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15 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

Papa pretende liquidação total a favor do patrão

Vaticano: Cristo está primeiro que tudo, diz Papa na mensagem para o 50.º Dia de Oração pelas Vocações

Bento XVI pede comunidades com «intensa atmosfera de fé» e «generoso testemunho de adesão ao Evangelho»

Entrega incondicional a Deus da vontade própria, oração, fé e esperança constituem alguns dos apelos incluídos na mensagem do Papa para o 50.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que se assinala a 21 de abril de 2013.

15 de Dezembro, 2012 Luís Grave Rodrigues

Citação do Dia


Christopher Hitchens
(13 de Abril de 1949 – 15 de Dezembro de 2011)

15 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

O Deus do Novo Testamento

Por

Kavkaz

Há quem pense que “Deus” muda de carácter com o tempo. O Antigo Testamento relata-nos um “Deus” a provocar o Dilúvio, a destruir as cidades de Sodoma e Gomorra. Tudo por alegada perversidade humana. Ele não hesitou em provocar o sofrimento e a morte a tantos seres humanos, à excepção de Noé. Não distinguiu mulheres, velhos e crianças inocentes. Foi tudo arrasado por capricho de “Deus”. É o que nos relata a Bíblia. Mas não acreditem, pois é um livro repleto de histórias falsas.

Há crentes a dizer que o “Deus” do Novo Testamento já é bom, cheio de amor para dar, já não será o mesmo das depressões destrutivas. Dizem-nos que “Deus” até deixou que matassem o próprio filho feito a uma mulher a quem não pagava os alimentos e a educação do rebento e com quem não vivia maritalmente. Permitir matar o alegado filho, Jesus Cristo, para benefício da idolatria, é moral e criminalmente condenável. Se não soubermos que a história está mal contada e interpretada, teremos de exigir o julgamento de “Deus” pelas barbaridades cometidas. Como o faremos a todo e qualquer que tentar igual.

O Novo Testamento relata-nos um “Deus” com o mesmo carácter e estilo do Antigo Testamento. Ele não mudou e não se curou da esquizofrenia destruidora que o afectava. No livro Apocalipse podemos ver o que “Deus” pensa fazer. A manifestação de ódio e intenção de violência é extraordinária. Ninguém consegue imaginar e/ou fazer pior:

«Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte». Apocalipse: 21, 8.

O Novo Testamento relata-nos como “Deus” tenciona viver num futuro imaginado. Será de forma modesta, sem riquezas? Mas que “Deus” poderá existir sem o brilho e o resplandecer do ouro e das pedras preciosas? Não seria grande… Seria muito simples e acabaria por ser ultrapassado e ignorado pelos mais fortes.

O livro Apocalipse descreve-nos a cidade onde “Deus” viverá, Jerusalém (são judeus, lembrem-se):

«A cidade não necessita de sol nem de lua para iluminar, porque a glória de Deus a ilumina, e a sua luz é o Cordeiro». Apocalipse: 21, 23.

A cidade de “Deus” é muito mais rica e poderosa que todos os El Dourados do mundo juntos. Vê-se assim a cobiça e a luxúria de “Deus”:
«O material da muralha era jaspe, e a cidade ouro puro, semelhante a puro cristal. Os alicerces da muralha da cidade eram ornados de toda espécie de pedras preciosas: o primeiro era de jaspe, o segundo de safira, o terceiro de calcedônia, o quarto de esmeralda, o quinto de sardônica, o sexto de cornalina, o sétimo de crisólito, o oitavo de berilo, o nono de topázio, o décimo de crisóparo, o undécimo de jacinto e o duodécimo de ametista. Cada uma das doze portas era feita de uma só pérola e a avenida da cidade era de ouro, transparente como cristal. Não vi nela, porém, templo algum, porque o Senhor Deus Dominador é o seu templo, assim como o Cordeiro». Apocalipse: 21, 18-22.

