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19 de Janeiro, 2012 Ricardo Alves

Diário Ateísta: melhor blogue de 2011?

O blogue Aventar está a promover um concurso de blogues. Podem votar no Diário Ateísta para melhor blogue de «Religião/Espiritualidade(*)» nesta página (ligeiramente abaixo do meio da página, que é longa).

(*) Este é, sem dúvida, o melhor blogue de crítica da religião. E a religião necessita mesmo é de críticas.

19 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

A Igreja católica e os feriados

A ICAR esqueceu depressa que os feriados nacionais, a que chama religiosos, foi uma conquista devida ao conluio com o salazarismo e que a sua importância política se deve em grande parte à elevação a Estado do bairro do Vaticano, não por vontade divina mas por cedência de um amigo do papa, do peito e da hóstia, – Benito Mussolini.

A notícia de que o 5 de Outubro, data emblemática na fundação do regime que nos rege, se manteria, após negociações em sede de concertação social, levou a ICAR a reagir à intenção com a ameaça de que o Executivo também teria de cortar menos um feriado religioso.

«Se o Governo desistir dos dois feriados civis, compreenderá que a regra que apresentou de cedência de dois para cada lado, esperamos que seja também só um feriado religioso que peça à igreja», afirmou o porta-voz da Conferência Episcopal à TSF.

Não foi na defesa dos trabalhadores que a Igreja católica exerceu a chantagem, foi na manutenção de um feriado que assinala a improvável Assunção de Nossa Senhora ao Céu, evento de que se desconhece a data, o itinerário e o meio de transporte.

A Conferência Episcopal Portuguesa silenciou todos os crimes da ditadura e ignorou a perseguição aos bispos António Ferreira Gomes e Sebastião Resende, mas vem agora, depois da vergonhosa cedência do Governo português com a Concordata, ameaçar o Estado laico com a exigência de lhe impor feriados em datas exclusivas dos católicos, violando o princípio da separação do Estado e das Igrejas e ferindo a laicidade.

A Igreja católica não está ao nível do Estado democrático e consentir que a teocracia do Vaticano discuta em pé de igualdade com um Governo sufragado é abdicar da soberania e transformar o País em sacristia.

18 de Janeiro, 2012 Miguel Duarte

Hoje – Encontro Ateísta e Humanista de Lisboa

Hoje, realiza-se o já habitual (mensal) encontro Ateísta e Humanista de Lisboa. O local do encontro será na Loja de História Natural, na Rua do Monte Olivete, 40, a partir das 20:00.

Para mais informações (e notificações automáticas), visitar o site dos encontros.

18 de Janeiro, 2012 Luís Grave Rodrigues

Heresia

18 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

Encontro de humanistas :))

O Vaticano e o governo cubano estão organizando um encontro entre o papa Bento XVI e o ex-presidente cubano Fidel Castro em ocasião da visita do pontífice em março à ilha comunista, indicou nesta segunda-feira o site Vatican Insider.

Funcionários cubanos e o núncio apostólico, monsenhor Bruno Musaro, estão organizando o encontro, indica a página, que é considerada uma referência em informações ligadas à Santa Sé.

18 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

Concordo em relação aos impostos

Gritos de “Igreja corrupta”, “papa criminoso”, “liberdade” e “Não à violência” foram ouvidos hoje em um protesto na Praça de São Pedro, no Vaticano. Os manifestantes, que se identificam como membros do movimento Indignados Internacional, se reuniram em  frente aos aposentos do papa Bento XVI.

Provenientes de vários países europeus, como Espanha, França e Itália, afirmavam que “o Vaticano deve pagar os impostos como todo o mundo”, mostrando sua inconformidade com os benefícios fiscais que a Santa Sé recebe em diferentes partes do mundo.

17 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

À falta de pessoas benzem-se os animais

O Vaticano vai celebrar esta terça-feira a festa se Santo Antão, padroeiro dos criadores de gado e protetor dos animais, numa cerimónia presidida pelo cardeal Angelo Comastri, vigário do papa para o pequeno Estado.

A celebração está marcada para a Praça de São Pedro, junto da qual vai ser montado um “estábulo a céu aberto”, adianta o Serviço de Informação do Vaticano (VIS).

Nota: A Agência não esclarece se a bênção garante o Paraíso à alma dos animais.

16 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

A morte de Manuel Fraga Iribarne

A morte é o melhor detergente para a imagem de um defunto. D. Manuel Fraga morreu, certamente bem confessado e melhor comungado, com a homenagem de espanhóis dos vários quadrantes políticos, e não surpreenderá se, após o prazo canónico, fizer os dois milagres necessários e suficientes para a canonização. Não era pior do que santo Escrivà e outras centenas de beatos e santos criados pelo Vaticano para combater o PSOE e interferir na política espanhola, durante os dois últimos pontificados.

Fraga foi ministro da Propaganda de Franco, com a pasta da Informação e Turismo, de 1962 a 1969. Foi um fascista que apoiou o mais cruel assassino europeu do pós-guerra, não se lhe conhecendo a mais leve censura às centenas de milhares de mortos que, após a guerra civil, onde a violência foi comum aos dois lados da trincheira, foram fuzilados sem julgamento e atirados para valas comuns.

Vice-presidente do Governo e ministro dos Assuntos Internos, na transição democrática, este fascista pragmático teve papel importante na elaboração da Constituição espanhola, que acolheu a forma monárquica pretendida por Franco, e preparou-se para governar Espanha à frente da Aliança Popular. Derrotou-o a desconfiança dos espanhóis o que o obrigou a regressar à Galiza natal onde se perpetuou no poder enquanto a direita mudou de nome para Partido Popular (PP) e elegeu Aznar graças a um discurso moderado que não correspondia ao seu ideário.

Surpreende-me a facilidade com que se absolvem os cúmplices dos mais execráveis sistemas políticos e a paixão que despertam os indivíduos autoritários, desde a Coreia do Norte à democrática Espanha, desde Estaline e Hitler a Franco e Pinochet.

Contra a corrente, urge impedir que o incenso apague o odor dos ditadores e que a água benta limpe a memória dos carrascos. Em Espanha a liberdade religiosa é recente. Apenas a religião católica era livre e… obrigatória.

16 de Janeiro, 2012 Ricardo Alves

«Faz parte da vossa religião permitir que um homem e uma mulher se sentem juntos num café, por exemplo?»

Resposta: «não». Quem assim responde é porta-voz do partido Al-Nour – que teve uns 25% dos votos nas eleições parlamentares egípcias. Temia-se que a Irmandade Muçulmana ganhasse estas eleições. E ganhou-as, com uns 48% dos votos. Mas o Al-Nour foi a surpresa: com quase um em cada quatro dos votos expressos, surgiu como o segundo maior partido. Trata-se de um partido salafista, que pretende aplicar a chária à moda da Arábia Saudita. Ainda mais integrista, portanto, do que a Irmandade Muçulmana.
Este resultado não é mau, é péssimo. Se na Tunísia os islamistas venceram sem maioria absoluta, no Egipto terão dois terços dos deputados. E em Marrocos, o novo Primeiro Ministro é também um islamista. Num ano, passámos portanto da Primavera árabe ao Inverno islamista. Como diz o porta-voz que «tenta olhar para a cara [da jornalista] o menos possível» e promete mandar as mulheres para casa e os cristãos para o gueto: «chegou o tempo da verdade, e de mostrar aos outros o verdadeiro islão». Alá que os carregue.
[Esquerda Republicana/Diário Ateísta]