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Carlos Esperança

7 de Setembro, 2007 Carlos Esperança

Hitler era ateu?

Na Áustria, sempre que um católico baptizado queira abandonar a sua religião é obrigado a solicitar, por escrito, ao governo autorização para o fazer, segundo determina uma legislação concebida por Adolf Hitler durante a II Guerra Mundial.

5 de Setembro, 2007 Carlos Esperança

Perigo das religiões

Perante a indiferença que a reincidência produz assistimos diariamente a crimes que o fanatismo religioso perpetra ou que as polícias previnem.

Parece que entrámos em estado cataléptico, perante o perigo que as democracias correm e a fragilidade da civilização que edificámos, face às sotainas que espalham o medo, a superstição e o crime.

A ICAR faz milagres que qualquer bruxo estabelecido num vão de esquina faria melhor mas com risco de ser preso por charlatanismo. Os Países cedem às pressões eclesiásticas na legislação e concedem favores que, no caso de empresas que pagam impostos, davam demissões no Governo e prisão dos gestores. Só o poder clerical anda à solta e impune.

A Europa vive sob a chantagem do Vaticano e a ameaça de Maomé. O primeiro alia-se a partidos e destabiliza democracias, como faz em Espanha, ou condiciona a liberdade dos povos. Chegou ao desplante, com o indizível JP2, de pretender que os advogados católicos deixassem de patrocinar divórcios por objecção de consciência – idiotice que só um celerado celibatário e empedernido crente podia conceber.

Os muçulmanos, trogloditas de Maomé, explodem bombas, semeiam ódio e lançam o pânico nos países civilizados. Os políticos atribuem os crimes à má interpretação dos livros sagrados e perseguem os autores como se a religião fosse boa e os crentes maus. Ora, é o contrário que sucede. Más são as litanias do profeta, as pregações dos clérigos, a natureza da fé.

Quem lê o Corão, a Bíblia ou a Tora admira-se que os crimes não sejam mais frequentes e demolidores.

Hoje, a título de exemplo, cito literatura dos hadits que, tal como o abominável Corão, são a fonte da demência islâmica:

– A jihad é o teu dever sob qualquer governante, seja ele ímpio ou devoto.

– Um dia e uma noite de luta na fronteira é melhor do que um mês de jejum e oração.

– Aquele que morrer sem nunca ter tomado parte numa campanha morrerá numa espécie de descrença.

– O paraíso fica na sombra das espadas.

4 de Setembro, 2007 Carlos Esperança

A santidade de Madre Teresa

Quando era criança ouvia com agrado as histórias do tempo em que os animais falavam. Eram divertidas e ingénuas e ajudavam a passar o tempo que às crianças parece lento e os velhos sentem voar.

A inventiva pouco fértil de quem contava, não elaborada e repetitiva, era, ainda assim, a fonte de entretenimento que alegrava as tardes e transmitia, com o carinho do contador, as mais inverosímeis narrativas e os mais desvairadas fábulas.

Pior era a doutrina onde o ar sério arruinava a diversão e a fantasia dava lugar ao medo e matava o sonho. Aí, o animal saía da escala zoológica e tornava-se Deus, um monstro sem corpo nem alma, uma alimária sem sentimentos nem piedade, uma fonte de terror e de vingança.

Esse Deus apocalíptico continua a viver no pensamento dos padres rurais e no coração dos bispos para aterrar os crentes e submetê-los à vontade do Papa. A ICAR não se preocupa com a santidade, vive do negócio dos milagres e do medo do Inferno que instila na clientela.

Que Madre Teresa não acreditasse em Deus é um pormenor que o pastor alemão explica, mas não admite que lhe retirem o diploma de beata pois é mais importante ser obediente ao Papa do que acreditar num mito.

A santidade que o Vaticano lhe atribui deve-se ao horror que a freira partilhava com JP2 pelo preservativo, à moral conservadora que os unia e ao programa de propaganda católica que teve a sede em Calcutá.

3 de Setembro, 2007 Carlos Esperança

Aparente suicídio

Com apenas 25 anos, um polícia de elite do Vaticano morreu hoje com um tiro, num aparente caso de suicídio, informou a Santa Sé.
(…)
«O Santo Padre ficou triste ao ouvir esta notícia e confia o jovem Alessandro ao Deus todo misericordioso», disse o Vaticano.
Reuters/SOL

Comentário: O Vaticano é um bairro de 44 hectares onde os polícias se suicidam e os papas morrem por vontade de Deus.

3 de Setembro, 2007 Carlos Esperança

Liberdade e tolerância

É frequente ouvir reclamar o respeito pelos outros a quem nunca defendeu a liberdade, o apreço pela tradição a quem odeia a modernidade e apelos à tolerância a quem pretende cercear o livre-pensamento.

Se as crenças não implicassem acções, frequentemente do domínio do irracional, não haveria razão para as desrespeitar, combater ou ridicularizar, mas acontece que, com base em preconceitos, se cometem os mais hediondos crimes e se criminalizam os mais elementares direitos.

Será legítimo, por respeito, com base na tradição ou em nome da tolerância, aceitar a mutilação sexual feminina, a lapidação para adúlteras ou a decapitação para apóstatas? Uma crença que defende o Paraíso para os assassinos ao serviço de Deus deve ser respeitada? Um Governo que troque o direito divino pela sharia deve ser tolerado?

Pode aceitar-se, em nome da vontade divina, que se proíba o preservativo para defesa da SIDA e das doenças sexualmente transmissíveis ou o planeamento familiar nos países em que a bomba demográfica ameaça condenar à morte, por inanição, os habitantes?

Quem, moralmente bem formado, será capaz de condenar a interrupção da gravidez a quem foi vítima de violação ou incesto?

Mais importante do que a reverência por quaisquer preconceitos ou pela perpetuação de práticas criminosas é o respeito pela Declaração Universal dos Direitos do Homem cuja defesa é um imperativo ético e civilizacional.

Doutro modo ainda hoje o esclavagismo, a tortura e a discriminação da mulher teriam suporte legal. É o desrespeito por práticas aberrantes e pelas tradições perversas que conduziram os países mais evoluídos à democracia e ao respeito pelo indivíduo.

“Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse” (Martin Niemöller).

2 de Setembro, 2007 Carlos Esperança

Air Rätzinger

ROMA (AFP) – O cardeal italiano Camillo Ruini inaugurou nesta segunda-feira o primeiro vôo organizado pelo Vaticano para os peregrinos que desejam viajar de Roma ao santuário francês de Lourdes, anunciaram fontes do aeorporto romano de Fiumicino.
(…)
Além do santuário de Lourdes, a companhia espera abrir em 2008 novas rotas para outros santuários, entre eles o de Fátima, em Portugal, de Santiago de Compostela, na Espanha, e o da Virgem de Guadalupe, no México.

Nota: Fontes próximas do Vaticano confirmaram ao Diário Ateísta que todos os vôos têm bênção papal e, em caso de acidente, o destino é o Paraíso.