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16 de Julho, 2008 Ricardo Alves

Ratzinger é bom para a indústria do sexo

A visita de Joseph Ratzinger à Austrália está a excitar os bordéis e «sex shops» de Sydney. Alguns até oferecem descontos aos participantes.

Não é de admirar: cada festival da juventude católico é uma ocasião para a rapaziada trocar favores sexuais com o género oposto (ou, nalguns casos, com o mesmo sexo). O que se lhes deseja é que ignorem os conselhos de Ratzinger e tomem os devidos cuidados, embora ele os proscreva. A irresponsabilidade, embora seja um ensinamento católico, não é por essa razão éticamente menos reprovável.

Neste contexto, é de toda a justiça enaltecer a atitude das organizações laicas que distribuirão preservativos aos participantes no festival católico.

RA

14 de Julho, 2008 Carlos Esperança

Factos & documentos

A Igreja Católica na Alemanha indemnizou, com uma quantia simbólica de € 2.556,00 cada um, 594 trabalhadores forçados e estrangeiros que se viram obrigados a trabalhar nas 27 dioceses do país, durante o III Reich, sob a tirania de Adolf Hitler.

O Presidente da Conferência Episcopal Alemã, Cardeal Karl Lehmann, e o Presidente da Caritas-Alemanha, Dom Peter Neher, fizeram hoje, em Mainz, um balanço do fundo de indemnizações para os trabalhadores forçados do Nazismo, criado pela Igreja Católica no país.

Enquanto a Igreja Evangélica Alemã preferiu contribuir com o fundo criado pelas companhias alemãs, para indemnizar os trabalhadores forçados, a Conferência Episcopal Alemã criou, em agosto de 2000, um fundo próprio, depois que ficou demonstrado que a instituição usou escravos do Nazismo em algumas paróquias alemãs.

CE

12 de Julho, 2008 Carlos Esperança

Factos & documentos

Foi notícia nos média: a diocese de Lisboa perdeu nos últimos sete anos à volta de cem mil fiéis praticantes. O próprio cardeal-patriarca reconheceu que há muita negatividade nas celebrações e na Igreja: inadaptação aos novos tempos; deficiências na formação dos padres; má proclamação da Palavra de Deus; má qualidade e falta de mensagem religiosa dos cânticos; homilias inadequadas e deficientes. (Ler Artigo completo no DN, por Anselmo Borges)

CE

10 de Julho, 2008 Mariana de Oliveira

Dois mil receberam Aga Khan à sua chegada a Lisboa

Mais de duas mil pessoas receberam hoje o príncipe Aga Khan, líder institucional e espiritual dos muçulmanos ismailis, à sua chegada ao aeroporto de Figo Maduro, Lisboa, para uma visita a Portugal a convite do Governo.

A visita do Aga Khan a Portugal, que decorre até à próxima segunda-feira, enquadra-se numa série de visitas a diversas partes do mundo para assinalar o ano do seu Jubileu de Ouro – o 50º aniversário desde que se tornou no Imam (líder espiritual) dos Muçulmanos Shia Imami Ismailis, uma comunidade de 15 milhões de muçulmanos, oito mil dos quais a residir em Portugal.

O líder espiritual, que para os seus seguidores é um descendente directo do Profeta Maomé através do seu primo e genro Ali, o primeiro Imam, e da sua mulher Fátima, a filha do Profeta, foi recebido com honras militares, pelo ministro da Justiça, Alberto Costa, pelo porta-voz do PS, Vitalino Canas, e por vários responsáveis daquela comunidade religiosa em Portugal.

Não houve quaisquer declarações à comunicação social presente no local.

O 9º Imam hereditário dos Muçulmanos Shia Imami Ismailis será recebido hoje à tarde pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que oferecerá um almoço em sua honra no Palácio de Belém, Lisboa.

O Aga Khan manterá igualmente encontros com o primeiro-ministro, José Sócrates, o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, bem como com o ministro da Justiça, Alberto Costa.

Para hoje à tarde está também agendada uma reunião com o Alto-comissário das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações e antigo presidente da República, Jorge Sampaio.

As celebrações do dia em que o príncipe acedeu ao trono há 50 anos (11 de Julho de 1957) estão a ser preparadas com a ajuda de mais de 700 voluntários, sendo esperados mais de 15 mil ismaelitas quer do território português quer de outros países.

