O padre era um pedófilo inveterado cujos escândalos eram abafados pela ICAR que via no fundador da congregação e de um movimento, ambos fortemente conservadores, um candidato à santidade. Mas a sofreguidão por jovens seminaristas foi mais forte do que a atracção pelos altares.

Com a reputação desfeita diluiu-se o odor a santidade. A mancha não se fixa na alma (seja lá isso o que for). Não falta a benzina da confissão e a lixívia da absolvição, de seminarista em seminarista, até que a idade e a saúde ponham cobro ao desvario.

Os Soldados de Cristo não terão como os jesuítas, os franciscanos, os beneditinos e, até, o Opus Dei, o seu fundador canonizado, como é usual nas Ordens e Congregações com sucesso.

Não vale a pena guardar dentes, unhas e, muito menos, o prepúcio do devoto soldado de Deus, aliás general de um exército de prosélitos. Não há relicários para relíquias de um bem-aventurado que, ao distribuir o corpo de Cristo só pensava no dos seminaristas.

Eis um caso frustrado de uma auspiciosa carreira de santidade. Foi a luxúria que o traiu, que lhe roubou a peanha onde a sua imagem seria adorada por seminaristas e outros devotos à espera da sua intercessão por milagres.

Claro que o tempo tudo apaga. Daqui por um século, se a congregação for rica e pródiga para o Vaticano, os processos desaparecem, as virtudes serão exaltadas e os milagres não faltarão. A ICAR é uma lavandaria com dois mil anos de experiência.

Post Scriptun – «O Santo Padre, pseudónimo do Papa Ratzinger, aprovou as decisões» A Congregação dos Legionários de Cristo e o Movimento Regnum Christi, obras fundadas pelo Padre Marcial Maciel, reagiram ao comunicado da Santa Sé sobre a conclusão da investigação das acusações feitas ao seu fundador com uma nota em que «renovam o compromisso de servir a Igreja».

18 de Maio, 2006 Carlos Esperança

Turquia – Um juiz morto em nome de Deus

Na sequência do artigo «Fundamentalismo islâmico na Turquia», da Palmira, face à gravidade e importância do crime, volto ao assunto.

O assassinato de um juiz turco por um crente exaltado é um sinal de alerta para os perigos que correm as sociedades democráticas.

Ao grito de «Deus é o maior», o facínora de Alá, fanatizado pelos sequazes do profeta Maomé, virou a sua sanha para os juizes do Supremo Tribunal Administrativo, ferindo vários, um deles mortalmente, movido pelo ódio aos que defendem um estado laico.

O juiz assassinado e outro ferido eram conhecidos pela coerência com que defendiam a laicidade. Eram autores da decisão, de acordo com a Constituição, que proibia o uso do véu islâmico nas universidades e na função pública.

A deriva fundamentalista que varre as religiões do livro, os ódios acumulados pelos dignitários eclesiásticos que vêem na secularização a perda de prestígio e influência, a falta de cultura e excesso de fanatismo que exalta os crentes, estão na origem de guerras cujo fim não se vislumbra.

A separação da Igreja e do Estado foi imposta por Mustafa Kemal Ataturk com inaudita violência e radicalismo que colide com as sociedades abertas e multiculturais europeias, mas foi o fundador da Turquia moderna onde a paz religiosa persiste graças à contenção do clero e à proibição pública dos símbolos religiosos.

Perante as investidas clericais, que atacam a democracia e o direito à liberdade religiosa (direito de ter ou não ter religião, de ser crente, agnóstico ou ateu), está criado um clima de terror a que é preciso pôr cobro.

Da Arábia Saudita ao Vaticano, da Al-qaeda ao Opus Dei, do protestantismo evangélico dos EUA à Igreja ortodoxa de Atenas ou de Moscovo, dos bispos espanhóis aos mullahs espalhados pelo mundo, é preciso uma vacina que proteja os cidadãos dos métodos que as religiões usam para conquistar o Paraíso. Essa vacina chama-se laicidade.

«Deus é o maior», mas não é de tiranos que a humanidade precisa.