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14 de Fevereiro, 2013 Carlos Esperança

Vaticano e Portugal. IOR e BPN.

Cada vez noto mais semelhanças entre Portugal e o Vaticano. O IOR e o BPN são dois bancos cujo rigor e honestidade causam calafrios nos meios financeiros internacionais e amplas vergonhas nos Estados em que operam.

O BPN levou à demissão de Oliveira e Costa. O IOR levou à demissão do mordomo do Papa e, por fim, do próprio B16.

Em ambos os casos são consideradas positivas as demissões o que significa que eram perniciosas as funções. Oliveira e Costa ganhou uma pulseira, B16 perde o direito ao anel.

A diferença relevante reside em quem paga as fraudes. Em Portugal são os contribuintes e no Vaticano são os crentes espalhados pelo mundo, através das ordens religiosas e dos centros onde se recolhem os óbolos e se distribuem bênçãos.

O Céu está cada vez mais caro.

14 de Fevereiro, 2013 Carlos Esperança

O Vaticano e o IOR

Felizes os Papas que, depois do que se passou no banco do Vaticano (IOR), podem dormir sem pulseira.

13 de Fevereiro, 2013 Carlos Esperança

O Presidente da República Francesa e o Papa demissionário

Reação de François Hollande:

« La République salue le pape qui prend cette décision mais elle n’a pas à faire davantage de commentaire sur ce qui appartient d’abord à l’Église », a-t-il ajouté. « C’est une décision humaine et une décision liée à une volonté qui doit être respectée »

13 de Fevereiro, 2013 Carlos Esperança

O Presidente da República e o Papa demissionário

«Quero, nesta ocasião, sublinhar a admiração profunda do Povo Português por Vossa Santidade e por um magistério que constitui exemplo de fé e de esperança, na defesa dos valores universais da tolerância e da paz».  (CAVACO SILVA  –  PRES. DA REPÚBLICA)

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Esta humilhante mensagem podia ter sido enviada por qualquer devoto, mas jamais pelo Presidente da República Portuguesa. Um país laico não se revê na subserviência do seu Presidente para com o chefe do único Estado totalitário encravado num país da União Europeia.

Cavaco Silva pode viajar de joelhos até Roma ou rastejar perante o único teocrata europeu mas não pode ferir a consciência dos ateus, agnósticos, livres-pensadores e membros de outras religiões.

O ato que julga protocolar é a ofensa gratuita e injusta de quem jurou a Constituição e tem o dever de a respeitar, comportando-se como representante de um Estado laico e não como regedor de um protetorado do Vaticano.

Num período de intenso desânimo e falta de amor próprio do País, as palavras de quem não distingue as convicções particulares das funções públicas que desempenha, são um ultraje a todos os portugueses alérgicos à água benta e de pituitária sensível ao incenso.

A atitude do devoto Cavaco Silva é simplesmente deplorável.

13 de Fevereiro, 2013 Carlos Esperança

Ninguém os entende…

Há beatos que exoneram a inteligência e a credibilidade para estarem sempre de acordo com a sua Igreja. Por maiores tolices que diga o Antigo Testamento, é a palavra de Deus que não quer dizer o que diz, mas o que os exegetas dizem que quer dizer.

Quanto aos papas, já sabemos que são sempre santos por profissão e estado civil e que as suas posições são sempre excelsas, quer condenem o uso da pílula e do preservativo ou defendam o jejum e a abstinência. É difícil perceber que se atribua a defesa da vida a quem exalta a castidade, certamente a mais implacável atitude contra a natalidade.

Os beatos consideram de inspiração divina os lugares-comuns e os projetos de poder, as fogueiras e as Cruzadas, a evangelização forçada e vida carcerária de freiras e monges.

João Paulo II foi o herói capaz de morrer no seu posto enquanto o exibiam na mais cruel decadência física e psíquica, tentando que a morte, em direto, provocasse uma comoção geral que convertesse os mais suscetíveis. Os que incensaram tão desumana impiedade são os mesmos que ora glorificam o desapego ao poder, a lucidez e generosidade do ato de renúncia de Bento XVI.

Venha o Diabo entendê-los. Pela primeira vez, o Vaticano vai ter dois papas. Os beatos, habituados a chorar cada Papa que morre, arriscam-se a perder um espetáculo. Ninguém chora um papa reformado.

12 de Fevereiro, 2013 Abraão Loureiro

Cadê as nuvens?!?!?!?

Aos anos que deambulo pela Terra sem nunca ter visto um raio que não iluminasse totalmente o céu mostrando as nuvenzinhas (porque com céu limpo não há trovões) e tudo o que os meus olhinhos viam cá em baixo agarrado ao chão. Neste milagre ainda não consagrado, a iluminação pública conseguiu ser mais forte que esse  raiozinho tímido. Talvez tenha sido uma raiozinha.

Também é de estranhar que o Vaticano não tenha ficado às escuras após a descarga. Ver video montado: http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-21421810

Resultado: Má qualidade na montagem.

Motivo: Uma encomenda urgente.

Hummm: Filippo Monteforte esperou duas horas pelo momento (escrito na notícia do site): http://www.tvi24.iol.pt/internacional/raio-basilica-papa-vaticano-fotografo-tvi24/1418998-4073.html

A comunicação social cada dia mais cheia de gente competente!

As equivalências não valem apenas para governantes.

 

raiozinho