Este “Deus” da Bíblia será o mesmo dos crentes que nos lêem? Talvez tenham inventado e imaginado um outro “Deus”, menos fantasioso e menos ambicioso por ouro e pedras preciosas. Se é outro o vosso “Deus” devem arranjar-lhe um nome diferente. Talvez a Bíblia não seja mesmo aquele livro em que os crentes acreditam seriamente…

14 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

A zoologia vaticana

Vaticano: Burro e vaca no presépio do Papa

A vaca, o burro e as ovelhas vão estar no presépio a ser colocado na Praça São Pedro, no Vaticano, apesar de o Papa Bento XVI ter escrito que no evangelho “não há registos de animais no lugar onde Jesus nasceu”.

14 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

O que pode a superstição!

Fundo dourado contra a fome? – Não. Ofertas dos crentes à Igreja Católica

 

Fotos tiradas numa exposição de material religioso no Convento de Mafra em Junho de 2011.

São ofertas dos crentes à Igreja Católica. São em ouro. Tinha um padre a olhar por aquilo, mas consegui fotografar para memória. (Kavkaz)

14 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

O papa Ratzinger e a música

O Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Sagrada Congregação da Fé (ex. Santo Ofício) num ensaio consagrado à liturgia, em 11 de Fevereiro, criticou severamente a música rock e pop e manifestou reservas em relação à ópera que acusa de ter “corroído o sagrado” de tal modo que – cita – o papa Pio X “tentou afastar a música de ópera da liturgia”, donde se deduz que ela é claramente desajustada à salvação da alma.

Eu já tinha desconfiado que certa música é a “expressão de paixões elementares” e que o “ritmo perturba os espíritos”, estimula os sentidos e conduz à luxúria. Salvou-me de pecar a dureza de ouvido que tinha por defeito e, afinal, era bênção.

Mas nunca uma tão relevante autoridade eclesiástica tinha sido tão clara quanto aos malefícios da música, descontada a que se destina à glorificação do Senhor, à encomendação das almas ou a cerimónias litúrgicas ( outrora com o piedoso sacrifício dos sopranistas).

Espero que o gregoriano, sobretudo se destinado à missa cantada, bem como o Requiem, apesar do valor melódico, possam ressarcir-nos a alma dos danos causados pelo frenesim da valsa, a volúpia do tango ou a euforia de certos concertos profanos.

Só agora, mercê das avisadas palavras de Sua Eminência, me interrogo sobre a acção deletéria do Rigoleto ou da Traviata, dos pensamentos pecaminosos que Aida ou Otelo poderão ter desencadeado em donzelas – para só falar de Verdi – ou dos instintos acordados pela Flauta Encantada de Mozart ou pelo Fidélio de Beethoven! E não me venham com a desculpa de que há diferenças entre a ópera dramática e a cómica, ou entre esta e a bufa.
A música, geralmente personificada na figura de uma mulher coroada de loiros, com uma lira ou outro qualquer instrumento musical na mão, já nos devia alertar para o pecado oculto na arte de combinar harmoniosamente os sons.

Sua Eminência fez bem na denúncia. Espera-se agora que, à semelhança das listas que publicou com os pecados veniais e mortais e respectivas informações complementares para os distinguir, meta ombros à tarefa ciclópica de catalogar as várias músicas e os numerosos instrumentos em função do seu potencial pecaminoso.

Penso que a música sacra é sempre de louvar (desde que dispensados os eunucos), enquanto a música de câmara, a ser executada em reuniões íntimas, é de pôr no índex. Na música instrumental, embora o adjectivo seja suspeito, talvez não haja grande mal, mas quanto à música cifrada não tenho dúvidas de que transporta uma potencial subversão.

