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16 de Abril, 2010 Raul Pereira

Ciclo de conferências – Programa

A Biblioteca-Museu República e Resistência e a AAP – Associação Ateísta Portuguesa promovem um ciclo de conferências a realizar no decorrer dos meses de Maio e Junho.

PROGRAMA

ATEÍSMO, LAICISMO E ANTICLERICALISMO EM PORTUGAL

Dia 7 de Maio

18.30 h

Onofre Varela

Jornalista

Saber sobre Deuses e crer em Deus.

Dia 14 de Maio

18.30 h

Ludwig Krippahl

Professor Universitário

Argumentos científicos contemporâneos intitulados Deus não existe.

Dia 21 de Maio

18.30 h

Carlos Barroco Esperança

Presidente da AAP – Associação Ateísta Portuguesa

Ateísmo, Laicidade e Democracia.

Dia 4 de Junho

18.30 h

Amadeu Carvalho Homem

Professor Universitário

A Religião e a República.

Dia 18 de Junho

18.30 h

Isabel Lousada

Investigadora da Cesnova-FCSH-UNL

O anticlericalismo em Portugal: uma perspectiva.


Biblioteca-Museu República e Resistência – Espaço Cidade Universitária
Morada: Rua Alberto Sousa, 10 A, Zona do Rego – 1600-002 Lisboa
Telefone: 21 780 27 60 | E-mail: [email protected]


Escusado será dizer que contamos com a vossa presença.

15 de Abril, 2010 Carlos Esperança

O Vaticano e o vendaval que o assola

O Vaticano tem uma queda especial para o disparate e tremendo horror à ciência. Nesse bairro de 44 hectares o tempo parou e, como sinal de pompa, mantiveram-se os adereços femininos.

Quem não distinga a água benta da outra nem enxergue numa rodela de pão ázimo o corpo e o sangue de Cristo, é difícil ver um papa com vestidinho de seda, a cabeça enfiada num camauro e as pernas guarnecidas por meias coloridas, sem um amplo sorriso.

Um ateu nada teria a observar sobre a forma garrida e exótica como se veste o regedor do bairro se ele não tivesse o hábito de pregar moral e aconselhar sobre a sexualidade. Quando um celibatário, inveterado, quer ser o guardião da moral e dos bons costumes tem de se comportar de forma exemplar e não admitir no seio da sua Igreja quem se comporta ao arrepio da moral que prega.

Não pode permitir que um bispo, mentindo, afirme que o preservativo propaga a sida, e ajude a morrer um continente infectado pelo terrível flagelo. Não pode ser tão insensível que se oponha à interrupção da gravidez de uma criança de 12 anos violada pelo amigo do pai e rosnar ameaças contra o planeamento familiar.

Não se podem fazer milagres ao domicílio e criar santos entre os que apoiaram os piores ditadores, caso de Espanha, para combater os adversários e, depois, esperar indulgência. A Igreja católica continua a viver na Idade Média, com milagres obrados por cadáveres com séculos de defunção e que alimentaram a superstição popular.

A tentação obscurantista, servida por um implacável conservadorismo, levou este Papa a reconduzir a sua Igreja ao Concílio de Trento. Reintegrou os bispos fascistas e anti-semitas de Lefebvre, apoiou-se no Opus Dei, escondeu desvios sexuais e crimes do seu clero, sem respeito pelas crianças que molestavam, e desenvolveu uma campanha contra a modernidade, a democracia e a liberdade.

Todos os ventos fustigam agora o jovem das juventudes nazis, os escândalos atingem as sotainas e já ninguém acredita na palavra da Igreja que ocultou os crimes ou nos bispos que transferiam padres pedófilos de terra em terra sabendo que iam continuar a molestar crianças.

E, na dureza das cabeças pias, continuam as confusões criadas nas manhãs submersas dos seminários. Insistem em confundir a homossexualidade com a pedofilia. O cardeal Tarcisio Bertone, número dois do Vaticano, estabeleceu uma relação entre pedofilia e homossexualidade, perante o desmentido da comunidade científica e da comunicação social.

Não apreendem. Estão hoje, como sempre, contra o mundo, agarrados a um deus cada vez mais obsoleto.

14 de Abril, 2010 Carlos Esperança

Tolerância de ponto? Não

Como se a crise se resolvesse com idas à missa, o Governo concedeu tolerância de ponto aos seus funcionários, atitude que alguns autarcas já haviam antecipado.

É surpreendente que a sociedade civil não se revolte com este atropelo à laicidade a que o Estado é obrigado, que não haja partidos que denunciem o abuso, que faltem cidadãos que se sintam envergonhados.

Quando o Estado se põe de joelhos perante o Papa católico, arrisca-se a ficar de rastos.

Não quererá a Comunicação Social ouvir vozes indignadas com esta deriva beata?