Católicos defendem emenda na Constituição angolana para travar a expansão do islamismo.
O bispo Emanuel Imbamba defende alterações constitucionais para impedir o avanço muçulmano, dificuldade acentuada pelo carácter laico do Estado e pela imposição constitucional da separação do Estado e das Igrejas.
Quando a Igreja católica devia defender a laicidade do Estado em todo o mundo, para evitar a situação injusta em que se encontra nos países islâmicos, implora privilégios que a diminuem e protecções que expõem a sua fraqueza.
O governo da França acredita que a mensagem de áudio em que Bin Laden, líder da rede terrorista Al-Qaeda, ameaça alvos franceses é genuína, informou hoje o Ministério das Relações Exteriores do país. A mensagem foi divulgada ontem pela emissora Al-Jazira, do Catar.
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Para Bento XVI os líderes da Igreja têm o “dever moral” de se pronunciar sobre matérias políticas sempre que estão em causa “os direitos fundamentais da pessoa humana”.
As palavras do Papa serão inevitavelmente lidas como uma mensagem política, por terem sido proferidas na véspera das eleições no Brasil. A campanha presidencial, que opõe Dilma Rousseff a José Serra, tem sido marcada pelo tema do aborto e da sua eventual liberalização.
Pergunta: As mulheres violadas, em risco de vida ou com más formações fetais devem ser presas no caso de interromperem a gravidez?
O discurso de apresentação das Cartas Credenciais do novo Embaixador de Portugal junto do Vaticano foi um acto de bajulação pia, sem ética republicana, e a manifestação de subserviência em nome de um país laico e democrático.
O embaixador Fernandes Pereira esqueceu-se de que representa o país e não um grupo de peregrinos e de que Portugal é um Estado laico e não um protectorado do Vaticano.
Para o Sr. Embaixador pode ter sido a maior honra pessoal e profissional da sua vida dirigir-se ao «Beatíssimo Padre», mas não o foi para todos os portugueses, sobretudo para os que lhe reprovam o mal que tem feito à humanidade com a teologia do látex, nos países onde a SIDA dizima populações, e nas posições em relação à contracepção, planeamento familiar, saúde reprodutiva da mulher, sexualidade e igualdade de género.
A alegada emoção do Sr. Embaixador com a canonização de D. Nuno Álvares Pereira, devida ao milagre obrado em D. Guilhermina de Jesus a quem curou o olho esquerdo, queimado com salpicos de óleo fervente de fritar peixe, é para muitos portugueses um motivo de troça e não de comoção, por ter transformado o herói em colírio.
Ao recordar que «um Predecessor de [Sua] Santidade honrou Portugal, na pessoa do seu Rei, com o título de Fidelíssimo», veio lembrar quanto ouro custou a Portugal, que vivia na miséria, esse título obtido por D. João V, o rei que mantinha a sua amante predilecta, madre Paula, no convento de Odivelas. Devia ter evitado remexer no passado devasso e perdulário de Sua Majestade Fidelíssima, um dos reis que mais dinheiro dissipou à Coroa e mais filhos bastardos deixou ao reino.
O Sr. Embaixador não tem o direito de se apresentar como «o intérprete da arreigada devoção filial do Povo Português à Igreja e a [Sua] Santidade …» por respeito ao pluralismo ideológico e à liberdade religiosa do País que o diplomata representa.
O que pensarão ateus, agnósticos, cépticos, crentes de outras religiões, e mesmo alguns católicos, do embaixador que se permitiu terminar o seu discurso solicitando ao Papa «que paternalmente se digne abençoar Portugal, os Portugueses e os seus Governantes e, se tal ouso pedir, a Embaixada, a minha Família e eu próprio»?
O discurso ofendeu os portugueses livres-pensadores com a linguagem beata e a falta de pudor com que, em ano do Centenário da República, o embaixador humilhou todos os que dispensam a bênção papal. A prédica foi uma oração rezada de joelhos em nome de Portugal.
Entre as vítimas do vulcão indonésio Merapi, que entrou em erupção na terça-feira, está o “avô Marijan”, seu “guardião espiritual”, que morreu sob as cinzas após uma vida consagrada a acalmar a “montanha de fogo”.
O corpo de Marijan foi retirado na manhã desta quarta-feira dos escombros de sua casa, a 4 km da cratera. O telhado e tudo que havia dentro estava coberto por um manto de cinzas.
Quem vem ao Diário Ateísta não pode esperar encontrar um vídeo com os pastorinhos de Fátima, um texto a condenar o preservativo ou o incitamento a que se mate quem trabalha ao 7.º dia, como piamente ensina a bíblia.
Os colaboradores do DA podem ser vigorosos na denúncia do que julgam as mentiras da fé e consentem que os comentadores ataquem o que julgam os nossos erros. É uma boa forma de crentes e ateus verem se a humanidade ou a crueldade são apanágio de um dos lados.
Há, no entanto, dois ou três comentadores a quem a hóstia faz pior do que os cogumelos e o padre Formigão fizeram aos pastorinhos de Fátima.
Um dos assíduos, quiçá por falta de vocabulário, quando se refere aos ateus só conhece o verbo ladrar. Pode ser hábito de família ou um uso nortenho mas é uma idiossincrasia que o coloca ao nível dos melhores amigos do homem. Eu seria incapaz de denunciar os latidos do devoto, os uivos do beato ou os roncos do primata. Quanto ao ódio, é uma das facetas que as madraças de qualquer religião ou a catequese de outro sistema totalitário conseguem imprimir nos espíritos que exoneram a crítica das lérias que lhes impingem.
Mas como dizer a um bem-aventurado que as palas impedem de ver os lados da estrada, que há mais mundo para além da religião que julga única, da crença que julga verídica, do deus que pensa ter sido oleiro há seis mil anos para criar Adão e Eva?
Deixemos que o Paraíso espere por estes benditos que julgam que os livres-pensadores beldam, que os ateus rosnam, que os descrentes uivam ,enquanto eles, os ungidos de um senhor que lhes inventaram, viajam de joelhos ou de rastos, de santuário em santuário, sem que um único neurónio ou uma só sinapse se mobilizem para um único raciocínio.
Ateo gratias.
A figura mais óbvia de fanático entre os judeus é o rabino Ovadia Yosef. A semana passada, teve estas palavras plenas da paz, compreensão e amor que as religiões abrâamicas espalham pelo mundo.
Ovadia Yosef não é um rabino qualquer. É o «líder espiritual» de um partido político, o Shas, que tem quatro ministros no governo israelita. É o mesmo clérigo que defende a morte dos líderes palestinos, e que atribuiu o furacão Katrina à falta de estudo da Torá. Mas não é um louco isolado. É um homem influente. E a semi-teocracia israelita cada vez dá mais ouvidos a lunáticos como este. Portanto, não vale rir, caro leitor. Todas as religiões têm os seus fanáticos, mas uns são mais relevantes do que outros.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.