Fonte: Sol, 10 de Julho de 2008.

10 de Julho, 2008 Mariana de Oliveira

Cavaco recebe Aga Khan

O Presidente da República, Cavaco Silva, recebeu hoje em audiência, no Palácio de Belém, o príncipe Karim Aga Khan, líder institucional e espiritual dos muçulmanos ismailitas, no âmbito da sua visita a Portugal.

O Chefe do Estado português ofereceu após uma audiência um almoço em honra do príncipe Aga Khan.

A visita do Aga Khan, que decorre até à próxima segunda-feira, a convite do governo português, enquadra-se numa série de deslocações efectuadas a diversas partes do mundo para assinalar o ano do seu jubileu de ouro – o 50º aniversário desde que se tornou no Imam, líder espiritual, dos muçulmanos Shia Imami Ismaili, uma comunidade etnicamente diversificada que reside em cerca de 25 países.

Durante a sua estada em Portugal, o Aga Khan manterá encontros com o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, com o primeiro-ministro, José Sócrates, e com os ministros dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e da Justiça, Alberto Costa.

O Aga Khan estará presente num evento congregacional com os membros da comunidade Ismaili e deverá reunir-se com o Alto-Comissário das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, Jorge Sampaio.

O Aga Khan é o 49º Imam hereditário dos Muçulmanos Shia Imami Ismailis e dirige uma comunidade de 15 milhões de muçulmanos, oito mil dos quais a residir em Portugal.

Para os seus seguidores, Karim Aga Khan, que acedeu ao trono do Imamat Ismaili a 11 de Julho de 1957, é um descendente directo do Profeta Maomé através do seu primo e genro Ali, o primeiro Imam, e da sua mulher Fátima, a filha do Profeta.

Nos últimos 50 anos, o Aga Khan tem liderado o crescimento de uma das maiores redes privadas mundiais de ajuda ao desenvolvimento. A rede Aga Khan para o desenvolvimento (AKDN) dedica-se a um vasto número de actividades nas áreas da educação, saúde e desenvolvimento rural, cultural e económico.

Em 2005, o governo português e a rede Aga Khan assinaram um protocolo de cooperação e no mesmo ano a rede assinou um Acordo de Parceria com o Patriarcado de Lisboa para o desenvolvimento comunitário urbano destinado ao combate à pobreza e exclusão social.

A Fundação Aga Khan é uma das instituições que integram a rede e para comemorar o jubileu de ouro está em marcha um projecto de criação de uma escola de excelência para crianças e jovens que revelem capacidades elevadas mas que têm dificuldades financeiras.

O projecto, segundo o representante em Portugal da rede Aga Khan para o Desenvolvimento, Nazim Ahmad, ainda está a ser negociado, sabendo-se apenas que será instalado na zona da Grande Lisboa e que funcionará em regime de internato para receber alunos de todo o país.

Fonte: Sol, 10 de Julho de 2008.

10 de Julho, 2008 Ricardo Alves

Podeis vestir-vos de padre e dizer missa: não é crime

«O Tribunal de Santa Cruz adiou ontem o julgamento do padre Martins Júnior, ex-deputado do PS no Parlamento da Madeira, acusado pelo Ministério Público da prática, de forma continuada, do crime de “abuso de designação, sinal ou uniforme”. Ou seja, por exercer o culto religioso numa altura em que estava suspenso.
A primeira audiência foi suspensa após a defesa ter requerido a nulidade deste processo comum, invocando que a acusação se fundamentara em norma da Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa já retirada na revisão de 2004.
O revogado artigo XV diz que “o uso do hábito eclesiástico ou religioso por parte de seculares ou de pessoas eclesiásticas ou religiosas a quem tenha sido interdito por medida das competentes autoridades eclesiásticas, oficialmente comunicada às autoridades do Estado, é punido com as mesmas penas que o uso abusivo de uniforme próprio de um emprego público”.
Perante denúncias públicas do PSD e o poder regional defender que o referido padre continuava a exercer actos de culto na Ribeira Seca apesar de, em 1977, ter sido suspenso pelo antigo bispo Francisco Santana, o procurador da República na Madeira deduziu a acusação em 2001. No entanto, o MP só agora requereu julgamento, após Martins Júnior, eleito deputado regional pela UDP e depois pelo PS, ter perdido a imunidade ao deixar o Parlamento madeirense em 2007. » (Público, 10/7/2008)