27 de Junho, 2007 Carlos Esperança
Não atropelarás a mulher do próximo
Diário Ateísta/Ponte Europa/Pitecos – Zédalmeida
Diário Ateísta/Ponte Europa/Pitecos – ZédalmeidaMuitos descrentes olham para a mitologia judaico-cristã, e encaram o Deus da Bíblia como sendo uma entidade imaginária muito pouco agradável. Levam em conta as injustiças, as crueldades, o machismo e homofobia, as cidades destruídas, os dilúvios, os inocentes punidos, e consideram que se esse Deus existisse, ele seria mau.
Muitos mas não todos.
Com os crentes isto não se passa: discordam em muitas coisas – em quase tudo, na verdade – mas nenhum crente considera que Deus é mau. É virtualmente impossível encontrar alguém que diga: «Eu acredito no Deus da Bíblia, e acho que esse Deus é mau: criou um mundo cheio de sofrimento e dor, e é-lhe indiferente; puniu inocentes pelas falhas de outros; criou um lugar de sofrimento eterno, coisa própria do mais sádico e cruel dos seres; gosta de ser louvado e glorificado, mostrando uma vã e fútil vaidade, indigna de um ser com tanto poder; criou Satanás e as ferramentas para que alguns de nós fossem tentados a desobedecer-lhe, sabendo que isso aconteceria necessariamente; e castigou-nos a todos por isso; é mau. Mas enfim, é o mundo que temos: fomos criados por um Deus maldoso».
Nem tão pouco alguém que diga: «Repara: nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus, por isso Ele não pode ser tão diferente. Nós muitas vezes somos vaidosos, egoístas, injustos, desagradáveis; e podemos ser piores se tivermos muito poder nas mãos e não tivermos de prestar contas a ninguém. Deus é assim: um tanto impulsivo, às vezes parece uma criança mimada. Mas tal como nós, Deus também faz coisas boas. As flores, as montanhas, a lua, a natureza é tão bela. Claro que depois existem os escaravelhos, os mosquitos, as bactérias. Mas a verdade é que se Deus faz coisas más e um tanto parvas umas vezes, também faz coisas boas e brilhantes outras vezes».
Os crentes só dizem algo do tipo: «Deus é Amor infinito. Deus deu a sua vida por nós, ninguém tem tanto Amor! Deus é mais poderoso e magnificiente dos seres. É infinitamente sábio, infinitamente misericordioso, infinitamente justo. Nós não somos ninguém para questionar as suas acções. Ele é Amor, Ele é Bondade, Ele é a fonte de toda a Santidade, Ele é a Verdade e a Vida».
Eu entendo bem a razão de tal concordância. Se eu acreditasse em Deus, confesso que pensaria da mesma forma.
É que alguém fez constar que ir para o Inferno corresponde a passar a eternidade num sofrimento inconcebível. Eu não sei quanto aos leitores, mas a mim a eternidade parece-me muito tempo, e um sofrimento tão grande que eu não consiga sequer imaginar parece-me um tanto desagradável.
Eu nunca diria que Deus é mau, pois teria medo que Ele, ofendido, me fizesse pagar pelas minhas palavras. Tenho a minha dignidade, e não vendo a minha liberdade de expressão por nenhuma bagatela, mas a ideia de passar a eternidade no Inferno poria as coisas em perspectiva… Ficar calado seria uma proposta que eu «não poderia recusar».
O pior seriam os pensamentos. Consta que Deus os conhece. Eu não poderia sequer pensar que Deus é mau. O que é complicado, quando tanto aponta nesse sentido. Teria de me enganar a mim mesmo. Teria de encontrar forma de me convencer a mim próprio que Deus é bom. Muito bom. Excelente! A própria bondade!
Teria de repensar ou compartimentar a minha visão da justiça. Teria de menorizar certas passagens importantes da Bíblia, e o que delas decorre. Teria de deixar de procurar que tudo fizesse sentido e batesse certo, apelando a «mistérios» ou à ideia de que «Deus terá as suas razões que eu não consigo compreender» para justificar o injustificável e acreditar que Deus é bom.
E quando alguém me viesse mostrar que Deus é mau? Eu nunca poderia aceitar tais raciocínios, sob pena de me arriscar à punição eterna. Para isso teria de bloquear alguns argumentos, principalmente os mais pertinentes. Se me parecessem sensatos, sentiria algum medo, encarando-os como tentações. Não poderia ponderar, pensar seriamente no que me estivesse a ser dito, e muito menos assimilar e concordar.
Se não tivesse por onde argumentar, refugiar-me-ia na ideia do «mistério», de como não devemos julgar Deus e apenas acreditar que Ele é bom, citaria algumas passagens da Bíblia, se as soubesse, mesmo que a despropósito, e encaixaria mais algumas palavras para louvar a Bondade e o Amor de Deus como se estivesse a dar graxa a um megalómano, sabendo que se me tivesse passado por breves momentos a ideia de que o meu interlocutor tivesse razão, Lhe teria de pedir muitas desculpas.
Curiosamente, é assim que muitos crentes se comportam quando se discute a bondade do seu Deus. O historial é diferente, claro! Cresceram a acreditar que Deus era bom, e os indícios de que assim não era só terão surgido bem mais tarde. Nunca chegaram a acreditar que Deus não era bom, porque ter-se-ão cegado a cada indício de cada vez, com o medo de ofender ao seu Deus a desempenhar um papel do qual os próprios não se apercebem. Nunca notaram que fora o medo a deturpar os seus julgamentos passo após passo, e que só ele permite que não considerem injustas e crueis grande parte das acções que atribuem a Deus.
A crença treinou assim o auto-engano. E promoveu o medo de certas ideias e pensamentos.