Nos instrumentos há-os virtuosos, como o sino, o xilofone, as castanholas e quase todos os de percussão, deixando-me algumas dúvidas, mais por causa do nome, o berimbau.
Nos de corda, excepção para o contrabaixo e, eventualmente, o piano (excluídas perigosas execuções a quatro mãos) quase todos têm riscos a evitar. A lira, o banjo, a cítara, o bandolim e o violino produzem sons que conduzem à exacerbação dos sentidos.

Mas perigosos mesmo – a meu ver – são os instrumentos de sopro. Abro uma excepção para os órgãos de tubos que nas catedrais se destinam a glorificar o Altíssimo. Todos os outros me parecem pecaminosos. A flauta, o clarim, o fagote, o pífaro e a ocarina estimulam directamente os lábios e, desde o contacto eventualmente afrodisíaco aos sons facilmente lascivos, tudo se conjuga para amolecer a vigilância e deixar-nos escravizar pelos sentidos. Nem o acordeão, a corneta de pistões ou a gaita de foles me merecem confiança.

Apreciemos o toque das trindades dos sinos dos campanários e glorifiquemos o Senhor no doce chilrear dos passarinhos. Cuidado com a música e, sobretudo, com os efeitos luminosos associados. Estejamos atentos às palavras sábias do Cardeal Ratzinger.

(Texto escrito em 15-02-2001 para o Diário as Beiras. Publico-o com a ortografia da época)

 

14 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

Todo o cuidado é pouco

Por

Kavkaz

Idosos vítimas de fraudes
Aviso: Os idosos devem evitar os padres ou pastores religiosos porque «quando envelhecemos, deixamos de prestar atenção aos sinais manifestos da desonestidade alheia e tornamos-nos mais vulneráveis às vigarices de todo o tipo».

Não lhes confiem o vosso ouro ou dinheiro e riquezas!

13 de Dezembro, 2012 Abraão Loureiro

Quando a concorrência estraga o negócio

Quando a concorrência é muita e os rios de dinheiro chegam com menor caudal, há que inventar algo para passar uma ideia interesseira e falsa para desta forma tentar eliminar ou diminuir os concorrentes.

Todos sabemos que instituições de carácter social (indicadas na petição) são máquinas altamente lucrativas e boas para lavagem de dinheiro.

Note-se que a petição nem sequer menciona nome de grupo de cidadãos descontentes, foi editada à sombra de completo anonimato.

Ver a petição pública aqui

13 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

Deus – Uma coisa em forma de assim

Não resisto a parafrasear Alexandre O’Neill para definir esse ser que os homens criaram sem se darem conta da tragédia que conceberam.

Deus é, de facto «Uma coisa em forma de assim». Não é um animal porque os homens o deformaram tanto que se distanciou dos criadores e se tornou num ser indefinido, ruim e vingativo, uma espécie de olho invisível que espreita por baixo das saias das raparigas e pela fechadura da porta dos quartos de casal.

Não pertence ao reino vegetal porque não é uma árvore que dê sombra, um fruto que mate a sede e a fome, uma erva que alimente os animais nossos amigos. Apenas se parece com a couve na inteligência e com as ervas daninhas na utilidade.

Do reino mineral, apesar de criado com a dureza do diamante e a negritude do petróleo bruto, também não é, com certeza.

Deus é um mito, sabemo-lo bem, mas inventado para responder às dúvidas, criar medos e alimentar parasitas que o vendem nas igrejas, mesquitas, sinagogas, pagodes e outras casas de maus costumes. Sem homens não existiria essa infeliz criação, mas os homens vivem bem sem ele.

A humanidade viveu séculos de opressão com medo do mito que os homens criaram. É tempo de viver a vida sabendo que é um percurso natural de Eros a Tanatos, dois deuses que, como acontecerá aos atuais, já pertencem à mitologia.

Deus é um mito que se dispensa, uma ameaça que embrutece e enlouquece, o artigo de adoração que fanatiza, corrompe e desmoraliza. É, afinal, … uma coisa em forma de assim.