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7 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

Citação de José Saramago

«Já não adianta nada dizer que matar em nome de Deus é fazer de Deus um assassino. Para os que matam em nome de Deus, Deus é o Pai poderoso que juntou antes a lenha para o auto de fé e agora prepara e coloca a bomba.»

José Saramago, Visão, 18-08-2005

7 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

A deriva beata da América do Norte

Por

Rui Devenish

Muita gente, inclusive no EUA, desconhece o texto da 1ª emenda da Constituição dos Estados Unidos da América e que é uma parte da declaração de direitos do País. Esta emenda está a gerar grande controvérsia nos EUA tendo sido nos últimos tempos aprovadas várias leis em Condados e até Estados proibindo o ensino da religião nas escolas e imposição da religião nas mais diversas situações.

Eis o texto em português:

“O congresso não deve fazer leis a respeito de se estabelecer uma religião, ou proibir o seu livre exercício; ou diminuir a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou sobre o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações por ofensas”.

5 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

O Vaticano lava tudo, da alma ao dinheiro

Os turistas do Vaticano estão impedidos desde o começo do ano de fazer pagamentos eletrónicos nos museus, lojas e restantes serviços do Estado que é sede da Igreja Católica devido a falhas no combate à lavagem de dinheiro.

De acordo com informações de hoje da agência AP, o Deutsche Bank Italia, que durante 15 anos assegurou os serviços referentes aos pagamentos eletrónicos com cartões multibanco e de crédito no Vaticano, viu o banco central italiano retirar a licença para as operações financeiras em resultado de um incumprimento das regras da União Europeia (UE) sobre lavagem de dinheiro.

Leia aqui, na Visão

 

4 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

DAS CHAGAS E DAS MENTIRAS

Por

David Ferreira

Ao longo da minha vida, sempre que a ocasião o propicia, tenho colocado o dedo na chaga permanentemente aberta e purulenta que debrua a bandeira de quase todas as religiões. É um acto consciente e muitas vezes solitário, que se manifesta inconscientemente, como quem anseia desaguar o excesso de águas inquinadas que a enxurrada sociocultural vai acumulando ao longo dos recantos pantanosos do subconsciente.

Por diversas vezes me questionei acerca do porquê de tal necessidade de alívio mental imediato perante o vislumbre de qualquer centelha mais perniciosa de religiosidade, mas sem necessidade, uma vez que, no fundo, sempre soube a resposta. Mas se o porquê já não me assiste, então para quê?

As religiões não são somente uma proposta ou uma visão filosófica daquilo que apreendemos como realidade, muito menos um simples e cosmológico retransmissor de entidades sobrenaturais indefinidas e indefiníveis que se apresentam, num perverso jogo multidimensional das escondidas, como últimos criadores incriados a necessitarem de constante atenção, como crianças que nunca tiveram pais, em apoplética e eterna carência afetiva.

As religiões são, sobretudo, a materialização e a implementação de uma outra forma de poder, alternativa e concorrente ao poder secular. Se o poder dos homens sobre os homens, assente tanto em pilares de bom senso como, por vezes, na falta dele, serve para regular a manutenção e a subsistência do nosso Eu físico, numa desejada e inevitável harmonia social, já o poder religioso, o de um ou vários deuses sobre os homens, conforme o delírio ou o grau de intoxicação alucinogénia, assenta nos maleáveis pilares evolucionários da moderação comportamental e da sobrevivência, como o medo do desconhecido, o sofrimento, a angústia, a necessidade de explicar fenómenos naturais poderosos para uma adaptação mais sincrética à realidade e, talvez o mais importante de todos, a percepção inequívoca da morte.

É neste limbo de percepções inefáveis e de sentimentos impetuosos, que o espectro da religiosidade estende os seus tentáculos, cheio de espiritualidade mas com muito pouca espirituosidade, com o objectivo de subjugar, regular e comandar o sempre volúvel Eu incorpóreo.

Seja com o Cristo que incessantemente se ressuscita, condenado a salvar os homens por intermédio da exibição morbígena e pornográfica da sua execução, seja com o profeta quezilento e rancoroso que não aceita um gracejo sem suar aziúme por todos os interstícios lendeosos das veneráveis barbas, os arautos do paraíso acotovelam-se diligentemente no resguardo dourado das suas bancas de feira e apregoam aos sete céus a originalidade misericordiosa que aduba os seus terrenos contrafeitos, numa competição desenfreada pela máxima acumulação de almas no mínimo de espaço-tempo possível. Vendem sonhos, compram almas. Contrabandeiam acções virtuosas, lucram indultos ansiados fervorosamente, analgésicos místicos que atenuam a dor auto-infligida que o transtorno dissociativo de personalidade provoca. Publicitam virtudes, mascaram imperfeições. Apelam à doçura, esquecem, ocultam e, por vezes, praticam a tortura. Criticam a idolatria, gerem multinacionais de arte sacra. Perfilham a ciência, praticam exorcismos. Exaltam a criação do Homem e conspurcam-na com pecados originais, vergonhosos e capitais. E tantos malabarismos que tais.

São vendedores de sonhos que reclamam o reino eterno, negociando a eternidade a troco de mentiras que se eternizam. Vendem o desejo de que a certeza, adquirida e multiplicada pelos outros voluntariamente e de uma forma viral, de reza em reza, lhes remova ilusoriamente a agonia da sua própria incerteza e lhes conceda o antídoto perfeito que domestique e tranquilize complacentemente o Mr. Hyde de sono leve que hiberna no seu convulso Dr. Jekyll.

Para quê, então, a necessidade de apalpar periodicamente essa ferida hemofílica que teima a sarar? Para estimular a produção de glóbulos brancos. E para que ela não se esqueça que não é mais que uma ferida que teima em evoluir até à imponência tranquila, natural e adulta de uma cicatriz. E, sobretudo, porque não gosto de mentiras, mesmo que o mitómano que as conceba seja um obsessivo e compulsivo portador de boa vontade.

4 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

O obsoleto bispo de Córdova

TOMA DE POSESIÓN DEL OBISPO DE LA DIÓCESIS CORDOBESA, DEMETRIO FERNÁNDEZ GONZÁLEZ

 

Bispo de Córdova, Demetrio Fernández

“A ideologia de género destroça as famílias

 O bispo de Córdova, Demetrio Fernández, atacou diretamente na sua carta semanal a “ideologia de género” porque, segundo escreveu, “destroça la família”.

“Herodes continua vivo, e não mata apenas inocentes no seio materno, como também tenta mentalizar os nossos meninos, adolescentes e jovens com esta ideologia, querendo fazer-lhes ver que há outros tipos de família”, afirma na missiva.

3 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança

Vaticano – Estado offshore


Suspensos no Vaticano todos os pagamentos com cartão de crédito

Todos os pagamentos com cartão de crédito no Vaticano ficaram suspensos desde 1 de Janeiro porque a cidade-Estado não respeita as normas internacionais contra a lavagem de dinheiro, noticiou hoje a imprensa italiana.