7 de Janeiro, 2012 José Moreira
Da Justiça
Quando a justiça divina tarda, contentemo-nos com a justiça terrena.
Quando a justiça divina tarda, contentemo-nos com a justiça terrena.
O Vaticano expulsou nesta terça-feira três padres que foram condenados em dezembro por pedofilia no município de Arapiraca, em Alagoas. A decisão foi anunciada após a Igreja concluir os processos canônicos. As informações são da assessoria de imprensa do senador Magno Malta, que denunciou os casos de abuso quando presidia a CPI da Pedofilia.
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A Igreja espanhola não deixa as suas tradições de intolerância por mãos alheias.
Liderada hoje pelo cardeal Rouco Varela, herdeiro de outro cardeal arcebispo de Madrid, Goma y Toma, que dizia em 1936, ano do nascimento de Rouco: “Não pode haver pacificação senão pelas armas, há que extirpar a podridão da legislação laica”, ou do bispo de Cartagena, Diaz Gomara, que clamou do púlpito “Benditos sejam os canhões!”, saudando entusiasticamente a rebelião fascista de Franco contra o Governo legítimo de Espanha, a hierarquia católica espanhola continua a pregar o ódio em nome do seu “Deus que é amor”.
Agora que Mariano Rajoy, próximo da Igreja, anunciou a intenção de “extirpar a podridão da legislação laica” do aborto aprovada pelo executivo de Zapatero, chegou-me às mãos uma homilia de Natal de outro arcebispo espanhol, desta vez o de Granada, Javier Jimenez, defendendo que uma mulher que aborta “dá ao homem a licença absoluta, sem limites, de abusar do corpo dessa mulher, porque ela é que suporta a tragédia, e suporta-a como se fosse um direito” (a homilia pode ser lida no sítio da Diocese de Granada).
Para o arcebispo, os crimes de Hitler e Estaline (esqueceu-se dos de Franco) “são menos repugnantes que o do aborto”. É em alturas assim que até um não crente gostaria que existisse um Deus que julgasse esta gente.
Comentário – Este artigo, também publicado aqui, não podia ser ignorado pelo Diário Ateísta. Pela qualidade, rigor e coragem.
Monsenhor Gabino Zavala, bispo auxiliar de Los Angeles e conhecido pela sua oposição à pena de morte, pediu a sua demissão a Bento XVI porque é pai de dois filhos. O Papa aceitou o pedido.
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Em comunicado breve, o Vaticano confirmou que o Papa aceitara a demissão de Gabino Zavala. A demissão de um membro do clero está prevista num artigo do direito canónico e pode ser justificada com doença ou uma falta grave. A Santa Sé não precisou a razão da demissão.
A Igreja Mundial do Poder de Deus – cujo megatemplo parou a rodovia Presidente Dutra por seis horas e isolou o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo – manifestou-se por meio de assessoria e disse “lamentar muito o ocorrido”.
Uma guerra de números agora é a justificativa da confusão que se alastrou em plena volta de feriado. No Twitter, o apóstolo Valdemiro Santiago, líder da igreja, comemorou os “mais de 2 milhões de pessoas que puderam acompanhar de perto” a abertura do templo.
A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, diz ter sido avisada de um público de apenas 30 mil fiéis. À Prefeitura de Guarulhos, a igreja disse que esperava 2 mil ônibus de passageiros – o que já daria 90 mil pessoas.
São as igrejas, mais uma vez, prestando um “bom” serviço para o povo brasileiro.
Os padres de uma organização religiosa vão ser indemnizados pelo Estado (ou seja, por todos nós), em cerca de 3,5 milhões de euros devido à má gestão do BPN.
Compreende-se; se fosse um cidadão honesto e trabalhador, só tinha direito a cem mil euros.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.