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13 de Outubro, 2008 Ricardo Alves

Mais boas notícias

«Muitas clareiras no recinto, pouca circulação pedonal nas ruas circundantes do Santuário e muitos lugares vagos nos parques de estacionamento de Fátima são a imagem da Cova da Iria nesta segunda-feira.»(Diário IOL)

13 de Outubro, 2008 Carlos Esperança

Mau sinal

As negociações sobre o ensino religioso nas escolas públicas ainda não estão de acordo com as propostas da igreja, mas estão “cada vez mais próximas” – garante o presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã.

13 de Outubro, 2008 Carlos Esperança

Fátima – caminho das angústias

A noite fria não convida a sair de casa mas a tristeza e o hábito encaminham multidões para a Cova da Iria. As azinheiras onde a Virgem vinha cavaquear com a Irmã Lúcia desapareceram sob o pio asfalto destinado à expansão do negócio. Do anjo que por ali passou nem uma pena perdida para pôr num relicário. Das visões domésticas dos três pastorinhos, da obsessão pela conversão da Rússia e do ódio à República, restam as cantorias da população supersticiosa atrás da imagem da Senhora de Fátima e de uma multidão de clérigos com hábitos garridos.

A luz das velas cria um ambiente propício à devoção e à crendice. Os padres cantam a vitória da fé e o êxito de um negócio sem mercadoria, mas as clareiras são largas onde antes os corpos se comprimiam. Os tempos vão maus para as pessoas mas começam a ficar negros para a religião. O Papa receia que as luzes que se acendem em Fátima e noutros locais inventados para a devoção se apaguem de vez. Não há fé que resista ao mau tempo e à ausência sistemática de milagres.

Vi na RTP a liturgia de sempre. A Rússia não se converte. A guerra acabou, como todas as guerras, e outras vieram. A Senhora de Fátima limitou-se, em 91 anos, a desviar uma bala das vísceras de JP2. Foi um milagre pífio, a revelação do segredo que JP2 julgou estar-lhe reservado, um prodígio que podia ter convencido um cavador mas que não se esperava que tivesse enganado um Papa, quiçá o último que ainda acreditou na história dos pastorinhos.

É preciso não ter coração para troçar das angústias que levam a Fátima os peregrinos e o seu óbolo, mas só quem não usa o cérebro pode deixar sem crítica a Igreja que explora e sacrifica os simples. Basta-lhe o Paraíso como promessa e o Inferno como susto.

12 de Outubro, 2008 Carlos Esperança

B16 & Pio 12

Papa diz que silêncio sobre Holocausto foi «eficaz»

O Papa Bento XVI acredita que o silêncio de Pio XII durante o Holocausto nazi e a segunda-guerra mundial foi «eficaz» para o povo judeu. Para o Papa, não se tratou de medo ou conivência com o regime Nazi, mas antes a escolha do silêncio como arma.

Comentário: Um silêncio que permitiu a morte de seis milhões de judeus

Ler  Homilia do Papa no 50º aniversário de falecimento de Pio XII

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 10 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Nesta quinta-feira, 9 de outubro, às 11h30, Bento XVI presidiu, na Basílica de São Pedro, a Santa Missa em sufrágio pelo defunto Sumo Pontífice Pio XII, no 50º aniversário de seu falecimento. (…)

Nota: Não faltou o elogio a Bento XV.
10 de Outubro, 2008 Carlos Esperança

Léo Taxil (1854-1907)

 Por

KAVCAZ

 Há pessoas que deixam marcas na História. Léo Taxil, pseudómino de Gabriel Antoine Jogand-Pagès, é um desses homens. Nasceu em Marselha, França. A partir dos cinco anos foi educado num mosteiro jesuíta.

Foi jornalista e escritor. Publicou um conjunto de livros em que manifestou a sua oposição ao catolicismo e clericalismo, os lados negativos da vida dos Papas e a sua história ao longo de dezanove séculos. Publicou a “Bíblia divertida” e “Evangelho divertido, a vida de Jesus”, onde mostra de forma genial e divertida as contradições dos livros “sagrados”, o mítico das lendas cristãs da vida e feitos do “Messias”. Aos leitores não deixa qualquer dúvida que a “Bíblia” não tem nada de sagrado, mas é um conjunto de lendas antigas e escritas por pessoas diferentes em tempos diferentes. 

Léo Taxil era uma pessoa muito corajosa, divertida e engenhosa. Em 1885 anunciou que se reconverteu ao catolicismo. Por essa altura imaginou a existência de uma ordem maçónica satânica de nome Paládio com o objectivo de dominar o Mundo. Criou personagens fictícias, angariou pessoas para as personificar, escreveu cartas de diversos locais e convenceu o Vaticano de ser o portador de revelações sobre a Franco-maçonaria do paladismo, uma seita satânica que adoraria o diabo. O Papa deveria interessar-se. Foi aceite em Roma e recebido em audiência pelo “Santo Padre” Leão XIII, em 1887, que ficou convencido de que naquela seita estava, repetindo: “O diabo, o diabo””.

Durou 12 anos esta diversão e verdadeiro gozo de Léo Taxil. Ele resolveu pôr fim à tramóia numa conferência para a qual convidou representantes da imprensa de todo o Mundo, sacerdotes, bispos, dois representantes da Nunciatura, livres-pensadores, franco-maçons. Lá anunciou a todos que a tal ordem Paládio não existia, pondo fim à mentira. A Conferência de Léo Taxil realizou-se em 19 de Abril de 1897, na Grande Sala da Sociedade de Geografia de Paris. O final da Conferência terá sido indescritível. Vale a pena ler a intervenção de Léo Taxil.

Os jornais americanos escreveram ter sido a “maior mistificação dos tempos modernos”.