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16 de Setembro, 2013 Carlos Esperança

Onde está o Estado laico?

Em vésperas das eleições autárquicas, o presidente da câmara de Esposende, o social-democrata João Cepa – que não se recandidata ao cargo –, decidiu gastar mais de cinco mil euros  na compra de terços para oferecer aos dois mil idosos que participaram, na semana passada, numa viagem ao Santuário de Fátima.

O aluguer dos 32 autocarros  custou 16,5 mil euros e também foi suportado pela autarquia. Confrontado pelo i, João Cepa afirmou que acha correcto que, num Estado laico, a autarquia gaste dinheiro em artigos religiosos.

16 de Setembro, 2013 Ricardo Alves

Governo britânico abre debate sobre a proibição do véu

Há quase dez anos, a proibição do véu nas escolas francesas era uma coisa estranha, uma mania, quiçá autoritária, só explicável porque «os gauleses são loucos». Os ingleses, diziam-me, esses sim, defendiam a liberdade das pessoas de se vestirem como a cultura lhes mandava. Passaram os anos, e hoje o governo britânico abriu o debate sobre a proibição do véu nas escolas, pela voz do Ministro da Administração Interna. Ouçamos Jeremy Browne:

  • «Sinto-me instintivamente desconfortável com restrições à liberdade dos indivíduos de seguirem a religião da sua escolha. (…) Mas há um debate genuíno sobre se as raparigas devem sentir uma compulsão para usar um véu quando a sociedade considera as crianças incapazes de expressarem as suas escolhas noutros assuntos como comprar álcool, fumar ou casarem-se.»

Registe-se que, na Europa, o véu está proibido nas escolas francesas e turcas (a alunas e professoras), em escolas de vários Estados alemães (às professoras), e… no Kosovo.

16 de Setembro, 2013 Carlos Esperança

Não há dever de reciprocidade?

O primeiro-ministro esloveno, o social-democrata Alenka Bratušek, lançou ontem a primeira pedra da primeira mesquita do país, em Liubliana, na presença de um ministro do Catar, país onde abandonar o islamismo é considerado apostasia e quem se converta ao cristianismo enfrenta perseguição severa.

Que a construção de uma mesquita é «uma vitória simbólica sobre todas as formas de intolerância religiosa» – como declarou o PM anfitrião –, é uma evidência irrefutável.

Mas será legítimo erigir mesquitas em países democráticos se no Catar a plena liberdade religiosa só existe para o totalitarismo islâmico?

Quando o Papa católico puder batizar um cristão na catedral do Bagdad, o grande rabino de Jerusalém orar na sinagoga de Cabul, o Patriarca da Igreja Ortodoxa Grega pregar em Rabat, o arcebispo de Cantuária oficiar no Bahrein, o bispo da IURD comprar um terreno no Azerbaijão, para expandir o negócio, e uma associação de ateus, céticos, agnósticos e racionalistas for legal no Iémen ou na Arábia Saudita, então poderão nascer mesquitas e madraças nos países onde o pluralismo religioso, político e filosófico são apanágio das democracias.

Que vitória sobre a intolerância seria ver um pagode em honra de Buda, em Omã, ou um templo hindu, dedicado a Vixnu, na Somália!

Até lá, encaro com apreensão a complacência com o multiculturalismo, sobretudo com o Islão, que promove a guerra aos infiéis, lapida mulheres adúlteras, decapita apóstatas e recusa respeitar a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

15 de Setembro, 2013 Carlos Esperança

A tradição, a fé e o crime

Enquanto no Iémen as autoridades averiguam sem entusiasmo a morte de Rawan, uma menina de 8 anos, possivelmente por ferimentos sofridos na primeira noite do seu casamento com um homem de cerca de 40 anos, crimes desta natureza não passam de danos colaterais da vontade do misericordioso profeta Maomé que, entre as 16 esposas, geralmente viúvas, desposou Aisha, menina de 6 anos, cujo casamento concretizou aos 9.

Como o analfabeto pastor de camelos é o homem mais perfeito para o maior número de pessoas do planeta, a idade de Aisha continua a ser a bitola que permite aos pais a venda das filhas para fins matrimoniais.

Nas sociedades sujeitas ao cristianismo, o fim da aberração, que o Antigo Testamento permite, não encontrou eco no direito canónico, mas no código civil, de natureza laica, frequentemente em confronto com a Igreja.

Invocar a cultura ou a tradição para absolver a perpetuação de iniquidades, geralmente contra as mulheres, é um crime oculto sob o álibi da tolerância e do multiculturalismo.

O silêncio dos países civilizados, com a voz embargada pelo petróleo, é uma vergonha que os torna cúmplices da barbárie.

15 de Setembro, 2013 Carlos Esperança

Gostos pios

Fundão Padre admite que se deitava com alunos

O ex-vice reitor do Seminário do Fundão, acusado em tribunal de abusos sexuais, nega qualquer crime, mas admite que se deitava com os seminaristas na cama, garantindo, no entanto, que não fazia mais do que as mães e os pais fazem aos filhos, escreve o Jornal de Notícias.

14 de Setembro, 2013 Abraão Loureiro

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