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21 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

Um troglodita comissário europeu

Tonio Borg, um ultrarreacionário, homofóbico e misógino tornou-se comissário europeu. De Malta, um satélite do Vaticano, saiu este cruzado vindo da Idade Média para a Comissão Europeia.

Durão Barroso deve estar orgulhoso de tal companhia. O presidente que pedia que metessem o cristianismo na Constituição Europeia tem agora um cristão a tempo inteiro, no intervalo das hóstias, missas, novenas e orações pias.

Esta Europa caminha para o fundamentalismo cristão à semelhança do fascismo islâmico. Por ora ainda se pode ser ateu.

Com que gosto este comissário veria novas fogueiras para os hereges!

21 de Novembro, 2012 Ricardo Alves

Censos 2011: um milhão de portugueses não católicos

Ao responder aos censos de 2011 (os resultados foram ontem divulgados) quase um milhão de portugueses (maiores de 15 anos) se declararam não católicos: 615 mil assumiram-se «sem religião» (eram 343 mil em 2001) e 348 mil declararam seguir outras religiões que não a católica (eram 216 mil em 2001). Existem ainda 745 mil que se negaram a responder (787 mil em 2001). O número de católicos declarados como tal ao censo mudou pouco: diminuiu de 7,35 milhões para 7,28 milhões.
Em percentagem, os «sem religião» subiram de 3,9% para 6,8%, os de outras religiões de 2,5% para 3,9%, enquanto os católicos desceram de 85% para 81% (os que se recusam a responder pouco variaram, de 9% para 8,3%). Duas tendências crescentes: a dos que não têm religião e a dos que seguem religiões não católicas (entre os quais os grupos mais importantes são os 57 mil «ortodoxos», os 76 mil «protestantes» e os 163 mil que identificaram a sua religião como «outra cristã»). Pode afirmar-se seguramente que existe um aumento da secularização e da diversidade religiosa.
O gráfico mostra apenas a evolução dos três grupos minoritários (a coluna católica seria muito maior). Não será abusivo extrapolar que, a manterem-se as tendências actuais, o número de portugueses sem religião (declarados ao censo) ultrapassará um milhão no censo de 2021, ano em que os portugueses de outras religiões poderão ser meio milhão.
(Poupem-me ao «Portugal esmagadoramente católico»…)
[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]
20 de Novembro, 2012 Ricardo Alves

Na ICAR estas coisas não se votam?

A igreja anglicana recusou hoje, numa votação renhida (faltaram seis votos para os necessários dois terços), que as mulheres (que já podem ser «padresas») possam ser «bispas».
Só uma questão aos católicos portugueses: quando é que uma questão destas irá a votos (votos, democracia, isso mesmo) na igreja católica romana?
[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]
20 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

A guerra – Israel e Palestina

Os horrores sofridos pelos judeus ao longo dos séculos, o cheiro a gás dos campos de concentração nazi e a orgia genocida do antissemitismo levaram a ONU a conceder uma pátria a um povo martirizado pela persistência em manter a identidade.

A má consciência mundial, três anos após a libertação de Auschwitz, esteve na origem da decisão.

Os fantasmas religiosos nunca deixaram de estar presentes e atiçar ódios a um país que foi outorgado aos judeus e de que os palestinianos nunca abdicaram.

Sessenta e quatro anos deviam chegar para erradicar o imperialismo sionista e para persuadir os palestinianos a aceitarem a existência de Israel. Este país, apesar das críticas que suscita, não obstante o fundamentalismo beato e agressivo dos judeus das trancinhas, é um estado próspero e rege-se por normas democráticas.

Os palestinianos islamizados até ao absurdo, pobres e abandonados, tornaram-se a carne para canhão das ambiciosas teocracias que emergem como potências regionais e o álibi para alterar o mapa geopolítico.

Os judeus acreditam que são o povo escolhido por Deus, os palestinianos têm a certeza de que Deus os ajudará a destruir Israel e os cristãos evangélicos dos EUA anseiam pelo regresso dos judeus à Palestina para anteciparem o regresso de Cristo à Terra.

Entre a demência mística, os interesses estratégicos, a maldição do petróleo e os negócios internacionais, o barril de pólvora está cada vez mais próximo do rastilho que ameaça explodir o Médio Oriente e alastrar a outras regiões do globo.

De pouco valem posições equilibradas de quem se opõe simultaneamente à destruição de Israel e ao expansionismo sionista.

Sem paz entre os judeus e os palestinianos não há futuro para nenhum deles e sobram ameaças para o resto do mundo.

20 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

A guerra. Israel e Palestina.

Detesto tanto o sionismo como o antissemitismo. Infelizmente estou a falar de vidas humanas que se esvaem ao ritmo do ódio religioso que separa judeus e muçulmanos.

19 de Novembro, 2012 Luís Grave Rodrigues

Oração

18 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

Opus Dei infiltrado na política latino-americana

A Opus Dei atua também no monopólio da imprensa. Controla o jornal “El Observador”, de Montevidéu, e exerce influência sobre órgãos tradicionais da oligarquia como “El Mercurio”, no Chile, “La Nación”, na Argentina e “O Estado de São Paulo”, no Brasil.

Por Henrique Júdice Magalhães

O elo com a imprensa é o curso de pós-graduação em jornalismo da Universidade de Navarra em São Paulo, coordenado por Carlos Alberto di Franco, numerário e comentarista do “Estadão” e da Rádio Eldorado.

O segundo homem da Opus Dei na imprensa brasileira é o também numerário Guilherme Doring Cunha Pereira, herdeiro do principal grupo de comunicação do Paraná (“Gazeta do Povo”).

Os jornalistas Alberto Dines e Mário Augusto Jakobskind denunciam que a organização controla também a Sociedade Interamericana de Imprensa – SIP (na sigla em espanhol).