Por
Kavkaz
“Engana não um, não dois, nem três… Engana todos de uma vez!” Esta expressão conhecida sobre as capacidades dos vendedores da banha-da-cobra é uma trágico-comédia que se pode aplicar também ao Cristianismo. Vejamos alguns exemplos de confusões do Cristianismo não esclarecidas ainda pela pomba do “Espírito Santo”:
Os Evangelhos não indicam o ano ou o dia em que Jesus nasceu. Coisa de pouca importância, talvez… Mas os investigadores dão como certo que o Natal é celebrado na data errada e que o calendário já deveria estar mais à frente uns quatro a oito anos.
Jesus de Nazaré nasceu, não em Nazaré, mas em Belém. É o que indicam os relatos de Mateus e Lucas. Dizem de Nazaré, possivelmente por ter lá vivido uma boa parte da vida.
A mãe de Jesus, de nome Maria era Virgem, segundo a propaganda, mas há historiadores que acreditam que Jesus surgiu de uma violação ou de um adultério e acrescentam uma motivação diferente à viagem para Belém: fugia da vergonha e da má-língua da população da Nazaré. Jane Shaberg, professora de Estudos Religiosos na Universidade de Detroit, defendeu que Jesus nasceu de um namoro ou de um adultério. Como outros autores, indicou a possibilidade de se ter apaixonado por um soldado, antes de conhecer o velho José, ou mesmo quando já o conhecia. Sem surpresa, quando publicou a tese Shaberg recebeu uma carta armadilhada.
Em algumas fontes judaicas dos séculos II e III, um nome surge repetidamente como amante de Maria: Tibério Júlio Abdes Pantera. Arqueiro no exército comandado por Públio Quintílio Varo, fez parte do grupo que contra-atacou Judas, filho de Ezequias, na cidade de Séforis, no ano 4 a.C. Os Evangelhos defendem a Virgem Maria e a concepção de Jesus como obra do Espírito Santo.
A tradição aponta para o facto do alojamento onde Jesus nasceu seria um estábulo ou uma gruta. Segundo Peter Walker, estudioso da Bíblia, no livro “Pegadas de Jesus, conclui: “O estábulo é ficção.”
Os “Reis Magos” eram traduzidos nos Evangelhos como “homens sábios” e não falam de “Reis” ou em camelos ou se eram três ou trinta. A tradição acabou por fixar Baltasar, Melchior e Gaspar.
Os presépios são preenchidos com o boi e a vaca a aquecerem a criança recém-nascida. “Nos Evangelhos nunca se mencionam os animais”, escreveu o Papa Bento XVI no seu novo livro. A presença dos animais pode ter origem no livro de Habacuc, do Antigo Testamento, datado do século VII a.C., bem como no livro de Isaías. O Papa continua a não mudar de hábitos e o presépio do Vaticano, na Praça de S. Pedro, continuará a ter os mesmos animais de sempre.
(Texto adaptado e resumindo o artigo original “Os Mistérios do Nascimento de Jesus Cristo”, de Ricardo Dias Felner, revista “Sábado”, Nº 448 de 29 de Novembro a 5 de Dezembro de 2012)
Novena da Imaculada Conceição: rezar em cada dia com S. Josemaria
Quanto às questões de dinheiro a seita é omissa. Mas é poderosa e rica.
Na Arábia Saudita, à semelhança do que sucedia no salazarismo, a mulher só pode atravessar a fronteira com autorização do marido.
Por
Kavkaz
As religiões precisam de Senhores, seres superiores, os deuses e os seus representantes, os capatazes que dão as orientações e as ordens em nome dos deuses inexistentes, para os crentes cumprirem. Estes, amedrontados com as ameaças de castigos dos Senhores Todo-Poderosos, submetem-se até da forma mais aviltante e anti-humana para não serem julgados nem pelos capatazes, nem pelos hipotéticos deuses. Deixam-se até tratar por ovelhas, apesar de serem Cidadãos, Seres Humanos.
Os ateus não têm nem precisam de deuses, são Senhores deles próprios. Têm Sabedoria, estudaram e analisaram as religiões e os objectivos que pretendem atingir, sabem que os deuses não existem e foram inventados pelos capatazes para dominarem os crentes e retirarem deles o proveito para uma vida de riqueza.
Os crentes olham para os capatazes dos deuses e são incapazes de os questionar: para que precisarão eles de tanto, e ainda dão o seu contributo para que a riqueza deles nunca se esgote e seja sempre deslumbrante e brilhante?
Os ateus vivem com o que conseguem por si. Não colocam caixas de esmolas por onde passam, na tentativa de comover o incauto com sentimentos mais sensíveis, e levando-o a depositar o que até lhe pode fazer falta a quem já muito mais tem. Vivem como sabem e sem ilusões, reconhecendo que a vida é finita e, muitas vezes, bem rápida e muito caprichosa.
