As preocupações do Diário de uns Ateus com a ofensiva reacionária e antidemocrática dos meios religiosos, manifestadas desde o seu aparecimento na Internet, começam a ser partilhadas por diversos cidadãos que descobrem o perigo do proselitismo raivoso, da defesa de valores anacrónicos e da exaltação dos próceres eclesiásticos. Há, nos dois monoteísmos prosélitos – o cristianismo e islamismo – uma escalada clerical metódica e concertada.
Até hoje, não houve da parte do Vaticano uma condenação do fascismo islâmico (não há outro nome para definir as teocracias) pela pena de morte contra Salman Rushdie ou pela criminosa aplicação da sharia. No entanto, grasna e crocita contra o laicismo e as decisões democráticas dos países livres, na França, em Espanha ou na Irlanda.
O livro «Memória e Identidade», de JP2, de que a ICAR já deixou de falar, mas a que continua fiel, é um vómito contra a liberdade expelido pela Cúria romana, um labéu contra o laicismo e um convite à revolta dos crentes contra as democracias liberais. O fundamentalismo católico encontra-se aí, implacável, nas posições ideológicas do livro papal e no desejo manifesto de provocar um retrocesso civilizacional na sociedade.
O mundo confundiu o anticomunismo de João Paulo II com o espírito democrático e o sorriso com a bondade. Hoje, a popularidade do ditador é uma arma contra a liberdade. A beatificação de Pio IX e outros algozes que nos remetem para o passado negro da ICAR devia ter-nos alertado para as alfurjas do mal que medram no Vaticano.
B16 é um digno sucessor depois de ter sido o seu mentor. O mundo seria bem melhor sem as religiões, em geral, e os monoteísmos, em particular.
Goste-se ou não do padre Fontes, uma coisa é inquestionável: o homem é padre. Ponto final.
Facto que, no entanto, não impede que o padre António Fontes ponha em dúvida os espectáculos folclóricos de Fátima.
… a comunicação social faz eco de vozes esclarecidas. O que quer dizer que nem tudo está perdido, e que a esperança é a penúltima a morrer.
Favores obtidos pela intercessão de São Josemaria Escriva
A minha filha andava há vários anos saindo do emprego para o desemprego uma e outra vez. Porém, a última vez que encontrou um lugar de trabalho, este não lhe convinha devido às suas habilitações, pelo que voltou ao desemprego durante 3 ou 4 meses. Comecei a notar nela sintomas de depressão e falta de confiança em si própria, como tinha acontecido em épocas de desemprego anteriores. Rezei duas vezes a novena do trabalho a S. Josemaria. Conseguiu, então, um emprego, onde trabalha actualmente.
Policarpo Tuga naufragou. Bem, são coisas que acontecem, principalmente a quem se mete em aventuras aquáticas, sejam elas marítimas, fluviais ou lacustres, e a verdade é que não há notícia de alguém ter naufragado, atenção, eu disse naufragado e não afogado, dizia eu que não há notícia de alguém ter naufragado numa banheira ou no lago do jardim, numa piscina que fosse.
Tudo isto para dizer que Policarpo Tuga naufragou e, agarrado a um destroço da embarcação, arribou a uma ilha deserta. Descendente de ancestrais navegadores e exploradores, Policarpo Tuga deu uma volta pela ilha e rapidamente chegou a duas conclusões, quais sejam, primeiro, a ilha estava mesmo desabitada, o que muito me apraz já que, assim, não tenho de emendar o início do parágrafo, e segundo, a ilha tinha tudo o que era necessário à sua sobrevivência até ao resto dos seus dias que, no entanto e estatisticamente, se vislumbrava demorar a chegar. Ou seja, dir-se-ia que alguém tinha pegado numa bíblia e ali feito a segunda versão do Éden, revista e melhorada porque não tinha árvore da ciência e do conhecimento, mas piorada porque não tinha Eva nem coisa que se assemelhasse.
Ora, ocorre que Policarpo Tuga era,além de outras coisas de somenos importância, um crente fervoroso, possuidor de fé inabalável no divino. Não se importava de ficar ali até ao resto dos seus dias, longe de telejornais e sessões legislativas, mas sozinho não tinha piada nenhuma. De modo que desatou a rezar a tudo quanto era beato, proposto a beato, santo, anjo, arcanjo, serafim e querubim, para sair daquela alhada, e as rezas iam sendo mais insistentes na razão directa da contínua produção de hormonas, designadamente testosterona. E um dia as suas preces foram ouvidas. Um dia, um anjo apareceu-lhe, mas mandou-o tirar o cavalinho da chuva:
– Meu filho, eu não posso tirar-te daqui; mas posso satisfazer dois desejos. Só dois.
Policarmo Tuga exultou. Tinha o problema resolvido! Não podia sair dali? E depois?
– Meu anjo, traz-me uma mulher que seja bem boa, e uma caixa de garrafas de champanhe.
Decorrida que foi meia hora, o anjo regressou. Trazia uma caixa de garrafas de champanhe, e a madre Teresa de Calcutá.
Índice Global de Religiões e Ateísmo mostra que mais de metade dos irlandeses já não são religiosos
O último inquérito mundial remontava a 2005. Passados sete anos, o Índice Global de Religião e Ateísmo mostra que o número de ateus não tem parado de crescer e já representa 13% da população mundial. No total, mostra a sondagem feita em 57 países pelo Instituto WIN- -Gallup International, a população religiosa caiu 9% no mundo inteiro e nem os países com maior tradição católica escapam à tendência. É o caso da Irlanda, onde se verificou a maior quebra.
No Egito, a Irmandade Muçulmana não só ganhou a eleição, como também conseguiu construir pontes com o Ocidente e apagar os militares do mapa político. Seu triunfo é talvez o mais espetacular, mas não o único. O islamismo foi fortalecido na Tunísia, Síria, Jordânia, Líbia…
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.