É bom de ver o quanto isto é pernicioso. As ideias devem ser pensadas, discutidas, ponderadas, debatidas, consideradas, refutadas, se for o caso. Na sociedade do conhecimento, é mau ter medo de ideias.
E este é (mais) um mal que o Cristianismo faz ao mundo: educa muita gente para ter medo de pensar certas coisas. Educa muita gente para se enganar a si própria.
VATICANO – O gabinete do Vaticano emitiu os 10 mandamentos para os motoristas na última terça-feira, 19. Aqui ficam:
1. Não matarás.
2. A estrada deve ser para ti um meio de relação entre pessoas e não um local com risco de vida.
3. Cortesia, sinceridade e prudência ajudar-te-ão a lidar com ocorrências imprevistas.
4. Seja caridoso e ajude o próximo em necessidade, especialmente vítimas de acidentes.
5. Os carros não devem ser para ti uma expressão de poder e dominação, e uma ocasião para pecar.
6. Caridosamente convença os jovens e os menos jovens a não conduzir quando não estiverem em condições de fazê-lo.
7. Ajude as famílias das vítimas de acidentes.
8. Una motoristas culpados e as suas vítimas, no momento oportuno, para que possam passar pela libertadora experiência do perdão.
9. Na estrada, protegei os mais vulneráveis.
Em 1975, no dia de hoje, faleceu o cúmplice do franquismo Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei.
Depois disso já fez três milagres, foi beatificado e canonizado.
Para ser santo não é preciso fazer o bem, basta fazer o que convém.
Quando o cristianismo se introduz como virose nos contextos sociais provoca atrocidades. Durante toda a História cristã se repetem consecutivamente casos e mais casos de genocídios hediondos e sadismos esquizofrénicos cuja negatividade e flagelos à Humanidade são monstruosos. Madre Teresa e os seus missionarismos cristãos trouxeram genocídios e sofrimentos inconcebíveis a qualquer Ser Humano digno de nomenclatura e uma quantidade de dinheiro brutal que entrou para os cofres do Vaticano e para a construção de igrejas e outros edifícios que facilitem o imperialismo cristão. A caridade cristã é desprezível e deve ser contida sob a imperatividade da felicidade e bem-estar Humano. Um minúsculo exemplo da demência pode ser vista no vídeo seguinte.
Adiciono algumas informações para que a sua informação seja correcta:
1. Na citada capela não há “sessenta cadeiras e genuflexórios”, mas sim 62 cadeiras e 2 genuflexórios”.
2. O panfleto não era A8, mas sim A5.
3. não é nos “anexos que dois capelães ganham a vida a meter medo com a morte”, mas sim em todo o hospital que os capelães vão ajudando a viver com a dignidade possível aqueles e aquelas que se encontram em situação debilitada e em grande sofrimento.
4. o vencimento dos capelães não é igual aos “chefes de clínica”. Um chefe de serviço da carreira médica ganha pelo índice 175 da carreira médica (sem serviço exclusivo), a que equivalem 2573.45 euros (imagine quanto não ganhará o “grau mais elevado da carreira médica”!); um chefe de secção da carreira administrativa ganha pelo índice 337 da carreira administrativa a que equivalem 1101,15 euros; um capelão ganha pelo índice 311 da carreira administrativa a que equivalem 1016,19 euros.
a) Um dos capelães
Cidade: coimbra – Segunda-feira, 25 Junho, 2007 05:36:51
Apostila – Agradeço ao pio capelão as correcções feitas.
Façamos as contas: (125 capelães hospitalares)X(14 meses por ano)X(1016,19 euros)=1 778 332,5 euros. Portanto, 1,8 milhões de euros, em números redondos, é quanto custam ao Estado os capelães hospitalares, todos católicos, que andam pelos hospitais a propagandear a sua religião, e mesmo a incomodar quem não quer nada com a religião deles.
Como se afirma numa carta recentemente enviada pela Associação República e Laicidade ao Ministério da Saúde, «porque a assistência religiosa constitui um “serviço” directamente prestado pelas confissões religiosas aos seus crentes e não ao Estado, não faz qualquer sentido que seja o Estado a remunerar os ministros do culto que prestam essa assistência espiritual, ainda que o façam em hospitais públicos». Efectivamente, a religião não é um serviço público, e o Estado não tem qualquer obrigação de salariar sacerdotes desta ou daquela igreja. Não havendo voluntários suficientes, os próprios crentes poderiam organizar-se para pagar esse serviço. Será isto assim tão difícil de compreender, senhores capelães?
O concurso é válido pelo prazo de 60 dias a contar de hoje (V/ Boletim Informativo N.º ___ de __/___/___.
1 – O Programa de Concurso e o Caderno de Encargos podem ser levantados nos Serviços de Aprovisionamento, dentro de horário de expediente, mediante a caução de 20 euros.
2 – Os concorrentes terão de apresentar documentos comprovativos de que não têm dívidas ao fisco, nem à Segurança Social, nem foram demandados criminalmente por burla nos últimos dois anos.
3 – As propostas serão apresentadas em carta fechada e lacrada e abertas em sessão pública cuja data será comunicada aos concorrentes.
4 – Este aviso será publicado em dois diários de âmbito nacional e em dois semanários de grande audiência.
§ único: Serão excluídas as religiões que tenham ao seu serviço mão-de-obra infantil ou ilegal.
Christopher Hitchens faz com que Sean Hannity, presumivelemente um jornalista de renome, se pareça com uma criança a quem lhe roubaram o chupa-chupa. A ignorância teísta enfrenta o ateísmo anticlerical demolidor de Hitchens, e só poderia levar à goleada!
Também publicado em LiVerdades
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