5 de Fevereiro, 2011 Carlos Esperança
Factos e crenças
Michael Shermer sobre crença em coisas estranhas
Michael Shermer sobre crença em coisas estranhas
Uma vitória do bom senso!
Um casal conseguiu na Justiça, nesta terça-feira (1), liminar que permite o aborto de feto anencéfalo, com cerca de seis meses da gestação. O pedido foi feito pela Defensoria Pública de São Paulo, em São José do Rio Preto (438 km de SP).
“Não faz sentido algum, sob a ótica jurídica ou mesmo médica, prolongar uma gestação em que inexiste a possibilidade de sobrevida do feto“, afirmam os defensores Júlio Cesar Tanone e Rafael Bessa Yamamura, na ação.
A Defensoria argumenta que a avaliação médica foi de que não havia possibilidade de tratamento para a má formação do feto e que a continuidade da gravidez poderia trazer riscos físicos e psicológicos à mulher.
A religião continua nos mostrando exemplos de humanidade, compaixão, justiça e respeito à vida.
Uma adolescente de 14 anos morreu após ter recebido 80 chibatadas em Bangladesh, como punição por ter tido um relacionamento com um primo que era casado. Hena Begum foi acusada de ter mantido uma relação sexual com seu primo de 40 anos de idade, que era casado. Ele também foi condenado a receber cem chibatadas, mas conseguiu fugir.
O ocorrido foi o seguinte. Ao ouvir gritos de socorro de Hena, moradores locais chegaram a acudir a adolescente. Os jornais bengalis informaram que em vez de tomar uma ação contra o autor do suposto estupro, os religiosos trancaram a jovem dentro de um quarto. No dia seguinte, o mesmo imã e representantes do Comitê da Sharia, o código de leis muçulmanas, acusaram Hena de ter cometido atos de ”sexualidade imoral” fora do casamento.
Na quarta-feira, um grupo de moradores de Shariatpur foi às ruas em protesto contra a fatwa e contra os autores da sentença. ”Que tipo de justiça é essa? Minha filha foi espancada em nome da justiça. Se tivesse sido em um tribunal de verdade, minha filha jamais teria morrido”, afirmou Dorbesh Khan, o pai da adolescente.
Qualquer empresa que não inove, está condenada a desaparecer mas a ICAR consegue sobreviver com as velhas superstições e pequenos acertos na coreografia das missas.
Perdeu o negócio das indulgências e o das bulas que despenalizavam o pecado de comer carne às sextas-feiras. O Purgatório, a mais rentável invenção, começou a criar dúvidas. Lá se foi o hábito de trinta missas por cada defunto, acrescidas com as dos aniversários. Foi um rude golpe para os honorários eclesiásticos.
Sobraram os milagres, em que a Igreja católica era comedida, para que a clientela não desconfiasse da fartura e deixasse de os levar a sério, mas a cupidez dos dois últimos Papas relançou os prodígios em doses industriais para deixar estupefactos os crentes mais simples e divertidos os mais elaborados.
Em Portugal, a cura da D. Emília de Jesus foi obra de três médicos de Leiria, pai, mãe e filha, conhecidos pela devoção aos pastorinhos e a ligação a Fátima.
O milagre de D. Nuno foi uma vergonha para o guerreiro e um espanto para as pessoas sensatas. O olho esquerdo da D. Guilhermina valeu o milagre pífio que fabricou o santo duvidoso.
Com estes truques não vão longe.
O governo liberal-conservador de David Cameron, soube-se agora, não teve escrúpulos em desviar quase dois milhões de libras, previstos para ajuda ao terceiro mundo, para financiar… a visita do sr. Ratzinger.
A notícia está a causar escândalo no Reino Unido, onde a pompa e excesso da visita do papa, em Setembro passado, é escrutinada com rigor. Sabe-se já que custou, no total, cerca de dez milhões de libras.
Entretanto, não sabemos qual foi o custo da visita do mesmo senhor a Portugal, em Maio. Provavelmente, foi muito superior.
[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]
Intelectuais árabes criticam “espantalho do islamismo”
Porque é que a União Europeia (UE) ficou tão entusiasmada com o fim do comunismo e a democratização dos países de Leste nos anos 1990, mas está agora tão apreensiva face às revoluções pela democracia dos países árabes?
Assegurada a neutralidade do exército, a dimensão e o alvoroço das manifestações têm aumentado no Cairo e em Alexandria para exigir a demissão de Mubarak.
Quem pode ficar triste com o fim de uma ditadura corrupta e repressiva de trinta anos? Só a clique que detinha o poder e dele beneficiava, incluindo os militares que, agora, perante a força das manifestações populares, se declaram neutros depois de terem sido o sustentáculo do regime.
Depois da Tunísia, a legítima insurreição popular alastra pelo Magrebe e propaga-se ao Médio Oriente. Parece uma lufada de ar fresco a limpar as páginas bafientas do Corão e a remeter a fé para as mesquitas, mas as coisas nunca são assim tão simples.
A agitação nos países islâmicos está longe de trazer consigo a Reforma, de ser o início de uma breve Guerra dos Trinta Anos com a paz de Vestefália ao dobrar da esquina. Os defensores da ortodoxia religiosa nunca se submeteram pacificamente nem deixaram de tentar recuperar o anterior estatuto depois de qualquer derrota.
Recordo-me bem da simpatia com que assisti ao derrube do Xá no Irão e partilhei com o povo persa a alegria da chegada do aiatola Khomeini em 1979. Só e 1 de Maio de 1974 tinha sentido uma euforia assim, em Lisboa, e, nem por momentos, pensei que a religião pudesse transformar o alvor de uma democracia no cemitério de todas as liberdades.
Espero que a luta das ruas não converta o Egipto na coutada da Irmandade Muçulmana, que Baradai se não transforme no seu instrumento, que a juventude não troque as ruas pelas mesquitas. “Queremos derrubar o regime” e “Mubarak, o funeral é em Telavive” são slogans que coexistem na euforia das manifestações. Apesar das tropelias sionistas não fazem falta incendiários anti-semitas nem devotos que sobrelotem as mesquitas e abram madraças onde se apela ao ódio e à xenofobia.
O destino do proselitismo joga-se no Egipto. A promessa de eleições em Setembro é a patética expectativa de Mubarak convencido de que uma promessa pára uma revolução em movimento.
Nota: Os leitores, para activarem as legendas em português, têm que carregar nas opções do vídeo, em baixo.
Papa da Igreja Copta de Alexandria manifesta apoio a Mubarak…
Pobreza e injustiças sociais, mau governo, persistente insegurança, dificuldade de empreender o caminho da democracia em muitos países, corrupção, urgência da reconciliação e da formação integral da pessoa: estes os desafios da evangelização que sobressaem da análise realizada no IV Encontro africano do FIAC (Forum Internacional da Acção Católica), que se realizou em Dacar, no Senegal, na semana passada.
Nota: Como explicar tamanha devoção em Portugal, Espanha e Países da América Latina quando as ditaduras eram violentas e a pobreza insuportável !???
– Como explicar a devoção dos países islâmicos que vivem na miséria e na fé ??
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.