Os crentes são levados a acreditar que há quem seja mais importante na vida do que eles mesmos, para si próprios. E aceitam que basta subjugarem-se, inferiorizarem-se, anularem-se até, ao que não vêem, não ouvem e não sentem para conseguirem um prémio de consolação caridoso. Os crentes acreditam nas frases dos capatazes cheias de promessas boas, tentam corresponder ao que eles dizem e sem examinarem se tudo será bem assim como lhes contam, de verdade.
Os crentes sabem que se não se submeterem sofrerão castigos duros posteriormente. E cedem perante o medo das ameaças, alegremente repetidas tantas vezes pelos capatazes, em nome de deuses inexistentes. Não lhes é fácil entender que tais ameaças não passam de um jogo sujo dos capatazes falsos. A pressão das religiões tolda o raciocínio aos crentes e persegue-os por toda a parte. Habituam-se a viver com a Mentira religiosa por lhes parecer ser melhor assim.
Os ateus vivem as suas vidas ignorando as indicações dos capatazes dos deuses inexistentes. Decidiram ser, conscientemente e com Sabedoria, Senhores deles próprios.
Apostila – O título, cujo lapso foi do editor, está corrigido.
Bento XVI enviou hoje uma mensagem ao Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, na qual convida a Igreja Ortodoxa a aprofundar a “proximidade fraterna” com os católicos para responder às questões da humanidade.
Fazemos hoje nove anos.
Longe do fulgor de outros tempos, em que a média diária de visitantes ultrapassou os mil e quinhentos, este Diário resistiu a divergências internas, assaltos informáticos, insultos, ameaças, alteração de domínio e, sobretudo, à alegada cólera divina.
O Diário de uns Ateus mantém-se uma trincheira contra o obscurantismo religioso, as tropelias da fé e as aldrabices clericais. Denuncia o terrorismo demente do islão político, o ódio vesgo dos judeus das trancinhas, a intolerância do protestantismo evangélico, do cristianismo ortodoxo e do catolicismo romano.
Enquanto os fanáticos de deus matam e morrem por um mito, o D1A lança dúvidas sobre a mais mortífera criação humana – deus –, e denuncia os crimes que trazem a sua chancela.
Do terrorismo à indústria dos milagres, o D1A tem sido uma voz crítica e vigilante. A criação de beatos e santos e os milagres obrados não são a maravilha divina com que se enganam os crentes, são um insulto à inteligência e uma fraude com fins lucrativos.
À medida que o fundamentalismo regressa com a crise económica e social que domina o mundo, é preciso ser firme na denúncia do proselitismo e dos objetivos totalitários das religiões do livro que contagiaram o hinduísmo onde já surgem células terroristas.
Deus não é um mal necessário nem as religiões uma praga inevitável ou uma doença icurável.
O Diário de uns Ateus saúda os leitores que acompanham o serviço público que presta e orgulha-se de ter sido o ponto de encontro dos ateus que criaram a Associação Ateísta Portuguesa.
O Diário de uns Ateus nasceu a 30 de novembro de 2003. Já lá vão nove anos, sem censura, com colaboradores que aderiram ao novo Acordo Ortográfico e com os que o não fizeram, procurando ser honrados nas ideias e na gramática.
Vamos continuar sem que deus ou o diabo nos impeçam. Depois de nós outros virão, para denunciar a fábula de Cristo e as outras lendas, para provarmos que deus é um tigre de papel que assusta os tímidos e os que, desde crianças, se habituaram a viver no terror pio.
Continuaremos a mostrar que o Antigo Testamento não é apenas um manual de maus costumes, como lhe chamou Saramago, é um manual terrorista onde foram beber os três monoteísmos que há milhares de anos embrutecem e ensanguentam a Humanidade.
Os privilégios incontáveis da Igreja Romana em Espanha também incomodam muitos católicos, até mesmo muitos clérigos e teólogos. Agora, quem levanta a voz são cristãos de Base de Madrid , que reúnem centenas de comunidades e paróquias, além de algumas organizações de associação em massa conhecida como redes cristãs .
O desacordo é expresso numa carta ao primeiro-ministro Mariano Rajoy, em que o convidam a denunciar os acordos chamados entre a Santa Sé e o Estado espanhol assinado em janeiro de 1979, substituindo concordatas anteriores.
Discriminações e perseguição ao Ateísmo
No religious test shall ever be required as a qualification to any office, or public trust, in this State; nor shall anyone be excluded from holding office on account of his religious sentiments, provided he acknowledge the existence of a Supreme Being. http://www.capitol.state.tx.us/txconst/sections/cn000100-000400.html
– No Texas, a Constituição (Artigo I, Secção 4) permite claramente a discriminação de ateístas em cargos públicos, «ninguém será excluído de uma posição pública com base nos seus sentimentos religiosos, desde que reconheça a existência de um Ser Supremo».
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.